sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Anjos de asas cortadas

Aparecido Raimundo de Souza

Por quais  motivos paramos de advogar??!!  

TODO MUNDO TEM PROBLEMAS. Neste quesito, certamente os senhores concordarão com as nossas assertivas. Não há um ser vivente, na face da Terra, que não tenha, na cabeça, uma merda qualquer que atrapalhe o seu dia a dia. Que tire o seu sono, ou que o deixe com os nervos em frangalhos. Todos, sem exceção, esbarram em questões difíceis, contendas intrincadas, querelas ‘cabeludas’, pendências porfiosas e pendengas inoportunas que mais hoje, mais amanhã, vão desembocar nas barbas sujas da justiça. 

Em vista disto, em algum lugar do caminho, indistintamente todos, uma hora ou outra, precisarão ingressar pedindo a tutela do Estado. O povo, de um modo geral, sabe de cor e salteado que, para se bater às portas da justiça, as pessoas carecem de um defensor, de um procurador —, grosso modo —, de um advogado. Sem ele, a figura do advogado, a justiça (a nossa justiça diga-se de passagem uma latrina cheia de bosta) não anda. A justiça, por sua natureza desonesta e fútil, se faz vazia e possuidora de uma garganta larga. Gosta de comer bem, de passar melhor ainda. Vive, entretanto, empacada e capenga, não anda, não deslancha, manca por ser aleijada, como se tivesse um pau enorme enterrado em seu traseiro. 

Além da venda na fuça, a piranhuda usa uma espada à tira colo, que até hoje não conseguimos distinguir ou discernir para que serve. Com um advogado nos calcanhares, é difícil conseguir ganho de causa, imaginem sem! Aqueles pobres Manés, as sofredoras Aninhas desdentadas, que não podem ajustar um intermediário, já dispõe de meio caminho para tomarem diretamente nos píncaros da buzanfa, ou seja, os infelizes que não têm um patrono, uma bucha de canhão (o advogado é, antes de tudo, uma bucha de canhão, um tafulho, um  ser barato, tipo caralho duro e pronto para toda obra, um faz de tudo...), certamente purgarão todos os seus pecados e deslizes, como se tivessem corroendo as suas vidas diretamente abancados nos quintos do inferno. 

Acreditem, caríssimos. Dizemos francamente, de camarote, de peito aberto: sem um mediador para labutar ferrenhamente por seus direitos, todos aqueles desgraçados e desafortunados que possuam uma batalha, uma rusga, uma peleja, sem o profissionalismo sagaz de um profissional à altura do direito, estarão guindados (ou fornicados) a verem seus objetivos caindo por terra, ou no pior dos finalmentes, seus sonhos (às vezes) de uma vida inteira sendo sugados para dentro de um ralo imenso, maior que os dos famosos gastos hercúleos de outras doenças incuráveis conhecidas como Câmara dos Deputados, Senado Federal, Ministérios disto e daquilo outro... 

Estes gastos, amados leitores, por sinal, de tão contaminados pela ação direta e reta dos ladrões de colarinho branco e malfeitores de sapatos de grifes, que a depenam, e nos arrancam as cuecas e calcinhas, nem a Providência Divina se vê à altura de reunir condições para dar uma ajeitada. Pois bem! Vamos voltar ao foco da justiça. O outro lado da moeda, é que todas as pessoas, indistintamente, querem se beneficiar da droga da justiça e, claro, dos causídicos que nela militam, pela contramão do que ensina, ou do que reza a cartilha do bom senso. Que porra venha a ser isto? 

É o que chamamos, senhoras e senhores, de ‘DE GRAÇA’. ‘DE GRAÇA’, se traduz por infinitos nomes, os mais populares, ‘NA FLAUTA’, no ‘SEM PAGAR’, no ‘SEM COÇAR OS BOLSOS’. Por dilatação, ou largueza, surge uma frase muito usada pelas criaturas que gostam de se beneficiarem, sem remunerarem os advogados: ‘SE EU GANHAR A CAUSA, EU PAGO’. Existe uma turma especializada dentro da sociedade brasileira, melhor dito, um ajuntamento de cafajestes segregados numa irmandade bastante expressiva de filhos da puta (ou caras de jumentos), que ainda alimentam aquela linha insensata, de falar em ACERTAR os ‘HONORÁRIOS’’ quando ‘ganhar a briga’. 

