domingo, 27 de dezembro de 2020

Matar em sentido figurado

Fanon esteve na origem dos massacres terroristas em Angola

Francisco Serrano Socorro

Todos conhecemos a interessante personagem que dá pelo nome de Mamadu Ba [foto]. O cidadão senegalês que foi bolseiro em Lisboa e adquiriu, não há muito, a nacionalidade portuguesa. Que foi assessor do BE (Bloco de Esquerda), aos quais veio a chamar de “radicais iluminados”. Aquele dirigente do “SOS Racismo” que não perde uma oportunidade de atacar os portugueses em particular e os europeus em geral. 

Aquando de uma intervenção da PSP no “Bairro da Jamaica”, no Seixal, em janeiro de 2019, declarou que “temos de gramar com a bosta da bófia”. Não há dúvidas de que a intenção é injuriosa, mesmo que tenha declarado depois que “bosta” foi a atuação policial, não a própria PSP.

Sempre se diga que, para quem tiver um mínimo de conhecimento de Português corrente, “bosta” é estrume animal, e “bófia”, termo depreciativo para “polícia”, “agente policial”. Como a atuação tinha sido da PSP, é lógico supor que o termo era dirigido a essa força (se bem que possamos crer que o adjetivo depreciativo se aplicasse a todas as forças policiais).

Posteriormente entrevistado, vem dizer que “bosta da bófia” é a atuação, não é a PSP. Perante a insistência do jornalista, em como é um insulto, declara que também se sente insultado com a atuação policial. E que “o problema não é moral, é político” (‘).

Altos raciocínios, certamente. Por detrás, a foto do saudoso Che. O qual, além de ser um assassino, não perdia oportunidades de depreciar os africanos (e os portugueses, os gays, os ameríndios, os cães…).

No início de agosto, teve oportunidade de se colocar em evidência, aquando de misteriosa marcha com archotes que ocorreu em Lisboa. Alegadamente para protestar contra os crimes praticados contra as forças da autoridade, foi feita a chamada dos agentes mortos em serviço.

Nessa altura o oficialmente assustado dirigente “antirracista” classificou a marcha paramilitar de ser do estilo Ku Klux Klan. Sendo que, segundo a multidão de comentadores, o que aproximava essa estranha marcha dos desfiles supremacistas americanos eram os archotes.

Correu nas redes sociais que a marcha “aux flambeaux”, afinal, tinha sido organizada por um grupo de extrema-esquerda e até se dizia o nome da atriz que a tinha ensaiado.

Realmente, o facto de todos vestirem de preto, usando máscaras sem feições, é próprio de grupos teatrais. A desproporcionada participação feminina, usando cabeleiras postiças, e o facto de se verem na foto mãos castanhas a segurar os archotes, fazem duvidar de se tratar mesmo de um grupo “racista”.

Sempre se diga que fazer uma marcha com archotes, fazendo a chamada dos agentes da autoridade mortos em ação no ano corrente, pode ter efeito psicológico. Nada tem de racista.

Nessa altura, o senegalês declarou receber, bem como muitos militantes de esquerda (extrema), mensagens ameaçadoras de racistas. Os quais os viam como “alvos a massacrar”. E aí, exigiu proteção da Polícia (que desta vez não classificou de “bosta”, nem sequer chamou de “bófia”).

Esta personagem colorida vem agora, num vídeo difundido, falar na necessidade de “matar o homem branco”. Isso, a propósito de terminar com o “discurso de ódio”! O homem branco que “nos trouxe até aqui” tem de ser morto.

Ou seja, o homem branco, colonialista, racista e assassino, que trouxe os africanos para a Europa. É preciso terminar com a ideia da “euro-centralidade”, de que tudo quanto é bom partiu do mundo europeu.

Mundo europeu, aliás, ocidental, que é tão mau que trouxe os africanos para a Europa. A resposta óbvia é: se não concordam com a “euro-centralidade” voltem lá para donde vieram! Nos países asiáticos arriscam-se a não encontrar a tolerância com que são recebidos na Europa

Não é admirar que, pressionado, o pensador tenha depois vindo a dizer que falava em sentido figurado.

