domingo, 24 de abril de 2011

Ainda faz sentido comemorar o 25 de abril?

Foto: DR

A Revolução dos Cravos foi um período da história de Portugal, desencadeado por um golpe de Estado militar ocorrido a 25 de Abril de 1974 que depôs o regime ditatorial Estado Novo, vigente desde 1933 e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático com a entrada em vigor de uma nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e apoiados pelos oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população, a resistência do regime ao golpe foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos.
(...)
Fonte: Wikipédia
Foto: DR

Atentado no Riocentro vai fazer 30 anos.

Anúncio do Show publicado no JB. Autor: Raphael Garcez

Agenda do sargento que morreu no atentado no Riocentro revela, após 30 anos, rede de conspiradores do período
Deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. O "agente Wagner" do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar no Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais, e não codinomes, e respectivos telefones, de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem. Quatro deles eram ligados ao "Grupo Secreto", organização paramilitar de direita que desencadeou uma série de atos terroristas na tentativa de deter a abertura política.

Havia ainda nomes-chave da polícia fluminense, como o chefe de gabinete do secretário de Segurança e o chefe da unidade de elite policial da época, o Grupo de Operações Especiais, mais tarde Departamento Geral de Investigações Especiais, setor especializado em explosivos que tinha a responsabilidade de investigar justamente atentados a bomba como os patrocinados pelos bolsões radicais alojados na caserna.

Trinta anos depois do atentado que vitimou o próprio autor e feriu gravemente o então capitão Wilson Machado, O GLOBO localizou a agenda e identificou metade dos 107 nomes e telefones anotados pelo sargento. De oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, Rosário tinha contatos em setores estratégicos, como o Estado-Maior da PM e a chefia de gabinete da Secretaria de Segurança, além de amigos ligados a setores operacionais, como fábrica de armamento e cadastros de trânsito.



Em Lisboa: Empregados, desempregados e sem abrigo procuram refeição gratuita

Nas anteriores refeições, que se repetem em dias como o Natal, Santo António, São Martinho e Páscoa, a procura rondava as 200 pessoas. 

Um empregado da Câmara Municipal de Oeiras aproveitou uma refeição grátis dada neste domingo em Lisboa no dia de Páscoa. "O que ganha não dá para sustentar a família e vem sempre a estes eventos", relata o organizador.
Agostinho Rodrigues, presidente da associação Nouni, olha para as pessoas que se sentam numa esplanada coberta junto da Praça do Campo Pequeno e destaca a "expressão das pessoas".    
"Não são só pessoas que são da rua. São pessoas desempregadas que caíram nesta situação agora", afirma o responsável, acrescentando que a procura por ajuda social desde a agudização da crise subiu "mais de 50 por cento".       
"Hoje vamos estar perto das 300", antecipa Agostinho Rodrigues, no restaurante que estará a funcionar em exclusivo para pessoas com carências até às 20h00.       
"Frango, batatas fritas, salada, chouriço e presunto", relata Olga Antunes sobre o menu que já acabou de comer: "Esta foi uma Páscoa que caiu bem, graça a Deus e que agradeço. Obrigado."        
Todos os dias Olga Antunes pede esmola na Rua Augusta para pagar os 13 euros de uma pensão. Com um marido alcoólico, vai contando com a ajuda da irmã quando esta "pode".          
Da Câmara de Lisboa espera ainda uma casa porque as duas que lhe foram destinadas não tinham elevador que a transportasse na sua cadeira-de-rodas.  

A sabedoria de Soares

Mário Soares deu uma entrevista ao jornal ‘i’ e ficámos a saber que não só se tem encontrado com Passos Coelho como considera que este é uma pessoa afável e "com quem se pode falar". A mensagem é clara: Soares abriu pontes de diálogo com o líder do PSD e acha que com ele se pode fazer uma sociedade.
Estes encontros e estas opiniões de Soares são um facto político de primeira magnitude. A velha referência histórica do PS e do País começou a desenvolver uma magistratura de influência que o coloca como potencial artífice de um acordo governativo pós-eleitoral. Pragmático, mestre na negociação política, Soares começou a falar implicitamente daquilo que lhe parece mais óbvio: a constituição de um governo de base alargada, incluindo PS, PSD e CDS. E procura, à partida, limar a aresta praticamente impossível de remover, o restabelecimento do diálogo entre PS e PSD, melhor dizendo, entre Sócrates e Passos Coelho. O ponto da questão está aí: é possível fazer um acordo entre os três partidos com Sócrates na liderança do PS? Soares sabe que é quase impossível, mas também sabe que os resultados eleitorais podem torná-lo incontornável. E a sua sabedoria também lhe diz que, nestas ocasiões, os países não podem ficar reféns das pessoas. Sejam elas quem forem.
Eduardo Dâmaso, director-adjunto, Correio da Manhã, 24-04-2011

Relacionado:

Que sabedoria, que nada! Puro calculismo político!

