domingo, 27 de novembro de 2022

[Antigamente] Garota de Ipanema

Helô Pinheiro

Heloísa Eneida Paes Pinto Mendes Pinheiro, (Rio de Janeiro, 7 de julho de 1943) é uma apresentadora, empresária e ex-modelo brasileira. Ficou conhecida por ter sido a musa inspiradora de Tom Jobim e Vinicius de Moraes para a canção "Garota de Ipanema", que projetou a bossa nova internacionalmente. Faz parte da lista das 10 grandes mulheres que marcaram a história do Rio de Janeiro.

A Garota de Ipanema

A canção foi composta quando Tom Jobim e Vinícius de Moraes viram a jovem Heloísa Eneida, com apenas 17 anos, andando distraída de biquíni pelas areias quentes da Praia de Ipanema. 

A letra foi interpretada, desde sua composição em 1962 até os dias de hoje, em português, e também em inglês, pelos mais diversos e afamados cantores Internacionais, a exemplo de Frank Sinatra, Amy Winehouse, Cher, Mariza e Madonna, além da banda de rock Sepultura, o boygroup sul-coreano SHINee e outros artistas brasileiros. A canção fora ainda objeto de uma versão instrumental para tema do filme Garota de Ipanema, de 1967.

Wikipédia

Texto revelação da Garota de Ipanema, por Vinicius de Moraes, em 1965:

Seu nome é Heloisa Eneida de Menezes Paes Pinto, mas todos a chamam de Helô. Há três anos atrás ela passava ali, no cruzamento de Montenegro e Prudente de Morais, em demanda da praia, e nós a achávamos demais. Do nosso posto de observação, no Veloso, enxugando a nossa cervejinha, Tom e eu emudecíamos à sua vinda maravilhosa. O ar ficava mais volátil como para facilitar – lhe o divino balanço do andar. E lá ia ela toda linda, a garota de Ipanema, desenvolvendo no percurso a geometria espacial de seu balanceio quase samba, e cuja fórmula teria escapado aos egípcios, teria escapado ao próprio Einstein: seria preciso um Antônio Carlos Jobim para pedir ao piano, em grande e religiosa intimidade, a revelação do seu segredo.

Para ela fizemos, com todo o respeito e mudo encantamento, o samba que a colocou nas manchetes do mundo inteiro e fez de nossa querida Ipanema uma palavra mágica para os ouvintes estrangeiros. Ela foi e é para nós o paradigma do broto carioca: a moça dourada, misto de flor e sereia, cheia de luz e de graça, mas cuja visão é também triste, pois carrega consigo, a caminho do mar, o sentimento da mocidade que passa da beleza que não é só nossa- é um dom da vida em seu lindo e melancólico fluir e refluir constante.

Fevereiro de 2021

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