25-2-2026: Oeste sem filtro – Candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida + CPI do “Crime Organizado” aprova quebra de sigilo bancário de empresa do filho de Toffoli + Filho de Lula é citado em delação sobre esquema de fraude no INSS + Projeto de lei antifacção é aprovado na Câmara
'PL Antifacção' é aprovado na Câmara e segue para sanção
[Língua Portuguesa] Militantes DAS ou NAS redações?
Um olhar filial a Portugal
O STF não pode ser cúmplice de um ministro intimidador
Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026: 48.978 acessos!
1º de março de 2026: 'Fora Lula, Moraes e Toffoli!'


Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026: 57.513 acessos!
ResponderExcluirMuito obrigado! 🫂🥰
O VAR mostrou que a oposição venceu na CPMI do INSS.
ResponderExcluirHavia quórum, houve votação simbólica prevista no regimento e apenas sete se levantaram contra a quebra de sigilo de Lulinha. Resultado proclamado.
Agora chamam de “golpe”.
Quebra de sigilo não é condenação - é investigação. Quem não deve, não teme.
A fala do ministro Gilmar Mendes, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, durante a cerimônia pelos 135 anos do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, tenta construir uma narrativa conveniente - a de que as críticas ao Supremo seriam fruto de histeria coletiva ou desinformação midiática. Mas esse argumento não resiste a uma análise minimamente séria.
ResponderExcluirPrimeiro ponto: ninguém afirma que “todos os problemas do Brasil” se resumem ao STF. Essa é uma caricatura retórica criada para desqualificar críticas legítimas. O Supremo concentra hoje poderes amplíssimos - investiga, acusa, julga, legisla por meio de decisões monocráticas e interfere diretamente no jogo político. Questionar esse protagonismo não é delírio institucional; mas sim debate democrático.
Segundo: ao invocar a Operação Spoof para relativizar abusos da Operação Lava Jato, Gilmar ignora um fato essencial; eventuais excessos processuais não apagam os crimes revelados. Bilhões foram recuperados, esquemas estruturais de corrupção vieram à tona, houve condenações confirmadas em múltiplas instâncias e réus confessos. Transformar erros em argumento para demolir toda a operação é revisionismo estratégico.
Terceiro: atacar jornalistas chamando-os de “ghostwriters” de Sergio Moro é uma tentativa de descredibilizar a imprensa sem enfrentar o mérito das investigações. Se houve conluio ilegal, que se prove com rigor técnico; a insinuação de Mendes não é prova.
O ponto central que o ministro evita enfrentar é outro: o Supremo expandiu sua atuação política como nunca. Inquéritos de ofício, decisões monocráticas com efeitos amplíssimos, interferência em nomeações, prisões e atos legislativos questionáveis. O debate não é sobre demonizar a Corte, mas sobre limites institucionais.
Uma Suprema Corte forte precisa ser também autocontida, precisa respeitar a separação de poderes e aceitar críticas sem desqualificá-las como ignorância alienígena.
Desmascarar essa retórica falaciosa não é atacar a instituição - é defender a República que já não existe mais.