terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Fita do Senhor do Bonfim

Fita do Senhor do BonfimFita do Bonfim ou fitinha do Bonfim é um souvenir e amuleto típico de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia

A fita original foi criada em 1809, tendo desaparecido no início da década de 1950. Conhecida como medida do Bonfim, o seu nome devia-se ao fato de que media exatos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia.
A imagem foi esculpida em Setúbal, em Portugal, no século XVIII.
A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada. Era usada no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos, funcionando como uma moeda de troca: ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo (ex-voto). Como lembrança, adquiria uma dessas fitas, simbolizando a própria igreja.

Não se sabe quando a transição para a atual fita, de pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador, quando foi adotada pelos hippies baianos como parte de sua indumentária.

A fita vendida por ambulantes em volta da Igreja do Senhor do Bonfim e amarradas sob o gradil do local, em Salvador, precipuamente é uma lembrança e atestado da visita que o devoto ou turista tenha realizado àquele templo católico.

Alguns atribuem a criação da fita a Manuel Antônio da Silva Serva

Colorido


Confeccionada atualmente em tecido de algodão e vendida em diversas cores com a frase característica "Lembrança do Senhor do Bonfim da Bahia", a Fita do Senhor do Bonfim possui um lado que poucos conhecem: cada cor simboliza um Orixá, apesar da tradição católica devido a sua origem e seu nome.

Verde escuro para Oxóssi, azul claro para Iemanjá, amarelo para Oxum. Seja qual for a cor, a fita possui uma representação simbólica, estética e espiritual típicas das raízes africanas e sincretismo da Bahia.

Cores para cada Orixá

·         Verde (escuro ou claro): Oxóssi

·         Azul claro: Iemanjá

·         Amarelo: Oxum

·         Azul escuro: Ogum

·         Colorido ou rosa: Ibeji (erê) e Oxumarê

·         Branco: Oxalá

·         Roxo: Nanã

·         Preta com letras vermelhas: Exu e Pombajira

·         Preta com letras brancas: Omolu

·         Vermelha: Iansã

·         Vermelha com letras brancas: Xangô

·         Verde com letras brancas: Oçânhim

 Os três pedidos

Na tradição popular, supersticiosa e folclórica, a fita do Senhor do Bonfim é enrolada duas vezes no pulso ou no tornozelo, e amarrada com três nós. A cada nó precede um pedido, realizado mentalmente, e que deve ser mantido em segredo até a fita se romper por desgaste natural. Significa que os desejos ou pedidos foram atendidos.

Foto: JP, 21-12-2021

Título, Imagens e Texto: Wikipédia

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