Profissionais relatam ameaças armadas e impedimento de entrada em comunidades de Senador Camará, Santa Cruz e Vila Aliança
Mariana Motta
Entregadores e motoristas de
aplicativo denunciam que estão sendo impedidos de circular em comunidades da Zona
Oeste do Rio. Segundo os relatos, em áreas como o Complexo de
Senador Camará, profissionais afirmam ter sido abordados por homens armados
e proibidos de entrar nas regiões. Um dos motoristas contou em entrevista ao
programa Bom Dia Rio que foi interceptado antes mesmo de
chegar ao destino, na Rua Olga.
“Acabei de ir lá na Senador
Camará, ali na Rua Olga, nem cheguei lá, mano. Os caras me enquadraram de
fuzil, perguntaram se eu era 99 ou se eu era moto Uber. Eu falei que era da
favela, que ia pegar um passageiro ali e levar para Realengo. Eles mandaram eu
voltar”, disse.
Segundo ele, a orientação foi direta sobre a proibição de circulação. “Falaram que não querem ninguém de aplicativo dentro de Camará. Disseram que se entrar vai perder a chave da moto e vai ficar por isso mesmo. Falaram que só querem os mototáxis deles”, completou.
Segundo os motoristas,
circulam em grupos de redes sociais orientações para evitar corridas com
destino à região, devido ao risco de abordagens. A denúncia é de que criminosos
estariam permitindo apenas a atuação de mototáxis locais, impedindo a entrada de
carros e motos vinculados a aplicativos. A situação, segundo os profissionais,
tem causado medo e prejuízo financeiro, já que muitos estão recusando corridas
para a região.
Moradores e usuários de
aplicativos também relatam problemas semelhantes em comunidades da Ilha
do Governador, em Santa Cruz e na Vila Aliança,
onde motoristas evitam concluir viagens para áreas específicas, como a Reta
do João 23.
A Associação
Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que
acompanha com preocupação as restrições impostas a motoristas de aplicativos e
destacou que as plataformas associadas oferecem botões de segurança, que
permitem o acionamento imediato do número de emergência 190.
Em nota, a Polícia
Militar informou que o policiamento na região é feito de forma
permanente. A corporação disse ainda que o planejamento operacional é baseado
na análise de dados e no monitoramento das dinâmicas criminais, com foco na
prevenção e na garantia da livre circulação.
A PM reforçou
a importância da colaboração da população por meio do Disque Denúncia,
pelo telefone (21) 2253-1177. Em casos de emergência, a orientação é acionar o
190 ou o aplicativo 190 RJ.
Título e Texto: Mariana
Motta, Diário do Rio, 9-4-2026

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