A realidade é que, dado o ambiente que se inflamou, há muitos que não tomam a noção como figurada, mas como um encorajamento a atos de violência. 

Consideram muitos que os massacres em Angola, nos inícios de 1961, contra portugueses brancos, negros e mestiços, foram diretamente instigados pela própria pessoa do ‘pensador’ Frantz Fanon, o ‘inspirador de Mamadu’

Todo o vídeo traduz agressividade. “Eles vão perder, diz uma vetusta Vilma Reis, de sotaque brasileiro. Afinal, temos a eterna noção de “nós e eles”. Evocada por alguém que em teoria deveria promover a harmonia entre todos os povos.

Quanto ao Fanon, que ele cita, quem é? Frantz Fanon [foto] era um crioulo, da Martinica, tendo família de ambas as “raças”. E era aquele protótipo de mestiço que odeia as duas cargas genéticas.

No seu livro “Black Skin White Masks” diz que um negro tem dois comportamentos: um com os seus iguais; outro com o “homem branco”. E que o negro das Antilhas quer aprender o francês correto para “ser branco”.

Os colonialistas “gauleses” foram tão maus que lhe deram uma bolsa para estudar em França Pagou-lhes juntando-se ao FLN, movimento independentista da Argélia.

No capítulo 6, “O negro e a Psicopatologia”, Fanon explica como ser negro afeta a psique. Segundo ele, devido ao tratamento que tiveram, os negros continuam traumatizados. E que os negros, dado o facto de a cor da sua (deles) pele ser negra, são incapazes de processar o trauma (de serem negros) ou torná-lo inconsciente. “Não conseguem evitar de pensar que são negros, com todo o traumatismo que daí deriva”.

Segundo ele, a Psicologia tradicional foi elaborada sem tomar em conta os negros. Ou seja, os negros (ignoramos se inclui os povos mistos) são incapazes de ultrapassar o trauma de serem negros; ao estudar, querem é ser brancos e são uns frustrados por serem negros! E esta luminária, oficialmente influenciou movimentos separatistas (diríamos racistas) negros, como os “Black Panther” e líderes como Malcom X!

No seu ensaio de 1961, “Les damnés de la terre”, Fanon defende a sublevação violenta dos colonizados contra os colonizadores. Declara que aqueles que são considerados infra-humanos não estão obrigados a cumprir com preceitos de “humanidade” para com o colonizador. E foi o que se viu.

O palavroso prefácio desta obra foi escrito pelo inestimável (que não se pode estimar) Jean-Paul Sartre. Dele consta a célebre frase: “abater um europeu é matar dois coelhos com uma só cajadada: suprimir ao mesmo tempo um explorador e um explorado. Ficam um homem morto e um homem livre”. Grande humanista! Também como Fanon, os seus apaniguados declaram que é fora de contexto.

Esse grande anticolonialista, revolucionário radical, afinal, foi morrer à América ainda da segregação, em 1961.

Nota trágica, tradutora de instabilidades, a sua viúva francesa, Josie Dublé [foto], suicidou-se em Argel, em 1989. Aqui vemos a qualidade humanista da autoridade filosófica invocada pelo inspirado Mamadu.

Este caso constitui mais uma demonstração de como há que rever a Lei da Nacionalidade. Prevendo que aqueles que obtiveram a nacionalidade possam ser dela destituídos por comportamento indigno.

De qualquer modo, o dirigente antirracista cometeu o crime de incitamento ao ódio racial. Neste caso, há que ser julgado. Se não for cidadão, julgá-lo e remetê-lo para a África. Onde, seguindo os raciocínios dele, será muito mais feliz do que no mundo da euro-centralidade. 

Título e Texto: Francisco Serrano Socorro, o Diabo, nº 2293, 11-12-2020
Digitação: JP, 27-12-2020


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