Seria o famoso e ao mesmo tempo desditoso ‘CONTRATO DE RISCO’. Meus amigos, entendam: A matemática é muito simples. A lógica é tosca, todavia, luminosa, a ponto de até um cego enxergar, sem mencionarmos o objetivo que é tão caseiro que doí na alma, perdão, nos bolsos. Eis alguns exemplos comezinhamente familiares. Quando o sujeito vai ao médico, em face de uma dorzinha de barriga, não precisa pagar a consulta antes? Sim ou não?! Quando procura um dentista, não compensa o profissional pelos serviços que ele executou? Sim ou não?! 

Assim, prezados, são todas as profissões. T O D A S. Paga-se antes, para ser socorrido das picuinhas, dos dissabores, dos entraves que estão afligindo o seu cotidiano. Aqueles entediosos ‘NÃO ESPERADOS’ que tiram o sono, que causam a perda do sossego, da paz de espírito, que corrompem a tesão, e até a vontade de dar o cu. Esta história de ‘pagar os honorários dos advogados DEPOIS, quando ganhar a causa, é coisa dos tempos das cavernas, ou do período paleolítico da pedra lascada. A  escravidão, só para ilustrar os ‘esquecidinhos’, foi banida pela Lei Áurea desde 13 de maio  de  1888. 

Por assim, quem tem dinheiro, compra a justiça. Faz dela gato e sapato, lembrando, a vagabunda é cega, obnubilada, ‘entre aspas’ e, apesar de não farejar um palmo adiante do nariz, é podre, cheira mal, é maliciosa, nojenta e puta. Desonrosamente uma prostituta da pior espécie, além de dispendiosa, perigosa e literalmente temerária. Mesmo chute nos testículos, os seus representantes conhecidos nos meios jurídicos como ‘CABEÇAS DE GUIA’, ou os ‘DEUSES INTOCÁVEIS, AQUELES BORRA-BOTAS QUE USAM AS CAPAS PRETAS. 

Verdadeiros urubus, ou abutres, à cata de carniças. Bufões, Girafales de periferia, Palhaços de um circo falido, Mambembes que se acham os maiorais, ou pior, se miram no espelho da hipocrisia que os cercam, como ‘GUARDIÃES DE UMA INSTITUIÇÃO ARRUINADA, ESTUPORADA e FALIDA. Pensam, estas gonorreias, estes cancros, serem Divindades.  Agem, por assim,  como se o Céu fosse o eterno paraíso de suas bestialidades. 

Alguns juízes, senhoras e senhores, costumam dar sentenças capciosas e marotas, sentenças de quinze a vinte páginas (até mais), quando poderiam sucintamente falarem o necessário, o óbvio, em duas laudas. Logicamente, estes vermes pretendem mostrar serviços aos Poderosos. Aos que pagam bem. Os leitores já tiveram a oportunidade de, alguma vez, assistirem, pela televisão, os mi'SI'nistros da tal Corte de Justiça, em Brasília,  borcando seus votos? Chega a ser patético. Neste tom, os necessitados, os que fazem uso de ‘ATESTADOS DE POBREZAS’ somente são agraciados se houver um milagre. Devemos ressaltar, que em qualquer circunstância, prevalece a lei do ‘quem pode mais, chora menos’, dependendo, via paralela, sempre (não nos esqueçamos do ‘sempre’) do quanto ou do ‘quantum’ a parte encrencada colocará na conta bancária dos CAPAS PRETAS, por debaixo dos panos. 

Até aqui, na hora dos ‘ACERTOS’, entrará, em cena, a figura intercessora e apadrinhadora do advogado. Quem pode arcar com as tais ‘custas e emolumentos’ (dito de forma mais branda, pagar a justiça, a terá com toda justiça e presteza, dependendo do caso, ou da situação, usque desfrutará dela até na cama de um hotel com mais estrelas que um generalzinho de pijama. Os ‘fodidos’’, os ‘pobretões’, os ‘sem condições’, os ‘não sei quem são’, como os nomes traduzem, os sem fundos, ou sem condições de meterem os cinco dedos nas carteiras, se contentarão em contar navios num mar negro, de águas turbulentas, onde sequer trafegam barquinhos de papel. 

