quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jair Bolsonaro na Jovem Pan

Em sabatina ao Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta segunda-feira (22), o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) falou que “não tem obsessão pelo poder” e que “tanto faz” quem vai para um eventual segundo turno com ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Confira a entrevista na íntegra.


O Brasil, contrariamente às vespas bizantinas iletradas, mas Micrurus corallinus, tem, sim, bons candidatos à presidência da (nossa) República. Citando de memória: Flávio Rocha, Álvaro Dias, João Amoêdo, Jair Bolsonaro...
Viva, Brasil!

[Versos de través] A grande batalha!

Paizote Marques

Aquele menino pelado,
Como só podia ser...
À beira da sanga sentado,
Aprende!... Começa a viver!

A roupa não pode molhar,
Pois a escola está gazeando.
Quando pra casa voltar
Dirá: -estava estudando!

Na correnteza tão leve,
Gigantes ondas enxerga!
Lambari vira baleia...
Velas da nau se envergam!

Luta com muita garra,
Com os terríveis corsários
Cresce... e nem tudo é farra,
Com embates imaginários.

Envelheceu o garoto!
E dizem... só por intriga.
Que hoje sua grande batalha
É controlar a bexiga!

Título, Imagem e Texto: Paizote Marques, 23-5-2018

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Nos subterrâneos da arbitragem de futebol

Haroldo Barboza

Questões sobre fatos raros no futebol. Quem souber, favor esclarecer-nos.


1 – O goleiro bate o tiro de meta.
O beque recebe a bola fora da área.
Para gastar o tempo, suspende a bola e a recua de cabeça para o goleiro que a segura.
Existe penalidade nesta situação?

2 – No tiro de meta a bola entra em jogo quando sai da área.
Então é válido um gol convertido de um tiro de meta?

3 – O atacante e o beque escorregam pela linha de fundo.
A bola para perto da trave.
O atacante tenta voltar a campo para tocá-la para dentro da baliza.
O beque segura o atacante (fora de campo) e o goleiro a recolhe.
Existe penalidade neste caso?

4 – Um gandula lança uma cordinha que se enrosque nas pernas do goleiro visitante e este não consegue evitar um gol.
Qual a atitude do árbitro?
Já vi massagista entrar em campo e desviar bola que entraria e ficou por isto mesmo.

Título e Texto: Haroldo P. Barboza – Vila Isabel / RJ - Matemático
Autor do livro: Brinque e cresça feliz
Torce pelo time fundado no dia de seu aniversário: 21 de julho.

Angolano Rafael Marques nomeado 70º herói da liberdade de imprensa do IPI

Maka Angola


O jornalista Rafael Marques de Morais [foto], que tem enfrentado décadas de assédio e processos jurídicos ao revelar a corrupção e os abusos de direitos humanos na sua Angola natal, foi nomeado o 70º Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do Instituto Internacional da Imprensa (International Press Institute – IPI).

Prémio Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do IPI homenageia jornalistas que tenham dado uma contribuição significativa para a promoção da liberdade de imprensa, particularmente em face de elevado risco pessoal. Juntamente com o prémio Free Media Pioneer, também atribuído anualmente, este será apresentado numa cerimônia especial a 22 de Junho em Abuja, Nigéria, que terá lugar durante o Congresso Mundial e Assembleia Geral anual do IPI. Nos últimos quatro anos, os dois prémios foram concedidos em parceria com o International Media Support (IMS) de Copenhaga, Dinamarca.

Marques iniciou a sua carreira como repórter no jornal estatal Jornal de Angola em 1992, antes de ser demitido devido à sua determinação em desviar-se da linha traçada pelo então presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que governou a antiga colónia portuguesa com mão de ferro entre 1979 e 2017.

Em 2008, depois de anos a escrever para meios independentes em Angola e de ter sido o autor de numerosos relatórios sobre violações de direitos humanos, Marques fundou o site de vigilância Maka Angola, que leva a cabo trabalhos de investigação sobre corrupção envolvendo líderes com posições de destaque nas esferas da política, negócios e militar de Angola.

