terça-feira, 22 de dezembro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] De ergofóbicos e ergofobias

Aparecido Raimundo de Souza

FUNÂMBULO LULA MAIA D’ EU ALCOLUMBRE não é doente. Aos cinquenta anos, nunca passou nem em porta de hospital. De pronto socorro da rede pública, idem. Contudo, sofre de uma enfermidade chamada ergofobia, doença que descobriu, aos doze para treze, quando saiu do Chile e conseguiu nacionalidade brasileira e, a partir daí, acha que passou a se entender por gente. Só a se entender, porque, no fundo, até hoje, não sabe onde tem a ponta do nariz e, tampouco, explicar matematicamente onde estaria situada a sua terceira orelha, ou seja a ‘esquerda-meio-direita’ A isto, poderia ser alcunhado de democratas ou demo’ni’acratas?! Dificil definir...

A ergofobia, é um mal bem antigo. Remonta da idade em que Cristo Salvador andava pregando pela Terra, usando os apetrechos da carpintaria de seu pai José. Hoje, esta miséria ataca mais da metade da população. Só para se ter uma ideia do tamanho da calamidade (fazendo a conta em números baixos), entre quinhentos brasileiros, quatrocentos e noventa e nove tem o vírus adormecido no sangue. Segundo a ‘Organização Mundial-Desorganizada-da Saúde’, a OMDS, o único imbecil que sobrou sem contrair o estrago, morreu e, neste momento, segundo São Pedro, está pagando, em suaves prestações (a se perderem de vista), um carnê das Casas Bahia, às suas dívidas à Deus.

A maior incidência de atingidos está condensada na Capital Federal, ou ‘Fedemal’ -, que no ranking geral aparece saltitante e em primeiro lugar -, vindo, em seguida, São Paulo e Rio de Janeiro e, Belo Horizonte, em terceiro. É bom esclarecer, para não dar boulos, nenhum estado da Federação está fora do campo de proliferação da ergofobia. Evidentemente cada cidade apresenta números expressivos (sempre para mais, ou para menos, como nas pesquisas das grandes empresas de opinião pública tidas como ‘cérias e onestas’), todavia, nenhuma considerada a níveis pequenos, ou insignificantes, porém, o bastante, para que possa vir a ser deixada de ser incluída nos gráficos das estatísticas.

Segundo investigações profundas das autoridades especializadas em moléstias raras -, a cada ano cresce assustadoramente o volume de contaminados (mais até que a pobrezinha e indefesa Covi-19, que, aliás, nenhuma outra úlcera aberta, até o presente momento, lhe chega a beijar os fundilhos dos calcanhares), o que, em curtíssimo prazo, ainda no pensar altamente científico dos estudiosos, atingirá seu ponto mais crítico, ou seja, o ápice da ‘Segunda Onda’, em 2021, representando, em paralelo, um atentado custoso e cada vez maior e dispendioso para o País.

O quadro clínico da ergofobia possui cinco partes distintas dentro de uma escala que vai de zero a cinquenta. Independentemente do número de cada um, embutido nessa escala, qualquer cidadão formado e habilitado para atuar na área da saúde, ou melhor nas dependências transparentes do SUS (Sistema Único de Salafrários), terá condições de identificar na hora, na cara, na bicha, perdão, na bucha, se o sujeito é ou não portador desta patologia morbo. De zero a dez, a vítima tem o vírus, mas este ainda não se manifestou. De onze a vinte, a bactéria sairá da sua fase de incubação e começará a mostrar os primeiros sinais de ataque sobre o corpo.

De vinte e um a trinta, a vítima lutará com unhas e dentes para sobreviver. Entretanto, logo se deixará levar por uma febre fortíssima que acabará por desistir de seguir em frente e lutar contra o mal. De trinta e um a quarenta, a criatura estará com quase todo o sangue infectado. Nesta etapa, alguns moribundos ainda tentarão, num esforço transcendente e extraordinariamente sobre-humano, se manterem vivos, respirando, mas devido ao enfraquecimento de algumas funções vitais do organismo, acabarão por jogarem a tolha e se deixarão vencer.