Turista salva bebé que caiu do 4.º andar de um hotel

Foto: SOL

Uma turista britânica conseguiu apanhar no ar uma bebé de 16 meses que caiu da varanda de um hotel na Flórida, escreve a BBC.
A menina escorregou pelas grades da varanda do 4.º andar do hotel Econo Lodge, em Orlando, mas escapou sem ferimentos devido à rápida acção de Helen Beard.
A turista de 44 anos estava na piscina do hotel quando viu a menina pendurada nas grades. Correu rapidamente para debaixo da varanda e conseguiu agarrar a bebé evitando qualquer ferimento, segundo a BBC.
A britânica ficou com a menina nos braços até à chegada das equipas de emergência.
A mãe da criança, de 20 anos, disse à polícia que tinha deixado a filha no quarto com uma amiga. Enquanto a amiga foi à casa de banho começou a ouvir gritos e percebeu que a porta da varanda estava aberta.
Imagem e Texto: Semanário SOL, 24-04-2011

sábado, 23 de abril de 2011

Dedicada a Yoani Sánchez

 Yoani Sánchez 
  Pueden oir la cancion de los dos venezolanos que se inspiraron en mis textos en:
El primer tema del disco "Ahora o nunca" de Guillermo Carrasco y Pedro Castillo dedicado a Yoani Sánchez.
Mezclado por: Darío Peñaloza y Masterizado por: Jesús Jiménez.
Imágenes cortesía de Jesús Jiménez y Francisco Manigat

25 de abril à Rasca!: Manifestações em Portugal!


Na página do Facebook já são mais de 31 mil os que já confirmaram presença na Manif de Lisboa:


Mário Soares e a maçã de Eva: "Passos Coelho é uma pessoa bem-intencionada com quem se pode falar"


Ana Sá Lopes
Governo e PSD têm de se entender. Esta é a batalha de Mário Soares, o fundador do PS que simpatiza com o líder do PSD. 
O fundador do PS e antigo primeiro-ministro que chamou o FMI em 1983 não alinha na demonização de Passos Coelho promovida por Sócrates e afluentes. Numa longa entrevista ao i regista que teve ultimamente "alguns encontros" com o líder do PSD "para estabelecer algumas pontes necessárias" e "sem dificuldades". Acima do PS, diz, põe "o interesse nacional".

Pedir a intervenção do FMI é mais duro hoje do que quando era primeiro--ministro?
Incomparavelmente mais. A situação é difícil, muito mais difícil do que no meu tempo. No meu tempo tínhamos uma moeda própria, podíamos desvalorizar o escudo. Hoje as coisas estão complicadas, embora tenhamos à frente do FMI - pela primeira vez, acho eu, na história - um socialista francês, de grande prestígio, Dominique Strauss-Khan.

E acha que isso pode ser favorável?
Acho que sim. Ele defende que é preciso conciliar a redução do défice, e do endividamento, público e privado, com medidas de austeridade. Mas, ao mesmo tempo, conseguir dinheiro para investir, fazer crescer a economia do país e reduzir muito o desemprego. Bem como manter as grandes conquistas sociais.

Pensa que um programa FMI vai conseguir manter as grandes conquistas sociais?
Não sei, não faço ideia. Acho que, na UE, essa ideia começa a fazer o seu caminho. Os líderes actuais da UE são todos conservadores, são todos neoliberais, e ainda não perceberam que as coisas estão a mudar no mundo. Começam, contudo, a sentir que pode haver muitas dificuldades, entre a população europeia em geral e os sindicatos, se não houver uma mudança de paradigma. Ninguém quer recuar em relação a tudo aquilo que foi uma das pedras fundamentais do projecto europeu: a justiça social, as conquistas dos trabalhadores e a luta contra a pobreza. Nunca houve no mundo, antes de nós, nada de comparável. Isto não se pode tirar.

Espetáculo! É um fenômeno!