Marques desencadeou a ira oficial pela primeira vez em 1999, quando publicou um artigo no semanário independente, Agora, descrevendo José Eduardo dos Santos como um ditador responsável por destruir o país e promover a incompetência e a corrupção. Pouco depois, Marques foi preso e acusado de difamação. Acabou por passar 43 dias em prisão preventiva antes de ser condenado a uma pena de prisão de seis meses em março de 2000. Mais tarde, o Tribunal Supremo de Angola reduziu a pena para uma sentença suspensa.

3º Encontrão: Livro de Ouro

“Era uma vez uma Empresa aérea... Muitos dos que estão aqui foram protagonistas. E hoje, todos, estão aqui como um ato de rebeldia: não, a história dessa Empresa ainda não acabou!
Não, a história da Varig ainda não acabou!
Por isso, nós estamos aqui continuando a escrevê-la!
Abraços e beijos de carinho./-“


É a mensagem escrita no Livro de Ouro dos Encontrões.
Vejamos abaixo o que escreveram alguns dos “terceiros Encontrantes” (os que se lembraram do Livro 😊:

Muito obrigado pela oportunidade de reviver a vida de variguiano.
Beijos a todos.
Louis Arêas

Obrigada pela tarde maravilhosa.
Rita de Souza e Xavier de Souza

Bom demais participar deste encontro e rever tanta gente querida! Obrigada pela oportunidade e parabéns aos Organizadores do Evento. Beijos.
Patricia (Comissária) e David

Queridos colegas amados!
Foi minha primeira vez! Com certeza não a última que estive aqui com tantos amados!
Sou grata pelo privilégio!
Levo comigo a lembrança, o carinho e alegria destes momentos! De Blumenau em Portugal, todo o meu carinho e amor.
Varig para sempre!
Margit Geit (Comissária)

terça-feira, 22 de maio de 2018

David Duke, líder do KKK: o novo herói do Bloco de Esquerda?

Temos alertado para o discurso xenófobo do Bloco de Esquerda que, em vários domínios, se aproxima perigosamente (ou ultrapassa mesmo pela direita, o que é incrível!) da narrativa da extrema-direita de inspiração nazi


João Lemos Esteves

1. Portugal, nos últimos dias, é um país sitiado pelo futebol: um grupo de criminosos, disfarçados de adeptos de um clube português histórico, com a cumplicidade (talvez indireta ou, citando o próprio, involuntária) de um presidente irresponsável e pirómano, lograram absorver por completo o espaço público. Liga-se a televisão e o que se vê? Bruno de Carvalho falou; Bruno de Carvalho vai falar; Bruno de Carvalho irritou--se com Jorge Jesus; Jorge Jesus acalmou os jogadores; Juve Leo desmente; Juve Leo confirma; líder da Juve Leo tem um BMW azul; jogadores do Sporting deprimidos; Ferro Rodrigues a falar sobre a crise do Sporting; Marcelo Rebelo de Sousa a comentar o… Sporting; Dias Ferreira, do Sporting, arrepende-se e contraria Dias Ferreira, versão de há dois meses, do Sporting – e assim sucessivamente. Parece interminável.

2. Há um aspeto analítico que resulta evidente da abordagem mediática ao futebol que é transponível para a cobertura dos assuntos políticos: a obsessão da maioria dos jornalistas em criar uma narrativa. No futebol, a lógica é engendrar uma narrativa que seja vendável comercialmente; na política, a narrativa é gizada atendendo aos interesses políticos que pretendem prosseguir. Salvo honrosas exceções (que, em Portugal, ainda continua a haver, basta atentar no “i” e no “Sol”), os jornalistas políticos (ou políticos-jornalistas) tendem a inculcar os seus próprios preconceitos ideológicos na abordagem a factos ou pessoas, embora se reputem sempre como imparciais e objetivos. Apresentam, destarte, a sua visão pessoal da realidade como se fosse “a” realidade, a única realidade, a “realidade verdadeira” – e o público (sobretudo com as características do povo português, com uma paupérrima intervenção política e ainda mais escassa cultura política) continua a reconhecer máxima credibilidade e respeitabilidade aos órgãos de comunicação social tradicionais: se o jornalista diz que assim é, então é porque é assim mesmo – eis o state of mind da maioria do povo português.