De quarenta e um a cinquenta, não há mais regresso. O sacrificado perderá a estabilidade de agir sozinho, devido a falência múltipla dos órgãos que o mantém de olhos abertos e o coração batendo. Neste estágio, o sujeito deverá estar preparado para enfrentar o fim. Ou no pior dos sacrifícios, esperar pela substância salvadora e miraculosa do Dória, ou melhor, aguardar a dita vacina do Escória. A título de ilustração, o ergofóbico classificado na ‘quarta fase’ -, ou fase incidental crônica -, sofrerá algumas alterações básicas.

Segundo considerações do doutor Drauzio Cadella, o desditoso ‘passará a gostar de viver só no luxo. O ergofóbico ama a suntuosidade excessiva, o fausto, a profusão e os prazeres efêmeros, mais que a própria vida. Deseja, de uma só vez, todos os regozijos que a vida e o dinheiro podem lhe proporcionar, principalmente os regalos ‘arregalativos’ advindos dos bolsos da sofrida sociedade que o sustenta. Em outras palavras, o ergofóbico gosta de mamar nas tetas de todas as benesses voltadas para as fraquezas da carne’.

Funâmbulo Lula Maia D’ Eu Alcolumbre, tem consciência de tudo. Embora seja um ‘pouco-porco-nojento’ (em face de ser gordinho e ter a fisionomia de vira-lata de periferia), na realidade é sujo, meio assim asqueroso. É esperto, inteligente, velhaco, afiado, ardiloso, ligeiro e safo. Por conseguinte, e por ser um ergofóbico nato, não chafurda em chiqueiros de localidades satélites. Ao contrário, vive nos enxurdeiros e nas ‘pocilgas-altas-rodas’. Frequenta os melhores lugares e até se destaca nas esferas brasilienses como se fosse um de seus membros mais distintos e brilhantes.

Aliás, Funâmbulo Lula Maia D’ Eu Alcolumbre vai muito além destas figuras conhecidíssimas nos meios sociais palacianos. Constantemente suas fotos costumam sair pela imprensa como vermes de esgoto, estampadas nas colunas sociais dos jornais de maior circulação a nível nacional. O Correio Brasiliense, por exemplo, é um deles. Bem acompanhado, o crápula faz questão de pousar ladeado por figuras femininas cujas reputações estão acima de quaisquer véus de desconfianças ou conjecturas de suspeitas.

A personalidade ‘femininérrima’ que atualmente encabeça a lista, atende pelo apelido de Deuamaris e Ensina Alves (ensina a ler e a escrever em chinês, a língua do momento). Deuamaris, além de ‘paustoura’ (ou aquela que ‘pausta’), ocupa a vaquinha do ‘Mistério Misterioso da Mulher, da Fa’lída’mília e dos Direitos-Esquerdos Umanos’. O que nos leva a concluir, pelo encabeçamento desta des-graça ou ‘vinte-graças’, as demais e os ‘de-penetra’, entre eles, o cantor das multidões, Pabllo Vomittar, a Dilma Rouboussettiff.

Seria desumano e imperdoável, se esquecêssemos das figuras do deuputado Bagulho Gaudelha, do mi’SI’nistro AleXandre Carla Perez de Morrais (que mandou prender o jornalista Oswaldo Eustáquio por apoiar abertamente Jair Bolsonaro), embora para nós, igualmente, estes chúbrias não valham porcaria nenhuma. Ou na mais profunda das conclusões: não valeriam, para os brasileiros que se prezam e têm vergonha na fuça, o mais nojento de todos os excrementos que pudessem ser encontrados num único vaso sanitário. Ainda que Bruno Sepultura Covas sem querer, tomasse uma ‘purinha’ com o Dezenove Dedos do PT e puxasse, sem querer querendo, o cordãozinho da descarga.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha no Espírito Santo, 22-12-2020

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