terça-feira, 1 de setembro de 2026

[Aparecido rasga o verbo – Extra] O que significa ser “Presidente” de um país?

Aparecido Raimundo de Souza

APREGOAM OS LIVROS de literatura, que ser presidente de uma nação é ter o PODER. Nem sempre! Ser presidente de um país, é acima de tudo, não ter um saco enorme de putarias ao alcance das mãos, fazendo dos manés e simplórios que ficarão sob os seus cuidados, vítimas diretas de uma desgraça violenta, bem ainda de viverem, aos trancos e barrancos, enquanto o crápula estiver desfrutando das mamatas e benesses dos frontispícios do país.

Ser presidente de um país, é evitar, seja a que custo for, que seus súditos mergulhem de corpo e alma na miséria absoluta e adversa e se vejam entregues às raias da sorte negra, entrelaçados na desventura da fatalidade sem perspectivas de amanhã, e por conta disso se sintam no próximo nascer de um novo dia perdidos e sem teto, sem uma rota objetiva de escapatória para um retorno sem  danos mais severos, ou sem um porto sólidos onde possam viver sem o medo tétrico de perderem completamente o chão. 

Ser presidente de um país, é cuidar dos desgraçados e desmilinguidos, para que não careçam de permanecerem mergulhados na fome mais ruinosa e atribulada. Ser presidente de um país, é mandar, decidir, aparecer bonito nas fotos, falar como um catedrático para as multidões, todavia sem baixar o nível, sem espezinhar os coitados que o aclamaram no instante em que dedicaram, de coração aberto, honrarem os seus votos quando compareceram às urnas.

Grosso modo, infelizmente, poucos homens de brio e vergonha na cara sabem o que realmente significa ser o “chefe de uma nação” e, talvez, o povo (a maioria despreparada e imbecilizada, cega e estúpida), nem tenha na consciência a verdadeira noção do tamanho da maldade que um candidato vagabundo e larápio possa fazer se abraçar o seu intento de forma esdrúxula, pensando somente em encher os bolsos e engrandecer aquele ideia sádica que o infeliz que votou em suas mentiras de campanha, que se foda de verde amarelo.

Ser presidente de uma nação não é apenas sentar o cu da bunda suja numa cadeira bonita ou morar feito um falso príncipe fabricado por força do vil metal e logo depois ao se ver acondicionado num palácio elegante erguido à beira de um lago cercado por um punhado de seguranças pagos com o nosso surrado dinheirinho querer tomar o lugar de Deus. Referenciamos, evidentemente, o deus fajuto,

Ser presidente de um país, não é ter uma manada de puxadores de sacos, sujeitos despreparados e desmiolados. Ser presidente de um pais, não é possuir ao seu redor um bando de funcionários orbitando em seu entorno, mancomunados às suas sanhas ditadas e escritas pelos quintos do inferno.  Ser presidente de uma nação é ser um cara reto, de palavra, de temor ao Pai Maior e jamais ter a sua volta e à disposição, comendo e bebendo às expensas do povinho fodido e sem eira nem beira e o resto que se exploda.

Ser presidente de um país não é ter uma alcateia de lobos de terninhos impecáveis seguido de uma cáfila de senadores e uma alcateia de deputados, bem ainda dispor de uma frota de carros último tipo, veículos blindados com motoristas particulares lambendo os seus colhões vinte e quatro horas por dia.  Além disso, manter um rol infindável de outras incontáveis mordomias, sem falar, mais já mencionando, onde cada um desfruta como sugadores de uma vida luxuriosa e impudica, e como se não bastasse, se prestam e se acotovelam atrelados num enorme (saco de cobras venenosas), vegetando nababescamente como se fossem donos e senhores do mundo.

Ser presidente de uma nação não é ser soberano e senhor de todas as virtudes. Acima de tudo, ser presidente de uma nação é saber dosar com maestria e discernimento, destreza e atilamento, a sua “atoleimação” galopante sem deslizar para longe do bom senso, sem carecer, mesmo norte, pisotear os pescoços de uma grandiosa turba de desmilinguidos e pobretões sofridos e amargurados.