Lula agora é empresário, com registro na Junta Comercial e tudo o mais. Vai ocupar um prédio do PT, sem pagar aluguel, e ainda continuará recebendo R$ 13 mil mensais do partido, sem trabalhar um só dia.
Como todos sabem, o ex-presidente Lula agora é empresário. Em 18 de março, registrou na Junta Comercial de São Paulo seu primeiro empreendimento, que traz na razão social as iniciais do dono: LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. O capital da nova empresa é até baixo. Apenas 100 mil reais, para quem anuncia cobrar R$ 200 mil por palestra.
Na empresa, Lula tem como sócio o amigo, ex-assessor e ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O mesmo Okamotto que, em 2006, disse que pagou do próprio bolso R$ 29 mil de uma dívida de Lula com o PT.
No papel, a sede da firma de Lula é o apartamento do dono, em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, mas o próprio Okamoto já revelou que a empresa será instalada num prédio do PT no bairro do Ipiranga, na capital paulista, onde deveria funcionar o Instituto da Cidadania, mas na verdade nada funciona lá e Lula vai se apropriar do imóvel, sem pagar aluguel.
“Agora o presidente é empresário. Vocês reclamavam que ele não tinha estudado, e agora ele tem alguns títulos de doutor honoris causa”, brinca Okamoto, o único assessor até agora a ficar com o ex-presidente, que pretende contratar também os ex- ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), e a assessora especial Clara Ant.
Outro petista que poderá trabalhar com Lula é o sociólogo Emir Sader, que perdeu a presidência da Casa de Ruy Barbosa, mas pode ser um importante colaborador do Instituto Lula, a ser inaugurado em breve. O instituto, presidido por Paulo Okamoto, atuará numa série de frentes. A Sader caberia o Instituto de Políticas Públicas, que, se vingar, funcionará no Rio de Janeiro.
Bem, com tanta coisa para fazer e tanto faturamento pela frente, Lula deveria devolver o salário de R$ 13 mil que recebe como falso assessor da presidência do PT, com carteira assinada, férias, décimo-terceiro salário, Fundo de Garantia e tudo o mais. Sem trabalhar, Lula conseguiu todos os direitos que a grande maioria dos trabalhadores brasileiros não consegue, apenas sonha. É um fenômeno.
Carlos Newton, Tribuna da Imprensa, 23-04-2011

Governador Sérgio Cabral não foi ao enterro das vítimas de Realengo. Preferiu assistir ao U2...

Fala Ricardo Gama:
É gente, esse é o FANFARRÃO do Sérgio Cabral, ausente no enterro das vítimas do massacre de Realengo por "problemas de saúde", foi flagrado todo alegre, contente e dançando no show do U2 em São Paulo.

Fernando Altério e Sergio Cabral no show do U2. Foto: Vivi Mascaro
http://colunistas.ig.com.br/vivimascaro/?s=S%C3%A9rgio+Cabral

A presidentA também não foi, Ricardo:
Dilma desiste de ir ao velório das vítimas de Realengo para se encontrar com os músicos do U2
Leia no site ucho.info

Óbidos, cidadezinha medieval, abril de 2011

Foto: Waugsberg, novembro de 2007

Óbidos é uma vila portuguesa no distrito de Leiria, região Centro e sub-região do Oeste fazendo parte da Região de Turismo do Oeste, com cerca de 3 100 habitantes.
É sede de um município com 142,17 km² de área e 10 875 habitantes (2001), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a nordeste e leste pelo município das Caldas da Rainha, a sul pelo Bombarral, a sudoeste pela Lourinhã, a oeste por Peniche e a noroeste tem costa no oceano Atlântico.
Fonte: Wikipédia 

Foto: Luis Carlos Torres

Termos e Expressões Esquerdistas

O site Mídia@Midia acaba de lançar um Pequeno Dicionário de Termos e Expressões Esquerdistas. Selecionei alguns verbetes que seguem após este prólogo. Para ler tudo clique AQUI