3. Ora sucede, porém, que a objetividade e imparcialidade do jornalista é um mito (reiteramos: salvo honrosas exceções!) – antes, os jornalistas políticos têm as suas preferências ideológicas que tentam fazer vingar através da autoridade própria que eles sabem que mantêm junto do povo português. Por conseguinte, nós temos alertado para o paradoxo da democracia portuguesa: um partido como o Bloco de Esquerda, que vale menos de 10% nas urnas, tem um peso seis ou sete vezes superior nas redações dos principais jornais nacionais. Daí que pareça que é o BE – e este novo PS radical que António Costa impulsionou, por imperativo de sobrevivência pessoal – que controla a agenda política em Portugal. Pior: a própria política internacional é vista pelo prisma ideológico-preconceituoso do Bloco de Esquerda. Não há análise crítica, não há isenção, não há equilíbrio – há, tão-somente, uma abordagem que sirva os interesses políticos da esquerda e da extrema-esquerda.

Sérgio Moro recebe honoris causa


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3º Encontrão: Eu fui!


No passado dia 19 de maio aconteceu em Sintra o 3º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares, Amigos.

Na quinta-feira, antes do Encontrão, fizemos um happy hour na Ginginha e fomos jantar no "Frango do Bonjardim."
Foi muita alegria e emoção.




Eleições: oportunismo e pragmatismo crescem mundo afora

Cesar Maia
      
1. Nesta semana, na Itália, o MV5 – antissistema -, que obteve uma vitória por maioria simples, e a Liga Norte, que no bloco majoritário da direita foi a mais votada, fecharam um acordo para formar maioria parlamentar e assumir o governo italiano. 
      
2. Mas, para isso, deixaram de lado seus conflitos ideológicos e abriram mão de suas principais bandeiras que os levaram à vitória, como a rejeição ao Euro e a União Europeia.
      
3. Até se entende que durante o processo eleitoral os candidatos ou partidos flexibilizem seus programas, de forma a construir maioria que os leve a vitória e a governabilidade. O ponto que caracteriza oportunismo e pragmatismo é quando uma vez eleitos alterem seus compromissos de campanha de forma a construir uma maioria artificial para assumir o governo. 
       
4. Em Portugal foi assim. A centro-direita do primeiro-ministro Passos Coelho venceu com maioria simples. A centro esquerda do Partido Socialista ficou sem maioria parlamentar. Mas atraiu a esquerda radical, que fez sua campanha contra o Euro e contra a União Europeia. Mas, para constituir o governo, firmou um compromisso que negava as bandeiras da campanha. Dessa forma, o PS constituiu uma maioria parlamentar oportunista/pragmática e assumiu o governo.
      
5. Na Alemanha, os dois partidos de centro-direita, que historicamente formavam uma maioria parlamentar, não puderam refazer a aliança na eleição passada porque o FDP – liberal - não ultrapassou a cláusula de barreira. Mas, na última eleição, o FDP cresceu e formou bancada de deputados. 
    
6. Surpreendentemente, não aceitou formar maioria parlamentar com o CDU, alegando que essa aliança o prejudicava eleitoralmente. Com isso, a primeira-ministra Merkel teria que convocar novas eleições ou repetir um governo híbrido como o anterior. E foi isso o que ocorreu. O FDP, temendo uma nova eleição, preferiu decidir se mantinha a coligação híbrida anterior, embora na campanha tenha negado isso taxativamente. Convocou uma assembleia que decidiu manter a coligação. Só que agora com exigências muito maiores na composição do governo. Merkel achou melhor aceitar para não correr riscos de redução de sua bancada.

Vaquinhas sem leite

Péricles Capanema


Estão proibidas as doações de empresas (pessoas jurídicas) para a campanha eleitoral. Foi medida amplamente trombeteada como moralizadora. A partir de 15 de maio, o eleitor (pessoa física) pode aquinhoar legalmente seu candidato. Existem limitações e entre elas o doador só pode contribuir com até 10% do rendimento bruto declarado no IR, CPF obrigatório, ajuda acima de R$1.064,10 apenas por TED.

