Pâm Costa
Na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro fez hoje um discurso que ecoa muito além das paredes de Brasília. Em pouco mais de sete minutos, ele expôs como Alexandre de Moraes e o STF vêm agindo como um regime paralelo, onde leis são distorcidas, prazos ignorados e adversários políticos são tratados como inimigos a serem aniquilados.
Ele começou lembrando a acusação absurda que pesa contra ele: o “crime” de visitar com frequência os Estados Unidos, onde mantém relações de longa data com conservadores, parlamentares e até a família Trump. A criminalização de viagens e contatos políticos mostra o quanto a democracia brasileira está sequestrada por um sistema que não admite oposição organizada.
Ao relembrar a apreensão do passaporte de Jair Bolsonaro, feita sob pretextos frágeis e mantida mesmo após a desmoralização de acusações contra assessores, Eduardo mostrou como o STF age de forma arbitrária. O caso do deputado Daniel Silveira, preso sem progressão de regime, também foi citado como exemplo de uma justiça de exceção.
Eduardo lembrou que foi justamente essa postura abusiva que levou ao envolvimento internacional: ele e o jornalista Paulo Figueiredo conseguiram levar denúncias ao Congresso americano, resultando nas sanções Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
Esse é o ponto crucial: o Brasil se tornou um caso internacional de violação de direitos humanos e perseguição política. Parlamentares americanos como Marco Rubio e Corey Mills já discutem abertamente novas sanções, e o cerco pode se expandir para a Europa.
Eduardo ainda lembrou que o mesmo mecanismo de intimidação usado contra Bolsonaro lembra o programa cubano de médicos no Brasil: manter familiares como reféns para controlar indivíduos. Segundo ele, a perseguição ao ex-presidente e aos seus aliados segue a mesma lógica de ditaduras latino-americanas.
E deixou um alerta: o Brasil, ao normalizar a perseguição e flertar com regimes como Cuba, Venezuela e Irã, corre o risco de sofrer duras consequências econômicas — como restrições no acesso a chips e semicondutores americanos.
No fim, Eduardo pediu que a Câmara avance na pauta da anistia, como primeiro passo para devolver justiça aos presos do 8 de janeiro e demais perseguidos políticos. E deixou claro: essa não é apenas uma luta de sua família, mas da própria democracia brasileira.
O discurso de Eduardo Bolsonaro expõe o jogo: enquanto a imprensa tenta caricaturar a direita e normalizar os abusos, há uma articulação internacional em curso que já colocou Alexandre de Moraes sob sanção. O tempo dirá se o Brasil seguirá a trilha da tirania ou se reagirá a tempo de recuperar suas instituições.
A
Crise é Institucional!
Texto:
Pâm, X,
27-8-2025, 10h54
Acho que fui o 1° parlamentar exilado a falar na Câmara. Uma mistura de alegria em ver os colegas de trabalho, ainda que pela tela, e tristeza pelo momento de perseguição política. Aqui meu testemunho:
ResponderExcluirhttps://youtu.be/vIatexljZRY?si=Bt9v_XcsBexZy4L_