quarta-feira, 29 de abril de 2026

Organizações globalistas financiam a censura e a perseguição política no Brasil, mascaradas de "promoção de direitos humanos"

Leandro Ruschel  

Existe uma engrenagem montada para criminalizar a direita brasileira. Ela é financiada do exterior, terceirizada para ONGs locais e legitimada pelas instituições do Estado. E acaba de ganhar mais um capítulo: o Edital Direitos Digitais 2026 do Fundo Brasil de Direitos Humanos. 

São R$ 2 milhões para 20 organizações brasileiras, com inscrições até 19 de maio de 2026, divididos entre "fortalecimento institucional" e "litigância e incidência estratégica" fundobrasil sobre regulação das plataformas digitais. 

A pergunta que todo brasileiro deveria fazer é simples: quem decidiu, fora do Brasil, que esses milhões viriam parar aqui? E para fazer o quê? 

O dinheiro entra pela porta da frente 

O Fundo Brasil é, na sua sustentação financeira, uma operação estrangeira. Foi constituído em 2006 com endowment de US$ 3 milhões da Ford Foundation Gife. Mantém parcerias permanentes com a Open Society Foundations, fundação do bilionário George Soros, e com a Laudes Foundation, controlada pela família Brenninkmeijer (donos da C&A). Em 2022, as três fundações se uniram para aportar US$ 8,5 milhões em um único fundo brasileiro Ford Foundation. 

Vale lembrar: relatório da organização feminista MATRIA, divulgado pelo Metrópoles em janeiro deste ano, identificou que o Fundo Brasil recebeu US$ 3,1 milhões da Ford Foundation apenas entre 2017 e 2023 Metrópoles. 

O dinheiro circula. Entra nas fundações brasileiras intermediárias e é redistribuído para uma rede capilarizada de ONGs domésticas. Estas, por sua vez, executam o trabalho político local: relatórios, ações judiciais, audiências, denúncias, listas. A "sociedade civil" parece espontânea. Não é. É TERCEIRIZADA. 

Como o dinheiro vira perseguição: o caso NetLab 

Veja como funciona, na prática. 

O NetLab da UFRJ, dirigido pela professora Rose Marie Santini, é um dos principais "centros de pesquisa sobre desinformação" do país. Recebeu, ao longo dos últimos anos, financiamento de Ford Foundation, Open Society, OAK Foundation, Galo da Manhã, Greenpeace, Climate and Land Use Alliance, Serrapilheira, além do próprio governo federal, totalizando cerca de R$ 7,5 milhões. Apenas do governo Lula, via Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça, foram quase R$ 2 milhões para o "Observatório da Indústria da Desinformação" 

O que o NetLab faz com esse dinheiro? Produz relatórios. 

E os relatórios miram quem? Em 2024, por exemplo, durante as enchentes do Rio Grande do Sul, o NetLab divulgou estudo apontando "negacionismo e conspiracionismo climático" em canais do YouTube. A lista incluía nomes da direita, e até o jornal Gazeta do Povo. 

Na prática, o relatório parecia feito sob encomenda para lastrear o pedido de investigação que o Palácio do Planalto fez à Polícia Federal contra os críticos da atuação do governo na tragédia. Ou seja: o relatório financiado pela Ford e pela Open Society serviu de munição para o Estado brasileiro investigar comunicadores de direita. 

E não é caso isolado. As pesquisas do NetLab vêm sendo citadas em decisões de Moraes no Supremo. Foram base para multas da Senacon contra a Meta. Em agosto de 2025, dias após o NetLab lançar um livro defendendo a regulação contundente das redes, Lula anunciou que o governo retomaria o projeto de regulamentação. A própria fundadora do laboratório foi explícita à Agência Brasil: o objetivo é "juntar evidências de maneira sistemática e com rigor acadêmico e científico para auxiliar o Ministério da Justiça a avançar em ações e políticas públicas". 

Em português claro: o relatório financiado por Soros e Ford serve de "evidência científica" para o Supremo perseguir, para o Ministério da Justiça multar e para o governo legislar. 

A engenharia das listas negras 

Há ainda os braços de execução direta. 

O Sleeping Giants Brasil, criado em maio de 2020, opera há quase seis anos uma campanha sistemática de desmonetização de canais e veículos de direita. A organização reivindica ter retirado R$ 44,4 milhões do que chama de "indústria da desinformação", definição que, na prática, abarca todos os comunicadores que escapam do controle ideológico do regime. 

A lista de alvos confessos pelo próprio Sleeping Giants inclui Jornal da Cidade Online, Conexão Política, Brasil Sem Medo, Olavo de Carvalho, Sara Giromini, Os 300 do Brasil, Terça Livre e Sikêra Jr No caso do site de Olavo, a estratégia foi cobrar diretamente a Hotmart, que terminou descontinuando o oferecimento de sua tecnologia ao portal - um modelo de assinatura que, segundo o próprio movimento, rendia cerca de R$ 236 mil por mês. 

E aqui o ponto importante: NetLab e Sleeping Giants Brasil não são entidades isoladas. Em 2020, a líder do NetLab manifestou apoio público às campanhas do Sleeping Giants Brasil, e o laboratório produziu pesquisas defendendo a organização. 

O ecossistema é interconectado 

Pondo tudo junto, eis a engrenagem: 

Primeiro, fundações globalistas - Ford, Open Society, Laudes, OAK - financiam as ONGs diretamente, ou através de fundações intermediárias brasileiras, como o Fundo Brasil. 

Segundo, estas distribuem dinheiro para uma rede de ONGs e laboratórios universitários: NetLab UFRJ, Sleeping Giants Brasil, Coalizão Direitos na Rede, Artigo 19, e dezenas de outras. 

Terceiro, essas organizações produzem relatórios que classificam comunicadores e veículos de direita como "promotores de fake news", "discurso de ódio", "negacionismo", "antidemocráticos", "conspiracionistas". 

Quarto, os relatórios viram base para ações do Estado brasileiro: multas da Senacon, investigações da Polícia Federal, decisões do Supremo, instauração de CPIs, denúncias do Ministério Público, pedidos de quebra de sigilo, bloqueio de contas, suspensão de canais e bloqueio de monetização. 

Quinto, a militância de redação reproduz os relatórios como "estudos científicos independentes", legitimando o ciclo na opinião pública e calibrando a agenda política do dia seguinte. 

Não é teoria. É a operação concreta que está rodando há mais de cinco anos no Brasil. E que o Edital Direitos Digitais 2026 pretende escalar com mais R$ 2 milhões em dinheiro estrangeiro. 

Chame as coisas pelo seu nome 

Quando um governo estrangeiro financia atividades para influenciar o sistema político de outro país, isso tem nome: ingerência. Quando bilionários estrangeiros financiam atividades para influenciar o sistema político de outro país, o nome é o mesmo. 

A diferença, no caso brasileiro, é que a INGERÊNCIA é bem-vinda pelo regime. O Supremo cita os relatórios. O Ministério da Justiça multa com base neles. A Polícia Federal investiga a partir deles. O governo Lula ajuda a bancar a conta. E a militância de redação aplaude. 

Neste caso, ninguém fala em defesa da "soberania" brasileira, não é mesmo? 

Já não estamos no terreno da filantropia. Estamos no terreno do financiamento estrangeiro da perseguição política contra, pelo menos, metade do Brasil. 

O brasileiro precisa entender quem está pagando para que a sua liberdade de expressão seja restringida. E precisa entender, principalmente, que o pagamento vem de fora.

Título, Imagem e Texto: Leandro Ruschel, X, 27-4-2026, 16h56

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