Em inglês, este sistema é chamado de crowdfunding (financiamento na multidão, em tradução livre). Em português é a conhecida vaquinha. A respeito, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, declarou: “A possibilidade de impulsionar o seu candidato, através do voto e do financiamento, gera no eleitor a sensação de disputa e de que está integrado ativamente no processo eleitoral”. Na mesma direção opinou a jornalista Eliane Catanhêde: “A ‘vaquinha virtual’ é uma forma de mobilizar a sociedade e de engajar o eleitor no projeto de seu candidato”. Vai mobilizar a sociedade! Vai promover integração ativa dos cidadãos no processo eleitoral! Santo Deus! Que medida! Um colosso! Vamos baixar a bola e espreitar ao nosso redor.

Luiz Fux é de momento a mais alta autoridade eleitoral do Brasil, jurista respeitado. Aqui vai apenas como exemplo de fenômeno generalizado no mundo oficial brasileiro — a realidade óbvia debaixo dos olhos, fácil de observar, não impressiona. Sua animada declaração padece do que é generalizado entre políticos e até na alta magistratura: na melhor das hipóteses, a preguiça de observar a realidade. Em alguns a cautela em disfarçá-la. Não à toa Talleyrand, político consumado, escreveu certa vez, a palavra nos foi dada para disfarçar a realidade.

Vamos à análise — em inglês é corrente a expressão ser agredido pela realidade; sejamos então agredidos por ela. Leitor, você sabe de algum pobre coitado ou ouviu falar de alguém que está com sensação de disputa ou de integração ativa no processo eleitoral por ter pensado transferir uns caraminguás a determinado candidato? Uma mãe Dinah lhe sussurrou que a faculdade de pingar moedas nos pires dos candidatos mobilizará a sociedade? E ainda desencadeará engajamentos? Paro por aqui, nada disso vai acontecer; e qualquer zé-mané da rua capta isso sem muito esforço. Até me veio ao espírito o trecho do Evangelho: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos”.

[Aparecido rasga o verbo] Homem de verdade ou a eterna veleidade do idílio inexistente?

Aparecido Raimundo de Souza

Homem de verdade é aquele que ama cinco mulheres ao mesmo tempo, uma de cada vez, em pontos diferentes, torcendo, todavia, para que elas nunca se encontrem na mesma hora, e de preferência, na mesma cama”.
Da série Aprazo Sem Garantia

HOMEM DE VERDADE, É AQUELE que sabe o momento exato de parar, de tirar o time de campo, de pegar seu banquinho, sair à francesa e seguir adiante, sem olhar para trás. Sequer dar uma relanceada de olhos para uma despedida fugaz respingada por dissabores de horrenda solidão. Solidão é um mal arredio e perverso. Sempre aflora quando nos acantonamos isolados e melancólicos dentro de nossos piores desesperos.

Homem de verdade é aquele que anda de cabeça erguida. O que jamais se deixa abater diante dos atravancos e empecilhos, nem tropeça duas vezes nos mesmos erros cometidos. Sempre arranja novos desafios para se divertir e chegar à conclusão que superou a própria imbecilidade moradora dentro de si. A imbecilidade é uma célula de má índole fixada em nosso corpo, como um vírus superpoderoso. Ao menor sinal de imunidade baixa, faz questão de se mostrar vivo e pulsante.

Se porventura o homem de verdade desvia os passos, ou sai da rota previamente traçada e involuntariamente se depara e cai motivado por uma topada inesperada, levanta de novo. Bate ligeiro na poeira, suspira forte, ergue a cabeça e segue de onde estancou a jornada. Faz isso sem derrubar o amigo que está ao lado, ou logo atrás. Derrubar alguém, cedo ou tarde fará com que um castigo intempestivo se faça dominante como uma queda abrupta e ultrajadamente demolidora.

Homem de verdade não faz xixi nas vias públicas. Tampouco mija nos muros. Não faz cocô em terrenos baldios, nem atira gracejos às moças desacompanhadas quando cruza com elas pelas ruas da cidade. Chalaças à estranhas nem sempre resultam em desfechos positivos.

Homem de verdade não dirige embriagado, não manda o guarda de trânsito tomar naquele lugar e, quando sai com os companheiros para se divertir, não devassa a compostura bebendo o conteúdo do copo além da conta, a ponto de inflamar vexames ou provocar escândalos a quem quer que seja. “Quem quer que seja”, por mais convizinho que possa parecer, debanda, distanciando a amizade e retrogradando os laços da simpatia e cumplicidade.

