domingo, 18 de abril de 2021

Didier Raoult, un an après le début de la crise

Un peu plus d’un an après le début de l’épidémie de Covid-19 en France, le Pr Didier Raoult, spécialiste des maladies infectieuses à l’institut hospitalo-universitaire Méditerranée Infection, a accordé une interview exclusive à Bruce Toussaint.

BFMTV, 16-4-2021

Covid-19: em ao menos um dia, 68% dos moradores de favelas não tiveram dinheiro para comprar comida

Essa foi uma das revelações da pesquisa feita pelo Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva – Pesquisa e Estratégia e com a Cufa

Redação Oeste

Previsivelmente, os fechadores compulsivos de bares, restaurantes, templos, museus, cinemas, teatros, shopping centers, prateleiras de supermercados, salões de cabeleireiros, barbearias, escolas, fábricas, lojas e outras vítimas da epidemia de autoritarismo fecharam os olhos à dramática piora da paisagem formada pelas favelas brasileiras, onde sobrevive uma imensidão de gente que ajuda a transformar o transporte público no maior e mais alarmante foco de disseminação do coronavírus do Brasil. O palavrório das entrevistas coletivas de prefeitos e governadores não incluiu sequer um asterisco sobre os brasileiros amontoados em barracos. Também não foi nem será dedicada uma mísera vírgula à pesquisa feita entre 9 e 11 de fevereiro pelo Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva – Pesquisa e Estratégia e com a Central Única das Favelas (Cufa).

O palavrório das entrevistas coletivas de prefeitos e governadores não incluiu sequer um asterisco sobre os brasileiros amontoados em barracos


Foram entrevistados habitantes de 76 favelas espalhadas por todos os Estados brasileiros. As constatações são desoladoras. Nas duas semanas anteriores ao levantamento, por exemplo, em ao menos um dia 68% dos moradores não tinham conseguido dinheiro para comprar comida. As refeições diárias caíram de 2,4 em agosto de 2020 para 1,9 em fevereiro, e 71% das famílias agora sobrevivem com menos da metade da renda obtida antes da pandemia. Nove em cada dez favelados receberam alguma doação. Sem esse gesto solidário, oito em cada dez famílias não teriam condições de se alimentar, comprar produtos de higiene e limpeza e pagar contas básicas. Nas favelas, o número de casos confirmados e óbitos é o dobro do registrado nos bairros nobres, mas apenas 32% procuram seguir as medidas de prevenção. Outros 33% tentam de vez em quando ajustar-se às regras, 30% afirmam que não conseguem segui-las e 5% abdicaram de tentativas. É certo que, do começo de fevereiro para cá, esse cenário se tornou ainda mais cinzento.

[As danações de Carina] Vida submersa

Carina Bratt

A pequena Maria Rita, de apenas seis anos, ficava de olhos compridos e arregalados, espiando a mãe dando um duro danado, no tanque e nas duas máquinas de lavar roupas. Além das vestimentas de casa, e dos demais afazeres do cotidiano, a sua mãe lavava para fora. Todo santo dia aparecia no portão umas mulheres carregando pesados sacos ou bolsas e, dentro deles, um amontoado sem fim de camisas, calças, saias, blusas, roupas de crianças, de bebês, enfim, o chão de cimento da área de serviço ao lado da cozinha se vestia de cores as mais diversas, como foliões num carnaval fora de época.

Extremamente ativa e pacienciosa, Beti se desdobrava, numa agonia incansável. Separava saco por saco, para não dar problemas, notadamente na hora em que tudo ficava pronto e nos conformes. Sabia, de antemão, se acaso se descuidasse e caísse na burrice de entregar as peças erradas às freguesas que a ela confiavam seus trajes elegantes, certamente perderia os valores que cada uma desembolsava religiosamente em dia.

Maria Rita, parecia entender a situação. A seu modo. Não chorava, não dava trabalho. Ficava ali perto, brincando com suas velhas bonecas, de quando em vez comendo alguma coisa que a mãe trazia correndo. De outra feita, se pegava entretida com o aparelho de televisão do tempo do ronca com os desenhos do Maguila Gorila e o Papa Léguas, seus preferidos.

Maria Rita brincava sozinha, sem a proximidade de outras crianças da sua idade. Os dias entravam tristes e terminavam melancólicos. Vivia, a pequena, uma infância vazia, truncada, sem o alvoroço das gritarias, sem a graça de alguém da sua idade, para dividir a solidão imensa que acordava cedo e se estendia até quase às dezenove horas, quando a mãe dava um basta na situação e se dedicava a cuidar de outros afazeres igualmente importantes.

Nesta hora, desligava as duas máquinas, o ferro de passar, conferia os varais, refazia as peças passadas. Tudo nos conformes, apagava as luzes e partia para uma outra jornada. Preparar o jantar. Logo o seu marido, o Luiz Manoel chegaria da rua, vindo do trabalho de bicicleta, cansado, faminto, e carecia que a última refeição estivesse pronta e na mesa, ou então se recolheria sem colocar alguma coisa que o sustentasse à repetição da rotina do dia seguinte. Da sua residência até o serviço, vinte e oito quilômetros, perfazendo um total de cinquenta e seis.

sábado, 17 de abril de 2021

O dr. Antunes: autópsia de um “especialista”

Ou porque acreditam na parlapatice, ou porque a parlapatice é feita à medida dos seus interesses, o prof. Marcelo e o dr. Costa usam-na para arruinar económica, sanitária, social e mentalmente o país.

Alberto Gonçalves

O episódio que se segue aconteceu a 20 de janeiro. Entrevistado nos estúdios da TVI, onde foi condenar o facto de os restantes cidadãos saírem de casa sem necessidade, Carlos Antunes, matemático e professor da Faculdade de Ciências de Lisboa, espalhou previsões e pessimismo com abundância. Entre outros pormenores, garantiu que Portugal chegaria aos 17 mil casos diários a 10 ou 12 de fevereiro e que o regresso a valores semelhantes aos que tínhamos antes do Natal só seria possível em meados de abril. Isto, advertiu, se o “confinamento” se reforçasse até níveis de clausura idênticos aos de março/abril de 2020 e se a variante britânica do vírus (chinês, já agora) não se tornasse dominante. Caso contrário, haveria que acrescentar 50% aos 17 mil casos diários e, inferia-se, esperar por uma queda significativa de casos, internamentos e mortes lá para junho. Ou setembro. Ou abril de 2024.

Ora bem, escrevo a 16 de abril (de 2021, já agora) e os dados são públicos. Sem um confinamento sequer parecido ao do ano passado, e sob a dita dominância da dita variante britânica, Portugal nunca chegou aos 17 mil ou 25 mil casos diários: chegou aos 16 mil, embora a 28 de janeiro. Valores análogos aos que antecederam o Natal apareceram logo por volta de 7 de fevereiro. A 12 de Fevereiro os casos diários rondavam os dois mil e oitocentos, por extenso que é para não confundir ninguém. Nessa altura, a quantidade de casos era comparável com o início de outubro. Do meio de março até hoje, a média semanal de testes positivos anda próximo da do final do Verão. O número de internamentos e de mortes também.

