Entre os motivos apontados para o leilão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas está o descumprimento, em 2012, da concessão do período mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre jornadas de trabalho
Felipe Lucena 
Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio
Por conta de dívidas, a
tradicional Feira de São de São Cristóvão vai a leilão no
próximo dia 25 de fevereiro, com lance mínimo de R$ 24.622.896,00. A Riotur é
gestora do local, que foi penhorado para o pagamento de débitos
majoritariamente fiscais e trabalhistas.
Entre os motivos apontados
para o leilão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas está o
descumprimento, em 2012, da concessão do período mínimo de 11 horas
consecutivas de descanso entre jornadas de trabalho.
A ação surpreendeu os
comerciantes. O clima é e preocupação entre os feirantes. O edital do leilão
não diz nada sobre a permanência ou não da feira no local.
Em nota, a Prefeitura
do Rio informou que atua para impedir o leilão e garantiu que não
medirá esforços para manter o Pavilhão da Feira de São Cristóvão como imóvel
público.
O pavilhão onde funciona a Feira de São Cristóvão foi tombado pela Câmara Municipal em 2021. O espaço é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Autor da lei que tombou a
feira de tradições nordestinas, o vereador Vitor Hugo (presidente
municipal do MDB) diz que mesmo que o espaço seja vendido, o novo
proprietário não poderá tirar a feira do local. “A feira é tombada, é
um patrimônio da cidade do Rio de Janeiro. Não pode sair dali”, diz Vitor
Hugo.
“Acho muito difícil que
alguém tenha interesse em comprar o imóvel justamente por ser tombado e esta
foi uma das razões de tombarmos, evitar que esta tradição tão importante deixe
de existir”, completa o vereador.
Vitor Hugo está em contato com
os gestores da feira e vai levá-los ao prefeito Eduardo Paes. Ele acredita que
o interesse econômico no espaço seja reduzido ao terreno do
estacionamento. “Só se o comprador quiser continuar explorando o
estacionamento. Tirar a feira dali não pode.”
Título e Texto: Felipe Lucena, Diário do Rio, 23-1-2026
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