sexta-feira, 24 de julho de 2026

A origem do homem

O documentário do Discovery Channel conhecido como A Origem do Homem (cujo título original em inglês é The Real Eve) foi lançado no ano de 2002. 

Muitos cientistas acreditam que os primeiros seres humanos surgiram na África Oriental. Se isso for verdade, por que os humanos são encontrados em quase todos os lugares do mundo? Qual a razão de sermos diferentes uns dos outros? No documentário "A origem do homem" entenderemos as respostas para essas e outras questões, utilizando as mais recentes pesquisas nos campos da genética e da antropologia.

Qual foi a causa do grande êxodo desses seres humanos? Como conseguiram povoar quase toda a extensão da Terra? Como nossos corpos adaptaram-se com o passar do tempo ao meio ambiente? 

Cientistas, como Steven Oppenheimer e Rebecca Cann, unem estudos paleoantropológicos e

de rastreamento genético (genes marcadores em mitocôndrias) para desenvolver a teoria da Eva mitocondrial, que propõe uma relação estreita de parentesco pré-histórico entre as várias raças humanas.

Esses estudos contam a história do surgimento e migrações das comunidades primitivas e a travessia da África para o Iêmen, há 80 mil anos;
as migrações para a Ásia, Austrália, Europa e América;
o homem de Neandertal;
o surgimento das primeiras expressões artísticas.

Contém reconstituições dramatizadas dos povos primitivos.

Documentário globalista e progressista, vulgo woke. 😏

Distopia do Reino Unido: Oxford e Cambridge excluem estudantes brancos da classe trabalhadora

Paulo Hasse Paixão

As universidades de Oxford e Cambridge, em Inglaterra, estão a atribuir bolsas de estudo orientadas para a diversidade que excluem os estudantes brancos da classe trabalhadora, confirmando as suspeitas sobre um sistema académico racista e oligárquico, de duplo critério 

Um estudo sobre os Resultados Educativos da Classe Trabalhadora Branca verificou que as universidades mais prestigiadas de Inglaterra, Oxford e Cambridge, oferecem mais de uma dezena de bolsas de estudo e ajudas financeiras dirigidas a estudantes negros, asiáticos e de minorias étnicas (BAME), ao mesmo tempo que excluem, em grande parte, os estudantes brancos da classe trabalhadora. 

Exemplos citados pelos investigadores incluem a Bolsa Stormzy de Cambridge e vários programas de financiamento de Oxford reservados para grupos étnicos específicos, enquanto as mulheres brancas da classe trabalhadora parecem ser elegíveis para apenas dois programas de diversidade de Oxford e Cambridge, e os homens brancos da classe trabalhadora para apenas um.

Oxford oferece uma bolsa anual não reembolsável até cerca de 8.300 dólares para estudantes britânicos de famílias com baixos rendimentos, enquanto a Bolsa Stormzy de Cambridge oferece cerca de 27.000 dólares por ano, mas o estudo concluiu que as crianças brancas da classe trabalhadora estão entre as mais desfavorecidas do sistema educativo de Inglaterra.

Suella Braverman, do partido Reform UK de Nigel Farage, defendeu que os programas de bolsas de estudo baseados na raça devem ser substituídos por apoios baseados na desvantagem socioeconômica, em vez da etnia, afirmando:

“Se Oxford e Cambridge querem fazer jus à sua orgulhosa história de meritocracia, devem acabar imediatamente com estes programas racialmente discriminatórios e julgar as pessoas pelos seus talentos, e não pela cor da pele.”  

Anatomia de um choque: o dia em que Elon Musk devolveu o rótulo à mídia

Musk encurralou a editora da The Economist com uma pergunta que ela não respondeu

Rogerio Pires 

Foram 85 minutos de conversa. Os primeiros trinta pareciam uma entrevista de tecnologia. Os últimos cinquenta viraram outra coisa: um duelo sobre quem tem o direito de definir as palavras que usamos para descrever o mundo.

De um lado, Zanny Minton Beddoes, editora-chefe da The Economist, símbolo maior do establishment da mídia europeia. Do outro, Elon Musk, recebendo a jornalista na Giga Texas para sua primeira grande entrevista desde o IPO bilionário da SpaceX. O material foi ao ar nesta quinta-feira no programa Insider, da própria revista.

E o que era para ser uma sabatina virou um raio-x do abismo entre a imprensa tradicional e o homem mais poderoso do mundo.

O começo cordial

A entrevista abre em terreno seguro. Musk fala de inteligência artificial com a convicção de sempre: a IA vai superar a inteligência humana somada em cerca de cinco anos, e em pouco tempo não haverá quase nada que ela não faça melhor do que nós.

Depois vem o DOGE, o departamento de eficiência governamental, e o discurso do corte de desperdícios. Aqui, Musk faz até uma admissão rara, quase uma autocrítica calculada: “me envolvi um pouco demais na política, me empolguei”.

Até esse ponto, o tom é pragmático. Musk se apresenta como engenheiro, um solucionador de problemas estruturais. Não como ideólogo.

A virada

Aí Beddoes dispara a acusação que muda tudo: “Você apoia não só a direita populista, mas a extrema direita. Na verdade, partidos muito marginais em alguns países”.

O Brasil acordou, e é por isso que o sistema apelou para o porrete

Abusos, censura e perseguição não mostram apenas força do sistema: mostram que o plano de "dominação silenciosa" deixou de funcionar

Leandro Ruschel 

Existe algo a fazer para livrar o Brasil do socialismo? 