Homem de verdade não vive enroscado com trapaças, engodos, tramoias ou claudicações. No mesmo norte, não tenta embaçar, fraudar, extorquir ou ludibriar a boa-fé alheia. Não mente para a esposa nem a trai arranjando amantes. Principalmente “babados imaginários”. Não gasta dinheiro à toa em boates e motéis de categorias duvidosas. Pocilgas de beira de estrada denigrem a imagem do homem de verdade e o faz devasso e indecoroso diante de sua própria consciência.

Humildade

Nelson Teixeira

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos e passamos a sofrer rejeição dos outros e de nós mesmos, esta é a vida.

Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.

Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Ninguém é o dono da verdade e ser humilde não custa nada e ainda nos ajuda a sermos mais flexíveis perante a realidade da vida.

Quando se é humilde aprende-se muito mais. Sem humildade teremos inúmeros problemas com nossos semelhantes.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 22-5-2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O Feminismo faz tanta falta como o Machismo

Cristina Miranda

Apesar do salto qualitativo do papel da mulher na sociedade ocidental onde hoje as barreiras que as separavam dos homens caíram, o histerismo feminista nunca foi tão estridente. Pior: a mulher que ouse discordar desta narrativa é imediatamente trucidada com violência verbal à qual juntam uns quantos insultos para a diminuir intelectualmente acusando-a de não defender as mulheres. Porque há uma agenda para cumprir: convencer o Mundo que as mulheres ocidentais (sim porque as outras não lhes interessa para nada) não são livres e continuam a ser oprimidas e que elas, as feministas, fazem falta para as “salvar” desses abusos. Nada mais errado. O feminismo faz tanta falta hoje na nossa sociedade ocidental como o machismo.

É verdade que durante séculos a ignorância dos homens em relação à anatomia e psicologia feminina era quase medieval. Assim como era em relação, por exemplo, à própria higiene (quem não sabe que nessa época eram proibidos os banhos por “fazerem mal à saúde”?) Era a ignorância, medo do desconhecido, dos homens que impunha limitações às mulheres e que em 1878 fazia com que o British Medical Journal questionasse sobre a possibilidade de uma mulher estragar um presunto ao tocá-lo por estar menstruada ou ainda uma mulher que confessasse desejos sexuais ao seu médico era imediatamente receitado banhos frios, entre outras medidas do género e caso persistisse o problema, o internamento em asilo!!

Judith Flanders relatou em “Inside the Victorian Home: A Portrait of Domestic Life in Victorian England”, que um inglês levou sua esposa de meia idade  a um oculista, por esta se ter tornado míope onde foi  informado  que o problema dela tinha origem em seus órgãos sexuais pois seus desejos libidinosos deterioraram os seus olhos e que a única cura possível era a  retirada de seu útero.

Foi graças às reformas LIBERAIS que a ignorância foi combatida com a circulação de jornais na Europa que aumentou oito vezes entre 1712 e 1757. Esta “revolução silenciosa” permitiu que em 1771 as publicações britânicas pudessem relatar de forma pública os debates no Parlamento popularizando assim a instrução. Em consequência, no norte da França, entre 1786 e 1790, 44% das mulheres já sabiam escrever o nome o que indicava um salto na alfabetização nunca antes registado. A Revolução Industrial que se seguiu foi o resultado desta “revolução silenciosa” que criou instrução que se espalhou por todo o velho continente numa sinergia entre produção e educação. Sem as máquinas que popularizaram os manuais de alfabetização e o comércio livre dos livros, jamais esta barreira da ignorância seria derrubada e aberto o caminho para a libertação da mulher como o descreve Stevn Roger Fisher no seu livro “História da Leitura”.

Tragédia no aeroporto: Funcionário da Ryanair morre atropelado por colega em Lisboa

Acidente mortal aconteceu esta segunda-feira

Um funcionário da companhia aérea irlandesa Ryanair morreu atropelado, esta segunda feira, por um autocarro de transporte de passageiros no aeroporto de Lisboa. De acordo com a nota envidada pela Ryanair à Lusa, o homem, era "um agente da pista da 'Groundlink' [a agência de operações em terra da companhia low cost]", e sofreu o acidente "durante uma manobra de estacionamento de um autocarro vazio, numa zona do aeroporto Humberto Delgado "designada para o efeito".

