Paulo Hasse Paixão
Um professor de uma escola primária de Londres
foi demitido depois de ter dito a alunos muçulmanos que o
Reino Unido é um país cristão
A situação começou quando o
professor encontrou vários meninos a lavar os pés nos lavatórios da casa de
banho. Ao dirigir-se a eles falou sobre os valores britânicos de tolerância,
embora tenha reiterado que “o Reino Unido é ainda um Estado cristão”.
Os comentários desencadearam
uma investigação de segurança, apesar de serem literalmente verdadeiros, dado
que o juramento de coroação do Rei inclui um voto de “manter as Leis de Deus e
a verdadeira profissão do Evangelho” e a Câmara dos Lordes inclui bispos
anglicanos, entre outras disposições constitucionais que consagram o
cristianismo como religião oficial.
O conselho local de proteção de menores concluiu que os comentários causaram “danos emocionais” às crianças envolvidas.
A Polícia Metropolitana de
Londres solicitou inicialmente que a sua equipa de combate ao abuso infantil
investigasse o incidente como um possível crime de ódio, embora a investigação
tenha sido posteriormente arquivada.
O professor foi suspenso em março
de 2024 e, em fevereiro de 2025, foi demtido por “conduta grave”.
Com o auxílio da União da
Liberdade de Expressão (Free Speech Union), o professor está agora a processar
a autoridade local.
Lord Toby Young, diretor da organização,
afirmou:
“Este professor perdeu o
emprego e quase foi banido da profissão para sempre, apenas por ter sublinhado
a alunos muçulmanos que a religião oficial de Inglaterra é o anglicanismo. A
situação chegou a um ponto crítico neste país, se um professor pode ser
considerado um risco para a segurança de uma criança por dizer algo que é
inegavelmente verdadeiro.”
Dados recentes indicam que o
cristianismo na Grã-Bretanha está a sofrer mudanças significativas,
particularmente entre as gerações mais jovens. Segundo as pesquisas, um número
crescente de jovens adultos está a regressar à igreja e, entre os cristãos, mais
pessoas se identificam com a Igreja Católica do que com a Igreja Anglicana.
A frequência entre os jovens
dos 18 aos 24 anos aumentou consideravelmente, com as paróquias católicas, em
particular, a apresentarem um crescimento notável.
Ainda assim, os cristãos
estão, desde 2023, e pela primeira vez na história, em minoria em Inglaterra e no País de Gales, de acordo com estatísticas
governamentais.
Título e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 14-1-2026

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