quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

[Flagrantes do quotidiano] Custo da honestidade


Eu e minha esposa já estávamos caminhando pela plataforma, quando o guarda-noturno nos alcançou, sem fôlego, trazendo a bolsa de minha mulher.

Quisemos recompensá-lo, mas ele não quis aceitar nada, limitando-se a perguntar:
- A senhora me desculpe, mas eu gostaria de saber quanto dinheiro há nessa bolsa.

Minha senhora disse quanto era, e ele, tirando a caderneta do bolso, acrescentou tal parcela a uma longa coluna de somas diversas. E explicou:

- É que eu estou fazendo a conta para ver quanto é que está custando ser honesto...

Texto: J. Watson Garman, Seleções do Reader’s Digest, tomo XI, nº 61, fevereiro de 1947

Anteriores:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-