A resposta começa pela boa notícia. E ela existe. 

O Brasil acordou. 

Pode parecer estranho dizer isso num momento de censura, perseguição política, prisões, cassações e abuso institucional. Mas há um dado da realidade que não pode ser ignorado: hoje, o brasileiro médio conhece mais nomes do Supremo do que nomes da seleção brasileira. Quinze anos atrás, ministro de tribunal era figura distante, invisível, quase técnica. Hoje, o motorista de aplicativo, o pequeno empresário, a dona de casa, o estudante e o trabalhador comum sabem quem decidiu, quem relatou, quem censurou, quem prendeu, quem soltou, quem se omitiu. 

Isso não aconteceu por acaso. 

Aconteceu porque o abuso ficou grande demais para continuar escondido. 

E aqui está a leitura que muita gente ainda não fez: a repressão não é apenas sinal de força. Ela também é evidência de fracasso. O plano original da esquerda brasileira era outro. Era o plano gramsciano: vencer sem parecer que estava vencendo. Dominar a escola, a universidade, a imprensa, a cultura, o tribunal, a linguagem e a imaginação moral do país sem que a maioria percebesse que havia uma guerra em curso. 

O objetivo era simples: ganhar sem lutar. 

A esquerda queria ocupar as instituições silenciosamente, formar gerações inteiras dentro da sua visão de mundo, controlar os termos do debate, definir o que é aceitável, o que é extremo, o que é “democrático”, o que é “ódio”, o que é “ciência”, o que é “desinformação”. Queria moldar o país por dentro, enquanto o cidadão comum seguia a vida achando que política era apenas eleição de quatro em quatro anos. 

Nicarágua: aquilo é que é o verdadeiro comunismo

Alberto Gonçalves comenta a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em abolir as eleições democráticas no país a pretexto da defesa da democracia. 

Cobertura que pertenceu a Juscelino Kubitschek é vendida por R$ 82 milhões em Ipanema

A negociação, concluída no mês passado, se tornou a maior transação do mercado imobiliário residencial da história do Rio de Janeiro

Victor Serra

A cobertura tríplex que pertenceu ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, no Edifício JK, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, acaba de ser vendida por R$ 82 milhões. A negociação, concluída no mês passado, se tornou a maior transação do mercado imobiliário residencial da história do Rio de Janeiro. 

O enorme apartamento, de cerca de 2 mil metros quadrados, tem entre seus diferenciais a única piscina semiolímpica existente em um prédio no Rio.

Construído em 1960, o edifício, que abriga apenas três apartamentos, é o único residencial da orla do bairro projetado por Oscar Niemeyer. Como a legislação da época limitava a altura das construções na avenida, o arquiteto concebeu um prisma de vidro suspenso sobre pilotis apoiados em três pilares centrais. Já as curvas, características do profissional, estão em seu interior, com uma abertura sinuosa, além de uma escada escultural ligando os dois últimos andares.

Construído por Sebastião Paes de Almeida, então presidente do Banco do Brasil e ministro interino da Fazenda durante o governo JK, o edifício também foi residência do cantor Caetano Veloso, da empresária Paula Lavigne e do embaixador espanhol Jaime Alba Delibes.

Título e Texto: Victor Serra, Diário do Rio, 23-7-2026

[Foco no fosso] E aí, IA?

De quem é a culpa?

Haroldo Barboza

Nos primórdios, mesmo com a população mundial abaixo de 100.000 analfabetos famintos, 98% dos habitantes trabalhavam pela sociedade enquanto 2% passavam o tempo bolando meios de obter alimentos e agasalhos sem muito esforço. 

E mesmo com todo o espaço disponível no planeta, haviam os "imperadores" que insuflavam seus guerreiros a tomar o território e bens alheios. O objetivo maior era obter escravos, sem salários. 

E a cada século, invenções eram elaboradas para o bem (redução de esforço) mas os tais 2% efetuavam alterações nas mesmas para fins escusos. 

E assim passamos pelas espadas, armas de fogo, dinamite, foguetes, satélites, furadeiras e outros mais. 

Agora os drones (ótimos para filmar, efetuar entregas, monitorar trânsito, ajudar na agricultura e afins, já estão adaptados para lançar granadas em locais dominados por adversários. 

Culpa dos drones? Eles não prestam? 

Não. São aqueles 2% de desnorteados que infernizam a vida dos 98% que desejam paz para evoluir através do estudo e do trabalho. 

O que surpreende é a passividade dos 98% que não se juntam para pressionar os que os lideram (foram votados para manter o sistema de igualdade) e penalizar (e até excluir do convívio livre) os desajustados. 