O autor utiliza o humor para desconstruir as bobagens do esquerdismo que são levadas a sério pelos jornalistas idiotizados pela ideologia. Note que os termos e expressões listados abaixo estão todos os dias em todos os textos dos jornalões e na boca dos apresentadores das televisões TV. A coisa fica mais ridícula quando se vê o casal do Jornal Nacional empostar a voz quando usa um desses termos consagrados pela boçalidade do esquerdismo aparece no teleprompter.
Desopile dando boas risadas e aproveite para enviar este post para os seus amigos utilizando as ferramentas de compartilhamento ou email que se encontram sempre ao final de cada post.
ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA: expressão vaga referente efetivamente a alguma “abertura de arquivo da ditadura”, excetuando-se qualquer um que contenha informações sobre Dilma Rousseff.
ABORTO: método contraceptivo comum na Vila Madalena.
ANISTIA: o mesmo que crédito ou título resgatável em longo prazo; bolada; mamata; tetinha; carne assada.
ANISTIADO POLÍTICO: completo desconhecido a quem todo brasileiro deve alguma coisa mesmo sem saber por quê.
AQUECIMENTO GLOBAL: o mesmo que “resfriamento global”; designa todo e qualquer estado natural, com ou sem alteração de temperatura, de importância real ou imaginária; no jargão científico, “balaio de gato”. Publicidade: oportunidade; dinheiro fácil. "Vamos ter um verdadeiro aquecimento global no setor de eletrônicos este ano": o mesmo que “Vamos ganhar muito dinheiro sem fazer nada".

Contra o "politicamente correto"!

Iniciei minha vida profissional, como jornalista, em 1980. Ainda estávamos no regime militar - que hoje é conhecido como ditadura. Não havia mais censura. O cerceamento da nossa liberdade de expressão era mais sutil. E provinha dos dois lados. Num deles estava o poder. No outro, a "patrulha ideológica" da oposição. O pessoal do poder achava que tudo o que fazia era certo. Se alguém discordasse, só podia ser por ignorância ou má-fé. Já a patrulha entendia o mesmo, só que com os sinais trocados.
Mas havia ao menos certa ética na lide. Mil vezes ouvimos de nossos mestres do jornalismo: "Informação é informação; opinião é opinião. Misturar as duas coisas é antiprofissional. Distorcer a primeira para valorizar a segunda, então, é imoral".
Tudo bem. Em momentos de exceção, como aqueles, o maniqueísmo brotava naturalmente. Ser radical parecia ser a única saída. Era comum ouvir frases do tipo: "Quem não é meu amigo é meu inimigo". Ou até: "Quem é inimigo do meu inimigo é meu amigo". Era preto ou branco. Não existia cinza.
O que me surpreende hoje em dia é que, depois de 26 anos de convivência democrática, ainda haja gente que pense assim. A "patrulha" agora tem um nome mais pomposo: "correção política". Quer dizer, abolição do nosso vocabulário de todas as palavras que tragam embutidos algum preconceito ou discriminação. Ou seja, quase tudo.

Bagão Félix quer medidas exemplares para diminuir a despesa

O ex-ministro das Finanças António Bagão Félix defendeu hoje em Vila de Rei que o Estado deve dar o exemplo na aplicação das medidas de austeridade, conquistando assim a compreensão e apoio dos cidadãos a esse esforço de contenção orçamental.



“As pessoas simples até estão dispostas a sacrifícios se perceberem que são para todos e são aplicados de maneira justa”, afirmou o economista em Vila de Rei, no encerramento de um ciclo de acções de formação sobre as implicações do Orçamento do Estado nas autarquias.

A extinção dos governos civis, de institutos, fundações e a redução do número de deputados são algumas das medidas que, na opinião do economista e membro do Conselho de Estado, ajudariam a diminuir a despesa, mas também a dar o exemplo de que o Estado assume a austeridade no seu funcionamento interno.

Bagão Félix deu mesmo o exemplo da extinção de alguns organismos estatais distritais, considerando que o Estado deve reduzir o seu peso.

“Se hoje por hipótese desaparece-se o Instituto Português da Juventude alguém dava por ela no país?” – questionou.

No que respeita à eventual redução do número de autarquias, Bagão Félix considera que existem freguesias a mais pelo que, “mais cedo ou mais tarde”, o mapa terá de ser revisto, mas sem prejudicar as zonas mais desertificadas do país.

Bagão Félix diz ainda que concentrar a revisão das leis laborais na liberalização dos despedimentos é “errado e injusto” para os trabalhadores.

Até porque, com a atual legislação, “não é difícil despedir em Portugal”, assegurou Bagão Félix, comentando assim algumas das propostas que estão a ser negociadas por Portugal para garantir um resgate financeiro.