Desde que Mestre Alves profetizou o final da carreira de Mourinho mal saísse do FC Porto e entrasse no Celse (ele dizia assim) que não me lembro de um adivinho se espalhar com o estrondo do dr. Antunes. Pelos vistos, a evolução das entranhas de galinha para os gráficos com curvinhas não se traduziu em maior acerto. E trocar a veneração dos signos pela devoção ao R(t) produz na mesma tiros ao lado, ao lado da “mouche”, ao lado do alvo e ao lado do próprio campo de tiro. Independentemente dos métodos, as artes esotéricas são muito menos eficazes a prever o que aí vem do que o que já veio. Ou, nas imortais palavras de um parceiro de ilusionismo do dr. Antunes, “só conseguimos prever o que está a acontecer”.

Supremo inaugura monumento ao surrealismo

Lula continuaria condenado se as patifarias que cometeu só alvejassem a Petrobras

Augusto Nunes

A Folha de S. Paulo, sempre gentil com o ex-presidente e ex-presidiário, assim resumiu a decisão do Supremo Tribunal Federal que confirmou a anulação das condenações impostas a Lula e a devolução dos seus direitos políticos: "A maioria dos ministros concordou que as ações contra o petista não tratavam apenas da Petrobras e que a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba dizia respeito somente a processos com vinculação direta com a petrolífera". A pobreza do texto combina com a indigência do pretexto invocado por oito ministros para, na prática, absolverem um pecador juramentado.

Para esses juízes, portanto, as condenações continuariam valendo caso Lula se limitasse a arrombar cofres da Petrobras. Como as patifarias das quais participou se estenderam a outros alvos, teve o prontuário zerado e pode disputar um terceiro mandato presidencial. O Brasil não é mesmo para principiantes. E o STF está acima da compreensão dos melhores profissionais.

Responsável pelos processos vinculados à Operação Lava Jato encaminhados ao Supremo, o ministro Edson Fachin passou alguns anos produzindo despachos, pareceres e decisões. Só agora descobriu que os casos deveriam ter sido examinados pela Justiça Federal de Brasília, não a de Curitiba. Nesta quinta-feira, o que é também chamado por seus integrantes de Pretório Excelso só completou o serviço.

A malignidade em estado puro

Maria Lucia Victor Barbosa

A morte é única certeza na qual não gostamos de pensar. Aparece de diversas maneiras, de repente ou estendida longamente por doença até o desfecho, que às vezes é sentido como alívio. No corpo ou na alma é sempre aniquilação. Entretanto, existe um tipo que desmonta a naturalidade do inevitável: a morte que podia ser evitada e aborta o que estava por vir, ceifando uma vida sem deixá-la desabrochar.

Uma dessas horrendas mortes veio agora à tona, causando profunda repugnância e mal-estar a quem tem um mínimo de sentimentos. Trata-se do bárbaro assassinato do menino Henry Borel, de apenas quatro anos, por um covarde, celerado, torturador e sádico de nome Jairo Souza Santos, vereador da capital fluminense que é chamado carinhosamente de Dr. Jairinho.

Doutor? Médico, na verdade um monstro? Ele infligiu torturas físicas e psicológicas a um inocente que não tinha como se defender. Em vão aquela criança linda pediu socorro. A mãe sabia e não o socorreu nem a avó nem a tia, irmã do bestial assassino, nem a psicóloga nem a pediatra.  Apenas a babá alertou sobre as barbaridades cometidas pelo vereador contra Henry.  Foi coagida pelo doutor a não dizer a verdade, mas no segundo depoimento teve a coragem de denunciar as atrocidades que, aliás, foram reconstituídas de suas conversas no celular com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva.

As brutais agressões do doutor eram constantes, até que culminaram na última, quando o assassino se trancou no quarto com o menino e exerceu a malignidade em estado puro, matando o coitadinho a pancadas.

O assassinato daquele menino tão lindo se deu em 8 de março, sendo que a sessão de tortura começara na véspera.  Se nem um adulto resistiria a tamanha brutalidade, impossível o corpo frágil de uma criança aguentar. Foram múltiplos os sinais de trauma, ou seja, o tal Jairo teve prazer em arrebentar o corpo da criança até a morte.

Sem plano B

O enfrentamento é a única saída digna, já que o outro lado escolheu a guerra suja


Rodrigo Constantino

Muita gente, inclusive consultores de empresas, acha fundamental termos um Plano B quando definimos nossas metas e objetivos, uma rota alternativa para o caso de falhas no plano original. Intuitivamente faz todo sentido, já que nunca podemos ter garantias de sucesso em nossos alvos prioritários. Mas Dan Crenshaw discorda. O congressista, que é ex-Navy SEAL, dedica um dos capítulos de seu livro Fortitude para defender a tese de que não devemos ter nenhum Plano B, pois ele serve apenas para desviar o foco e fornecer na largada uma contemporização com a mediocridade.

Crenshaw tem “lugar de fala” sobre o assunto. Afinal, quem conhece um pouco do que é necessário para se tornar um SEAL sabe que qualquer Plano B seria fatal, uma tentação irresistível em meio a tanto sofrimento e privação, especialmente durante a fase “infernal” do treinamento. Fome, sono, muito frio, desgaste físico intenso, riscos constantes, e tudo isso com o instrutor provocando e tornando mais fácil a desistência, colocando o sino que precisa ser tocado ao alcance do militar esgotado. Quem quer que tenha um Plano B vai sucumbir nesse momento, e é para filtrar aqueles mais apaixonados, convictos e resistentes que existe tal processo mesmo.

“Resistir à tentação de aceitar o Plano B é mais do que simplesmente não desistir. É também se recusar a se envolver em comportamentos ruins, improdutivos e imorais, mesmo quando pareçam sem importância”, escreve. É um compromisso quase “fanático” com seus valores e princípios, com seus objetivos elevados na vida, de se tornar um vencedor em todos os sentidos, uma pessoa melhor.

Não ter uma rota de fuga, portanto, é “a recusa em cortar atalhos naquele relatório para seu chefe, entregar uma redação que atenda apenas ao mínimo dos padrões ou mentir para um amigo ou cônjuge”. Seria, enfim, a intransigência com o caminho mais fácil, e medíocre. Para o republicano, é esse compromisso com a excelência que marca a trajetória dos Estados Unidos, e que anda tão ameaçado. Ele desenvolve seu ponto:

O congresso enguiçou de novo

Com o país precisando acelerar as reformas, os novos comandantes do Parlamento fizeram o contrário: pararam a agenda reformista


Guilherme Fiuza

A crise do coronavírus consagrou os salva-vidas de Zoom. São verdadeiros heróis da modernidade. Do aconchego das suas quarentenas vip apontam o dedo (duro), julgam, culpam, execram geral. É uma beleza. Hoje se você se diz preocupado com “vidas” você pode até bater em mulher na rua que está liberado. Não viu? Então olha em volta. Aproveita e repara no Congresso Nacional. Lá também há uma nova safra de salva-vidas circenses.

