quinta-feira, 24 de maio de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Jair Bolsonaro na Jovem Pan
Em sabatina ao Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta
segunda-feira (22), o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair
Bolsonaro (PSL) falou que “não tem obsessão pelo poder” e que “tanto faz” quem
vai para um eventual segundo turno com ele, que lidera as pesquisas de intenção
de voto. Confira a entrevista na íntegra.
O Brasil, contrariamente às
vespas bizantinas iletradas, mas Micrurus
corallinus, tem, sim, bons candidatos à presidência da (nossa) República.
Citando de memória: Flávio Rocha, Álvaro Dias, João Amoêdo, Jair Bolsonaro...
Viva, Brasil!
[Versos de través] A grande batalha!
Paizote Marques
Como só podia ser...
À beira da sanga sentado,
Aprende!... Começa a viver!
A roupa não pode molhar,
Pois a escola está gazeando.
Quando pra casa voltar
Dirá: -estava estudando!
Na correnteza tão leve,
Gigantes ondas enxerga!
Lambari vira baleia...
Velas da nau se envergam!
Luta com muita garra,
Com os terríveis corsários
Cresce... e nem tudo é farra,
Com embates imaginários.
Envelheceu o garoto!
E dizem... só por intriga.
Que hoje sua grande batalha
É controlar a bexiga!
Título, Imagem e Texto: Paizote Marques, 23-5-2018
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Nos subterrâneos da arbitragem de futebol
Haroldo
Barboza
Questões sobre fatos raros
no futebol. Quem souber, favor esclarecer-nos.
1 – O goleiro bate o tiro de meta.
O beque
recebe a bola fora da área.
Para
gastar o tempo, suspende a bola e a recua de cabeça para o goleiro que a
segura.
Existe
penalidade nesta situação?
2 – No tiro de meta a bola entra em jogo
quando sai da área.
Então é
válido um gol convertido de um tiro de meta?
3 – O atacante e o beque escorregam pela
linha de fundo.
A bola
para perto da trave.
O
atacante tenta voltar a campo para tocá-la para dentro da baliza.
O beque
segura o atacante (fora de campo) e o goleiro a recolhe.
Existe
penalidade neste caso?
4 – Um gandula lança uma cordinha que se
enrosque nas pernas do goleiro visitante e este não consegue evitar um gol.
Qual a
atitude do árbitro?
Já vi
massagista entrar em campo e desviar bola que entraria e ficou por isto mesmo.
Título
e Texto: Haroldo P. Barboza – Vila
Isabel / RJ - Matemático
Autor
do livro: Brinque e cresça feliz
Torce
pelo time fundado no dia de seu aniversário: 21 de julho.
Angolano Rafael Marques nomeado 70º herói da liberdade de imprensa do IPI
Maka Angola
O jornalista Rafael Marques de
Morais [foto], que tem enfrentado décadas de assédio e processos jurídicos ao revelar
a corrupção e os abusos de direitos humanos na sua Angola natal, foi nomeado o
70º Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do Instituto Internacional da
Imprensa (International Press Institute – IPI).
O Prémio Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do IPI homenageia jornalistas que tenham dado uma
contribuição significativa para a promoção da liberdade de imprensa,
particularmente em face de elevado risco pessoal. Juntamente com o prémio Free Media Pioneer, também atribuído
anualmente, este será apresentado numa cerimônia especial a 22 de Junho em
Abuja, Nigéria, que terá lugar durante o Congresso Mundial e Assembleia Geral anual
do IPI. Nos últimos quatro anos, os dois prémios foram concedidos em parceria
com o International Media Support (IMS)
de Copenhaga, Dinamarca.
Marques iniciou a sua carreira
como repórter no jornal estatal Jornal de Angola em 1992,
antes de ser demitido devido à sua determinação em desviar-se da linha traçada
pelo então presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que governou a antiga
colónia portuguesa com mão de ferro entre 1979 e 2017.