A ‘troika’ composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 06 de abril.
Destak, 23-04-2011

A doutrinação esquerdista no Brasil

Márcio Leopoldo Maciel
Ele é um dos maiores sucessos do mercado editorial brasileiro.
Em 2007, segundo dados da Revista Época, seus livros alcançaram 10 milhões de exemplares vendidos. 

De acordo com seu editor, eles são usados por mais de 50 mil professores, tanto em escolas públicas, quanto em escolas privadas. Desde 1998, estimativas do MEC, mais de 20 milhões de estudantes usaram a coleção de livros didáticos. O MEC contribui bastante, só em 2005 adquiriu 3,5 milhões de exemplares. 

Em 2010 as compras foram modestas, mesmo assim, o MEC gastou 2,5 milhões de reais na compra de 77 mil exemplares do volume único para o Ensino Médio. Parece pouco, mas esses números colocam o título entre os mais comprados em 2010 pelo MEC para o ensino de História. Assim, a dicotomia abaixo é conhecida pela maioria dos estudantes brasileiros.



A eleição do intendente

Não sei o que é mais humilhante: se a bancarrota em si própria, se a sujeição total e absoluta a um caminho que não se escolheu
Criação: blogue "wehavekaosinthegarden.blogspot.com"
1. Esta eleição vai ser mesmo sui generis. O normal é haver programas (embora todos saibamos como são cada vez mais enganadores) que nos criam a ilusão de uma escolha, de uma espécie de começar de novo, redentor e capaz de lavar tudo o que estava mal e nos fazia mal enquanto povo. Também é normal escolher o líder que julgamos ser o melhor para conduzir o País num determinado momento e, mal ou bem, há sempre um debate mais ou menos acalorado, no qual é suposto descortinar diferenças e avaliar personalidades. Desta vez, nada vai ser assim. Vamos ter candidatos a primeiro-ministro, mas nenhum deles será líder. Teremos, certamente, o debate mais feroz de todos os tempos, mas incapaz de estabelecer diferenças programáticas reais e não teremos qualquer hipótese de discutir um programa, porque esse programa já estará decidido antes de metermos o nosso voto na urna. Ou seja, no final de maio, quando começar formalmente a campanha eleitoral, União Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e PS, PSD e CDS já terão assinado o pacote de malfeitorias a aceitar em troca da "ajuda" para evitar a bancarrota do País. Aos eleitores não restará nada se não eleger um intendente para executar o pacote e quedar-se pelo debate mesquinho em torno da fulanização e da culpa. Não sei o que é mais humilhante: se a bancarrota em si própria, se a sujeição total e absoluta de um povo que vive em democracia a um caminho que não teve qualquer oportunidade de escolher.

Acredito que é possível viver uma relação sem enjoar o marido

Não escolhemos por quem nos apaixonamos, mas escolhemos quem amamos. Para quem se casou cedo, o assunto fica arrumado? Nem sempre. Há quem acerte à primeira, há quem acerte à segunda e há quem nunca acerte. E há quem tenha feitio para o casamento e quem não tenha.
Estar casado dá trabalho, requer tempo, investimento, capacidade de adaptação e espírito de sacrifício. O casamento é um contrato que, a ser levado para a frente, deve incluir algum sentido de missão. E, depois, é descomplicar o mais possível, encarar o dia a dia com boa cara, trocar as voltas à rotina, cuidar do outro, ouvi-lo, aturá-lo, aprender a viver com os defeitos que ele trouxe para casa e os traumas que transportou para a relação. É preciso ter endurance, qual peregrino que atravessa o deserto, sem perder o ânimo nem a coragem. Citando a sábia Agustina Bessa-Luís: «Enjoaste o teu marido? Aguenta».
E como é a vida de quem, vivendo solteiro um grande amor, sonha com uma vida a dois? Também pode ser uma travessia no deserto, se o outro não sabe bem o que quer ou quer mas não pode, ou mora longe, ou a vida não deixa. Neste caso, o melhor é esperar sem esperar, deixar correr e desejar o melhor para nós e para o mundo. Neste caso, só atravessa o deserto quem quer, quem acredita que do outro lado está mesmo a Terra Prometida, que não pode ser confundida com os oásis que vamos encontrando pelo caminho nem com as miragens que o nosso coração fabrica quando o cansaço nos tolda a lucidez.

