quarta-feira, 2 de setembro de 2026

[Quadro da Quarta] A Escola de Atenas

A Escola de Atenas (Scuola di Atene no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas.

Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como "a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença".

A importância da obra também está em demonstrar como a filosofia e a vida intelectual da Grécia Antiga foram vistas ao final do Renascimento 

A carreira artística de Rafael, célebre pintor do Renascimento italiano, transcorreu da adolescência do artista (as primeiras obras são datadas pela historiografia a partir de 1499) a 1520, ano de sua morte, aos 37 anos.

Famoso pela perfeição e graça com que executava suas pinturas e desenhos, Rafael forma, junto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tradicional tríade dos grandes mestres do Renascimento.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

[Aparecido rasga o verbo – Extra] O que significa ser “Presidente” de um país?

Aparecido Raimundo de Souza

APREGOAM OS LIVROS de literatura, que ser presidente de uma nação é ter o PODER. Nem sempre! Ser presidente de um país, é acima de tudo, não ter um saco enorme de putarias ao alcance das mãos, fazendo dos manés e simplórios que ficarão sob os seus cuidados, vítimas diretas de uma desgraça violenta, bem ainda de viverem, aos trancos e barrancos, enquanto o crápula estiver desfrutando das mamatas e benesses dos frontispícios do país.

Ser presidente de um país, é evitar, seja a que custo for, que seus súditos mergulhem de corpo e alma na miséria absoluta e adversa e se vejam entregues às raias da sorte negra, entrelaçados na desventura da fatalidade sem perspectivas de amanhã, e por conta disso se sintam no próximo nascer de um novo dia perdidos e sem teto, sem uma rota objetiva de escapatória para um retorno sem  danos mais severos, ou sem um porto sólidos onde possam viver sem o medo tétrico de perderem completamente o chão. 

Ser presidente de um país, é cuidar dos desgraçados e desmilinguidos, para que não careçam de permanecerem mergulhados na fome mais ruinosa e atribulada. Ser presidente de um país, é mandar, decidir, aparecer bonito nas fotos, falar como um catedrático para as multidões, todavia sem baixar o nível, sem espezinhar os coitados que o aclamaram no instante em que dedicaram, de coração aberto, honrarem os seus votos quando compareceram às urnas.

Grosso modo, infelizmente, poucos homens de brio e vergonha na cara sabem o que realmente significa ser o “chefe de uma nação” e, talvez, o povo (a maioria despreparada e imbecilizada, cega e estúpida), nem tenha na consciência a verdadeira noção do tamanho da maldade que um candidato vagabundo e larápio possa fazer se abraçar o seu intento de forma esdrúxula, pensando somente em encher os bolsos e engrandecer aquele ideia sádica que o infeliz que votou em suas mentiras de campanha, que se foda de verde amarelo.

Ser presidente de uma nação não é apenas sentar o cu da bunda suja numa cadeira bonita ou morar feito um falso príncipe fabricado por força do vil metal e logo depois ao se ver acondicionado num palácio elegante erguido à beira de um lago cercado por um punhado de seguranças pagos com o nosso surrado dinheirinho querer tomar o lugar de Deus. Referenciamos, evidentemente, o deus fajuto,

Fico feliz com a tentativa de difamação da Agência Puta e do Instituto Comunista do Lula (ICL)

Paulo Figueiredo 

Já falei da primeira: ONG vestida de redação, financiada por George Soros e pelo circuito de fundações da esquerda globalista. Da segunda, muita gente ainda não sabe o que é. O ICL não é jornal. É panfleto com CNPJ de editora, sócios e linha editorial lulista. No quadro aparecem Felipe Neto, Leandro Demori (aquele ex-PCCept que tinha contrato de R$ 450 mil com a TV Lula) e Otávio Antunes (o marqueteiro do PT/Haddad). No comando, o fundador Eduardo Moreira: ex-sócio do Pactual na era André Esteves e criador da marca Genial. Sim, a mesma Genial que financia a Quaest, o instituto queridinho da Globo que com regularidade milimétrica entrega a Lula vantagem em todas as pesquisas. A mesma Genial que, na Operação Carbono Oculto, administrou fundo que lava dinheiro do PCC. Gente muito boa!  