O que queremos sinalizar, com tudo isto que trouxemos à baila é que as pessoas (aqui falamos de todos, indistintamente) não gostam de pagar os advogados. Pensam que os defensores da lei não comem, não fodem,  não tem família, não tem filhos, netos, carnês e contas em abundância para pagarem. Pedem ‘favores’, ajudas, arrimos, assistências, amabilidades, como se os causídicos fossem entidades Sublimes. Uns Elevados, uns Sidéreos, uns Impalpáveis, como o Mestre Jesus Cristo Salvador, que tudo pode e tudo faz, sem precisar dos honorários para a sua sobrevivência. 

Cansamos de fazer favores. De trabalharmos de graça para pilantras, para almofadinhas, para vermes 'wiltosos', que surgem em nossos caminhos, como larvas vomitadas de esgotos. Para terminarmos, senhoras e senhores, pasmem! Os maiores, os lixos e detritos que nos pedem favores, que mais querem serviços de graça, na manha, na caridade, no 0800, invocando uma suposta amizade fajuta, estão embutidos no nosso próprio seio familiar trazendo, de contrapeso, os problemas mais intrincados e difíceis, a ponto de mandarmos, para a puta que pariu, a nossa sofrida paciência do excelente profissional. 

Alguns advogados quando se deparam com estes desafios, por vezes trabalhando de graça, e não tendo como defender seus clientes, por falta de recursos financeiros, onde tudo é pago, tudo gira em torno de grana, da bufunfa, do faz me rir, caem em depressão. Talvez, em face disto, estas criaturas mandem tudo para a casa do caralho e, no mesmo processo, se esquecem daquelas palavrinhas nojentas ditas na hora da ‘colação de grau’, onde, entre outras inverdades e blábláblás, juraram defender o direito esquecendo que o direito (seja ele esquerdo ou direito) não prevalecerá, não prosperará, não sobressairá, se o advogado que toma a causa para si, não tiver o combustível para sustentacular, com as honras devidas, os tribunais, os juízes, os promotores, e, de embrulhada, toda a cambada paralítica dos enganadores do povo. 

De mais a mais, em conclusão, amados e caríssimos leitores, nunca se olvidem: a justiça não deveria ter dois pesos e duas medidas. Porém, SER imparcial e inteiramente justa, e séria, objetiva e primorosa, transparente... E destituída de qualquer suspeita, fazendo prevalecer sempre a mais lídima e fidedigna translucidez e, acima de nenhuma sacanagem, por menor que fosse, vivenciar a mais casta e genuína diafaneidade, a mesma que cultua; ou que deveria venerar; ou reverenciar tanto pendendo os pratos da balança para os pobres; como para os ricos; sem a máscara da orgia bitolada conhecida nos fóruns, como PROCRASTINAÇÃO DEPRAVADA EM GRAU MÁXIMO. 

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de São Luiz, no Maranhão, 11-12-2020

Colunas anteriores:
O sublunado da poça de água suja
Lados opostos
Tarja com caveira
Mala sem alça
Encaixe perfeito
Deuses ou hipócritas?!

4 comentários:

  1. Lamentável!
    E mais não digo ,para não ser indelicado!

    ResponderExcluir
  2. Eu iria um bocadinho mais longe, nesta lista trazida pelo Aparecido com referência ao "de graça' na manha, no 0800. Continuo recebendo em meu celular, como igualmente no celular dele (que também sou eu quem atende), pessoas lá de Vitória, no Espírito Santo, que insistem em continuar mandando mensagens ou ligando, de cinco em cinco minutos, fazendo perguntas sobre questiúnculas ligadas ao direito, ou melhor, a profissão de advogar. São seres desprezíveis que não se mancam, que não tem vergonha na cara, não gostam de pagar e insistem em fazer perguntas capciosas, na tentativa de se livrarem de suas complicações. Por assim, entendo que na lista trazida pelo Aparecido, acrescentaria ao 'De graça', as ligações, ou as consultas objetivando tirar algum proveito do profissional, bem ainda colher alguma informação por mensagem ou por telefonema na base da amizade, na linha do me faz um favor, me esclareça; qualquer coisa que venha beneficiar o infeliz que liga e, de alguma forma, intenciona se ver desafogado de algum desconforto sofrido. Me perdoem: as pessoas precisam entender que uma consulta sobre qualquer assunto está enquadrado na lista de honorários da OAB, ou Ordem dos Advogados do Brasil. Quando alguém se atreve, como ainda a pouco, uma pessoa queria uma informação sobre como proceder numa compra mal feita, como reaver o dinheiro de volta. Sugeriria a estas criaturas, com toda calma e tranquilidade, que dessem uma espiada na Tabela de Honorários disponibilizada no site da Entidade. Pintar, pois, com perguntas para o Aparecido com relação a problemas ligados a profissão de advogado, eu mando logo a pergunta: Por gentileza, a senhora ou o senhor vão pagar pela consulta? Segue a conta bancaria do Dr. Assim que eu confirmar o depósito, ele liga e dá o seu parecer. Era o que tinha a acrescentar.
    Carina
    Ca
    de São Luiz, no Maranhão.