Em 2008, depois de anos a
escrever para meios independentes em Angola e de ter sido o autor de numerosos
relatórios sobre violações de direitos humanos, Marques fundou o site de
vigilância Maka Angola, que leva a cabo trabalhos de investigação sobre
corrupção envolvendo líderes com posições de destaque nas esferas da política,
negócios e militar de Angola.
Marques desencadeou a ira
oficial pela primeira vez em 1999, quando publicou um artigo no semanário
independente, Agora, descrevendo José Eduardo dos Santos como um
ditador responsável por destruir o país e promover a incompetência e a corrupção.
Pouco depois, Marques foi preso e acusado de difamação. Acabou por passar 43
dias em prisão preventiva antes de ser condenado a uma pena de prisão de seis
meses em março de 2000. Mais tarde, o Tribunal Supremo de Angola reduziu a pena
para uma sentença suspensa.
3º Encontrão: Livro de Ouro
“Era uma vez uma Empresa
aérea... Muitos dos que estão aqui foram protagonistas. E hoje, todos, estão
aqui como um ato de rebeldia: não, a história dessa Empresa ainda não acabou!
Não, a história da Varig ainda
não acabou!
Por isso, nós estamos aqui
continuando a escrevê-la!
Abraços e beijos de
carinho./-“
É a mensagem escrita no Livro
de Ouro dos Encontrões.
Vejamos abaixo o que
escreveram alguns dos “terceiros Encontrantes” (os que se lembraram do Livro 😊:
Muito obrigado pela oportunidade de
reviver a vida de variguiano.
Beijos a todos.
Louis
Arêas
Obrigada pela tarde maravilhosa.
Rita
de Souza e Xavier de Souza
Bom demais participar deste encontro e
rever tanta gente querida! Obrigada pela oportunidade e parabéns aos
Organizadores do Evento. Beijos.
Patricia
(Comissária) e David
Queridos colegas amados!
Foi minha primeira vez! Com certeza não a última que estive aqui com tantos amados!
Sou grata pelo privilégio!
Levo comigo a lembrança, o carinho e alegria destes momentos! De Blumenau em Portugal, todo o meu carinho e amor.
Foi minha primeira vez! Com certeza não a última que estive aqui com tantos amados!
Sou grata pelo privilégio!
Levo comigo a lembrança, o carinho e alegria destes momentos! De Blumenau em Portugal, todo o meu carinho e amor.
Varig para sempre!
Margit Geit (Comissária)
Margit Geit (Comissária)
terça-feira, 22 de maio de 2018
David Duke, líder do KKK: o novo herói do Bloco de Esquerda?
Temos alertado
para o discurso xenófobo do Bloco de Esquerda que, em vários domínios, se
aproxima perigosamente (ou ultrapassa mesmo pela direita, o que é incrível!) da
narrativa da extrema-direita de inspiração nazi
João Lemos Esteves
1. Portugal, nos últimos dias, é um país sitiado pelo futebol: um
grupo de criminosos, disfarçados de adeptos de um clube português histórico,
com a cumplicidade (talvez indireta ou, citando o próprio, involuntária) de um
presidente irresponsável e pirómano, lograram absorver por completo o espaço
público. Liga-se a televisão e o que se vê? Bruno de Carvalho falou; Bruno de
Carvalho vai falar; Bruno de Carvalho irritou--se com Jorge Jesus; Jorge Jesus
acalmou os jogadores; Juve Leo desmente; Juve Leo confirma; líder da Juve Leo
tem um BMW azul; jogadores do Sporting deprimidos; Ferro Rodrigues a falar
sobre a crise do Sporting; Marcelo Rebelo de Sousa a comentar o… Sporting; Dias
Ferreira, do Sporting, arrepende-se e contraria Dias Ferreira, versão de há
dois meses, do Sporting – e assim sucessivamente. Parece interminável.