23-7-2026: Oeste sem filtro – Mendonça aumenta controle no caso INSS + Casa Branca anuncia tarifa adicional de 12,5% + Mendonça autoriza PF a investigar filme sobre Bolsonaro + Flávio e Michelle Bolsonaro vão caminhar juntos

Foto:Brenno Carvalho/Agência O Globo

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[Aparecido rasga o verbo] Avesso

Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, por volta das cinco da manhã, acordei e vesti a camisa do lado avesso. Não percebi na hora, só quando fui tomar meu café, capturei o reflexo do armário de vidro que me fez a gentileza de me mostrar a etiqueta dura grudada no pescoço, a costura fina correndo ao longo do peito como uma ferida que não sangra mais. Fiquei olhando para mim mesmo um minuto, e então pensei: não é a primeira coisa, hoje, que está do lado errado. A vida tem dessas tiradas. A gente passa décadas andando pelo lado direito de tudo: a roupa bem passada, os filhos na escola, o trabalho na hora certa, a esposa arrumando a gravata antes de eu sair, o mundo alinhado como as toalhas no armário dela, junto com as calcinhas de um lado e as minhas cuecas do outro. Tudo tem uma face para fora, uma face limpa, sem nó, sem costura aparecendo. É a face que os outros veem, a que a gente mesmo aprende a considerar como a verdadeira.

E então, um dia, sem aviso, sem ninguém virar a chave, a gente acorda no avesso. Os pequenos avessos chegam primeiro. A meia que se calça com a costura para fora e só percebe depois de caminhar três quarteirões para pegar o ônibus superlotado. A fronha que ficou com o feio virado para cima, e não se teve mais força para trocar. O lençol que se amassou todo por baixo, na noite de insônia, e quando a gente acorda parece que, ao ter tirado uma trepada com a mulher, deixou, ou ficou a impressão de que ela dormiu dentro de um nó. Antes, ela percebia tudo isso. Um olhar só, e já esticava a gola da minha camisa, acertava o meu pinto murcho dentro da cueca, virava a meia paro o lado direito, arrumava a cama desfazendo os desacertos da foda enquanto eu tomava o primeiro gole de café e comia um pedaço e bolo de chocolate. Hoje, os avessos pequenos ficam lá, permanecem quietos, como se a casa também tivesse desistido de fingir que tudo está perfeito.

Depois chegam os avessos grandes, os que doem de verdade. Os nossos filhos, que um dia corriam atrás pelo jardim gritando “papai, espera”, agora somos nós que ficamos esperando o telefone deles tocar, uma vez por semana, para dizer que estão bem. Os netos, que subiam no meu cangote como se eu fosse uma árvore segura, agora passam ao abraço rápido e já voltam para o celular, como se o meu colo tivesse ficado pequeno demais para o universo deles. O trabalho, que por bons punhados de anos foi o centro do meu dia, a razão de acordar cedo, de suar, de lutar, de me sentir útil, hoje é só um diploma na parede da sala, ao lado de um relógio cuco que parou, uma história que a gente conta e os mais novos ouvem com educação, sem entender realmente o tamanho daquela vitória. Até o tempo virou do avesso. Até bem pouco tempo, os dias se faziam longos, demoravam a acabar.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

A verdade sobre a Faria Lima é mais incômoda do que parece

Rejeição de parte da elite financeira a Flávio revela menos prudência econômica e mais disposição de negociar com um sistema que ela diz criticar, mas do qual muitas vezes se beneficia

Leandro Ruschel

Por que a Faria Lima insiste tanto numa terceira via? Por que parte dela parece disposta até a ir de Lula para não ir de Flávio Bolsonaro? 

Antes de responder, é preciso fazer uma precisão importante: não existe uma única Faria Lima. Existe gestor liberal de verdade. Existe gente que financia boa causa. Existe empresário que entendeu o tamanho do jogo. Existe gente séria, corajosa, que não se rendeu ao vocabulário bonito da captura estatal. 

Mas existe também um comportamento médio. E esse comportamento médio tem dois defeitos graves. 

O primeiro é a tolerância com a corrupção quando ela convém. 

O mesmo mercado que fala em governança, compliance, eficiência, previsibilidade e segurança jurídica muitas vezes engole balcão, emenda, capitalismo de compadrio e proteção regulatória quando o arranjo rende negócio. O discurso liberal vai até a página em que começa o subsídio, o crédito amigo, a regra feita sob medida, a conversa certa no gabinete certo. 

Para essa turma, o problema nunca foi exatamente o sistema podre. Foi não ter assento preferencial na mesa. 

Essa é a contradição que precisa ser encarada. Parte da elite financeira brasileira gosta da estética do mercado, mas não necessariamente da ética do mercado. Gosta da linguagem da eficiência, mas se acomoda muito bem ao jogo dos favores. Gosta de defender liberdade econômica em painel, evento e relatório, mas não se incomoda tanto assim quando o Estado vira sócio oculto, garantidor de privilégio e distribuidor de proteção. 

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[Fotografando por aí] Piódão

7-7-2026, foto: JP

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[Daqui e Dali] Onde se fala do Brasil e da língua portuguesa

Humberto Pinho da Silva

Ainda não tinha trinta anos quando cheguei à pauliceia. Permaneci estupefacto pela grandiosidade da cidade! Não, digo, abismado.  As artérias bem rasgadas; o ruído frenético das viaturas; e os vivos pregões peculiares, que animam a agitada capital estonteiam qualquer europeu.

Encantado fiquei ao deambular pelo recatado “Alto de Pinheiros” e, mais ainda, ao deparar em graciosa residência desse aristocrático bairro a terna companhia de jornada.

Serve o introito para exprimir a mágoa que senti ao deparar, recentemente, a seguinte notícia no jornal "O Globo":

Apareceu no festival "Remexe Rio", escritor angolano, asseverando que a língua portuguesa devia mudar de nome (!), já que foi enxertada de vocábulos de outras línguas. O nome sugerido foi "Língua Geral"!!!