    ResponderExcluir
  3. TODA PROFISSÃO TEM DE SER REMUNERADA ,SALVO TRABALHOS VOLUNTÁRIOS ,COMO FAÇO!
    MESMO ASSIM ,ME OBRIGUEI A ASSINAR UM CONTRATO COM A SANTA CASA ,DE QUE JAMAIS REIVINDICARIA QUALQUER VALOR.

    MAS ,EU JAMAIS CONSULTARIA UM ADVOGADO QUE TEM EM TÃO MAU CONCEITO A JUSTIÇA!
    LEMBRA UMA DONA DE BORDEL DE QUINTA,RECLAMANDO DE SUAS FUNCIONARIAS DA QUALIDADE DO SEXO PRATICADO NAS DEPENDENCIAS.

    NO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR ,ME REFERI AO TEXTO!
    OU A QUALIDADE DO MESMO!

    TOTAL DECADÊNCIA EM RELAÇÃO AOS PRIMEIROS AQUI PUBLICADOS.
    UMA LINGUAGEM ADOLESCENTE ,VINDA DE UM SENHOR AVELHUSCADO, COM DIVERSOS TERMOS CHULOS DISTRIBUÍDOS PELO TEXTO , DESTOA DA SERIEDADE,
    QUE DEVERIA TER.
    PERDE A CREDIBILIDADE E O RESPEITO AO ESCRITOR QUE PRETENDEU SER!

    O palavrão ,COMO FAZEM ALGUNS ESCRITORES SÉRIOS , PRECISA SER JUSTIFICADO PARA SUA INCLUSÃO NO TEXTO !
    GRATUITO É AGRESSIVO AO BOM GOSTO E VIRA UMA TOTAL FALTA DO QUE DIZER.

    E QUANTO A CARINA VIR DEFENDER O APARECIDO COMO COSTUMA FAZER , ME SUGERE ,UM PROVECTO SENHOR COM DIFICULDADES DE SE EXPRESSAR.
    ISTO SE CARINA EXISTIR?
    ESTOU SUSPEITANDO DE UM ALTER EGO COM COMPROMISSOS MAIS DO QUE PROFISSIONAIS , QUE PROTEGE SEU “PATRÃO” INCAPACITADO DE FAZE-LO POR SI!
    OU COMO DEFINIU CÍCERO, O OUTRO EU , MELHOR PREPARADO!

    DORAVANTE NOS POUPAREI DE COMENTAR ESTAS LEITURAS BOLORENTAS E DESVAIRADAS, E COMO DISSE NO COMENTÁRIO ANTERIOR , PARA NÃO SER INDELICADO, E MANTER UM MÍNIMO DE RESPEITO POR ESTE SENHOR!
    E NÃO ME VENHAM COM O FALSO ARGUMENTO, DE QUE NINGUÉM É OBRIGADO A LER, QUANDO NÃO TEM OUTRA FINALIDADE A PUBLICAÇÃO.
    NÃO CUSTA FILTRAR UM POUCO EM RESPEITO AOS DO LADO DE CÁ!

    ResponderExcluir
  4. Meu conceito de advogado e que se parece com a pulga.
    Um nos tira todo o sangue que pode, o outro é apenas um inseto.
    Só irei crer na justiça o dia que OS advogados mostrarem seus impostos de renda quanto ganharam e o CPF de quem lhe pagou.
    fui...

    ResponderExcluir

Não aceitamos/não publicamos comentários anônimos.

Se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-