O jornal britânico The Sun refere que a vítima se encontrava a ajudar o colega que se encontrava a manobrar o autocarro.

Segundo apurou o CM junto da PSP, a vítima tinha 47 anos. A Polícia de Segurança Pública (PSP) disse que o atropelamento do funcionário da empresa de aviação "aconteceu por volta das 13h05" e que o óbito foi declarado no local.
Título e Texto: Correio da Manhã, 21-5-2018

Em Niterói assaltantes nem saem do carro!

A caneta equilibrista

Haroldo Barboza

As greves no setor público são longas, pois os governantes têm como filosofia deixar que elas aconteçam para DEPOIS jogar as categorias oprimidas contra o povo. Como exemplo, sabemos que os professores estão com salários indecentes há mais de trinta anos. O governante pode negociar um paliativo entre janeiro e março de cada ano, mas espera a greve acontecer para depois de dois meses dizer que vai contratar cinco mil professores e que os alunos não serão prejudicados.

No setor privado, um mês antes de algum movimento de descontentamento de seus funcionários, o patrão lúcido faz as contas e percebe que pode investir 5% de seu lucro do último ano para atender seus funcionários e evitar o atrito negativo que lhe causará prejuízo na imagem e nas vendas.

Aqui no Rio, a copa de 2014 e as “Olim...piadas” de 2016 receberam todas as verbas definidas (o triplo do que foi previsto no início do projeto) para dar conforto aos atletas (além de crédito político ao governante e propina às empreiteiras), enquanto os postos de saúde, as escolas, as delegacias ficaram (e continuam) sem material para trabalho rotineiro. E os servidores públicos de qualquer área (salários engessados) têm de ficar sorrindo trabalhando dentro deste caos provocado com fins escusos! E nós (quatro anos depois) ainda pagando as contas dos “elefantes brancos” através de impostos que vão e serviços que não chegam.

A única categoria que INFELIZMENTE não faz greve é a dos legisladores e juristas. Quando ficam cansados de nos esfolar, definem aumentos imorais (durante as madrugadas) para suas classes e aumentam as fontes de custeio através da elevação de nossos impostos.

Este cenário dificilmente mudará antes de trinta anos, pois a atual geração anda muito preocupada com seu “futuro”, ou seja: quando chegará ao mercado o novo modelo de smartphone que terá um imã para manter a caneta em pé para realizar os exercícios de caligrafia pedidos pela professora?  Enquanto este aplicativo não chega, vão se distraindo com o BBBB da vez. 
Título e Texto: Haroldo Barboza, 20-5-2018

Pensar Portugal

Telmo Azevedo Fernandes


Fico sempre desconfiado quando se junta um grupo de pessoas para “pensar o país”. Desatam normalmente a descobrir políticas de “interesse nacional” e eu, confesso, já estou farto de me irem ao bolso…

Pus de lado o meu preconceito e admiti que o evento pudesse decorrer em São Mamede de Ribatua para demonstrar a preocupação desta gente pelo Interior, mas calha afinal que se juntaram nessa localidade periférica votada ao ostracismo que é Cascais.

Em luta contra as minhas próprias ideias feitas, reconheci que pelo menos os oradores principais certamente seriam pessoas normalmente sem palco mediático, distantes da oligarquia que nos pastoreia, indivíduos livres e com ideias inovadoras. E não é que eram mesmo?!

Vejam só: Marcelo Rebelo de Sousa; Manuel Caldeira Cabral; António Vitorino; Luís Marques Mendes; Luís Amado; Carlos Carreiras; Jorge Coelho; Guilherme d’Oliveira Martins; Nunes Liberato; Pedro Reis; Rui Moura Ramos; entre outros. Nem sei como António Costa não se juntou ao acontecimento.

Percebi melhor o que moveu as pessoas a deslocarem-se ao hotel de luxo da Cidadela para assistirem às conferências quando um amigo (mais perspicaz e com maior talento do que o meu) sintetizou da seguinte forma: “é o equivalente a ir à ópera, mas sem a gorda a cantar”. 
Título, Imagem e Texto: Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias, 20-5-2018

“O homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”


O Financial Times entrevistou Sergio Moro, descrevendo-o como “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”.