O desconchavo não admira, porque o palco apropriado para esses destemperos, não podia ser senão o Brasil.

Já em 1923, mais propriamente a 7 de setembro, o "Correio do Povo", de Porto Alegre, apresentava o parecer do Académico brasileiro, Conde de Afonso Celso, profetizando que a língua brasileira será tão diferente da portuguesa, como esta é do latim.

Medeiros e Albuquerque, homem de letras brasileiro, afirmou, em 1913, que "O eixo da literatura portuguesa se deslocará, em breve tempo, inevitavelmente, para o Brasil, a metrópole da nossa língua" (!)

Portuguesa ou brasileira? Porque alguns intelectuais, chegaram a criar a Academia de Letras da Língua Brasileira!...

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Agostinho e a verdadeira exaltação da mulher

Vitor Grando

A verdadeira exaltação da mulher não consiste em medir sua realização a partir de um ideal masculino, mas em reconhecer a dignidade e a vocação próprias da feminilidade.

Grande parte do pensamento feminista moderno entende a emancipação feminina em termos de igualdade de papéis ou da superação das diferenças entre homem e mulher. A tradição cristã, porém, propõe um caminho distinto: homens e mulheres possuem igual dignidade, mas foram criados com vocações e características próprias, que não devem ser confundidas nem hierarquizadas.

Ao comentar o livro de Gênesis, Agostinho oferece elementos para compreender essa complementaridade e para redescobrir a riqueza da feminilidade à luz da criação.

Mais do que adotar categorias contemporâneas, sua reflexão nos convida a retornar ao testemunho das Escrituras e a reconhecer a sabedoria da ordem criada por Deus.

Título, Texto e Vídeo: Vitor Grando, Facebook, 22-7-2026, 1h13

PF investiga desvio de R$ 45 milhões da Caixa Econômica com apoio de servidores e contraventores

Mandados foram cumpridos em cinco cidades fluminenses. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de advogados, servidores públicos e uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas e vazamento de informações sigilosas

Bruna Castro

Polícia Federal deflagrou, na terça-feira, 21 de julho, a Operação Infiltrados, contra uma organização criminosa suspeita de desviar aproximadamente R$ 45 milhões de contas de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal

A investigação aponta que o esquema teria contado com a participação de advogados, servidores públicos e contraventores. Segundo a PF, parte dos envolvidos atuaria para dificultar as investigações, corromper agentes públicos e fornecer informações sigilosas aos integrantes da organização criminosa.

Cerca de 120 policiais federais participaram da operação, realizada com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal, o Gaeco/MPF.

Inicialmente, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão em sete municípios. No Estado do Rio, as diligências ocorreram na capital, em Duque de CaxiasNova IguaçuNiterói e Cabo Frio. Também houve buscas nas cidades de Indaiatuba e Salto, no interior paulista.

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Quadro de John Trumbull, 1819

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terça-feira, 21 de julho de 2026

“Ces productions ont-elles vraiment amélioré le sort de l’humanité?”

Que ceux qui se désolent de la sclérose des sciences et de la philosophie en terre d’Islam se rassurent!

Pendant que Spinoza se livrait à la critique biblique, pendant que Newton étudiait la physique à Cambridge, pendant que les physiocrates jetaient les bases de la prosperité en plaidant en faveur de la liberté du commerce et de l’industrie, les societés turques et árabes enployaient, grâce aux revenus qu’elles tiraient de la piraterie et du trafic d’esclaves, de nombreux savants consommant du temps, de l’encre et du papier à rédiger des livres sur l’organization de la cité idéale sur la base de prescriptions attribuées à un Bédouin illetré du VIIe  siécle qui se croyait mandaté par un être invisible.

Ces productions ont -elles vraiment amélioré le sort de l’humanité?

Texte: Ferghane Azihari, in “L’Islam contre la modernité, pages 123 et 124, Copie: JP, 21-7-2026

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L’Islam contre la modernité

Ortega enterrou as eleições. E ninguém aqui se assustou?

Chama-se Nicarágua. Prenderam a oposição, calaram a Igreja e acabaram com o voto. No Brasil, o roteiro só mudou de sotaque

Rogerio Pires 

Daniel Ortega cansou de fingir.

No domingo, diante de milhares de apoiadores reunidos em Manágua para celebrar os 47 anos da Revolução Sandinista, o ditador da Nicarágua anunciou, sem meias palavras, que o país não terá mais eleições. “Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e o poder”, disse, referindo-se à oposição, que ele acusa de servir aos Estados Unidos.

Não é uma ameaça velada. É um plano de governo.

O homem que está no comando desde 2007 acabou de sepultar a última encenação democrática que ainda restava. E fez isso com a naturalidade de quem comenta o tempo, ao lado da mulher, Rosário Murillo, hoje elevada ao cargo de “copresidenta” por uma reforma constitucional feita sob medida.

Para chegar até aqui, Ortega seguiu um roteiro conhecido. Primeiro vieram os opositores: presos, exilados, alguns até despojados da própria nacionalidade. Depois, a Igreja: padres e bispos expulsos, entidades religiosas fechadas, fiéis vigiados. Em 2018, quando o povo foi às ruas, o regime respondeu com mais de 300 mortos. Hoje, o casal controla o Judiciário, as Forças Armadas e o Parlamento. Uma ditadura de família, sem pudor.