Chegou a CPI da covid. O presidente do Senado havia dito que não era oportuna, pelas razões óbvias. A prioridade não é salvar vidas? (De verdade, não de mentirinha.) A prioridade não é achar a saída para o país não afundar na insolvência após essa trombada sem precedentes? O presidente do Senado tinha razão — e sabia que a motivação da tal CPI era usar a tragédia para politicagem. Mas nem esperou o plenário do STF decidir sobre o mandado de segurança concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso e instalou a comissão. Mistérios de um tempo misterioso.

Ainda olhando para o Congresso, o Brasil achou que estava caminhando para dias melhores após a Era Maia-Alcolumbre — um dos períodos mais miseráveis da história do Parlamento. E a dupla queria que esse período fosse infinito. Quase conseguiu — numa manobra que chegou a ter cinco votos favoráveis no STF à reeleição inconstitucional dos presidentes da Câmara e do Senado. Contando ninguém acredita. Mas passa a acreditar se observar o que veio depois.

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre haviam transformado as duas casas legislativas federais em duas ONGs devotadas a interesses particulares. Concentraram poderes, travaram comissões, ralentaram reformas e dedicaram-se a panfletar 24 horas por dia contra o governo federal — se esbaldando na epidemia de manchetes contra o fascismo imaginário. Depois da derrota do seu candidato à sucessão no cargo, Rodrigo Maia rasgou a fantasia e escancarou o que todo observador mais ou menos atento já tinha notado: a presidência da Câmara dos Deputados tinha sido transformada num comitê de sabotagem contra a agenda de reformas. E depois?

O bizarro culto à covid

A nova religião contemporânea se dissemina rapidamente e quer nos obrigar a participar de liturgias cruéis, bizarras e intermináveis


Ana Paula Henkel

No século 17, muitas das colônias britânicas da América do Norte que viriam a formar os Estados Unidos foram colonizadas por homens e mulheres que se recusaram a aceitar certas convicções religiosas e decidiram fugir da Europa. A questão da liberdade religiosa desempenhou um papel significativo na formação dos Estados Unidos e no restante da América do Norte. Os europeus vieram para a América para escapar da opressão e de crenças forçadas por igrejas afiliadas ao Estado.

Em 1787, após a Revolução Americana, 55 delegados se reuniram em Filadélfia para debater o início do documento fundamental para o país recém-formado, sua Constituição. Entre os delegados estavam George Washington, John Adams, Benjamin Franklin e James Madison — homens que a História um dia reconheceria como os Pais Fundadores da América. Alguns se afastaram do cristianismo ortodoxo para abraçar o unitarismo ou o deísmo, tendências cristãs liberais que enfatizavam a razão e a livre investigação sobre as Escrituras. Outros aderiram a formas mais tradicionais da religião cristã. Mas, apesar das diferenças individuais, esses homens professavam a crença em Deus como o Criador do universo e acreditavam que a religião encorajava uma cidadania moral, que consideravam essencial para o sucesso da nova República.

A agitação civil do período colonial e da revolução alimentou o desejo de estabelecer a organização de um país em que fossem asseguradas a separação entre Igreja e Estado e a liberdade de praticar a própria fé sem medo. Essa garantia foi consagrada na Primeira Emenda da Constituição: “O Congresso não fará nenhuma lei a respeito do estabelecimento de religião, nem proibirá seu livre exercício; nem restringirá a liberdade de expressão, ou de imprensa; nem o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, ou de fazerem pedidos ao governo para obter reparação de queixas”.

Nos Estados Unidos, a influência da religião, seja na expansão de suas crenças e experimentos ou na negação de suas doutrinas, estendeu-se — muito além do lar e dos locais de culto — para todas as facetas da sociedade, do comércio à defesa, da política à mídia, da educação ao entretenimento.

Os jovens das décadas de 1960 e 1970 viveram em tempos tumultuados, testemunhando o assassinato de um presidente, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King Jr. Na rebelião contra o establishment, os Baby Boomers (a grande geração nascida entre o final da 2ª Guerra Mundial e meados da década de 1960) participaram do Movimento pela Liberdade de Expressão. Eles viveram a livre experimentação de drogas psicodélicas e exploraram grandes religiões mundiais como o hinduísmo, o budismo e o islamismo. As comunidades dirigidas por professores religiosos orientais prometiam “esclarecimento pessoal” e uma fuga da complexidade da sociedade moderna. A meditação transcendental varreu o país enquanto jovens e idosos tentavam lidar com os tempos de profundas mudanças. Em meados de 1965, o Movimento de Jesus tomou conta da nação, oferecendo transformação interior e um sentimento de união não identificado na cultura das drogas, na qual milhares de hippies tentavam encontrá-lo.

A quarentena dos desvalidos

Os governantes fingem ignorar a existência de um Brasil maior e mais populoso que o conhecido pelos loucos por lockdowns


Augusto Nunes

Neste 13 de abril, o governador João Doria foi enfim confrontado com a pergunta que não queria ouvir — e nenhum jornalista havia ousado formular nas mais de 200 entrevistas coletivas sobre a pandemia de coronavírus concedidas desde março de 2020: o que pretende fazer para ao menos reduzir as aglomerações nos ônibus, trens metropolitanos e vagões do metrô? O repórter tinha numa das mãos fotografias que escancaravam o tumor medonho: amontoada em ambientes opressivos e mal ventilados, a multidão de passageiros confirmava que, todos os dias, esquadrilhas de vírus chineses sobrevoam os meios de transporte público para expandir a morte e o medo no maior conglomerado urbano do país. O que tinha a dizer sobre isso o líder do combate ao inimigo invisível na frente paulista?

Os doutores que compõem o Centro de Contingência da Covid-19, codinome do Altíssimo Comando da Guerra Sanitária em São Paulo, que tem em Doria o Chefe Supremo, certamente trataram dessa questão. As sumidades ali aglomeradas (com as devidas cautelas aconselhadas pelo distanciamento social, ressalvam) tratam de tudo. Já faz mais de um ano que se juntam quase todos os dias para decidir o que pode e o que não pode, o que ajuda e o que atrapalha, o que é verdade e o que é negacionismo. Como Doria, recitam de meia em meia hora que estão lá para salvar vidas. Conhecem a covid-19 só de vista, mas estão sempre grávidos de certezas. Não é atormentado por dúvidas quem ouve o tempo todo a voz da Ciência e os conselhos da Saúde. No fim da semana, o grupo comunica ao governador — que tem a última palavra — quais municípios merecem ser alojados, por exemplo, na fase amarela, e quais devem continuar de castigo na fase vermelha, antessala da temida fase emergencial. (Nascida há poucas semanas, a emergencial seria batizada de “fase preta” se alguém não tivesse advertido que poderia parecer coisa de racista.)

Claro que o conselho de sábios tratou do assunto. Mas a reação de Doria ao ouvir a expressão “transporte público” lembrou a do avô surpreendido pelo neto que, no meio do jantar da família, resolve contar aos berros um segredo do clã transmitido aos sussurros por sete gerações. Num longo circunlóquio, o governador ressaltou que tal problema não é uma exclusividade paulistana. Outras capitais são assoladas com superlotações do gênero. Tampouco se trata de uma complicação restrita ao Brasil: Londres, Paris, Nova Iorque — mesmo metrópoles mais avançadas ainda não descobriram como adaptar a mobilidade urbana a estes tempos estranhos. Já avisando que a entrevista terminara, Doria disse que o governo estadual recomendou mais de uma vez o uso de horários alternativos inviáveis e reiterou que os passageiros devem lavar as mãos com álcool em gel, além de proteger o rosto com máscara.

