Paulo Hasse Paixão
Os deputados e senadores canadenses aprovaram o radical Projeto de Lei C-9 em junho deste ano, que permite a criminalização da citação de excertos da Bíblia, especialmente aqueles que incidem na homossexualidade e no gênero.
Os deputados do Partido
Liberal forçaram a aprovação do projeto na fase de relatório,
depois de terem encerrado todo o debate sobre o projeto na fase de comissão. A
lei recebeu posteriormente a retificação do Governador Geral, que representa a
coroa britânica, anglicana, no Canadá.
A Campaign Life Coalition
(CLC) criticou duramente a aprovação do projeto de lei C-9 e apelou aos
“cristãos e defensores da vida para se prepararem para uma crescente
hostilidade”. David Cooke, gestor de campanhas da CLC e pastor cristão afirmou
complementarmente:
“Com a aprovação do Projeto
de Lei C-9, os cristãos e os defensores da vida enfrentarão certamente um nível
totalmente novo de hostilidade, uma vez que a porta se abre para a perseguição
real sob o manto de uma suposta legalidade.”
Cooke afirmou que a lei foi
apresentada como visando combater o “ódio”, mas, na realidade, trata-se de um
pacote legislativo que, segundo líderes religiosos de várias comunidades
cristãs,
“poderá levar a acusações
de ódio contra fiéis – e que capacita polícias e juízes ideologicamente
motivados para atacar, pela primeira vez, a própria palavra de Deus em questões
de vida, família e fé”.
Cooke acrescentou ainda:
“Os canadenses devem
comprometer-se com Aquele que conquistou a vitória final sobre todos os
inimigos, demonstrada pela Sua ressurreição naquela primeira manhã de Páscoa”.
A oposição conservadora e
cristã ao processo de aprovação do projeto de lei, foi débil e ineficaz, tanto
no parlamento como na fórum público canadenses, o que é expectável,
considerando o unipartido que reina no país e a espécie de gado obediente que
por lá pasta.
A lei foi, porém, fortemente
criticada por alguns especialistas em direito constitucional, por permitir que
a polícia e o governo, com os seus poderes alargados, persigam ativamente
aqueles que são considerados culpados de violar os “sentimentos” de uma pessoa
de forma “odiosa” (e neste grupo, aqueles que citam a Bíblia).
A remoção da isenção religiosa
provocou também a condenação da Conferência dos Bispos Católicos do Canadá, que
publicou uma carta aberta criticando o projeto de lei ainda antes de ser
aprovado no senado e apelando à sua revogação.
Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 21-7-2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-