Ser presidente de uma nação ou o “cabeça” de um país propenso a se expandir no cenário mundial, é não cagar nos menos destituídos da sorte -, perdão, não defecar como esses cachorros vira-latas expelindo as suas sujidades nas pessoas, (melhor dito, nas desgraçadas raias miúdas, como se os conhecidos e alcunhados “ os Zés povinhos” fossem um acumulado de bárbaros advindos dos tempos medievais.

Ser presidente de uma nação não é se sentir divinizado se achando acima de tudo arribado num patamar de onde pudesse olhar para a multidão e mandar uma banana bem grande e grossa para cada um enfiar a dita no olho do cu sem se importar com as suas desditas e infortúnios. Ser presidente, com “P” maiúsculo é ter noção, percepção, consciência, discernimento e probidade, lembrando sempre, que o cargo que ocupa não é lhe dá o direito de meter as mãos, roubar, afanar, desviar, esfolar, extorquir, dilapidar ou larapiar os homens de bem.

Mesmo trilho, salvaguardar os trabalhadores das mais variadas profissões, que o colocaram no cargo, deturpando os humildes e fracos, aporrinhando, machucados, mas, acima de suas necessidades de “foder e espezinhar” zelar com urbanidade e carinho, lhaneza e benignidade. 

Nesse tom, ser presidente de uma nação é manter em alta o desvelo e a contemplação, para que toda a nação, de norte a sul, de leste a oeste, sobreviva sem as agruras e os percalços de um amontoado de picaretagens, de uma chuva de safadezas, de uma inundação de charlatanismo e enganações.

Ser presidente de uma nação é pelejar incansavelmente, bravamente para que todos, indistintamente, tenham uma vida plena, sadia, cheia de paz para escafeder dos percalços e flagelos, e sobreviver condignamente no dia a dia, e que a massa (cada dia mais falida e fodida) possa viver e desfrutar de horizontes benfazejos e se contemplar como se vivessem num enorme jardim de felicidades. Um jardim onde os direitos de cada cidadão sejam respeitados, acatados e sobretudo, reverenciados.

Mesmo chute nos cafundós da bunda, que esse presidente, não se debandasse para os descaminhos das canalhices, que não se prestasse a ser um pandilha safardana e sinalizasse a cada novo dia, que os membros da sua equipe se tornassem melhores e mais fornidos, e que em igual trilhar, pelas vias legais, cada brasileiro pudesse crescer com vitalidade e dinamismo.

Que esse presidente dessa nação jogada aos ratos, tivesse pulso e fibra, ânimo e ardor, e não se dissolvesse perante a primeira intempérie que surgisse à frente.

Ser presidente de uma nação, é dosar os gastos, parar com a deslavada “meteção” de mãos nas granas que deveriam, antes de tudo, ser usadas para beneficiar a população carente e, sobretudo, para que todos pudessem viver bem e em harmonia humanamente contagiosa. Ser presidente de uma nação é enfiar não uma pica grandiosa no rabo do ser carecido de socorro, ou do depauperado, mas pugnar sempre, haja o que houver, alimentando a pureza de espírito, tendo em vista que ser o maioral de uma Terra como o Brasil é carregar nas costas, o destino de milhões e milhões de pessoas nunca se esquecendo que essa plebe desgastada pelas vagabundagens de políticos corruptos não precisasse conhecer os caminhos negros de uma vida dependente,

Mas que em oposto, essas criaturas às margens da desgraça pudessem regaçar as mangas e pelejar para que todos, fossem acolhidos pelo seu poder magnânimo. Não o poder da força, da roubalheira, ou do “tudo é meu e o fodido que vá para os quintos. Ser presidente de uma nação, ou chefe de uma nação, é acordar antes do sol e dormir depois da meia-noite com a certeza de que cada decisão tomada sentado em sua cadeira de Comandante garanta o pão na mesa das famílias sem tirar, ou sem melindrar o emprego de outra.

Ser presidente de uma nação é não ser um boneco de marionete, um pau mandado, sobretudo, ser um presidente de mãos e pulsos firmes e ao receber uma notícia ruim não desabar feito um veado maricas porque outros países estão passando pelo mesmo problema. Ser presidente de uma nação é ter respostas certas em horas incertas, respostas claras e objetivas.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Nova Venécia, ES, 1-9-2026

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