O lockdown da elite

Os governadores e prefeitos, como sempre, não levam em conta que a maioria da população brasileira é pobre. Por que iriam perceber agora, se nunca perceberam?

J. R. Guzzo


A política escolhida um ano atrás pelas “autoridades locais” para tratar da covid, caso se possa chamar de “política” o aglomerado de decisões tomadas ao acaso, no pânico e com uma burrice difícil de encontrar mesmo no secular histórico de incompetência do poder público no Brasil, é um hino à elite deste país. Talvez nada resuma de modo tão perfeito essa opção de enfrentar uma epidemia mortal pensando o tempo todo na porção mais rica, mais privilegiada e mais protegida da sociedade brasileira do que a oração suprema da “gestão” da covid: “Fique em casa”. 

É o Padre-Nosso e a Ave-Maria do “distanciamento social”, a única ideia que passou até agora pela cabeça dos que foram encarregados pelo STF de combater a covid — e que conseguiram, até agora, somar mais de 350 mil mortos (170 mil apenas neste ano), destruir a economia brasileira e arruinar milhões de vidas.

“Fique em casa”? Como alguém que precisa trabalhar todos os dias para sustentar a si ou à sua família pode “ficar em casa”? É um dos grandes clássicos de todos os tempos em matéria de atitude elitista diante da vida: “Vamos adotar a regra que seja melhor para nós; fora do nosso mundinho não existe nada, nem ninguém, que possa interessar.” É a convicção religiosa, arrogante e autoritária de quem se dá ao direito de decidir sobre a vida social no Brasil de hoje — com o apoio quase integral da mídia, das classes intelectuais e de tudo o que descreve a si próprio como “campo progressista”. 

Mas as pessoas que não pertencem à elite, essa elite que já está com a vida ganha, simplesmente não podem ficar em casa: não podem, ponto-final. São obrigadas a utilizar diariamente o transporte público; só em São Paulo, e só no sistema de metrô e de trens metropolitanos, são cerca de 8 milhões de passageiros por dia. Precisam abrir seus negócios para sobreviver, para pagar aos funcionários e para pagar as verbas rescisórias quando são obrigados a demitir esses funcionários. Precisam, em resumo, ir ao trabalho — inclusive para fornecer à minoria que tem o privilégio de fazer “distanciamento social” a alimentação, os remédios, os serviços de água encanada, luz elétrica e gás de cozinha, o delivery e tudo o mais que a elite confinada precisa e deseja 24 horas por dia.

[Foco no fosso] SUBJUGAÇÃO – parte 7 – falências controladas

Haroldo Barboza

Em 1918 o Brasil também foi afetado pela gripe espanhola. Em condições sanitárias bem piores que as atuais, com recursos também bem menores, sendo infectado por dois anos, teve 35000 mortes registradas (naquele tempo não mudavam a causa das mortes com fins de recebimento de cotas por cadáver).

Curiosamente, hoje em dia, com a eficaz evolução da Medicina, uma epidemia muito suspeita, gerada por animais, por “acidente” ou em laboratório, eclodiu no mundo. Claro que o Brasil, por estar sempre nos últimos lugares na tabela de IDH, fica na dependência de ajuda externa para superar problemas de extensão territorial.  

Mas o retardo aqui do resgate da normalidade não se resume na aplicação de vacinas contra o covid-19 nem na demora na entrega e análise de seus componentes. Paliativa e corretamente são definidas medidas de distanciamento social, uso de máscara e higiene permanente das mãos e de artefatos cotidianos. Mas o fechamento integral de diversos negócios (*), provocando uma onda ultraelevada de falências e desempregos, aponta para uma artimanha maléfica no sentido de esgarçar por completo a economia nacional, criando enormes glebas de necessitados por migalhas alimentares. Ação que deprime legiões de patriotas, que sob o espectro da fome na família, certamente não estarão em condições de debater sobre defesas de nossa honra e soberania. Desta forma fica fácil arrematar empresas médias por valores 60% menores que seu real valor.

* = (fonte: IBGE - mais de 700.000 empresas)

As fontes nacionais (minérios, água, alimentos) e as áreas turísticas (que não sabemos cuidar) são atrativos polpudos aos gulosos mundiais. Sabendo “amaciar” legisladores e esfacelar as empresas médias, em menos de 15 anos teremos nossa economia dominada pelas filiais dos grandes grupos de abutres. Quando o caos social marginalizar 45% da população economicamente ativa, a galera se curvará diante de seus “salvadores” agradecendo a chance de colocar comida dentro de casa. Varrerão escritórios e cuidarão de estábulos com um sorriso no rosto. Em troca, teremos o domingo livre para assistir BBBB por 4 horas grátis.

[Aparecido rasga o verbo] CPI – Com abelhas ou sem, um ‘Mel’ necessário

Aparecido Raimundo de Souza 

Objetivos: Além de investigar a gestão do presidente Bolsonaro, a CPI - da Covid 19 tratará de repasses de merdas federais para estados e municipios. 

FINALMENTE, DIANTE DE TANTAS DESGRAÇAS, de uma enxurrada de mortes, um noticia boa, agradável, alvissareira, e bem chegada, vem colocar no rosto de cada um de nós, brasileiros, um sorriso ABERTO e SEM TAMANHO. Vamos tentar explicar este ‘ABERTO’ e ‘SEM TAMANHO’. Falamos de um sorriso ABERTO ou ‘ESCANCARADO’ em um desespero pior que o desmatamento da Amazônia. Mesmo norte, ‘SEM TAMANHO’, ou IMENSURÁVEL, tipo o rompimento da barragem de mineração da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale S.A. Lembram dela?

Recordando, para os que perderam a memória, a Córrego do Feijão ficava situada no município de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, e o infausto ocorrido com esta localidade se deu em 25 de janeiro de 2019. Para as senhoras e os senhores terem uma ideia, o rompimento da Córrego do Feijão se transformou numa ‘Mina’ de grana viva no bolso de uma cambada infindável de larápios que até hoje se beneficiam com o dinheiro desviado e que deveria (deveria) ter ido parar nas mesas daquelas vítimas que perderam tudo, inclusive o feijão que nunca tiveram. 

As CPIs, senhoras e senhores, são necessárias. Servem para mostrar, de forma objetiva e clara, as falcatruas e a falta de responsabilidades de todos ‘os cabeças envolvidos’, cuidando minuciosamente para que eles, os assediados (direta ou indiretamente) fiquem como estão, livres, leves, soltos e sem problemas, e o melhor de tudo, que jamais venha recair sobre os seus costados, qualquer tipo de processo, seja qual for o resultado das apurações.

