Manuel Cândido Pimentel
Hoje abri a janela de par em par e tu entraste com o perfume das flores.Hoje só existe assim… no perfume.
Acordas nos meus sentidos,
e eu olho o limoeiro e a laranjeira
que temos no quintal da nossa casa.
Tanto amor, querida, que ainda tínhamos para trocar.
Como abelhas colhíamos o eflúvio do perfume onde existes agora,
colhíamos da laranjeira e do limoeiro que são hoje estátuas de saudade,
e bebíamos a nossa presença que não é agora.
E este agora, meu amor, como me pesa…
Pesa-me o instante em que exististe
e pesa-me o instante em que existo.
O limoeiro e a laranjeira não são os mesmos.
Acordas nos meus sentidos,
e eu olho o limoeiro e a laranjeira
que temos no quintal da nossa casa.
Tanto amor, querida, que ainda tínhamos para trocar.
Como abelhas colhíamos o eflúvio do perfume onde existes agora,
colhíamos da laranjeira e do limoeiro que são hoje estátuas de saudade,
e bebíamos a nossa presença que não é agora.
E este agora, meu amor, como me pesa…
Pesa-me o instante em que exististe
e pesa-me o instante em que existo.
O limoeiro e a laranjeira não são os mesmos.
Choram como eu…
Ausência
Enquanto a noite for a noite
Três de João Franco
Nyneve ou A dama do lago
Nosso passado
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 6-1-2024
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