segunda-feira, 25 de maio de 2026

Rússia lança maior ataque balístico desde o início da operação militar na Ucrânia

Paulo Hasse Paixão 

Em retaliação face ao bombardeamento de um dormitório universitário em Starobilsk, que matou 18 estudantes, a Rússia utilizou mísseis hipersónicos Oreshnik naquele que está a ser classificado como o maior ataque balístico na região de Kiev desde o início da guerra, que fez pelo menos quatro mortos 

O Oreshnik, que pode transportar múltiplas ogivas convencionais ou nucleares, é um míssil de alcance intermédio cuja velocidade (mais de 10 Mach) e trajetória impossibilitam a detecção e intercepção por parte dos sistemas de defesa aérea disponíveis na Ucrânia (ou em qualquer outro lugar no mundo, na verdade). Esta foi apenas a terceira vez que a Rússia utilizou o míssil. O potencial de destruição dos Oreshnik é de tal forma alto que não precisam sequer de transportar explosivos nas ogivas – o impacto cinético é por si só devastador. Mas não é ainda claro se Moscovo lançou os mísseis com ogivas inertes ou convencionais, embora o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, tenha afirmado que pelo menos um míssil transportava uma ogiva inerte.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que um dos misseis caiu perto da cidade de Bila Tserkva, no centro da Ucrânia, acrescentando:

“Estão completamente fora de si. É vital que a Rússia não fique impune. Infelizmente, nem todos os mísseis balísticos foram abatidos. Kiev foi a cidade mais atingida, e o principal alvo deste ataque russo.”

Olvidando o ataque ucraniano que deu origem à retaliação russa, Kaja Kallas, a insuportável chefe da diplomacia da União Europeia, afirmou:

“O uso de mísseis balísticos de alcance intermédio Oreshnik por Moscovo – sistemas concebidos para transportar ogivas nucleares – é uma táctica política de intimidação e uma imprudência que coloca a Rússia em risco nuclear.”

Não por acaso, passa-se exatamente o contrário do que diz a infeliz. As políticas europeias em relação à guerra na Ucrânia é que estão a colocar a Europa “em risco nuclear”.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 25-5-2026

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