‘Apuração’, aliás, é uma palavra nojenta, asquerosa, que existe somente para dizer que tem vida própria, e que está lá, no dicionário, só para ocupar lugar. Este, portanto, é o objetivo central de uma CPI. Cagar o Pau dos Incautos, pelejando para que os Coitadinhos Pobres e Infelizes tomem no rabo, com força e larguem de ser bestas e otários. As CPIs também seguem, em sendas paralelas, um objetivo cuidadosamente definido. Não punir ninguém, haja o que houver.

As CPIs estão, portanto, aptas a mascararem as verdades com bastante produtos de beleza e a lutarem ferrenhamente, de unhas e dentes, para que as criaturas envolvidas sigam as suas vidas sem serem importunadas ou molestadas, notadamente se elas tiverem muita grana nos bolsos. As CPIs devem sempre acabar em fartas rodadas de pizzas os mais diversos sabores, evidentemente com distribuição abundante de refrigerantes às escolhas dos flibusteiros que se verem, ou se sentirem constrangidos. Fazemos menção, aqui, em especial, aos malandros que ameam ou guarnecem as partes internas da primorosa ‘panelinha’. Não seria melhor se disséssemos ‘panelaço?!’

‘STF tornou-se um tribunal ideológico’, dispara Lasier Martins

Senador criticou a atuação da mais alta Corte brasileira em entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan

Edilson Salgueiro

“O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se uma instância política, um tribunal ideológico”, disparou o senador Lasier Martins (Podemos-RS) [foto], durante entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta sexta-feira, 16.

O desabafo do parlamentar decorre da decisão proferida pela mais alta Corte brasileira que anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Martins, o Supremo foi aparelhado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) — motivo que explica, portanto, a sentença que tornou o político socialista elegível para as próximas eleições.

“O PT ficou quinze anos no poder e indicou ao STF os ministros [Ricardo] Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, [Dias] Toffoli, [Luiz Edson] Fachin e [Luís Roberto] Barroso”, afirmou o senador. “Hoje, o Supremo Tribunal Federal é uma Corte desprestigiada, desacreditada, exatamente por causa desse aparelhamento político”, asseverou.

Título e Texto: Edilson Salgueiro, revista Oeste, 16-4-2021, 21h27

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Colunista da Revista Oeste não aprovou a decisão do STF que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato

Edilson Salgueiro

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato não foi bem avaliada pela comentarista política Ana Paula Henkel. “A gente observa, semanalmente, atos inconstitucionais promovidos pela Corte que deveria salvaguardar a nossa Constituição”, afirmou a colunista da Revista Oeste, durante o programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, realizado nesta sexta-feira, 16. “Infelizmente, nós vemos o atropelo à Constituição, mas não apenas isso — há, também, coroação à impunidade”, criticou.

De acordo com Ana Paula Henkel, a decisão do então juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que condenou o petista a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, foi referendada não apenas pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), como também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). “A decisão do desembargador [João Pedro] Gebran Neto apontou para a existência de provas sobradas [a respeito dos crimes cometidos pelo ex-presidente Lula]”, enfatizou a comentarista política.

Título e Texto: Edilson Salgueiro, revista Oeste, 16-4-2021, 21h26 

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Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes estão cada vez mais iguais
Confissão
A Lava Jato e o suicídio moral do Supremo
‘Supremo dá cavalo de pau jurídico a cada mês’, diz senador
Bolsonaro: ‘Quem fechou o comércio não fui eu, não sou ditador’
‘É uma CPI contra Jair Bolsonaro’, afirma ministro das Comunicações
Quem quer CPI restrita ao governo federal nem esconde que meta é política, não ética

Bolsa sobe pelo quinto dia seguido e atinge maior nível desde janeiro

Dólar tem quarta queda seguida e fecha a R$ 5,58

Wellton Máximo

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa de valores voltou a subir e alcançou o melhor nível desde janeiro. O dólar caiu pela quarta sessão seguida e voltou a fechar abaixo de R$ 5,60.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (16) aos 121.114 pontos, com alta de 0,34%. O indicador começou o dia em queda, mas recuperou-se durante a tarde.

Com ganhos pelo quinto dia seguido, o Ibovespa acumulou alta de 2,93% na semana e atingiu o nível mais alto desde 18 de janeiro. O índice acumula alta de 3,84% em abril e de 1,76% em 2021.

O mercado de câmbio também teve um dia de euforia. O dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 5,585, com recuo de R$ 0,043 (-0,77%). A cotação iniciou o dia em alta, atingindo R$ 5,67 na máxima do dia, por volta das 10h30. No entanto, reverteu a tendência e passou a cair ainda no fim da manhã.

O mercado financeiro foi impulsionado pelo otimismo externo, com a queda no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano. Com a inflação nos Estados Unidos permanecendo em níveis baixos, apesar do pacote de US$ 1,9 trilhão do governo do presidente Joe Biden, diminuíram as apostas de que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) aumentará os juros antes do previsto.

Juros baixos em economias avançadas estimulam a entrada de capitais em países emergentes, como o Brasil. No cenário interno, os investidores aguardam a definição sobre o Orçamento Geral da União de 2021, que precisa ser sancionado até o dia 22. A equipe econômica e o Congresso discutem vetos parciais a emendas parlamentares, que foram infladas em R$ 26,4 bilhões com o remanejamento de despesas obrigatórias, como gastos com a Previdência Social e o seguro-desemprego

Título e Texto: Wellton Máximo (Com informações da Reuters); Edição: Aline LealAgência Brasil, 16-4-2021, 18h55

Vovó retrata e representa o Portugal D.O.P.


Caí neste canal “Vovó viral”, nem sei de onde ou como. ADOREI! O que a gente assiste neste canal RETRATA exemplarmente o Portugal que aprendi a amar, mesmo tendo estado muito longe dele durante cinquenta e sete anos! 

Assim (ainda) é Portugal. E é este – o verdadeiro – Portugal que a maioria dos brasileiros, aposentados e “visto Gold”, procura. E quando acha, caralho que se foda!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

STF se comporta como uma ditadura de terceiro mundo


J.R. Guzzo

O STF, o único governo de fato que existe no Brasil de hoje, assume cada vez mais a cara, corpo e alma de uma dessas ditaduras africanas (a América Latina já está numa outra fase) nas quais um ato extremista puxa outro e os ditadores, nos seus arranques de despotismo, vão perdendo o contato com a realidade. Acontece o tempo todo: os ministros, colocados diante de uma decisão radical, tomam outra ainda mais radical. Aconteceu de novo.

Sem razão nenhuma, apenas usando a petição de um partido-anão para satisfazer os seus desejos políticos (e os do resto do STF), o ministro Luís Roberto Barroso impôs ao Senado uma humilhação espetacular: mandou o presidente da Casa abrir uma CPI que ele, no pleno uso dos seus direitos constitucionais, não queria abrir. Logo depois de ter feito a Câmara engolir a prisão ilegal de um deputado, o STF dobra a aposta, enfiando goela abaixo do Senado uma CPI sem pé nem cabeça, integralmente facciosa, e sem nenhum outro objetivo que não seja agredir o Executivo.

