quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Só o Ocidente é mau e tem uma história tenebrosa. A África e a Ásia não

João Maurício Brás

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A normalização da falsificação da ética, porque arbitrária, está patente na defesa de determinadas culturas e práticas, especialmente por parte de certos segmentos de jovens politizados que são incompreensíveis.

Fala-se do machismo, da homofobia, da transfobia no Ocidente e nada se diz ou faz sobre essa realidade na África e na Ásia, negoceia-se até com esses países e se promovem eventos de expressão mundial nessas zonas.

O progressismo virtuoso dos governos ocidentais negoceia com tiranias e cleptocracias em toda a parte do planeta, e as grandes empresas defensoras de todas as modas inclusivas e de gênero deslocalizam a sua produção para essas latitudes enquanto fazem campanha no Ocidente contra o machismo e a homofobia ocidentais.

É comum movimentos LGBT+ referirem o perigo do extremismo de direita do Ocidente, regra geral candidatos e partidos democráticos, mas apoiam movimentos fundamentalistas islâmicos e teocráticos. Só o Ocidente é mau e tem uma história tenebrosa.

Outro aspecto por demais evidente são as nossas preocupações e até histeria, com os problemas ambientais, mas não alteramos o nosso modo de vida, nem questionamos o modelo capitalista e liberal que produz este mundo. Como não há verdade, tudo se torna defensável e legítimo.

O relativismo é, sem dúvida, um escândalo da razão e da verdade. A ideia de que os juízos morais apenas expressam emoções ou sentimentos é incompatível com a verdade e objetividade.

Se defendemos que a distinção entre o certo e o errado depende das convicções de cada pessoa, então também aceitamos que os sentimentos de alguém não são melhores nem piores do que os de outro, o que nos torna mais tolerantes. Este é o tipo de raciocínio da ideologia progressista.

(…)
Texto: João Maurício Brás, in “O Laboratório Progressista e a Tirania dos Imbecis”, página 75; Título e Digitação: JP, 28-8-2025  

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