Isso te lembra alguma coisa?

Distopia do Reino Unido: Trabalhistas elaboram planos para obrigar redes sociais a dar prioridade à imprensa corporativa

O governo britânico quer obrigar as plataformas de rede social a dar prioridade a veículos de comunicação de serviço público “fiáveis”, como a infiável BBC, levantando preocupações sobre a despótica influência do estabelecimento globalista na cobertura noticiosa online

Paulo Hasse Paixão

O governo trabalhista britânico propôs novas medidas para obrigar as plataformas de rede social a dar prioridade aos conteúdos dos “veículos de comunicação de serviço público”, incluindo a BBC, como parte dos esforços para combater a “desinformação”. Um ‘Livro Verde’ publicado a 22 de Junho exige que as plataformas tornem as chamadas fontes de notícias “fiáveis” mais visíveis, mesmo que os utilizadores não as procurem activamente.

A proposta surge numa altura em que um número crescente de britânicos, principalmente o público mais jovem, recorre às redes sociais como principal fonte de notícias. Os ministros defendem que é necessário um acesso mais fácil a fornecedores de notícias “confiáveis” e regulamentados para “combater a disseminação de informações falsas online”, além de ajudar as emissoras de serviço público a manterem-se competitivas num panorama mediático cada vez mais fragmentado.

O plano faz parte de uma revisão mais ampla da radiodifusão britânica, que inclui também propostas para uma transição para a televisão através da Internet e um acesso gratuito alargado a grandes eventos desportivos. A Secretária da Cultura, Lisa Nandy, defendeu que as fontes de notícias “confiáveis” desempenham um papel vital no apoio à democracia e à coesão social. A medida relaciona-se claramente com a volição totalitária das elites políticas na Grã-Bretanha, como a censura e criminalização do discurso na web, ao abrigo da Lei de Segurança Online.

A Secretária da Cultura Lisa Nandy afirmou relativamente à proposta do governo trabalhista, que ainda vem da era Starmer:

Estabelecimento político canadense aprovou e retificou em junho projeto de lei “anticristão”, que criminaliza citações bíblicas

Paulo Hasse Paixão

Os deputados e senadores canadenses aprovaram o radical Projeto de Lei C-9 em junho deste ano, que permite a criminalização da citação de excertos da Bíblia, especialmente aqueles que incidem na homossexualidade e no gênero. 

Os deputados do Partido Liberal forçaram a aprovação do projeto na fase de relatório, depois de terem encerrado todo o debate sobre o projeto na fase de comissão. A lei recebeu posteriormente a retificação do Governador Geral, que representa a coroa britânica, anglicana, no Canadá.

A Campaign Life Coalition (CLC) criticou duramente a aprovação do projeto de lei C-9 e apelou aos “cristãos e defensores da vida para se prepararem para uma crescente hostilidade”. David Cooke, gestor de campanhas da CLC e pastor cristão afirmou complementarmente:

“Com a aprovação do Projeto de Lei C-9, os cristãos e os defensores da vida enfrentarão certamente um nível totalmente novo de hostilidade, uma vez que a porta se abre para a perseguição real sob o manto de uma suposta legalidade.”

Cooke afirmou que a lei foi apresentada como visando combater o “ódio”, mas, na realidade, trata-se de um pacote legislativo que, segundo líderes religiosos de várias comunidades cristãs,

“poderá levar a acusações de ódio contra fiéis – e que capacita polícias e juízes ideologicamente motivados para atacar, pela primeira vez, a própria palavra de Deus em questões de vida, família e fé”.

Cooke acrescentou ainda:

Live com Daniela Marques: política e economia


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Marca da seleção enfrentará drama quando Ronaldo sair

Portugal perderá atenção mediática e receitas sem o futebolista Cristiano Ronaldo, que garantiu ter disputado o sexto e último Mundial e avaliará a continuidade na seleção, antecipa o diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM)

Lusa

Pode ser um bocadinho duro de dizer, mas do ponto de vista de marca, Ronaldo é incomparavelmente maior do que toda a seleção portuguesa e mais não sei quantas juntas. Não estou a fazer uma análise desportiva, mas de marca: vai ser um drama quando ele sair, porque as pessoas ainda não tem a noção da atenção mediática que se perderá. Vamos cair numa escada rolante a grande velocidade”, projetou à agência Lusa, Daniel Sá. 

O avançado e capitão, de 41 anos, tornou-se o primeiro a marcar em seis edições, mas Portugal ficou pelos ‘oitavos’, ao ser derrotado pela campeã europeia Espanha (1-0), que, no domingo, conquistou o Campeonato do Mundo pela segunda vez, após 2010, com um triunfo na final sobre a Argentina (1-0, após prolongamento), bicampeã sul-americana e então detentora do título. 

Ciente de que “fabricar ídolos é uma ferramenta poderosíssima na geração de atenção mediática”, Daniel Sá sugere que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) “desenhe uma estratégia para o pós-Ronaldo”, acautelando a ausência imediata de um sucessor à altura do recordista de jogos (233) e golos (146), vencedor do Euro2016 e da Liga das Nações em 2019 e 2025. 

É ele quem lhes faz rubricar vários contratos e ganhar muito dinheiro há mais de 20 anos. Acredito que a FPF estará a preparar uma narrativa diferente, porque não pode estar dependente de uma pessoa só e tem de exibir outro tipo de argumentos. Obviamente, há mais do que Ronaldo no futebol português, mas devem explorar bem essa nova estratégia”, apelou. 