2. Há um aspeto analítico que resulta evidente da abordagem
mediática ao futebol que é transponível para a cobertura dos assuntos
políticos: a obsessão da maioria dos jornalistas em criar uma narrativa. No
futebol, a lógica é engendrar uma narrativa que seja vendável comercialmente;
na política, a narrativa é gizada atendendo aos interesses políticos que
pretendem prosseguir. Salvo honrosas exceções (que, em Portugal, ainda continua
a haver, basta atentar no “i” e no “Sol”), os jornalistas políticos (ou políticos-jornalistas)
tendem a inculcar os seus próprios preconceitos ideológicos na abordagem a
factos ou pessoas, embora se reputem sempre como imparciais e objetivos.
Apresentam, destarte, a sua visão pessoal da realidade como se fosse “a”
realidade, a única realidade, a “realidade verdadeira” – e o público
(sobretudo com as características do povo português, com uma paupérrima
intervenção política e ainda mais escassa cultura política) continua a
reconhecer máxima credibilidade e respeitabilidade aos órgãos de comunicação
social tradicionais: se o jornalista diz que assim é, então é porque é assim
mesmo – eis o state of mind da
maioria do povo português.
3. Ora sucede, porém, que a objetividade e imparcialidade do
jornalista é um mito (reiteramos: salvo honrosas exceções!) – antes, os
jornalistas políticos têm as suas preferências ideológicas que tentam fazer
vingar através da autoridade própria que eles sabem que mantêm junto do povo
português. Por conseguinte, nós temos alertado para o paradoxo da democracia
portuguesa: um partido como o Bloco de Esquerda,
que vale menos de 10% nas urnas, tem um peso seis ou sete vezes superior nas
redações dos principais jornais nacionais. Daí
que pareça que é o BE – e este novo PS radical que António Costa impulsionou,
por imperativo de sobrevivência pessoal – que controla a agenda política em
Portugal. Pior: a própria
política internacional é vista pelo prisma ideológico-preconceituoso do Bloco
de Esquerda. Não há análise crítica, não há isenção, não há equilíbrio – há,
tão-somente, uma abordagem que sirva os interesses políticos da esquerda e da
extrema-esquerda.
3º Encontrão: Eu fui!
No passado dia 19 de maio aconteceu em Sintra o 3º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares, Amigos.
Na quinta-feira, antes do Encontrão, fizemos um happy hour na Ginginha e fomos jantar no "Frango do Bonjardim."
Eleições: oportunismo e pragmatismo crescem mundo afora
Cesar Maia
1. Nesta semana, na Itália, o MV5 – antissistema -, que obteve uma
vitória por maioria simples, e a Liga Norte, que no bloco majoritário da
direita foi a mais votada, fecharam um acordo para formar maioria parlamentar e
assumir o governo italiano.
2. Mas, para isso, deixaram de lado seus conflitos ideológicos e
abriram mão de suas principais bandeiras que os levaram à vitória, como a
rejeição ao Euro e a União Europeia.
3. Até se entende que durante o processo eleitoral os candidatos ou
partidos flexibilizem seus programas, de forma a construir maioria que os leve
a vitória e a governabilidade. O ponto que caracteriza oportunismo e
pragmatismo é quando uma vez eleitos alterem seus compromissos de campanha de
forma a construir uma maioria artificial para assumir o governo.
4. Em Portugal foi assim. A
centro-direita do primeiro-ministro Passos Coelho venceu com maioria simples. A
centro esquerda do Partido Socialista ficou sem maioria parlamentar. Mas atraiu
a esquerda radical, que fez sua campanha contra o Euro e contra a União
Europeia. Mas, para constituir o governo, firmou um compromisso que negava as
bandeiras da campanha. Dessa forma, o PS constituiu uma maioria parlamentar
oportunista/pragmática e assumiu o governo.