A comissão, como se sabe, é para investigar a conduta do governo federal durante a pandemia de Covid-19. Só a dele, é claro, e não as ações dos estados e municípios — que receberam do mesmo STF, há mais de um ano, autonomia completa para gerir a epidemia e só produziram até agora 360 mil mortos e uma devastação sem precedentes na economia do país.

Não saiu bem como queriam; na forma final, ficou aberta uma brecha para perguntas sobre a maciça roubalheira de verbas federais por parte das “autoridades locais”, um escândalo em moto contínuo que já provocou mais de 70 investigações da Polícia Federal.

Mas o propósito de atacar o governo e, especialmente, a Presidência da República, permanece intacto: junto com a CPI, para completar o serviço, o STF deu curso a um prodigioso processo para julgar Jair Bolsonaro por “genocídio” — pelo que deu para entender, o presidente está sendo acusado de não fornecer água potável às “populações indígenas”. Acredite se quiser.

Victoire de la liberté d’expression et d’information


Xavier Azalbert

EDITO - La Commission paritaire des publications et agences de presse (CPPAP) a tranché et FranceSoir conserve donc son agrément "Information politique et générale" (IPG). Rappelons que le 29 janvier, par le biais d’un tweet, la ministre de la Culture avait demandé qu'il soit procédé à un rappel avant échéance (prévue en septembre 2022) du certificat de FranceSoir.fr afin de s'assurer du maintien de la présence effective de journalistes professionnels, une condition nécessaire pour la qualification de service de presse en ligne d'information politique et générale. La commission confirme que « la preuve a été apportée de la présence de deux journalistes permanents et quatre pigistes » et que « les autres conditions prévues pour la reconnaissance du service de presse en ligne » ont été jugées remplies. Chargée de reconnaître la qualité de service de presse en ligne, la CPPAP a donc « estimé en conséquence qu'il n'y avait pas lieu de procéder à un retrait de la reconnaissance actuelle de francesoir.fr sur les registres de la commission ».

En d’autres temps plus cléments pour la liberté d’expression, on aurait pu trouver cela normal, mais par les temps qui courent, cette décision administrative positive est à saluer. Et ce malgré la cabale engagée par le SNJ (Syndicat national des journalistes) et certains médias ou journalistes privilégiés de grands médias à l’encontre de FranceSoir. Saluons donc l’indépendance de la commission qui a su trancher malgré les pressions importantes des opposants identifiés à la liberté d’expression – ceux qui se sont engagés corps et âme pour que FranceSoir perde cet agrément. 

Un étiquetage de complotiste sur toute pensée divergente de la doxa officielle

Donner la parole aux citoyens français qui expriment leur point de vue, dès lors qu’il est différent de la pensée unique ou du contrôle d’opinion effectué par certains médias, vous affuble automatiquement d'une étiquette de complotiste. Une méthode ô combien facile, trop facile car elle leur permet de ne pas traiter le fond du sujet : « d’après nous, c’est complotiste donc on n’a pas à apporter les éléments d’informations ». C’est l’équivalent de répondre à une question par une question !

Sondagem ou camaradagem: seis milhões de ‘costistas’?

Pedro Caetano

Uma sondagem, publicada pouco depois de 1 de abril, dá 40 por cento da intenção de voto ao PS de António Costa, mais rigorosamente 39.7 por cento. Alegadamente, mais de um em cada dois portugueses parece fazer uma avaliação positiva de Costa e do seu governo, 60 e 55 por cento, respectivamente. 

Os leitores mais incautos poderão ser induzidos a pensar que há seis milhões de fãs ‘costistas’, porque nas manchetes dos jornais pro-governamentais não há grandes explicações sobre para que faixas de população podemos extrapolar esses 60 por cento, ou como foram distribuídos, quais as percentagens de indecisos, de abstencionistas ou de quem se recusou responder.

Segundo a sondagem, só no recente mês de período pascal, Costa já ganhou mais 10 por cento de devotos. Igualmente, como não há explicações robustas, demasiados leitores incautos poderão ser levados a pensar que isso significa mais um milhão de admiradores de Costa só num mês! Será que há tantos milhões de adeptos ‘costistas’ como benfiquistas e ninguém sabia, nem os via?! 

A empresa que faz esta e outras sondagens, sem grandes explicações e cada vez mais incrivelmente favoráveis a Costa, chama-se Aximage. Os resultados dos estudos são depois publicados pelos seus parceiros, os habituais jornais e rádios da propaganda do governo, subsidiados por este através de vários mecanismos, que só publicam as conclusões e números soltos, como “60 por cento satisfeitos com Costa”, sem explicarem para que faixas de população podem ser extrapolados esses resultados (Portugueses de todo o mundo? Residentes em Portugal? Todos os adultos? Votantes excluindo abstencionistas?), nem se questionarem sobre a imputação ou inferência estatística. Além disso, apresentam fichas técnicas cada vez mais omissas, deixando o assunto a cargo da nossa imaginação ou da simples insinuação que é feita. 

A bela e nobre tradição de matar fascistas

A grande ameaça à nossa Democracia não é a corrupção, nem o compadrio, nem as injustiças da Justiça, mas os “populistas de extrema-direita”, que arranjam todos os pretextos para manipular o povo

Jaime Nogueira Pinto

A peça Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, agora no Teatro Nacional Dona Maria, gira à volta de uma família de resistentes antifascistas que tem por tradição matar um fascista por ano. Não vi a peça, mas conheço a tradição – que é tudo menos fictícia.

Os comunistas podem não comer criancinhas ao pequeno-almoço, como nos elucidou, em livre divagação sobre a imbecilidade das direitas, o Conselheiro (não o Acácio, mas o de Estado), mas a verdade é que passaram todo o século XX a matar fascistas.

Mataram muitos em Espanha, em 1936. Fascistas ou os que se lhes afiguraram fascistas. Mataram José António Primo de Rivera, que era falangista, Ramiro Ledesma Ramos, que era mesmo fascista, Ramiro de Maeztu, que era tradicionalista, Calvo Sotelo, que era da direita nacional-conservadora; massacraram presos em Paracuellos del Jarama, fuzilaram mais de sete mil bispos, padres, religiosos e religiosas (desde Diocleciano que não se matavam tantos cristãos em tão pouco tempo, como nesse Verão de 1936); e mataram militares e civis das direitas, que expeditamente transformaram em “fascistas” para os poderem matar em beleza e em boa consciência.

De Lenine a Estaline – a tradição eslavófila

E enquanto os comunistas – e os anarquistas e os socialistas – espanhóis estavam muito bem a matar fascistas em Espanha, o mais importante dos comunistas, o Grande Pai dos Povos, Josef Vissariónovitch, Estaline, atarefava-se na União Soviética a matar comunistas e judeus comunistas – que, para ele, e em sentido lato, também eram “fascistas”. Os bolcheviques já tinham matado os fascistas todos – fascistas avant-la-lettre, já que a Marcha sobre Roma só se efetivaria em outubro de 1922, no fim da guerra civil russa –, mas, em todo o caso, os “maus”: russos brancos, padres, aristocratas, camponeses e a família do Czar, incluindo crianças, criados e cães. E depois, conservadores, liberais, mencheviques, democratas. O Grande Lenine instituiu os campos de concentração, e Felix Dzerdjinsky, o aristocrata polaco comunista, chefe da Tcheka, tratou de lá internar dezenas de milhares de dissidentes, de “fascistas”, portanto. E assim foram os comunistas, os antifascistas, instituindo a nobre e bela tradição de matar fascistas em nome de um futuro radioso, de um mundo melhor, de um mundo perfeito. Porque para que o mundo possa ser perfeito é preciso matar os “maus” e, como toda a gente sabe, os únicos maus que há no mundo são os fascistas.

