segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Começou a Grande Fome nos Açores

Helena Matos 

Durante anos e anos, os Açores foram um oásis de paz e prosperidade, apenas perturbado por umas inoportunas e injustas notícias sobre a ocupação de cargos públicos por parte da família César. 

Mas eis que agora chega a Crisálida. A Crisálida, informa o PÚBLICO, «tem 21 anos, é casada e tem dois filhos: um rapaz com três anos e uma bebé de um ano. É o Rendimento Social de Inserção (RSI) que lhe ajuda a alimentar os filhos. “Se não fosse o rendimento, como é que era? Eu ia pedir esmola para a cidade. O abono não dá para um mês”. Recebe um apoio de 430 euros, um valor para quatro pessoas e que aumentou 80 euros no último ano, devido ao nascimento do segundo filho. Continua a ser insuficiente: “o fiado ajuda a viver”. 

Realmente não se entende por onde terá andado a Crisálida nos anos mediaticamente benditos da governação socialista cesariana. Este sumiço da Crisálida é tão mais estranho quando se fica a saber que «Crisálida foi uma das 15.109 pessoas que receberam o RSI nos Açores durante o mês de Agosto. O rendimento mínimo, como ainda é popularmente chamado, tem sido a arma de arremesso política mais mediática dos últimos tempos. Sobretudo nos Açores: a região do país com o maior número de beneficiários do RSI quanto à sua população residente. Em Agosto, 6,1% da população açoriana (243 mil residentes) recebeu o RSI, enquanto a média nacional foi de 2,0%.» 

Podem as Crisálidas açorianas ficar descansadas: de agora em diante, todos os dias, a sua vida será objeto das mais variadas reportagens. Padres, jornalistas, ONG… rumarão aos Açores para dar conta dos dramas da vida da Crisálida. 

Título, Imagem e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 16-11-2020

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