sábado, 31 de agosto de 2019

Populistas e loucura

Parte de Alegoria do Triunfo de Vênus, de Agnolo Bronzino.

José António Rodrigues Carmo

Há dias o atual primeiro ministro espanhol, o socialista Pedro Sanchez, mandou uma fragata à Itália para trazer quinze imigrantes ilegais que vinham no navio negreiro, Open Arms. A ideia do socialista era apenas ficar bem na fotografia, como vai sendo hábito nos novos políticos do novo populismo, aquele populismo que chama populistas aos outros, mas que vive para a imagem, para as selfies, para a propaganda, para os sound bites da comunicação apropriada aos acéfalos que lhes batem palmas e que comentam, embevecidos, entre eles: Ai, que o senhor X é tão simpático, tão boa pessoa, diz coisas tão bonitas!

Mas vejamos: Uma fragata leva mais de cem militares, penso eu, que não sou marujo. E para percorrer os mais de dois mil quilômetros, ida e volta, gastará uma pipa de massa. Umas centenas de milhares de euros em salários, combustível, comida etc., etc., para fazer figura e transportar quinze imigrantes ilegais. Podiam vir de avião privado, que saía muito mais barato.

O nosso governo, do socialista Costa, também foi lá buscar a sua quota parte, mas vá lá, vieram de avião, com todas as mordomias, claro. Já eu, se quiser viajar, tenho de pagar do meu bolso!

Seja como for, o que fica exposto nesta delirante encenação em que andamos envolvidos, é a disponibilidade dos governos socialistas para gastarem o dinheiro dos portugueses, dinheiro que vem, todo ele, dos impostos sacados ao bolso de cada um, para fazer bonito com o tráfico de pessoas.

Ao mesmo tempo, basta dar uma olhadela, a voo de pássaro, por muitas aldeias e cidades portuguesas, para vermos gente sem casa, velhos sem condições, pessoas sem emprego, enfim, aqueles para quem, em princípio, deveriam ir, em primeira prioridade, os nossos impostos.
Mas, claro, isso não é mediático, não aparece nas notícias, não dá para fazer bonitos e encenações. Que se lixem!

By the way, em Espanha, ontem, centenas de homens invadiram Ceuta, saltando a fronteira e atacando os policiais com excrementos, ácido, garrafas, tudo o que tinham à mão. E entraram, claro. Se não vivêssemos numa era de loucos, isto era uma invasão e seria recebida a tiro.

Mas como já não sabemos distinguir o certo do errado, o racional da loucura, provavelmente serão premiados.

Os policiais feridos? Ora, isso não interessa nada. São forças da repressão e o ministro espanhol que superintende a coisa, um ex-juiz colorido e "alegre", já veio dizer que vai desmantelar as proteções da fronteira para facilitar a vida aos invasores.
Estamos no auge da loucura, ou apenas no começo?
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 31-8-2019

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