More power to the flying people - A new rule will require airlines to pay up to $1,300 for bumping passengers from oversold flights

IT WOULD seem to make sense for an airline to refund baggage-handling fees if it has lost your luggage. Yet this is not the case in the United States, where carriers have to pay a reasonable amount for losing, damaging or delaying luggage, but do not have to return any extra handling fees. However, a tougher version of the Department of Transportation’s Passenger Protections Rule will soon change this, and also require airlines to pay for bumping passengers from oversold flights. The new fees, slated to take effect later this year, will see displaced passengers receiving double their ticket price, up to a maximum of $800 instead of the current $400, if the airline can get them to their destination within a reasonable amount of time (defined as within one to two hours of the schedule for domestic flights and within one to four hours for international flights). Passengers stalled for longer periods will receive four times the ticket price, up to a maximum of $1,300.
Other new requirements include the prominent disclosure of all potential fees on airline websites, and the inclusion of government taxes in every advertised fare. The existing ruling about fines for tarmac delays will also be expanded. Currently airlines are charged $27,500 per passenger when a domestic flight is delayed on the tarmac for more than three hours. These rules will now include a four-hour time limit for international flights, unless for reasons of safety, security and air-traffic control (which seems to cover everything!).
The changes have left Jim Maloway, a Canadian politician, hoping to reintroduce his Canadian Passengers Bill of Rights, first brought forward in autumn 2009. “In some respects, [the U.S.] penalties are more harsh, more severe, than my compensation requirements,” said Mr Maloway. He plans to submit his bill for a third time if re-elected in the May 3rd federal election. Under Mr Maloway's proposal, passengers would be directly compensated for tarmac delays. “The passenger who has been stuck on the airplane for extended periods of hours would rather have $100 an hour in his or her pocket than a $27,000 fine to the airline, payable to the Government of Canada." Something tells Gulliver the airlines would recoup the lost money one way or another, regardless of who they pay.
A.H., Toronto, The Economist, April 22nd, 2011

José Sócrates: o pastor da IURD

No congresso do PS em Matosinhos, José Sócrates deu imensas «garantias» sobre variadíssimas coisas. E fê-lo cheio de convicção, como se acreditasse no que dizia. E os que o escutavam pareciam também acreditar.

Não seria aquele o mesmo homem que, dois dias antes de pedir ajuda externa, afirmava que Portugal não precisaria de fazer nenhum empréstimo ao estrangeiro?

Em Matosinhos, Sócrates proclamou também que o PS vai salvar o país da crise em que a «irresponsabilidade da oposição» o mergulhou.

E atacava o comportamento do PSD, enfatizando: «Nós não vamos deixar que se esqueça o passado». E dizia isto sem se rir. Como se não fosse o mesmo homem que chefiou o Governo durante os últimos seis anos. Sócrates dirá estas coisas com convicção ou com calculado cinismo? Fá-lo-á inconscientemente ou terá plena consciência do que está a fazer? Estará alucinado ou será um propagandista bem ciente do seu papel? O caso é grave.

Ao assistir ao que se passava naquele salão de Matosinhos, eu interrogava-me: o PS não corre o risco de ser empurrado para uma aventura por um homem obcecado, megalómano e ansioso por uma revanche? Aquele ambiente de hiper-excitação e glorificação acéfala do líder não será o prenúncio do fim? 

SERÁ que no PS está tudo bom da cabeça?
Será que o PS se esqueceu de que, nos últimos 15 anos, esteve 12 no poder?
E de que valem as garantias de alguém que, por isto ou por aquilo, não cumpriu quase nenhuma das promessas que fez?

Os Bombeiros Militares do Rio de Janeiro escrevem uma página histórica no Livro de Honra


No dia 21 de abril de 2011 os Bombeiros Militares do Rio de Janeiro deram continuidade à mobilização desenvolvida nos dias 17 de abril (Copacabana) e 19 de abril (Largo do  Machado - Palácio GB). Os heróis tentaram entrar em seus quartéis, onde permaneceriam por todo feriadão, saindo para o serviço e retornando para o quartel. Os comandos impediram, o que fez com que eles optassem por permanecerem do lado de fora, dormindo ao relento. Esse vídeo amador foi produzido pelo Coronel de Polícia Paúl, que participou da mobilização em frente ao 2º GMAR (Barra da Tijuca).