Dá uma satisfação particular. Eu sei quem são todos vocês e o que fizeram no verão passado. E é exatamente este tipo de gente que eu quero do outro lado. ONG globalista, banqueiro do establishment, amigos do PCC, jornalistas-putas da TV Lula, marqueteiro petista e figurões da esquerda. Como escreveu Oscar Wilde: sempre se pode julgar um homem pela qualidade dos seus inimigos. Estou muito bem, portanto.  

A ironia é de antologia. Um veículo de banqueiro e milionários tenta transformar em escândalo a vida (separada, deixo claro - deixamos a pederastia para a redação do ICL kkkk) que o @bolsonarosp e eu levamos nos Estados Unidos.  

Um amigo meu brinca: “Paulo, fama de rico a gente nunca desmente.” Eu até gostaria de estar mais rico, tipo os sócios do ICL. Direita capitalista, celebra a riqueza lícita com dinheiro privado como é o meu caso ou do Eduardo, sem dever satisfação a ninguém. Mas o hilário é o seguinte: descrevem a vida normal de classe média-alta americana como se fosse o inventário do Daniel Vorcaro.  

Judiciário espanhol livra empresário acusado de vazar dados fiscais de mulher de Moraes

Espanha ensina ao Brasil o que significa conflito de interesses

A Espanha acaba de libertar o empresário brasileiro Marcelo Conde, preso em Madri desde maio por causa de um pedido de extradição assinado por Alexandre de Moraes. Até aí, para os padrões brasileiros dos últimos anos, quase rotina.

O problema começa quando se pergunta: afinal, qual era o crime atribuído a Conde?

Segundo a investigação brasileira, ele teria financiado a obtenção ilegal de dados fiscais sigilosos de centenas de pessoas. Entre elas, Viviane Barci de Moraes.

A esposa de Alexandre de Moraes.

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Sim. O ministro que aparece no pedido de extradição é marido de uma das pessoas apontadas como vítimas no próprio caso.

Não é necessário ter estudado Montesquieu. Basta possuir algum instinto de conservação institucional.

O material relata que Moraes permaneceu no caso e autorizou medidas como mandado de prisão, buscas e o pedido internacional de extradição.

Imagine a cena vista de Madri.

Chega às autoridades espanholas um pedido vindo do Brasil para prender e entregar um homem. Ao examinar os autos, descobre-se que uma das supostas vítimas é justamente a mulher do magistrado ligado às medidas que levaram ao pedido de extradição.

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Em qualquer país que ainda mantenha certo pudor jurídico, aparece imediatamente uma palavra bastante antiga: impedimento.

Avião com 151 passageiros sai da pista durante pouso e atola na lama

Sem feridos, voo Cascavel-Guarulhos precisou ser cancelado; companhia aérea diz que colabora com as autoridades que investigam o caso


Um avião com 151 pessoas saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no Oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira, 31. Ninguém ficou ferido. Por conta do incidente, a aeronave atolou na lama.

De acordo com a Latam, a companhia precisou cancelar o voo LA3859 (Cascavel-Guarulhos) e está acomodando os clientes deste voo em outras operações a partir de Foz do Iguaçu (PR).

A companhia também colabora com as autoridades na apuração do ocorrido e avalia as condições para a remoção da aeronave.

