terça-feira, 26 de maio de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Nossa política é como ovo quente em boca de bêbado

Aparecido Raimundo de Souza

ACREDITEM, não é má vontade. Muito pelo contrário, passa longe do meu espírito, essa suposta má vontade. Afiançar com todas as letras as barbáries desse governo petista, todos dizem para mim, de uma forma ou de outra, que sou retrógrado, que preciso dar a mão à palmatoria. Mas de qual “má vontade” estamos falando? Todos vivem me dizendo que em meus textos falo mal, que odeio, que não dou valor, que sou contra o governo petista. Sou mesmo e continuarei sendo até os fins dos meus dias.

Em nome do meu espírito de porco, pela milésima vez, devolvo a todos esses boçais, notadamente aos tresloucados e fanáticos, estúpidos e asnáticos, que apregoam batendo na tecla de que estou errado, que devo acreditar no governo petista, eu respondo com toda minha convicção, justeza essa vinda do mais profundo da minha alma: acreditar para quê? Com que finalidade? Ou melhor dito: com qual propósito? 

Porra, cada louco com a sua mania. Se não gosto do PT, o problema é meu, que se foda o resto. Para mim, PT significa “Partido dos Trambiqueiros”, ou “Partido dos Trapaceiros”. Acrescentaria, ainda, de lambuja, “Partido dos Trogloditas”. Para quem não sabe o que é troglodita, aqui fica a minha definição.

Troglodita é aquele sujeito primitivo, grosseiro, camarada sem educação, aquele infame que pisoteia o povo, que rouba o seu próximo, que fode o pobre, que mete a vara no desvalido e come o rabo, ou o cu do carecente, do necessitado, do homem apoucado de ideias, enfim... acho que me fiz entender.

Por conta de toda essa leva de adjetivos e definições, sou levado a olhar o Mula, (perdão, o Fula) e seus apaniguados, ou seus comparsas, com reservas, com encolhimentos de visão, com contrações espasmódicas, segundo se mostram aos meus olhos, e não só a eles, descaradamente ao país essa gentalha de fama pitorescamente ralé.

As atrapalhadas, os estorvos, as perturbações e as desordens, atreladas aos açodamentos da pretensa e truncada eficiência, (que aos meus olhos esbugalhados merecem, à primeira vista, maiores cuidados), o meu entendimento, focando os benefícios da inexperiência, pressupõem a minha, perdão, a nossa descrença, o nosso ateísmo, a nossa dubiedade.

Tenho em conta, que até os mais profusos e otimistas perdem a sintonia da respiração e engolem o fôlego. Todo início é atribuído e esbarra, sempre, nas dificuldades próprias da realidade. Dessa forma, outra vez mais, o benefício da dúvida acorre aos galopes de um Pégaso furioso e vem em socorro da esperança, hoje tiracolada do vasto e grandiosos exército nacional de deserdados e injustiçados sociais.

Por conta, séculos de abandono e desamor, ludibrio e descaso, pouca vergonha e vilipêndio criaram um número enorme de pobreza, de ignorância e fome. Notadamente de fome. Por conta, assistencialismo sem trabalho degrada o homem, deteriora a sua vitalidade, embaça a sua força para o trabalho, arredia a dignidade, macula o bom senso, turva a lucidez, a joga merda com força no ventilador da cidadania.

O “poder”, mesma estrada, é afrodisíaco. Embriaga, e embora masculino, assume contornos femininos quando espíritos despreparados por ele se encantam.  Da mesma forma o “foder”. Ele também é afrodisíaco, tem duas caras, é maligno, e embora masculino, se degrada para contornos abichados, quando, do mesmo jeito, assume a sexualidade oriunda de espíritos fracos e sem eira nem beira e por ele perdem o tino, o viço, a razão e a consciência.

Entre tapas e beijos, a coisa vira paixão. E essa paixão, além de péssima conselheira, “emburrece”, ou melhor embrutece e embota, reprime e desgasta a inteligência. Nessa hora, aquilo que conhecemos como “inusitado” sai da toca, emerge, pu”lula”, e entra em cena. Ao ser empossada, na Vida Pública, a declaração de amor da Canja de Galinha ao marido Mula, ecoou via satélite o palpitar idílico de seu coração pra lá das raias de Garanhúns.

Toma, ou bebe e se engasga quem pensa que a fisionomia do governo não mudou. Está diferente, e como! Saíram as fuças lisas, escanhoadas, e entraram as barbas e bigodes em estilos de senhos comuns, marca registrada em cartórios das novas autoridades públicas da nação. Enquanto a história pátria segue capenga, registrando seus vultos barbudos e sem barbas, a literatura científica não elu”cu”bra sobre o tema nem faz considerações psicanalíticas do porquê usá-la ou não.

Dependendo de quem a adote, vira moda e sempre haverá os plagiadores. Copiar, agora, é preciso, assim como outras figuras grotescas surgem como moscas varejeiras, querendo mamar nos saborosos favos de mel. Vejamos alguns que pincei da Internet. Rocaldo Cagado, perdão, Caiado, do (PSD - Partido dos Sem Deus), Romeu Sem Julieta Maizena, do (OVO - Onde Vou Obrar), Cabo Quebrado Dacioli - (do Desmoraliza),

Na sequência, Augusto Curyador - (do Amante), Fui Costa Frente Pimenta do Reino, (do PCO, Penso em Camuflar Orangotangos), Edmilson Freti Barato Costa - (do PCB Paguei, Consegui, Batizei), etc, etc. A moda influi mas, no fundo, a barba e seu desenho são em nome da estética, para esconder defeitos faciais.

Sobre barbas ilustres, temos as de Pedroca II e do marechal Dedoduro da Fonteseca, o primeiro presidente da república, estão na memória desfalecida e desfalcada dos zés povinhos. Torna quem a usa inesquecível, tipo uma referência de berço. Enfim, por fim, finalmente, a barba faz o homem, mas não faz um governo. Se a barba está na ordem do dia, ninguém melhor do que o Presidente da República, que cultiva desde a mocidade, uma bem tratada e alinhada.

A barba debaixo do seu chapeuzinho, a barba bem tratada e alinhada, para lançar a moda, se reeleito for. Como as urnas (se não aparecer um “i) no meio para ficar ur”I”nas. Que isso tem a ver? Enquanto a Presidência capenga e teve um espasmo de mudança, para recuar e ficar como está, mantendo aposentadorias públicas privilegiadas às custas dos sofridos Barnabés e das Marias Desdentadas, que pagam impostos, somente o desbigodado Mi”SI”nistro  Gilmarrevolto Mendes  para atenuar a desdita. Pois bem, já escrevi demais.

Mudando de pau pra cavaco, seria a nosso ver, uma atração visual se Roberto Carlos deixasse crescer o cavanhaque à Benjamin Constant ou então o Flávio Pino, sorridente, adotasse o estilo do simpático e saudoso Enéas, do PRONA. Se a moda pegar, os brasileiros elegerão, de fato, um desgoverno diferente. Pelo menos, o próximo chefe da “nãosão” poderá fugir para os quintos, disfarçado de corno com a sua barba.    

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Pequiá, ES, 26-5-2026     

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