Diga-se em abono da verdade que, na peça que está agora no Dona Maria e que se passa no Ano da Graça de 2028, a família que cumpre a tradição de matar o seu fascistazinho anual desde os tempos do salazarismo é subitamente acometida por problemas de consciência. Pelos vistos pela primeira vez em 2028. Será lícita a violência, mesmo que seja para defender a Democracia? Deverão “os bons” matar “os maus” para salvar o mundo e as amplas liberdades democráticas? Isto porque na esquerda doméstica, feita quase só de Catarinas boazinhas, mais cedo ou mais tarde, até os mais tradicionalistas são acometidos por problemas de consciência. Talvez lá para 2028 a nobre dúvida venha também a assaltar o deputado do PS que teve muita pena que o 25 de Abril não tivesse visto “sangue” e “mortos”.

Vitória maiúscula! Vasco bate o Flamengo por 3 x 1 no Maracanã

Com gols de Léo Matos, Germán Cano e Morato, o Vasco da Gama voltou a vencer o Flamengo após cinco anos de jejum

Raphael Fernandes


Na noite desta quinta-feira (15), o Vasco da Gama pôs fim à escrita de cinco anos sem vencer o Flamengo e derrotou o maior rival pelo placar de 3×1, no Maracanã, pela 9ª rodada do Campeonato Carioca. Os gols cruzmaltinos foram marcados por Léo Matos, Germán Cano e Morato. Com o resultado, o Gigante da Colina pulou para a 5ª colocação do torneio, agora, com 13 pontos.

O jogo

Certamente, a vitória desta quinta foi uma das melhores atuações do Vasco não somente nesta temporada, mas em tempos. O gol de cabeça de Léo Matos logo aos 5 minutos da primeira etapa transformou a dinâmica da partida, deixando o Cruzmaltino com o placar a seu favor e obrigando o Flamengo a se arriscar.

A partir disso, o Rubro-Negro, como já era de se imaginar, tentou impor seu estilo de jogo ofensivo e pressionou o Vasco em seu campo de ataque. No entanto, em atuação muito consistente do sistema defensivo, inclusive do goleiro Lucão, o Vasco não chegou a sofrer tantos sustos reais ao longo do primeiro tempo.

Então, aos 27 minutos, em ótimo contra-ataque, Andrey, se arriscando ao ataque, tocou para Morato, que deu ótimo passe entre os defensores rubro-negros e achou Germán Cano. O centroavante argentino, demonstrando toda sua categoria, ajeitou a bola dando um leve toque para cima e fuzilou Diego Alves. Dois a zero para o Vasco.

Foto: Daniel Castelo Branco

No segundo tempo, o Vasco voltou com o objetivo de segurar o resultado e, mais ainda, só sair para o ataque ”na boa”. Com Lucão trabalhando bastante, e a defesa tirando tudo o que podia, o Vasco conseguiu manter o resultado e, aos 32 minutos, em mais um ótimo contra-ataque, Morato recebeu, deixou Filipe Luís no chão e, mesmo sendo canhoto, bateu de direita sem chances pra Diego Alves. E a comemoração foi à lá Edmundo em 1997, com dancinha pra lá e pra cá.

Homens com 62 anos são vacinados contra covid no Rio nesta sexta (16)

Novo posto de vacinação será inaugurado no Palácio Duque de Caxias, na região central

Inácio Loyola

A cidade do Rio vacina contra covid-19, nesta sexta-feira (16), homens com 62 anos e profissionais de saúde com 50 anos.  Além de clínicas da família e postos de saúde, a partir de hoje, o Palácio Duque de Caxias, no centro, passa a ser um novo ponto de imunização para o grupo prioritário. O atendimento é das 8h às 17h.

A vacinação também ocorre nos seguintes locais: Igreja Nossa Senhora do Rosário (Leme), Museu da República (Catete), Casa Firjan (Botafogo), Planetário da Gávea, Tijuca Tênis Clube, Museu da Justiça (Centro), Jockey Club Brasileiro (Gávea), Hotel Fairmont (Copacabana), Cidade das Artes (Barra da Tijuca), Museu do Amanhã (Centro), Imperator (Méier), Quadra do Cacique de Ramos (Olaria), Museu Conde de Linhares (São Cristóvão) e Club Municipal (Tijuca).

Três quartéis do Corpo de Bombeiros foram disponibilizados para a aplicação de doses: Copacabana e Humaitá, na zona sul, e Barra da Tijuca, na zona oeste.

O sistema drive-thru funciona, das 9h às 15h, no Parque Olímpico (Barra da Tijuca) e Sambódromo (Santo Cristo), com atendimento exclusivo para idosos. Na Vila Militar, o atendimento é das 8h às 17h.

Na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), a aplicação da primeira dose é exclusiva para pedestres, com entrada pelo portão 1.

Profissionais de saúde

Os profissionais de saúde devem se dirigir ao posto de vacinação no dia destinado à sua faixa etária, exclusivamente no período da tarde, das 13h às 17h, levando a carteira de seu conselho de classe. Aqueles que atuam em unidades de urgência e emergência devem ser vacinados no local de trabalho.

Brasil recebe 2,3 milhões de kits de intubação vindos da China

Insumos foram comprados por grupo de empresas e serão doados ao SUS

Agência Brasil

Chegou ao Brasil na noite de hoje (15), no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), um lote de 2,3 milhões de kits para intubação de pacientes com covid-19. Os medicamentos foram fabricados em Lianyungang, na China. Os kits, que serão doados para o Ministério da Saúde, são compostos de sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides – insumos básicos para realizar a intubação.

Foto: Américo Antonio/Sesa

Os medicamentos foram trazidos ao Brasil e serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por um grupo de empresas formado pela Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras, Raízen e TAG, além da Vale, que deu início à ação há duas semanas.

Os 2,3 milhões de kits são um primeiro lote de um total de 3,4 milhões que devem chegar ao Brasil até o final do mês. No total, os medicamentos têm capacidade para serem utilizados em 500 leitos pelo período de um mês e meio. Os itens possuem autorização para importação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o grupo de empresas, a ação foi motivada pelo recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil e pela escassez de insumos para o atendimento a pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs).