Envolvido em estudos regulares no IPAM sobre Ronaldo, Daniel Sá adverte que a dimensão futebolística já é, das quatro variáveis examinadas, a que “menos interfere” na visibilidade do dianteiro, que foi campeão saudita pelo Al Nassr em 2025/26, sob orientação do treinador Jorge Jesus, recém-contratado como sucessor do espanhol Roberto Martínez na seleção lusa. 

Lugares públicos e privados do RJ deverão afixar informativos sobre o risco de AVC

Lei aprovada pela Alerj visa orientar a população sobre como identificar um AVC, cuja ocorrência tende a aumentar em 20% no inverno

Patricia Lima

Apesar de muitas regiões do Brasil, como a Sudeste, apresentarem um inverno pouco rigoroso, é nessa estação que ocorre o maior número de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), os registros da doença podem crescer em até 20% durante a estação, especialmente em dias que a temperatura não passa dos 14 graus.

Em vista disso, a Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a Lei nº 11.239/26, que prevê a afixação de placas e cartazes em locais públicos e privados de grande circulação de pessoas com informações sobre como identificar sinais de AVC.

A norma determina que os avisos devem ser instalados em estações e terminais de transporte coletivo, instituições de ensino, hospitais, clínicas, shoppings, centros comerciais, academias, órgãos públicos, bares, restaurantes e outros estabelecimentos com grande fluxo de pessoas no Estado do Rio.

Entre os sintomas de um Acidente Vascular Cerebral estão fraqueza em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar, perda da visão, tontura intensa ou dor de cabeça muito forte – sintomas que aparecem de forma repentina. A orientação de especialistas é procurar ajuda imediatamente. O horário em que os sintomas começaram deve ser repassado à equipe médica. Comida, bebida ou remédios não devem ser oferecidos à pessoas em crise.

20-7-2026: Oeste sem filtro – Alcolumbre usou avião da FAB para participar do Festival de Parintins + Decreto de Lula para censurar redes sociais entram em vigor


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[Livros & Leituras] L’Islam contre la modernité

 Ferghane Azihari, Les Presses de la Cité, Paris, janvier 2026, 400 pages.

Dans L’Islam contre la modernité, Ferghane Azihari fait une critique sans concession de la religion musulmane et de l’asservissement systématique des peuples qu’elle conquiert. Il raille dès l’introduction les « indigénistes revanchards et les tiers-mondistes pénitents » qui, fustigeant l’Occident, idéalisent les sociétés musulmanes et empêchent ainsi tout débat objectif.  

Il commence par rappeler comment l’Islam a transformé le berceau de la civilisation en tombeau : fossoyeuse de nombreux peuples et cultures, cette religion a en effet purement et simplement éradiqué l’Afrique romaine et ses racines grecques, les foyers bouddhistes qui fleurissaient en Afghanistan et une grande partie du monde byzantin. Ces régions avaient pourtant atteint un niveau de développement élevé avant l’irruption des adorateurs belliqueux de Mahomet. Leur état actuel montre à quel point leur islamisation a été nuisible, les maintenant dans un dramatique obscurantisme. « Leurs regards furent si captifs de La Mecque qu’ils ignorèrent le patrimoine gisant sous leurs pieds, laissant aux infidèles la charge de l’exhumer, à l’image des hiéroglyphes qui ont attendu l’arrivée du Français François Champollion pour être déchiffrés au XIXe siècle » se désole l’auteur. Dans des lignes inspirées, poétiques, il imagine ce que seraient ces régions si elles n’avaient pas été asservies, étouffées sous le joug de l’Islam.

Il consacre la deuxième partie de son essai à détruire la fable de l’islam des Lumières, aussi illusoire qu’un « stalinisme à visage humain ». Loin du mythe du dialogue interculturel et de la légende de la transmission, les Arabes musulmans ont selon lui plutôt fait preuve d’un sectarisme persistant. Il explique que l’’éclat de l’islam ancien réside paradoxalement dans sa faiblesse car l’épanouissement des sciences et des arts durant les premiers califats est surtout dû aux contributions des non musulmans. Alors qu’au Moyen-Age un certain nombre de clercs chrétiens apprenaient l’arabe pour étudier le Coran, les musulmans refusaient de se pencher sur les langues étrangères. Le fameux philosophe Averroès n’a ainsi jamais pu mettre la main sur La Politique d’Aristote car elle n’avait jamais été traduite en arabe… L’auteur fait également un sort à l’idée, affirmée en 2020 par Emmanuel Macron, que l’Islam est « actuellement en crise », ce qui supposerait qu’il ait précédemment rayonné et engendré de la prospérité. S’il admet que l’histoire musulmane n’est pas que belliqueuse et recèle des foyers d’esprits remarquables, il note qu’un grand nombre de ces extraordinaires savants ont joui d’une plus grande postérité en dehors des frontières de l’Islam que dans leur propre communauté. C’est le cas d’Averroès, du chirurgien Abu Al-Qasim ou du médecin Ibn An-Nafis, à qui l’on doit la découverte de la circulation sanguine. Il avance notamment l’hypothèse, étayée par l’islamologue Charles Pellat, que la science et l’enseignement dans le monde musulman ont pâti de la création des madrasas, écoles étroitement contrôlées par le pouvoir religieux. Plus généralement, l’idée que toute vérité figure dans le Coran et que son message est indépassable, l’impossibilité de le critiquer, étouffent fatalement la réflexion et le débat nécessaires au progrès intellectuel et social.