5. Na Alemanha, os dois partidos de centro-direita, que
historicamente formavam uma maioria parlamentar, não puderam refazer a aliança
na eleição passada porque o FDP – liberal - não ultrapassou a cláusula de
barreira. Mas, na última eleição, o FDP cresceu e formou bancada de
deputados.
6. Surpreendentemente, não aceitou formar maioria parlamentar com o
CDU, alegando que essa aliança o prejudicava eleitoralmente. Com isso, a
primeira-ministra Merkel teria que convocar novas eleições ou repetir um
governo híbrido como o anterior. E foi isso o que ocorreu. O FDP, temendo uma
nova eleição, preferiu decidir se mantinha a coligação híbrida anterior, embora
na campanha tenha negado isso taxativamente. Convocou uma assembleia que
decidiu manter a coligação. Só que agora com exigências muito maiores na
composição do governo. Merkel achou melhor aceitar para não correr riscos de
redução de sua bancada.
Vaquinhas sem leite
Péricles Capanema
Estão proibidas as doações de
empresas (pessoas jurídicas) para a campanha eleitoral. Foi medida amplamente
trombeteada como moralizadora. A partir de 15 de maio, o eleitor (pessoa
física) pode aquinhoar legalmente seu candidato. Existem limitações e entre
elas o doador só pode contribuir com até 10% do rendimento bruto declarado no
IR, CPF obrigatório, ajuda acima de R$1.064,10 apenas por TED.
Em inglês, este sistema é
chamado de crowdfunding (financiamento na multidão, em
tradução livre). Em português é a conhecida vaquinha. A respeito, o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux,
declarou: “A possibilidade de impulsionar o seu candidato, através do
voto e do financiamento, gera no eleitor a sensação de disputa e de que está
integrado ativamente no processo eleitoral”. Na mesma direção opinou a
jornalista Eliane Catanhêde: “A ‘vaquinha virtual’ é uma forma de
mobilizar a sociedade e de engajar o eleitor no projeto de seu candidato”.
Vai mobilizar a sociedade! Vai promover integração ativa dos cidadãos no
processo eleitoral! Santo Deus! Que medida! Um colosso! Vamos baixar a bola e
espreitar ao nosso redor.
Luiz Fux é de momento a mais
alta autoridade eleitoral do Brasil, jurista respeitado. Aqui vai apenas como
exemplo de fenômeno generalizado no mundo oficial brasileiro — a realidade
óbvia debaixo dos olhos, fácil de observar, não impressiona. Sua animada
declaração padece do que é generalizado entre políticos e até na alta
magistratura: na melhor das hipóteses, a preguiça de observar a realidade. Em
alguns a cautela em disfarçá-la. Não à toa Talleyrand, político consumado,
escreveu certa vez, a palavra nos foi dada para disfarçar a realidade.
Vamos à análise — em inglês é
corrente a expressão ser agredido pela realidade; sejamos então agredidos por
ela. Leitor, você sabe de algum pobre coitado ou ouviu falar de alguém que está
com sensação de disputa ou de integração ativa no processo eleitoral por ter
pensado transferir uns caraminguás a determinado candidato? Uma mãe Dinah lhe
sussurrou que a faculdade de pingar moedas nos pires dos candidatos mobilizará
a sociedade? E ainda desencadeará engajamentos? Paro por aqui, nada disso vai
acontecer; e qualquer zé-mané da rua capta isso sem muito esforço. Até me veio
ao espírito o trecho do Evangelho: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu
e da Terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste
aos pequeninos”.
[Aparecido rasga o verbo] Homem de verdade ou a eterna veleidade do idílio inexistente?
Aparecido Raimundo de Souza
“Homem
de verdade é aquele que ama cinco mulheres ao mesmo tempo, uma de cada vez, em
pontos diferentes, torcendo, todavia, para que elas nunca se encontrem na mesma
hora, e de preferência, na mesma cama”.
