quinta-feira, 30 de novembro de 2017

[Flagrantes do quotidiano] Quem veste as calças

Anônimo

Quando minha irmã se casou com um oficial da marinha, alto e taciturno, toda a gente disse que o meu cunhado ia ser em breve um dos maridos mais passivos do mundo. Porque minha irmã é muito decidida a propósito de tudo.

Mas, ao contrário das expectativas, ela sempre se comportou, desde o começo da vida de casada, como uma criança na semana que precede o Natal.

Perguntei-lhe o que tinha havido, e ela corou. “A primeira coisa que eu vi,”, disse-me, “quando chegamos em casa, depois do casamento, foram umas calças dele em cima de uma cadeira. Ia guardá-las, mas ele não consentiu, e me disse que as vestisse. Achei esquisito, e perguntei para quê. Mas ele insistiu sorrindo. Para ver o que é que ele tinha em mente, pus as calças, que, naturalmente, eram enormes para mim.

– Servem para você? perguntou.
– Ora, querido, você bem sabe que não! respondi. Ele me sentou em seu colo e, com uma expressão absolutamente séria, disse:
– Pois então não se esqueça de quem é que veste calças nesta família!
Texto: Anônimo, Seleções Reader’s Digest, fevereiro de 1947

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