Aparecido Raimundo de Souza
“Amigo Aparecido — começa ele. Da última vez em que nos falamos,
pretendia ser candidato à deputado federal em segundo mandato pelo Podemos, (só
que por lá, apesar de dois mandatos, eu não podia nada), a Renata Fedeu vivia
me tolhendo os passos. Então me filiei ao PT o (Partido dos Trambiqueiros), o
mesmo cabide de emprego do nosso presidiariodente, o Mula. Com a ajuda dele e
agora também do Lulinha, vai ser moleza. Se ganhar, e sei que vou, acho que já
havia falado contigo, em outros tempos, minha intenção, não outra, é a de
continuar mamando nas tetas do governo, almoçar todo dia ao lado da Primeira
Cama, a Canja de Galinha, comprar uma mansão para minha velha mãe em
Alphaville”.
“Na mesma pancada — segue o Valadão —, também providenciarei uma
propriedade para a mana Júlia, defronte à residência do Fábio Jr (você deve se
recordar, de como a Júlia adora as músicas do Fábio Júnior, principalmente
aquela do “Pai Herói”, que continua resgatando, até hoje, momentos de nosso
falecido, dos tempos em que ele era vivo. Que Deus o tenha!). E, de contrapeso, uma fazendinha para a Rúbia
(lembra dela?) em Brotas ou Botucatu, entre outras cositas...”.
Vou interromper a carta de Valadão Gutierez e abrir um pequeno
parêntese para discorrer rapidamente sobre a Rúbia. (Logo que conheci o
Valadão, veio de roldão, a Rúbia. Tivemos um caso relâmpago (exatamente cinco
anos e meio) que acabou na maternidade. Foram dois filhos e quatro pedidos de
pensão de alimentos na justiça. Parei na
cadeia duas vezes, fugi da delegacia umas seis, e, ainda tenho dois oficiais
com mandados de citação para serem cumpridos nos meus calcanhares. Pois bem.
Fechando parêntese e voltando ao Valadão e as suas estupendas linhas.
“Queria lutar — diz enfático na sequência de sua missiva, o Valadão Gutierez. Enquanto estive no Podemos, fundei uma ONG. Meu objetivo é seguir pelejando tenazmente para acabar com os mendigos, das largadas à sorte, mandar para os quintos os pobres e necessitados, bem ainda extirpar, de vez, com as prostitutas. Encontrei a solução ideal para essa gama de probleminhas que denigrem e enfeiam a imagem do País. Por exemplo, só para você ter uma rápida noção do meu cronograma de trabalho, almejo elaborar uma lei onde os mendigos, os pedintes de ruas e esquinas morrerão enforcados, com toda honra e dignidade, em praça pública. Exportarei para os Estados Unidos, em forma de adoção, as crianças desamparadas”.
“Tem um esquema — explica o meu amigo — onde os envolvidos nessa parada
de adoção, recebem a bufunfa em dólares, sem contar com os casais que vivem por
aí, às portas das varas da infância e da juventude, do falido judiciário e da
merda fedorenta conhecida como Conselho Tutelar tentando uma brecha para terem
um filho legalizado. Com relação as prostitutas, assim que for eleito, ah!, meu
sonho maior, darei início num programa
inédito em toda a federação. Criarei o “Programa do Acondicionamento dos
Restos”, o (PROARES). O que seria isso? Toda essa ralé de vagabundas se veria
transferida para enormes porões de navios cargueiros”.
Em seguida — vomita, em epítome, o meu amigo. “Toda essa galera irá
passear, em alto mar, tipo um cruzeiro igual ou melhor que as “Emoções do
Roberto Carlos” e uma vez lá, eu jogarei, uma a uma, às safadas aos tubarões,
mesmo com a cúpula dos direitos humanos e a Pastoral das igrejas cutucando meus
fundilhos. Elas seguiriam, literalmente, “proaraes”. Garanto ao companheiro, ia
ser divertido”. Você certamente escutaria e veria todo santo dia meu nome e a
minha cara de “espertalhão” escancarada nas línguas ferinas dos repórteres da
Cbn, e outras emissoras, bem ainda da Rede Globo, do Sbt, da Band, da Record,
etc, etc”.
“Grudado no saco do Mula e com a inclusão do filho dele em face da CPMI
(Comissão Parlamentar dos Malandros Inoperantes, e de roldão ao rombo do INSS
(Instituto Nacional dos Santinhos Safados), entendo e respeito (que não
contarei com o seu voto, até porque, pela idade, a sua pessoa não tem obrigação
de comparecer na zona de votação). Mas perceba.
Entre mortos e feridos, com certeza, mesmo tendo levado no cu quando
filiado ao Podemos, naqueles idos, você, meu amigo fiel, até o fim de seus
dias, me apoiando ou não, a sua amizade se fará presente em meu coração, como
eu estou ad aeternum engajado no seu.”
“Saiba, amigo, o seu afeto bate dentro de mim tão forte e pulsante que
até posso senti-lo querendo escorrer pela minha boca afora. Vou ficando por
aqui, meu prezado. Felicidades, meu irmão, e até a próxima. Mande notícias.
Lembranças esvoaçantes à neta Ellen, (já deve estar uma moça, não é mesmo?) e
um beijo, com todo respeito, para a sua inoxidável e inseparável secretária
Carina...””.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Colatina, Espírito
Santo, ES, 3-3-3036
Final das contas é isso: empurrar pra barriga o tempo que me resta
Emanuelly
Onde as duas estradas se confundem e se tornam um só caminho
E as máscaras dos “carnavais fracassados” por acaso alguém sabe dizer onde ficaram? É mesmo? Onde??!!
Nada mais gostoso que acordar feliz

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