[Aparecido rasga o verbo] Drama de um ato só

Aparecido Raimundo de Souza

A GENTE costuma pensar que o drama é uma coisa de palco grande, de cortinas de veludo, de vozes estridentes que enchem a sala e de gritos que ecoam nos corredores. A gente espera que tudo venha anunciado, com luzes que de repente surgem do nada, de músicas que encantam, de atores e atrizes que choram e riem, riem e choram, enfim, tudo assim, num espetáculo escrito com letras de forma: “agora vem a parte triste”.

Nesse ponto, todo mundo se engana. Redondamente. O drama de verdade não avisa. Não tem intervalo. Não tem segundo ato. Não tem ensaio. É um ato só, um ato curto e grosso, mudo e calado, e acontece onde menos se espera: num ponto de ônibus, numa fila de banco, na feira livre, na mesa de uma padaria às seis e quinze da tarde, quando o dia já está cansando de ser dia, e a chuva doída para dar o fora, começa a cair fina, grudenta e persistente.

Foi ali nesse momento que eu vi a situação dele.

Era um homem de estatura mediana, uns sessenta e poucos anos, os cabelos brancos e ralos caídos na testa enrugada. Usava um casaco de lã que foi bastante útil em outros tempos, mas hoje trazia as bainhas desfiadas e uma mancha antiga de algum remédio no cotovelo esquerdo. Entrou devagar, quase parando, como quem tem medo de atrapalhar o ar, e foi direto ao balcão mais afastado.

Quando a garçonete de olhos verdes se aproximou com um sorriso fagueiro e mavioso, pediu pão simples, manteiga e queijo em fatias, três unidades e um café com leite duplo e logo corrigiu, baixo, quase sem som: “faz a bebida meio a meio. Nem muito preto, nem muito branco, por favor”. Enquanto esperava para ser servido, se ateve a olhar rapidamente para todas as direções e antes de garota dar meia volta, completou: “O estômago já não é mais o mesmo. Obrigado”.

A beldade sorriu de modo faceiro e cortês dando por concluído que havia entendido de primeira, ou melhor, (como quem já ouvira aquele pedido umas mil vezes de outros clientes que chagaram vinte ou trinta minutos atrás), e foram embora agraciados antes dele colocar os pés ali. Enquanto esperava, o cidadão apoiou as duas mãos no mármore. Mãos grandes, marcadas, as veias saltadas, unhas curtas e limpas, de quem trabalhou a vida inteira com o que a força e o tempo lhe permitiram.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Juventude sem valores, sem regras, sem referências: um diagnóstico da crise atual


Maria Helena Costa

Vivemos dias em que um simples vídeo nas redes sociais expõe uma realidade dolorosa: gerações inteiras de jovens parecem flutuar sem âncora. Sem valores morais sólidos, sem regras claras e sem referências verdadeiras. O que vemos não é um mero “problema de geração”, mas o fruto amargo de uma cultura que rejeitou a autoridade de Deus. Até hoje, a sociedade tem-se aconselhado com supostos experts, recorrendo a métodos, técnicas e a toda a sorte de instruções para tentar mudar este cenário. Contudo, o resultado foi o fracasso total. Como cristãos reformados, não podemos limitar-nos a lamentar ou a insistir nessas mesmas soluções humanas. Chegou a hora de deixar de lado quaisquer preconceitos e, finalmente, olhar para esta realidade à luz das Escrituras. 

A realidade observada

Muitos jovens crescem hoje num vácuo espiritual e moral. A família desestruturada, a escola relativista, as redes sociais como principal educadora e a ausência de autoridade legítima criaram uma geração que “faz o que é recto aos seus próprios olhos” (Juízes 21:25).

Uma das causas mais profundas é a terceirização precoce da educação. Colocar os filhos na creche desde muito cedo significa, na prática, entregar as primeiras e mais formativas referências a outros adultos e, principalmente, aos pares. Em muitos casos, esses adultos são mais permissivos e chegam até a criticar abertamente os pais que tentam impor limites ou valores. Em vez de os pais e avós serem as principais vozes de autoridade e amor, a criança passa a ter como modelo de comportamento os colegas de creche e educadores que, muitas vezes, não partilham da mesma visão moral e espiritual dos pais.

Acresce ainda outra decisão aparentemente “neutra”, mas profundamente danosa: a convicção de que não se deve criar os filhos “na religião dos pais”, mas deixá-los livres para, mais tarde, escolherem por si mesmos. O resultado é uma geração sem bases seguras e firmes. Sem uma cosmovisão cristã sólida, transmitida desde a infância, o jovem fica vulnerável a qualquer vento de doutrina, ideologia ou prazer passageiro.

Não se trata apenas de uma rebeldia passageira. É a manifestação prática da depravação total descrita na Bíblia: o coração humano, ferido pelo pecado, inclina-se naturalmente para a autonomia e rejeita qualquer limite externo (Romanos 3:10-18; Jeremias 17:9). 

