sexta-feira, 22 de maio de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Tipo assim, como um Dark Horse

Aparecido Raimundo de Souza

O NOSSO PAÍS, tão lindo e majestoso, impetuoso e chamejante, apesar disso, é uma grande fábrica não de carros ou aviões, de fazer ladrões e prostitutos, e os espalhar por todos os quadrantes, como uma espécie de doença pandêmica incurável. Mesmo norte, igualmente é farto e ditoso em fazendas e chácaras de Terras férteis, onde tudo o que se planta, prospera, vinga, se agiganta e nos abrilhanta com frutificações as mais variadas. Inclusive por esse chão sagrado, também aquilo que não se planta, também vinga. As Terras brasileiras não aprenderam a discernir o sujo e o cagado, o grotesco e o estrambótico. E faz essas “estrambotiquices” em fartas pencas de abundâncias as mais engraçadas e pitorescas.

Em paralelo, é também uma nação rica, próspera, agradável, venturosa, afortunada, opulenta, ditosa e apetecida em criar bandoleiros e cafajestes, safardanas e larápios, pilantras e flibusteiros, vermes e ratos que apinham de maneira desordenada por todos os cantos e desvãos. Por ser assim, e não de outro modo, de todos os quadrantes dessa nação maravilhosa, vindos dos confins do cu da Terra, ou mais especificamente de cada um dos Estados da “fuderação”, perdão, da federação também se agigantam em seu DNA, as maledicências, os dissabores, os horrores, os desgostos, as mutretas e as adversidades as mais amargas e negras. E bota amargo e negro nisso! 

Nesse tom meio lá, meio cá, vemos cobertos por grossas camadas de nuvens negras, um horror anunciado. Nos deparamos com punguistas, gateadores, casquilhos e janotas, filhos da puta vindos (vindos não, paridos) de todos os seguimentos conhecidos. Por conta dessa putaria, dos quintos, temos vigaristas a dar com o pau no pardieiro senado, no puteiro da câmara dos “deputados”, na arca de Noé do STF, nos ministérios, nas polícias “fedemal” (perdão, federal) e civil e, do mesmo modo, em outras palavras “menas” pesadas, em toda essa corja imensurável de mamadores de nossos bolsos, de sugadores de nossos bens, de nossas esperanças e sonhos tipo essas garotas de programas baratas das zonas de meretrício atarracadas em paus duros, picas grandes e membros grossos.

Obviamente, também, mesma direção, (não só o norte, referenciamos no mesmo tapa nos bagos dos colhões, o Sul, o Leste e o Oeste). Vivemos, ou melhor, vegetamos, tais e quais vaquinhas de presépio, do Oiapoque ao Chuí, numa nação sem rumo, sem prumo, dirigida por piratas bem apessoados, todos, sem tirar, nem pôr, em busca do nosso dinheirinho suado, cagado, pisoteado, melhor dito, de (verdadeiros parasitas cancerosos) que parecem ter emergido das entranhas das putas que os pariu, ou das casas de um tal de Caralho, se amoitando, mansa e pacificamente em nosso meio com a única finalidade de nos transformar o traseiro num amontoado de lixos e sujidades.

O brazzzil que conhecemos, (não aquele Brasil que queremos ou almejamos desde que aprendemos a distinguir uma vagina de uma “buceta”, de presidentes que bravateiam sobre eleições sérias e democráticas), esse que fazemos referência, ou, o brazzzil estropiado, acabado, desnorteado e à deriva, aquele zero à esquerda, que não vai além de uma indústria gigantesca de bundas sujas, de figuras diabólicas e “amerdalhadas”, (de merda em excesso), vestidas de terninhos de grifes, de sapatos importados, de falas bonitas, de enganadores do capeta que trazem na ponta de suas línguas felinas, respostas ferinas e prontas para todos os tipos de indagações, ainda que as perguntas sejam sofísticas e capciosas ou revestidas da mais frágil inocência. De certo? Nunca o vivenciaremos. Jamais!

O brazzzil é como disse acima no pórtico deste texto, uma fábrica imensurável de produzir contraventores, tão imensa como o céu grandioso que vemos no infinito, tão sem fim e incontáveis como os planetas que orbitam em nossa galáxia, uma produtora de gaiatos e prostitutos veados com diplomas de “maus-caracteres”, de lombrigas peçonhentas, de baratas e ratos esfomeados, de boçais e mulas ensopadas salpicadas com canjas de galinhas, semblantes  que nos lembram, ainda que de uma forma meio deturpada e simulacrada, a figura patética, luneta e zureta daquela presidiodentadura  que essa nação sem porteira e sem condutor, conheceu como Dilma Roubousett.

Falam, as más línguas, que que foram “sett”. Outros afoitos e desesperados, juram, de pés juntos e dedinhos cruzados, que somaram mais de oito. Pelo sim, pelo não, o brazzzil que temos para viver e tentar sobreviver, (tentar, na verdade, aqui ninguém vive, se finge, se tenta) é um buraco mil vezes maior que o rombo da grana dos aposentados. Ultrapassa a mentirosa e camaliosa façanha do 8 de janeiro de 2023 e pior, é “mais maior” que as tramoias que rondam as pocilgas da explanada dos mistérios (perdão, dos ministérios) do banco Master, e consequentemente mais descomunal e vastíssimo que as águas sujas e abarrotadas de calcinhas e cuecas cheias de porras boiando de mãos e braços dados nas margens cálidas do famoso Lago Paranoá.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Brotas, interior de São Paulo, 22-5-2026               

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Um comentário:

  1. Um texto cativante, soberto, rotulado de macho-pra-burro, do inoxidável Aparecido Raimundo de Souza que fala o que pensa, que vomita palavrões, que rasga o verbo, a gramática, bulina nos brios sem temer essa infâmia que se chama censura. Meu carinho especial à ele e tambem, claro, a Carina. Amo os dois.
    Tatiana Gomes Neves, do Sítio Shangri-là, em Pequiá ES

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