Manuel Cândido Pimentel
O destino é uma quilha sem barcorompendo-nos como charrua as entranhas.
Nunca soube senão contigo a ordem das coisas
e sem ti a ordem é aleatória como o destino.
Quero crer que te foste por um sentido… um rumo…
que somos vogais de uma história que mal soletramos.
Porquê a beleza dos lírios
porquê o canto dos pássaros
se eles morrem?
Porquê a aurora de róseos dedos
porquê a sombra do meio-dia
se ambas passam?
Porquê tu?
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 18-1-2024
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