Rio precisa de ordem, não de romantização da ilegalidade

Em artigo, Quintino Gomes Freire afirma que o Rio precisa ampliar o Tolerância Zero e deixar de tratar a desordem como parte da identidade carioca

Foto: Rafael Catarcione/RioTur

O carioca vive reclamando que a cidade está desorganizada, que virou uma bagunça e que alguém precisa fazer alguma coisa. Mas sempre que alguém resolve agir, porém, recebe uma avalanche de críticas. A cantilena é sempre a mesmo: “podia estar roubando”, “podia estar matando”. Sempre ignorando que direta ou indiretamente, a camelotagem clandestina está quase sempre ligada ao crime organizado.

É o que acontece com a acertada política de Tolerância Zero adotada pelo prefeito Eduardo Cavaliere nas praias da Zona Sul. A iniciativa, ao menos em sua proposta inicial, não tem nada de extraordinário. Busca fazer valer as regras que sempre existiram e promover um choque de ordem entre o Leme e o Leblon. Só no Rio de Janeiro que combater atividade ilegal e clandestina que sustenta redes de falsificadores e contrabandistas, que indiretamente acabam ligados até mesmo a facções criminosas causa algum espanto. Na verdade, a Prefeitura está apenas cumprindo sua obrigação.

Chegamos ao ponto de um procurador da República sustentar que não caberia à Prefeitura do Rio fiscalizar as praias da própria cidade: ele quer suspender o programa. Diz que a competência pra fiscalizar a orla seria da União. Pela lógica torta do funcionário concursado, seria necessário colocar a Polícia Federal ou até a Marinha para caminhar pela areia e verificar se cada ambulante possui licença. Um disparate. Aliás, como tem sido a atuação do MP Federal sempre que tem se metido no cotidiano da cidade: parece querer ver os assaltantes tomando conta das praias, os drogados e adictos nas ruas defecando e atacando cidadãos – há casos vários até de estupro infantil – e agora querem ver as mercadorias falsificadas gerando lucros à quadrilhas do crime organizado. O MP Federal ignora a destruição de Prédios Tombados Federais, o vilipêndio de monumentos protegidos pelo Iphan, acha irrelevantes nos sucessivos – e bem curiosos – incêndios em bens da UFRJ, mas atua seguidamente pra proteger assaltantes, cracudos e agora os camelôs clandestinos vendedores de mercadoria contrafeita ou roubada. Com essa atuação, o Brasil vai longe!

Previsão indica aproximação de frente fria durante a semana no Rio

Até quarta-feira (22), tempo deve permanecer estável no município

Romulo Cunha

O tempo estável, de céu com poucas nuvens e temperatura alta, como neste domingo (19), deve se repetir nos próximos três dias na cidade do Rio. Contudo, na quinta-feira (23), há possibilidade de chuva, devido aproximação de uma frente fria.

Neste domingo, o predomínio foi de céu claro no município por causa da atuação de um sistema de alta pressão. Segundo o Alerta Rio, a cidade teve temperatura máxima de 33°C, às 13h, no Aeródromo de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. A mínima, de 12°C, aconteceu às 7h, com registro na Base Aérea do Campo dos Afonsos, na Zona Oeste.

Com o calor, cariocas e turistas compareceram à praia de Copacabana, na Zona Sul, para se refrescar no mar calmo e aproveitar o dia ensolarado. 

O erro de desistir de Flávio antes mesmo de a eleição começar

A tese de que Flávio “reelege Lula” parte de duas premissas frágeis: a confiança cega nas pesquisas e a ideia de que a eleição brasileira será disputada em condições normais

Leandro Ruschel


A pergunta parece pragmática: por que apoiar Flávio Bolsonaro se, pelas pesquisas, ele acabaria reelegendo Lula?

É uma dúvida compreensível. Ninguém sério quer entregar o país de bandeja para o PT. Ninguém que entenda a gravidade do momento deveria tratar eleição como torcida, vaidade ou capricho familiar. Mas a pergunta, do jeito que costuma ser formulada, parte de duas premissas que precisam ser enfrentadas antes de qualquer conclusão: a primeira é que as pesquisas são confiáveis; a segunda é que o jogo será limpo.

E, a esta altura, acreditar nas duas coisas exige um esforço quase heroico de ingenuidade.

O principal líder da direita brasileira está preso e inelegível. Jair Bolsonaro foi retirado do tabuleiro. O nome que venceu a esquerda, que organizou o campo conservador e que continua sendo a liderança inconteste da direita não pode disputar. Isso, por si só, já bastaria para mostrar que não estamos diante de uma eleição normal.

Mas o problema não para aí. Qualquer outro nome que incomode demais pode ser colocado sob pressão pelo aparato institucional. Inquérito, inelegibilidade, tornozeleira, denúncia, decisão judicial, censura, investigação seletiva: o cardápio já está aberto e em uso. Quando um lado entra na eleição com seu principal líder fora do jogo e com seus possíveis substitutos sob ameaça permanente, não se trata de disputa democrática comum. Trata-se de eleição administrada.

E mesmo quando o sistema não precisa retirar formalmente uma candidatura, ele pode fazer algo igualmente eficiente: controlar as condições do debate. Foi o que aconteceu em 2022. Um lado fez campanha com muito mais liberdade. O outro foi sistematicamente censurado, limitado, enquadrado e vigiado. Ideias, vídeos, falas, denúncias e perfis foram tratados como ameaça institucional. Não é possível discutir “viabilidade eleitoral” ignorando esse contexto.

É aqui que entram as pesquisas.