quinta-feira, 3 de setembro de 2026

2-9-2026: Oeste sem filtro – Fachin admite gravidade das revelações sobre m. e promete reação institucional no… tempo devido (Çei..) + Imprensa internacional repercute as mensagens de Vorcaro + Eliana Calmon: chegou a hora do Supremo tomar uma atitude

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3 comentários:

  1. Segundo dia de editorial furibundo do Estadão a respeito da insustentável situação do milionário ministro Moraes. Vamos ver quantos mais serão necessários para que o jornal descubra que nada vai mudar.
    Alguns podem achar que é muito pessimismo da minha parte. Eu mesmo sempre acreditei na pressão dessa coisa meio indefinível chamada “opinião pública”, no processo de feedback entre Poderes constituídos e sociedade. Quando um jornal com o peso do Estadão fala, está refletindo a opinião de uma parcela relevante da sociedade, incluindo o establishment político, independentemente da coloração partidária.
    Mas este caso é diferente. Os ministros do Supremo não dependem de votos, são impermeáveis à pressão popular. E é bom que seja assim, as decisões do tribunal máximo do país não podem estar sujeitas aos humores da opinião pública. Mas a virtude se transforma em vício quando não são decisões jurídicas que estão em jogo, mas a conduta pessoal dos ministros.
    Agora, tente imaginar Alexandre de Moraes de volta à vida civil, no sereno, sem a proteção da toga mais poderosa do País, sendo processado criminalmente. Não vai acontecer. Pelo menos, não vai acontecer por vontade própria. Teria que ser o Senado a instaurar um processo de impeachment. Também não vai acontecer, nem nessa e nem na próxima legislatura, porque estão em jogo interesses políticos e outros menos republicanos. Ou, nas palavras já eternizadas do decano da Corte, o “todo institucional” caminhará na direção contrária.
    O Estadão pede que o restante do Supremo constranja Moraes com a abertura de uma investigação formal. Mesmo na improvável hipótese de que Edson Fachin tenha culhões para caminhar nesse direção, o milionário ministro não tem porque se coçar. A tropa de choque, incluindo o PGR, já está preparada para declarar a nulidade de um processo desse tipo. O rei continuará nu sem constrangimentos.

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  2. Deputados pedem à PGR para tirar Mendonça da relatoria do caso Master

    Deputados federais do PT, do PcdoB, do PSol e da Rede pedem para a Procuradoria-Geral da República (PGR) requisitar a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na relatoria do caso do Banco Master na Corte. O entendimento deles é de que o magistrado não só dá um tratamento desigual às investigações da Operação Compliance Zero, que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas também seria parcial ao poupar o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

    As bancadas solicitam o fim do sigilo das investigações sobre o financiamento de "Dark Horse", filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que teria recebido US$ 12,3 milhões de Vorcaro para a produção. Os pedidos constam em uma petição enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta quarta-feira, 2, com assinaturas de 17 deputados.

    Em entrevista, os parlamentares defenderam a substituição do relator. O grupo alegou que Mendonça agiu de modo diferente ao retirar o sigilo da apuração sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) em relação a Vorcaro e da nova leva de diálogos do ex-banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República.

    "Não se pode quebrar o sigilo de uma parte e não da outra. Isso não dá equidade. O ministro André Mendonça não tem mais condições de ser o relator desse caso", afirmou o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).

    Correia adiantou que o grupo busca assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Dark Horse. As chances de a iniciativa avançar, no entanto, são baixas, dada a corrida eleitoral.

    Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) questionou a falta de transparência de Mendonça e declarou que a petição cobra um "tratamento isonômico" dele em relação às investigações. "Por que o ministro não dá transparência ao caso Dark Horse? Todos aqui querem transparência e isonomia. Não é para esconder ninguém, não é para proteger ninguém, é para investigar a todos com decência e dignidade."

    Na contramão dos governistas, a oposição se movimenta para abrir um processo de impeachment contra Moraes no Senado. Também há um pedido de afastamento de Andrei e uma queixa-crime contra Gonet, além de uma solicitação para que Fachin leve o Caso Master ao plenário.

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  3. A PF expõe minutas, jantares VIP e R$ 130 milhões rondando Alexandre de Moraes. André Mendonça exige apuração e o que faz a PGR? Corre desesperada para anular as provas!

    ​O detalhe sórdido: o próprio Gonet foi citado nas mensagens do banqueiro como peça de blindagem institucional. Quem deveria defender a lei age como escudo de compadrio.

    ​Força, ministro André Mendonça! O Brasil de verdade está com o senhor. Não recue diante da pressão e vá para cima dessa corja. O país exige justiça!

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