Aparecido Raimundo de Souza
Em nome do meu espírito de porco,
pela milésima vez, devolvo a todos esses boçais, notadamente aos tresloucados e
fanáticos, estúpidos e asnáticos, que apregoam batendo na tecla de que estou
errado, que devo acreditar no governo petista, eu respondo com toda minha
convicção, justeza essa vinda do mais profundo da minha alma: acreditar para
quê? Com que finalidade? Ou melhor dito: com qual propósito?
Porra, cada louco com a sua mania.
Se não gosto do PT, o problema é meu, que se foda o resto. Para mim, PT
significa “Partido dos Trambiqueiros”, ou “Partido dos Trapaceiros”.
Acrescentaria, ainda, de lambuja, “Partido dos Trogloditas”. Para quem não sabe
o que é troglodita, aqui fica a minha definição.
Troglodita é aquele sujeito
primitivo, grosseiro, camarada sem educação, aquele infame que pisoteia o povo,
que rouba o seu próximo, que fode o pobre, que mete a vara no desvalido e come
o rabo, ou o cu do carecente, do necessitado, do homem apoucado de ideias,
enfim... acho que me fiz entender.
Por conta de toda essa leva de
adjetivos e definições, sou levado a olhar o Mula, (perdão, o Fula) e seus
apaniguados, ou seus comparsas, com reservas, com encolhimentos de visão, com
contrações espasmódicas, segundo se mostram aos meus olhos, e não só a eles,
descaradamente ao país essa gentalha de fama pitorescamente ralé.
As atrapalhadas, os estorvos, as perturbações e as desordens, atreladas aos açodamentos da pretensa e truncada eficiência, (que aos meus olhos esbugalhados merecem, à primeira vista, maiores cuidados), o meu entendimento, focando os benefícios da inexperiência, pressupõem a minha, perdão, a nossa descrença, o nosso ateísmo, a nossa dubiedade.
Tenho em conta, que até os mais
profusos e otimistas perdem a sintonia da respiração e engolem o fôlego. Todo
início é atribuído e esbarra, sempre, nas dificuldades próprias da realidade.
Dessa forma, outra vez mais, o benefício da dúvida acorre aos galopes de um
Pégaso furioso e vem em socorro da esperança, hoje tiracolada do vasto e
grandiosos exército nacional de deserdados e injustiçados sociais.
Por conta, séculos de abandono e
desamor, ludibrio e descaso, pouca vergonha e vilipêndio criaram um número
enorme de pobreza, de ignorância e fome. Notadamente de fome. Por conta,
assistencialismo sem trabalho degrada o homem, deteriora a sua vitalidade,
embaça a sua força para o trabalho, arredia a dignidade, macula o bom senso,
turva a lucidez, a joga merda com força no ventilador da cidadania.
O “poder”, mesma estrada, é
afrodisíaco. Embriaga, e embora masculino, assume contornos femininos quando
espíritos despreparados por ele se encantam.
Da mesma forma o “foder”. Ele também é afrodisíaco, tem duas caras, é
maligno, e embora masculino, se degrada para contornos abichados, quando, do
mesmo jeito, assume a sexualidade oriunda de espíritos fracos e sem eira nem
beira e por ele perdem o tino, o viço, a razão e a consciência.
Entre tapas e beijos, a coisa vira
paixão. E essa paixão, além de péssima conselheira, “emburrece”, ou melhor
embrutece e embota, reprime e desgasta a inteligência. Nessa hora, aquilo que
conhecemos como “inusitado” sai da toca, emerge, pu”lula”, e entra em cena. Ao
ser empossada, na Vida Pública, a declaração de amor da Canja de Galinha ao
marido Mula, ecoou via satélite o palpitar idílico de seu coração pra lá das
raias de Garanhúns.
Toma, ou bebe e se engasga quem
pensa que a fisionomia do governo não mudou. Está diferente, e como! Saíram as
fuças lisas, escanhoadas, e entraram as barbas e bigodes em estilos de senhos
comuns, marca registrada em cartórios das novas autoridades públicas da nação.
Enquanto a história pátria segue capenga, registrando seus vultos barbudos e
sem barbas, a literatura científica não elu”cu”bra sobre o tema nem faz
considerações psicanalíticas do porquê usá-la ou não.
Dependendo de quem a adote, vira
moda e sempre haverá os plagiadores. Copiar, agora, é preciso, assim como
outras figuras grotescas surgem como moscas varejeiras, querendo mamar nos
saborosos favos de mel. Vejamos alguns que pincei da Internet. Rocaldo Cagado,
perdão, Caiado, do (PSD - Partido dos Sem Deus), Romeu Sem Julieta Maizena, do
(OVO - Onde Vou Obrar), Cabo Quebrado Dacioli - (do Desmoraliza),
Na sequência, Augusto Curyador - (do
Amante), Fui Costa Frente Pimenta do Reino, (do PCO, Penso em Camuflar
Orangotangos), Edmilson Freti Barato Costa - (do PCB Paguei, Consegui,
Batizei), etc, etc. A moda influi mas, no fundo, a barba e seu desenho são em
nome da estética, para esconder defeitos faciais.
Sobre barbas ilustres, temos as de
Pedroca II e do marechal Dedoduro da Fonteseca, o primeiro presidente da
república, estão na memória desfalecida e desfalcada dos zés povinhos. Torna
quem a usa inesquecível, tipo uma referência de berço. Enfim, por fim,
finalmente, a barba faz o homem, mas não faz um governo. Se a barba está na
ordem do dia, ninguém melhor do que o Presidente da República, que cultiva
desde a mocidade, uma bem tratada e alinhada.
A barba debaixo do seu chapeuzinho,
a barba bem tratada e alinhada, para lançar a moda, se reeleito for. Como as
urnas (se não aparecer um “i) no meio para ficar ur”I”nas. Que isso tem a ver?
Enquanto a Presidência capenga e teve um espasmo de mudança, para recuar e
ficar como está, mantendo aposentadorias públicas privilegiadas às custas dos
sofridos Barnabés e das Marias Desdentadas, que pagam impostos, somente o
desbigodado Mi”SI”nistro Gilmarrevolto
Mendes para atenuar a desdita. Pois bem,
já escrevi demais.
Mudando de pau pra cavaco, seria a
nosso ver, uma atração visual se Roberto Carlos deixasse crescer o cavanhaque à
Benjamin Constant ou então o Flávio Pino, sorridente, adotasse o estilo do
simpático e saudoso Enéas, do PRONA. Se a moda pegar, os brasileiros elegerão,
de fato, um desgoverno diferente. Pelo menos, o próximo chefe da “nãosão”
poderá fugir para os quintos, disfarçado de corno com a sua barba.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Pequiá, ES, 26-5-2026
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Brabo e bravo
Foi então que a ficha caiu
[Aparecido rasga o verbo] Uma historinha besta, tipo essas assim, sem pé nem cabeça
A multiplicação desenfreada das espeluncas se prolifera como puteiros em beiras de estradas e rodovias

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