Vitor Grando
A verdadeira exaltação da
mulher não consiste em medir sua realização a partir de um ideal masculino, mas
em reconhecer a dignidade e a vocação próprias da feminilidade.
Grande parte do pensamento
feminista moderno entende a emancipação feminina em termos de igualdade de
papéis ou da superação das diferenças entre homem e mulher. A tradição cristã,
porém, propõe um caminho distinto: homens e mulheres possuem igual dignidade,
mas foram criados com vocações e características próprias, que não devem ser
confundidas nem hierarquizadas.
Ao comentar o livro de
Gênesis, Agostinho oferece elementos para compreender essa complementaridade e
para redescobrir a riqueza da feminilidade à luz da criação.
Mais do que adotar categorias
contemporâneas, sua reflexão nos convida a retornar ao testemunho das
Escrituras e a reconhecer a sabedoria da ordem criada por Deus.
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