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[Aparecido rasga o verbo] Os gestos simples dos que não falam

Aparecido Raimundo de Souza

EXISTE UM órgão flexível dentro de nossa boca conhecido como “língua”. Ela serve para auxiliar na mastigação dos alimentos, na deglutição, no paladar e o mais importante, no auxílio direto ao milagre da fala. Todavia, além desse órgão muscular e sensorial, existe uma outra língua, ou seja, aquela que não fala, mas diz tudo. É a língua dos que se comunicam, ou melhor dito, dos que falam, ou que dão o recado com as mãos, com os olhos, com o corpo inteiro e que, curiosamente, são muitas vezes os que mais escutam, os que mais sentem, os que mais dizem sem precisar abrir a boca ou berrar. E nós, simples expectadores que temos a fala fácil, bastando apenas abrimos a matraca e interagirmos, passamos a vida inteira reclamando de quem fala demais, de quem fala de menos, de quem não entende o que dizemos, bem ainda de quem não nos ouve direito.

Na verdade, reclamamos do silêncio, reclamamos do barulho, reclamamos até de nossa própria voz. E enquanto nos perdemos nessas queixas e lamentações, algazarras e vozearias, os que não falam absolutamente coisa alguma seguem se comunicando com uma clareza inverossímil que nos deveria dar, pelo menos, uma gota da mais pura e aclarada vergonha. Eu vejo nos interiores dos ônibus, nas praças, nas ruas, nos supermercados, nas filas dos cinemas, praticamente em todos os lugares, pessoas de todas as idades que falam com as mãos.  E o mais interessante e espantoso. Esses seres não interagem devagar, como se estivessem explicando o óbvio. Se comunicam rápidos e rasteiros, se contagiam cheios de vida, os dedos das mãos dançando no ar engenhosamente ao tempo em que seus rostos iluminados por uma vitalidade ímpar nos embriagam com uma impressão maviosa, como se cada gesto carregasse um mundo inteiro de histórias sem fim.

E as pessoas que as ouvem (ou melhor dito, às que as veem) também respondem assim, e entre eles não ha ruídos, não procrastina o mal-entendido, não cria vida a confusão desordenada e martirizante que a gente faz quando falamos demais e dizemos de menos. Do meu lado, outro dia, no metrô paulista, um homem reclamava ao celular: “Não, não é isso! Você nunca me entende!”. E o sujeito tagarelava, e grulhava, e quanto mais cacarejava, mais distante parecia o outro, do lado oposto da linha de ser compreendido. E ali, a poucos passos, num banco próximo de mim, um casal de namorados sem palavras se entendiam e se completavam perfeitamente numa harmonia inebriante que encantava os olhos. Os gestos dos que não falam, quero crer, são mais sinceros e espontâneos, talvez, porque esses seres divinizados não tenham como esconder o que sentem atrás de frases inventadas e acaloradas ou rebuscadas de palavras bonitas.

[Livros & Leituras] Regresso a Luanda

Tiago Rebelo, Edições ASA, Alfragide, Portugal, 1ª edição: abril de 2026, 288 páginas.

Martim Davies é um ex-comando do Exército português desesperado por concluir um negócio que lhe permita regressar a Portugal para reconstruir uma vida que só lhe trouxe desaires.

Clô é uma mulher com um passado arrasador, que só se sente feliz quando sobrevoa as paisagens de tirar o fôlego da savana angolana aos comandos do seu Cessna Grand Caravan.

O destino junta-os quando uma transação de diamantes corre mal e se vêm perseguidos por Moshe Berman, um milionário israelita psicopata que não hesita em usar todos os recursos ao seu alcance para remover qualquer obstáculo do seu caminho.

Martim e Clô sabem que mais um dia de vida é algo que depende de tomarem a iniciativa para contrariar um destino fatal.

Dos musseques de Luanda à vila mineira de Cafunfo, no Norte de Angola, passando pelas deslumbrantes quedas de água de Calandula, Regresso a Luanda é uma incrível jornada que revela todos os segredos do negócio sangrento dos diamantes africanos em Angola, na República Centro Africana e na República Democrática do Congo, onde políticos, generais e gangues de rua se confrontam pelas pedras preciosas que acabam à venda nas luxuosas ourivesarias de Antuérpia, Nova Iorque ou Dubai.