Da série Aprazo Sem Garantia
HOMEM DE VERDADE, É
AQUELE que sabe o
momento exato de parar, de tirar o time de campo, de pegar seu banquinho, sair
à francesa e seguir adiante, sem olhar para trás. Sequer dar uma relanceada de
olhos para uma despedida fugaz respingada por dissabores de horrenda solidão.
Solidão é um mal arredio e perverso. Sempre aflora quando nos acantonamos
isolados e melancólicos dentro de nossos piores desesperos.
Homem de verdade é aquele que anda de cabeça erguida. O que jamais se
deixa abater diante dos atravancos e empecilhos, nem tropeça duas vezes nos
mesmos erros cometidos. Sempre arranja novos desafios para se divertir e chegar
à conclusão que superou a própria imbecilidade moradora dentro de si. A
imbecilidade é uma célula de má índole fixada em nosso corpo, como um vírus
superpoderoso. Ao menor sinal de imunidade baixa, faz questão de se mostrar
vivo e pulsante.
Se porventura o homem de verdade desvia os passos, ou sai da rota
previamente traçada e involuntariamente se depara e cai motivado por uma topada
inesperada, levanta de novo. Bate ligeiro na poeira, suspira forte, ergue a
cabeça e segue de onde estancou a jornada. Faz isso sem derrubar o amigo que
está ao lado, ou logo atrás. Derrubar alguém, cedo ou tarde fará com que um
castigo intempestivo se faça dominante como uma queda abrupta e ultrajadamente
demolidora.
Homem de verdade não faz xixi nas vias públicas. Tampouco mija nos
muros. Não faz cocô em terrenos baldios, nem atira gracejos às moças
desacompanhadas quando cruza com elas pelas ruas da cidade. Chalaças à
estranhas nem sempre resultam em desfechos positivos.
Homem de verdade não dirige embriagado, não manda o guarda de trânsito
tomar naquele lugar e, quando sai com os companheiros para se divertir, não
devassa a compostura bebendo o conteúdo do copo além da conta, a ponto de
inflamar vexames ou provocar escândalos a quem quer que seja. “Quem quer que
seja”, por mais convizinho que possa parecer, debanda, distanciando a amizade e
retrogradando os laços da simpatia e cumplicidade.
Homem de verdade não vive enroscado com trapaças, engodos, tramoias ou
claudicações. No mesmo norte, não tenta embaçar, fraudar, extorquir ou
ludibriar a boa-fé alheia. Não mente para a esposa nem a trai arranjando
amantes. Principalmente “babados imaginários”. Não gasta dinheiro à toa em
boates e motéis de categorias duvidosas. Pocilgas de beira de estrada denigrem
a imagem do homem de verdade e o faz devasso e indecoroso diante de sua própria
consciência.
Humildade
Nelson Teixeira
A rejeição de si próprio, a
ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos e passamos a
sofrer rejeição dos outros e de nós mesmos, esta é a vida.
Os que não se aceitam são
invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser
aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Ninguém é o dono
da verdade e ser humilde não custa nada e ainda nos ajuda a sermos mais
flexíveis perante a realidade da vida.
Quando se é humilde aprende-se
muito mais. Sem humildade teremos inúmeros problemas com nossos semelhantes.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
O Feminismo faz tanta falta como o Machismo
Cristina Miranda
Apesar do salto qualitativo do
papel da mulher na sociedade ocidental onde hoje as barreiras que as separavam
dos homens caíram, o histerismo feminista nunca foi tão estridente. Pior: a
mulher que ouse discordar desta narrativa é imediatamente trucidada com
violência verbal à qual juntam uns quantos insultos para a diminuir
intelectualmente acusando-a de não defender as mulheres. Porque há uma agenda
para cumprir: convencer o Mundo que as mulheres ocidentais (sim porque as
outras não lhes interessa para nada) não são livres e continuam a ser oprimidas
e que elas, as feministas, fazem falta para as “salvar” desses abusos. Nada mais
errado. O feminismo faz tanta falta hoje na nossa sociedade ocidental como o
machismo.
