segunda-feira, 8 de abril de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Picanharia, uma fancaria em Massamá

Ao iniciar este comentário procurei fotos para o ilustrar. As que achei no Trip Advisor e etc. não correspondem à realidade. Pelo menos à realidade de abril do ano da graça de 2019!

O restaurante publicita: “Picanha e acompanhamentos à discrição por 10€50” na sua página do Facebook.

Foto do FB do restaurante:


Não foi nada disso que encontramos ao cair de uma tarde de abril de 2019... quando fomos, o casal HT/LT, o jovem DT e este que vos escreve, à Picanharia.

Reserva feita, chegamos às 19h30 em ponto. Fomos os primeiros clientes a chegar.

Animadíssimos.

Pedimos, para regar o banquete – que esperávamos – uma alentejana Monte Velho. Oito euros é mais do que razoável. Ponto positivo.

As atendentes, sensuais, portuguesas e brasileiras, ou melhor, umas com sotaque lusitano, outras com sotaque brasileiro, gentis, com certeza.

A primeira garrafa foi aberta com o ritual manjadíssimo: quem vai provar? E o ‘eleito’, sempre o mais pesado, em quilos e em anos, efetivamente, prova o vinho, não porque entenda de eflúvios destas ou daquelas castas, mas porque quer evitar que ele e os alegres acompanhantes bebam vinho azedado. “Aprovado”, a atendente serviu os acompanhantes.  Só na primeira garrafa!
Nas duas que se seguiram, é festa! Ritual descartado, porque cansa. Mas, a bem da verdade, a garçonete ao trazer a segunda garrafa perguntou se queríamos que trocassem as taças (de vinho). “Não”, respondemos, para não dar trabalho, saca?

Quer brincar de servir vinhos, que brinque até o final. Toda a garrafa de vinho aberta deve ser provada, primeiramente, pelo escanção ou sommelier. Porque é a ele que cabe a responsabilidade sobre o vinho que serve, não ao cliente.

Quer dizer, estamos falando de restaurantes, ou afins, muito sérios.

Se estamos numa lanchonete, por melhor que ela seja, por favor, evite esse macaqueamento.

Well, e a comida?
Pois... serviram os acompanhamentos... o pote da salada já vinha com um debruçado molho de iogurte. Gente! Nem todo o mundo gosta de iogurte. Ninguém tocou na salada.

O feijão? Brincadeira! O do Pingo Doce, em lata, é muito melhor!

As batatas? Assadas no forno? Ótimas! Tão apetitosas, que pedimos, por três (ou quatro?) vezes a reposição.

Fomos os primeiros a chegar, às 19h30. Logo o restaurante lotou.  E permaneceu lotado até à nossa saída.

Ah, sobre a picanha, brincadeira!, para não dizer uma palavra mais feia, fatias finíssimas, grelhadas/assadas, as fatias – que deveriam ser servidas juntamente com lupas, uma por cliente –, depois uma manteiga de alho com sal, jogada em cima. A carne, coitada, até tentou!

Gentem! Um horror! O rodízio de picanha servido já fatiado porque assim é ‘cozinhado.’

Conclusão:
Portugal tem uma gastronomia rica e farta: peixes, frutos do mar, moluscos, carne de porco, carne de cabrito... por que insistir em ir atrás de fancarias em picanharias?!

Em tempo: o banheiro feminino abaixo da crítica.

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