Pesquisa do Mercado Pago no Rio de Janeiro mostra que 67% dos fluminenses não se sentem seguros ao levar o celular para eventos com aglomeração
Quintino Gomes Freire
O Mercado Pago fez
uma pesquisa com usuários no estado do Rio de Janeiro e encontrou um retrato de
medo de rua. No levantamento “Percepção de Segurança em Grandes Eventos”, a
instituição diz ter identificado um público mais atento à segurança digital e
disposto a usar ferramentas de proteção.
No estudo sobre percepção de
segurança, 67% dos fluminenses afirmam não se sentir seguros
ao levar o celular para festas com aglomeração em espaços públicos. Mesmo
assim, o aparelho segue como item praticamente inevitável: 38% dizem
que levam o celular normalmente. Outros 22% preferem não levar
nenhum dispositivo.
O dado que mais chama atenção
vem do comportamento preventivo. Segundo a pesquisa, 65% dos
entrevistados não ativaram nenhum recurso de segurança no celular nos últimos
12 meses ao se preparar para eventos de rua. Dentro desse grupo, 34% afirmam
que não sabem como usar os mecanismos de proteção.
Na prática, o celular continua sendo ferramenta de pagamento e acesso a banco, mesmo fora de casa. 62% dizem que não deixam de usar aplicativos financeiros na rua. Já 59% afirmam usar um ou mais aplicativos alternativos em momentos de maior exposição. E 6% relatam adotar o chamado “celular do ladrão”, um aparelho secundário para situações consideradas mais arriscadas.
Para Daniel Holanda,
diretor de AI e Personal Banking do Mercado Pago no Brasil, os
números mostram uma lacuna de informação e de hábito. “Os números
evidenciam uma oportunidade clara de ampliar a informação e o acesso às
ferramentas de segurança digital. O consumidor já incorporou o dinheiro ao
celular, mas ainda há espaço para fortalecer a cultura de proteção preventiva.
É nesse contexto que lançamos o Modo Blindado”, afirmou.
A função, segundo a empresa,
foi pensada para momentos de maior exposição. Ao ser ativado, o “Modo Blindado”
oculta automaticamente saldos de cofrinhos, investimentos, criptoativos e
informações de contas conectadas via Open Finance. O recurso também
permite impor limites e bloqueios para transferências e Pix. A
ideia é que o uso completo da conta fique liberado apenas em “lugares de
confiança”, definidos pelo próprio usuário.
A pesquisa “Percepção de
Segurança em Grandes Eventos – Rio de Janeiro” foi realizada entre 20 e
23 de janeiro, com 1.900 respondentes.
Título e Texto: Quintino Gomes Freire, Diário do Rio, 15-2-2026

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