É verdade que durante séculos
a ignorância dos homens em relação à anatomia e psicologia feminina era quase
medieval. Assim como era em relação, por exemplo, à própria higiene (quem não
sabe que nessa época eram proibidos os banhos por “fazerem mal à saúde”?) Era a
ignorância, medo do desconhecido, dos homens que impunha limitações às mulheres
e que em 1878 fazia com que o British
Medical Journal questionasse sobre a possibilidade de uma mulher estragar
um presunto ao tocá-lo por estar menstruada ou ainda uma mulher que confessasse
desejos sexuais ao seu médico era imediatamente receitado banhos frios, entre
outras medidas do género e caso persistisse o problema, o internamento em
asilo!!
Judith Flanders relatou em “Inside the Victorian Home: A Portrait of
Domestic Life in Victorian England”, que um inglês levou sua esposa de meia
idade a um oculista, por esta se ter tornado míope onde foi
informado que o problema dela tinha origem em seus órgãos sexuais pois
seus desejos libidinosos deterioraram os seus olhos e que a única cura possível
era a retirada de seu útero.
Foi graças às reformas
LIBERAIS que a ignorância foi combatida com a circulação de jornais na
Europa que aumentou oito vezes entre 1712 e 1757. Esta “revolução silenciosa”
permitiu que em 1771 as publicações britânicas pudessem relatar de forma
pública os debates no Parlamento popularizando assim a instrução. Em
consequência, no norte da França, entre 1786 e 1790, 44% das mulheres já sabiam
escrever o nome o que indicava um salto na alfabetização nunca antes registado.
A Revolução Industrial que se seguiu foi o resultado desta “revolução
silenciosa” que criou instrução que se espalhou por todo o velho continente
numa sinergia entre produção e educação. Sem as máquinas que popularizaram
os manuais de alfabetização e o comércio livre dos livros, jamais esta
barreira da ignorância seria derrubada e aberto o caminho para a libertação da
mulher como o descreve Stevn Roger Fisher no seu livro “História da Leitura”.
Tragédia no aeroporto: Funcionário da Ryanair morre atropelado por colega em Lisboa
Acidente
mortal aconteceu esta segunda-feira
Um funcionário da companhia
aérea irlandesa Ryanair morreu atropelado, esta segunda feira, por um autocarro
de transporte de passageiros no aeroporto de Lisboa. De acordo com a nota
envidada pela Ryanair à Lusa, o homem, era "um agente da pista da
'Groundlink' [a agência de operações em terra da companhia low cost]", e
sofreu o acidente "durante uma manobra de estacionamento de um autocarro
vazio, numa zona do aeroporto Humberto Delgado "designada para o
efeito".
O jornal britânico The Sun
refere que a vítima se encontrava a ajudar o colega que se encontrava a
manobrar o autocarro.
Segundo apurou o CM junto da
PSP, a vítima tinha 47 anos. A Polícia de Segurança Pública (PSP) disse que o
atropelamento do funcionário da empresa de aviação "aconteceu por volta
das 13h05" e que o óbito foi declarado no local.
Título e Texto: Correio da Manhã, 21-5-2018
Em Niterói assaltantes nem saem do carro!
Vídeo mostra ladrões roubando mulheres em Niterói sem descer do carro. https://t.co/UAnVsCtJ0e pic.twitter.com/shIM8D46yB— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) 21 de maio de 2018
A caneta equilibrista
Haroldo Barboza
As greves no setor público são
longas, pois os governantes têm como filosofia deixar que elas aconteçam para
DEPOIS jogar as categorias oprimidas contra o povo. Como exemplo, sabemos que
os professores estão com salários indecentes há mais de trinta anos. O
governante pode negociar um paliativo entre janeiro e março de cada ano, mas
espera a greve acontecer para depois de dois meses dizer que vai contratar cinco
mil professores e que os alunos não serão prejudicados.