Só o Le Monde escorregou nas imposturas de Lula.
Título e Texto: o antagonista, 19-5-2018

O Le Monde já está escorregado há muito tempo.

[Versos de través] Da saudade

Paizote Marques


Você já sentiu saudade?
Não há quem nunca sentiu!
Todos... Em qualquer idade.
Até quem nunca admitiu.

Saudade de todo tipo,
e fora do corpo também.
Sinto saudade de tudo,
até a tenho de ninguém.

Seja lógica, ou sem nexo
Falta o todo... nem só sexo!
Doe no peito ...com acuidade.

Estando longe ou aqui,
costumo sentir saudade
Até do que não vivi.
Título e Texto: Paizote Marques, 18-5-2018

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O mito fundador que é a desgraça dos palestinianos


José Manuel Fernandes

É fácil e popular culpar Israel por todos os massacres. Mais difícil é perceber que nunca haverá paz enquanto os palestinianos forem reféns de uma cultura de vitimização mitificada na sua “catástrofe”

Nakba. A palavra árabe para “catástrofe”. Nakba, o mito identitário que os palestinianos celebram – o mito que enquanto for glorificado tornará impossível a paz e continuará a alimentar uma espiral de violência sem fim. Como a desta semana.

Vimos as imagens de violência, sabemos que morreram dezenas de pessoas, ignoramos que eram quase todos (50 em 62) operativos do Hamas e logo culpamos acefalamente ora Israel, ora o Presidente Trump por ter decidido transferir a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. Mas quantos procuramos conhecer o significado da campanha de manifestações e protestos ter sido batizada como a “Grande Marcha do Retorno”?

E quantos fizemos estas perguntas simples: Retorno para aonde? Retorno de quem? Retorno quando?

A resposta a estas perguntas dá-nos a chave para a eternização deste conflito sem fim. O retorno de que falam os promotores destas manifestações “não violentas” é o retorno dos palestinianos não aos territórios ocupados por Israel há meio século, na Guerra dos Seis Dias, mas a todo o território de Israel, a todo aquele território que resultou da guerra de independência de 1948.

O retorno que reivindicam implica o puro e simples desaparecimento do Estado de Israel. O retorno com que sonham não comporta a presença de judeus no Médio Oriente.

A reivindicação do retorno está indissociavelmente ligada à celebração da Nakba, a “catástrofe”, ao que os palestinianos recordam como sendo a traumática expulsão de centenas de milhares de árabes das aldeias, vilas e cidades de Israel durante a guerra de 1948. A reivindicação do retorno traduz o desejo de voltar a travar essa guerra de há 70 anos na esperança de, desta vez, conseguirem o que na altura não conseguiram: empurrar literalmente os judeus para o mar até que não restasse na Palestina um só defensor da existência de uma pátria judaica.

Para compreendermos esta realidade não basta olharmos para as miseráveis condições de vida em Gaza ou elaborarmos longas tiradas sobre “a maior prisão a céu aberto do mundo”. É preciso recuar aos turbulentos anos de 1947 e 1948 e, em vez de remexermos nos arquivos e vasculharmos a memória à procura de quem cometeu mais brutalidades, mesmo atrocidades, nas diferentes guerras que cruzaram a Palestina entre o fim do mandado britânico e a consolidação do Estado de Israel – a guerra civil entre árabes e judeus, a guerra de ambos contra os ingleses e, por fim, a guerra do nascente estado judaico contra todos os estados árabes vizinhos –, ficarmo-nos pelo reconhecimento de que se criou então uma nova realidade. E essa nova realidade chama-se Estado de Israel.

[Discos pedidos] Emoções

Dedicado especialmente aos ex-Trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos


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domingo, 20 de maio de 2018

Aprendi

Nelson Teixeira
Aprendi que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem e que os falsos, graças a Deus, vão embora.

Compreendi que as palavras têm força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros.

Aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!

Aprendi que ser humilde só engrandece e que o orgulho retarda a nossa evolução.

Aprendi muita coisa até agora, então devo colocar em prática o mais rápido possível!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 20-5-2018