Time cria chances em atacado contra Maricá, mas sofre por bobeiras diante de adversário frágil
Sergio Santana
Fernando Diniz foi na contramão dos outros três grandes clubes do Rio de Janeiro e escalou o Vasco titular na estreia do Campeonato Carioca. De forma natural, o time venceu o Maricá por 4 a 2 em São Januário, mas o resultado tem muitas nuances mais - para o lado positivo e negativo.
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| Foto: Alexandre Maia/Gazeta Press |
O time segue criando com
bastante facilidade no setor ofensivo. Há muitas dinâmicas no ataque do Vasco.
Por outro lado, é impossível passar batido por erros defensivos que se repetem
desde o ano passado.
A equipe cria bastante e chega
ao ataque de maneira quase que natural - mais do que isso, consegue explorar a
defesa adversária com diferentes formas -, mas sofre quase na mesma intensidade
na parte defensiva.
É importante ressaltar, claro,
que parte disso tem a ver com a boba expulsão de Lucas Piton ainda no primeiro
tempo. Mesmo assim, a equipe titular do Vasco, pela diferença técnica diante do
Maricá, não deveria ter tanto sufoco.
— Acho que o time fez uma partida muito boa, com alguns vacilos que a gente não pode cometer. Tivemos uma posse bastante impositiva. Fizemos dois gols no primeiro tempo, mas poderíamos ter feito três, quatro, cinco. E o ponto negativo foi conceder um escanteio que não precisava e, depois, falhar na marcação. E o lance da expulsão - avaliou Diniz.
Os equívocos são antigos: a
linha defensiva alta tem problema para conter contra-ataques e bolas em
profundidade. Nesses lances, é comum ver os jogadores fora de posição para
tentar conter os lances. Além disso, o posicionamento dos atletas dentro da área
para defender escanteios ainda carece de aperfeiçoamento. Não é necessariamente
sobre altura dos defensores — algo bastante comentado externamente —, mas sim
sobre a forma como eles se portam dentro da área.
O mais grave dos problemas,
talvez, seja os erros cometidos pelos próprios jogadores: além da expulsão de
Piton em lance bobo, o primeiro gol do Maricá nasce após uma recuada errada de
Paulo Henrique para a linha de fundo em jogada controlada.
Mesmo assim, a média da
estreia é positiva: o Vasco passou por cima de atuar um tempo inteiro com um a
menos para vencer o Maricá. O time seguiu criando mais e chegando ao ataque com
certa facilidade a partir das corridas de Rayan mesmo com inferioridade
numérica.
Quando o jogo era de 11 contra
11, parecia que uma goleada seria construída a qualquer momento. O time havia
criado 2 a 0 no placar em ritmo de treino e com dinâmicas interessantes:
enquanto Andrés Gomez era responsável por "alargar" o campo em uma
das pontas, Nuno Moreira aparecia por dentro no flanco oposto. Assim, o time
conseguia diferentes alternativas diante da marcação rival.
Ainda é o primeiro jogo do ano
após uma “pré-temporada” — entre aspas mesmo, porque houve poucos dias para
preparo —, e é natural que a primeira versão de 2026 seja bem parecida com o
time do ano passado.
Após o uso de titulares, a
tendência é que Diniz use um time com reservas e alguns jogadores da base
diante do Nova Iguaçu, às 18h do próximo domingo, em São Januário, pela 2ª
rodada do Campeonato Carioca.
Título e Texto: Sergio Santana,
Globo
Esporte, 16-1-2026, 3h
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