[Aparecido rasga o verbo] Paternidade garantida

Aparecido Raimundo de Souza

O CHICO BERREDO TRABALHAVA no caminhão da coleta de resíduos de lixos da prefeitura. Era, portanto, um gari legalizado, diferente dos catadores que labutavam por conta e risco, no anonimato do dia a dia, sem direito à coisa alguma. O Chico adorava a profissão. Acordava cedo e bem disposto. Não se atrasava, sempre chegava no trabalho com meia hora, ou, às vezes, até mais, de antecedência. Pela sua dedicação e versatilidade em levar a sério o humilde, mas honrado trabalho (que lhe garantia um salário digno), se considerava um cara feliz, sem contar que se destacava, aos olhos de seu encarregado, como um funcionário exemplar. 

Os colegas que dividiam os sacos das sujidades, as caixas com restos de comidas podres e latões cheios de vermes, abusavam dele. Na maioria das vezes, os próprios parceiros o faziam de bobo, deixando que corresse e se esforçasse mais que os outros, notadamente quando o possante barulhento saia para os resgates e os apanhos dos detritos e dejetos espalhados pelas avenidas da cidade. Havia um particular em Chico Berredo, que o diferenciava dos demais. Usava um tapa olho na vista esquerda, desde os oito anos, em face de um acidente doméstico que ocorrera com ele, nos idos de moleque. 

Apesar deste infortúnio profundamente marcante, a sua vida seguia um cardápio trivial. O tampão, como uma mancha negra grudado por um elástico, à semelhança de um pirata, não o impedia de levar uma vida normal. Apesar de simples e desconhecido profissional que recolhia os monturos dos emporcalhamentos alheios, se constituia numa criatura íntegra e de coração grandioso. Tinha uma namorada nova e bonita, de aparência jovial, agradável e marcante, igualmente dona de um sorriso indescritível e um corpo exuberantemente escultural. Resumindo, uma donzela cuja silhueta provocava inveja e cobiça em outros rapazes. Se chamava Grazielle e Chico Berredo fazia o possível e o impossível, para vê-la feliz. 

Valia tudo, no seu modo de pensar, para merecer o amor que ela, em troca, dizia lhe dedicar de alma inteira. Ledo engano! Grazielle não se constituia numa moça de prendas virtuosas e méritos idôneos. Traia o pobre rapaz com o Bastião Dentuço, colega de Chico Berredo. Ambos, Chico Berredo e Bastião Dentuço, bem poderiam ser considerados unha e carne. Pareciam irmãos de sangue. Para o deletério dos pecados se tornar ainda mais insalubre, os dois dividiam o estribo da traseira-plataforma catinguenta do mesmo veículo automotor. Iam e voltavam para casa, em igual horário. O que diferenciava, a chegada, em definitivo, em sua residência, apenas um pormenor. O Chico Berredo, antes de se ver em seu reduto de lazer, passava pela casa dos pais. 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

LIVE com o presidente Bolsonaro, 15 de abril de 2021

15 de abril: Opinião no Ar, com a Procuradora Thaméa Danelon

Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes estão cada vez mais iguais

Querer a mesma coisa acabou colocando os dois no 'bonde do genocídio', aglomeração que reúne do PT e partidos nanicos à OAB e demais clubes da elite nacional


J. R. Guzzo

Até algum tempo atrás, os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, eram inimigos públicos e altamente emocionais. Num acesso de ira especialmente severo, Barroso não apenas disse na frente de todo mundo que Gilmar era uma “pessoa horrível”, mas que também apresentava “pitadas de psicopatia” — nada menos que isso. A acusação foi feita em sessão plenária, gravada em vídeo e áudio, e não pode mais ser apagada. Também não pode ser condenada como “fake news” pelas agências de fiscalização da verdade que hoje são a Estrela-Guia das redações brasileiras.

Mas esta vida é mesmo cheia de pequenas surpresas. O tempo passa, o mundo gira e eis que Gilmar e Barroso, no momento, estão de acordo em praticamente tudo, pelo menos quando se veem os decretos que baixam, sem parar. Deveriam, teoricamente, estar brigando ainda mais entre si, porque ambos disputam hoje o mesmo lugar — o de marechal de campo da oposição, ou, mais precisamente, o de chefe de governo. Mas querer a mesma coisa acabou colocando os dois no “bonde do genocídio”, aglomeração que reúne do PT e partidos nanicos à OAB e demais clubes da elite nacional; vivem para despejar o presidente Jair Bolsonaro do Palácio do Planalto, se possível antes da eleição de 2022. Barroso e Gilmar deveriam ser desafetos. Estão cada vez mais iguais.

Ministério já distribuiu mais de 50 milhões de vacinas contra covid-19

Desde o início da campanha, foram aplicadas 31,9 milhões de doses

Pedro Peduzzi

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 50 milhões de doses de vacina contra a covid-19 em todo o país desde o início da campanha. “Até o momento, mais de 31,9 milhões de doses foram aplicadas em todo o país”, informou hoje (15), em nota, a pasta.

A marca foi atingida nesta semana, com o envio de mais 6,3 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, o que resultou em um total de 53,9 milhões de doses desde o início da campanha de vacinação.

Segundo o ministério, a remessa abrange 3,8 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e 2,5 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan – ambas produzidas no Brasil a partir de matéria-prima importada. O envio será feito “de forma proporcional e igualitária” entre as unidades federativas, a partir de amanhã (16).

“Nessa leva, parte das vacinas será destinada para a primeira dose de idosos entre 60 e 69 anos, trabalhadores da saúde e forças de segurança e salvamento e Forças Armadas”, informou o ministério. Outra parcela dos imunizantes vacinará, pela segunda vez, trabalhadores da saúde, idosos entre 65 e 69 anos, além de 100 mil moradores do Amazonas.

Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Maria ClaudiaAgência Brasil, 15-4-2021, 12h04

É no Rio. Onde?

quarta-feira, 14 de abril de 2021

O buraco falou

Telmo Azevedo Fernandes

Já sei que me vão dizer “ai tu ainda o ouves?!”, “não tens nada mais interessante para fazer?” e uma série de expressões semelhantes…

Mas sim, assisti à comunicação ao país de hoje do presidente da república a propósito da 15ª renovação do estado de “indigência”.

E daquilo que também acompanhei da entrevista de Sócrates na TVI, considero que este último teve um discurso intelectualmente mais honesto do que Marcelo. É para verem ao que chegamos!…

Marcelo comparou propositadamente a covid-19 com a gripe espanhola de 1918. E fê-lo de uma forma vil e nojenta, com o propósito de enganar os portugueses, mantê-los assustados e dispostos a acatar ordens imbecis dos políticos.

Não há outra forma de dizer: Marcelo mentiu materialmente.

"É verdade esse bilete!"

Venice Beach, 2021

Confissão

“O ministro Ricardo Lewandowski, por sua vez, pediu a palavra para se manifestar em sentido contrário — embora ainda não tenha lido seu voto. Lewandowski entende que o assunto deveria ser resolvido na Segunda Turma do STF. ‘Na última vez em que se fez isso, isso custou ao ex-presidente [Lula] 580 dias na cadeia e a candidatura’, afirmou o magistrado, antecipando a divergência.”

Revista Oeste, 14-4-2021, 17h50

Lembra deste cara e da sua cara no julgamento do impeachment de Dilma Rousseff? Foi muito competente! Conseguiu que, apesar do impeachment, Dilma mantivesse os direitos políticos.