Título, Texto e Vídeo: Paulo Ricardo Paúl

Para além da guerra - A intervenção atual não é suficiente para fazer cair Kadhafi

O editorial sobre a Líbia, que os presidentes dos EUA e da França, mais o primeiro-ministro britânico, publicaram há uns dias não tem merecido a atenção que deveria. Na minha leitura, trata-se de uma maneira moderna, bem embalada num conjunto de motivos nobres, de fazer o que os grandes Estados sempre fizeram: impor ultimatos e declarar a guerra.
Estamos, no entanto, perante apostas de alto risco. Houve, no passado recente, outros ultimatos, nem sempre bem-sucedidos. Lembro-me, depois da farsa eleitoral de 2002, que Blair e outros europeus deram um prazo a Mugabe, para que deixasse o poder. A verdade é que o velho ditador continua a dar cartas. As nações ocidentais acabaram por ter de encontrar uma plataforma de acomodação com o regime. Receio que o mesmo venha a acontecer com o Coronel. Não creio ser possível sustentar a operação da NATO por muito tempo. Por outro lado, a intervenção atual não é suficiente para o fazer cair. Para tal, seria necessário destacar tropas estrangeiras para o terreno, uma hipótese impensável
Fico com a impressão de que a posição dos três líderes é de consumo corrente, para eleitor ver e pouco mais. Ou seja, como se tornou hábito, fazem-se grandes declarações, hoje, na base de princípios humanitários, sem uma estratégia para amanhã. É a política em alta velocidade e de memória curta.

Se escola fosse estádio e educação fosse Copa...

Jorge Portugal
Passeio, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.
Há semanas o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o "circo da copa" em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados, pois imediatamente retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.

Canteiro de obras da reconstrução do Estádio da Fonte Nova,
em Salvador, foto: LOC/Divulgação
Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É... pois se todo o mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?

Mario Vargas Llosa: “ Las grandes reformas que ha aprovechado Lula las hace Cardoso. El es el gran estadista.”

Martín Granovsky y  Silvina Friera

“Los socialdemócratas tienen debilidades colectivistas”

Mario Vargas Llosa, foto: Pablo Piovano
Defendió a Von Hayek y Friedman, los ultraderechistas que respaldaron a Pinochet y fundaron la Sociedad Mont Pelerin que lo invitó a la Argentina. Pero dijo que él nunca apoyó a una dictadura. Una entrevista con Vargas Llosa sobre la economía, Lula, Cardoso, el Estado, los liberales, Sudamérica, Humala y Dostoievski.
Si tiene que quedarse con un solo libro sabe cuál es: La guerra y la paz, de León Tolstoi. Conoce su próximo voto en el ballottage peruano: será por Ollanta Humala y no por Keiko, la hija del dictador Alberto Fujimori. Confiesa que se siente perplejo sobre la crisis económica internacional. Y, quizá porque la provoca, acepta la polémica.
Mario Vargas Llosa vino a Buenos Aires para dar una conferencia en la Feria del Libro (ver página 5) y participar de una reunión de la Mont Pelerin Society, fundada en 1947, entre otros, por los economistas Milton Friedman y Friedrich von Hayek y presidida hoy por el neocelandés ultraconservador Kenneth Minogue, profesor de Ciencia Política en la London School of Economics. Los visitantes fueron agasajados por Mauricio Macri y discutieron un tema que los preocupa: “El desafío populista a la libertad latinoamericana”.
A las 10 de la mañana de ayer, cuando recibió a Página/12 en la suite presidencial del Sheraton, la bruma caía sobre Retiro. Vargas Llosa miró el paisaje desde la ventana dos veces, al llegar y antes de irse. En el medio concedió un reportaje que aquí se transcribe en el orden exacto en que fue realizado y entero, incluyendo su crítica a la Revolución Cubana y hasta la curiosa forma en que el escritor se refirió a su idolatrado Fernando Henrique Cardoso, el ex presidente brasileño: Henríquez.
- En El sueño del Celta un personaje dice: “Se puede ser un gran escritor y un timorato en asuntos políticos”. ¿Qué piensa usted de la frase?
  El personaje a quien se refiere es Joseph Conrad y no Roger Casement. Conrad era timorato políticamente por una razón obvia: era un recién venido a la nacionalidad británica. Por otra parte, tenía esa especie de lealtad perruna que tiene un inmigrante de primera generación al país que ha hecho suyo, que lo ha acogido y al que se ha integrado. Aunque eran muy amigos, el hecho de que Casement optara por Alemania en la Primera Guerra Mundial, un país al que, por razones obvias, los polacos...