No setor privado, um mês antes
de algum movimento de descontentamento de seus funcionários, o patrão lúcido
faz as contas e percebe que pode investir 5% de seu lucro do último ano para
atender seus funcionários e evitar o atrito negativo que lhe causará prejuízo
na imagem e nas vendas.
Aqui no Rio, a copa de 2014 e
as “Olim...piadas” de 2016 receberam todas as verbas definidas (o triplo do que
foi previsto no início do projeto) para dar conforto aos atletas (além de
crédito político ao governante e propina às empreiteiras), enquanto os postos
de saúde, as escolas, as delegacias ficaram (e continuam) sem material para
trabalho rotineiro. E os servidores públicos de qualquer área (salários
engessados) têm de ficar sorrindo trabalhando dentro deste caos provocado com
fins escusos! E nós (quatro anos depois) ainda pagando as contas dos “elefantes
brancos” através de impostos que vão e serviços que não chegam.
A única categoria que
INFELIZMENTE não faz greve é a dos legisladores e juristas. Quando ficam
cansados de nos esfolar, definem aumentos imorais (durante as madrugadas) para
suas classes e aumentam as fontes de custeio através da elevação de nossos
impostos.
Este cenário dificilmente
mudará antes de trinta anos, pois a atual geração anda muito preocupada com seu
“futuro”, ou seja: quando chegará ao mercado o novo modelo de smartphone que
terá um imã para manter a caneta em pé para realizar os exercícios de
caligrafia pedidos pela professora?
Enquanto este aplicativo não chega, vão se distraindo com o BBBB da vez.
Título e Texto: Haroldo Barboza, 20-5-2018
Pensar Portugal
Telmo Azevedo Fernandes
Fico sempre desconfiado quando se junta um grupo de pessoas para “pensar o país”. Desatam normalmente a descobrir políticas de “interesse nacional” e eu, confesso, já estou farto de me irem ao bolso…
Pus de lado o meu preconceito
e admiti que o evento pudesse decorrer em São Mamede de Ribatua para demonstrar a preocupação desta gente pelo
Interior, mas calha afinal que se juntaram nessa localidade periférica votada
ao ostracismo que é Cascais.
Em luta contra as minhas
próprias ideias feitas, reconheci que pelo menos os oradores principais
certamente seriam pessoas normalmente sem palco mediático, distantes da
oligarquia que nos pastoreia, indivíduos livres e com ideias inovadoras. E não
é que eram mesmo?!
Vejam só: Marcelo Rebelo de
Sousa; Manuel Caldeira Cabral; António Vitorino; Luís Marques Mendes; Luís
Amado; Carlos Carreiras; Jorge Coelho; Guilherme d’Oliveira Martins; Nunes
Liberato; Pedro Reis; Rui Moura Ramos; entre outros. Nem sei como António Costa
não se juntou ao acontecimento.
Percebi melhor o que moveu as
pessoas a deslocarem-se ao hotel de luxo da Cidadela para assistirem às
conferências quando um amigo (mais perspicaz e com maior talento do que o meu)
sintetizou da seguinte forma: “é o equivalente a ir à ópera, mas sem a gorda a
cantar”.
Título, Imagem e Texto: Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias,
20-5-2018
“O homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”
O Financial Times entrevistou Sergio Moro, descrevendo-o como “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”.
Só o Le Monde escorregou nas imposturas de Lula.
Título e Texto: o antagonista, 19-5-2018
O Le Monde já está escorregado há muito tempo.
[Versos de través] Da saudade
Paizote Marques
Não há quem nunca sentiu!
Todos... Em qualquer idade.
Até quem nunca admitiu.
Saudade de todo tipo,
e fora do corpo também.
Sinto saudade de tudo,
até a tenho de ninguém.
Seja lógica, ou sem nexo
Falta o todo... nem só sexo!
Doe no peito ...com acuidade.
Estando longe ou aqui,
costumo sentir saudade
Até do que não vivi.
Título e Texto: Paizote Marques,
18-5-2018
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O mito fundador que é a desgraça dos palestinianos
José Manuel Fernandes
É fácil e popular culpar Israel por todos
os massacres. Mais difícil é perceber que nunca haverá paz enquanto os
palestinianos forem reféns de uma cultura de vitimização mitificada na sua
“catástrofe”
Nakba. A palavra árabe para
“catástrofe”. Nakba, o mito identitário que os palestinianos celebram – o mito
que enquanto for glorificado tornará impossível a paz e continuará a alimentar
uma espiral de violência sem fim. Como a desta semana.
Vimos as imagens de violência,
sabemos que morreram dezenas de pessoas, ignoramos que eram quase todos (50 em
62) operativos do Hamas e logo culpamos acefalamente ora Israel, ora o
Presidente Trump por ter decidido transferir a embaixada dos Estados Unidos
para Jerusalém. Mas quantos procuramos conhecer o significado da campanha de
manifestações e protestos ter sido batizada como a “Grande Marcha do Retorno”?
E quantos fizemos estas
perguntas simples: Retorno para aonde? Retorno de quem? Retorno quando?
A resposta a estas perguntas
dá-nos a chave para a eternização deste conflito sem fim. O retorno de que
falam os promotores destas manifestações “não violentas” é o retorno dos
palestinianos não aos territórios ocupados por Israel há meio século, na Guerra
dos Seis Dias, mas a todo o território de Israel, a todo aquele território que
resultou da guerra de independência de 1948.
O retorno que reivindicam
implica o puro e simples desaparecimento do Estado de Israel. O retorno com que
sonham não comporta a presença de judeus no Médio Oriente.
A reivindicação do retorno
está indissociavelmente ligada à celebração da Nakba, a “catástrofe”, ao que os
palestinianos recordam como sendo a traumática expulsão de centenas de milhares
de árabes das aldeias, vilas e cidades de Israel durante a guerra de 1948. A
reivindicação do retorno traduz o desejo de voltar a travar essa guerra de há
70 anos na esperança de, desta vez, conseguirem o que na altura não
conseguiram: empurrar literalmente os judeus para o mar até que não restasse na
Palestina um só defensor da existência de uma pátria judaica.
Para compreendermos esta
realidade não basta olharmos para as miseráveis condições de vida em Gaza ou
elaborarmos longas tiradas sobre “a maior prisão a céu aberto do mundo”. É
preciso recuar aos turbulentos anos de 1947 e 1948 e, em vez de remexermos nos
arquivos e vasculharmos a memória à procura de quem cometeu mais brutalidades,
mesmo atrocidades, nas diferentes guerras que cruzaram a Palestina entre o fim
do mandado britânico e a consolidação do Estado de Israel – a guerra civil
entre árabes e judeus, a guerra de ambos contra os ingleses e, por fim, a
guerra do nascente estado judaico contra todos os estados árabes vizinhos –,
ficarmo-nos pelo reconhecimento de que se criou então uma nova realidade. E
essa nova realidade chama-se Estado de Israel.
[Discos pedidos] Emoções
Dedicado especialmente aos
ex-Trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos
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domingo, 20 de maio de 2018
Aprendi
Nelson Teixeira
Aprendi que o tempo cura, que
a mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os
verdadeiros amigos permanecem e que os falsos, graças a Deus, vão embora.
Compreendi que as palavras têm
força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros.
Aprendi que tudo depende da
vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!
Aprendi que ser humilde só
engrandece e que o orgulho retarda a nossa evolução.
Aprendi muita coisa até agora,
então devo colocar em prática o mais rápido possível!
Título e Texto: Nelson
Teixeira, Gotas de Paz,
20-5-2018
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