sábado, 24 de dezembro de 2011

As mais lidas do blogue (24 de dezembro de 2011)


Ministro deseja que portugueses tenham acesso a um serviço de saúde universal


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que gostaria que em 2012 todos os portugueses tivessem acesso a um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e com qualidade.
"Gostava que no próximo ano de 2012 todos os portugueses tivessem um SNS com qualidade, (…) com a manutenção de possibilidade de acesso e, sobretudo, com universalidade e cobrindo todos os cidadãos de uma maneira geral, mas sobretudo os mais vulneráveis", disse o ministro em declarações aos jornalistas, quando questionado sobre a prenda que gostaria de oferecer aos portugueses este Natal.
Paulo Macedo falava à margem de uma cerimónia no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, em que o presidente do grupo Controlinveste Media, Joaquim Oliveira, ofereceu aos hospitais públicos portugueses a possibilidade de passarem a ver gratuitamente a SportTV.
"A partir de agora, todos os hospitais públicos podem oferecer aos seus doentes – se assim o quiserem e se se dotarem dos requisitos técnicos necessários – a programação da SportTV sem qualquer custo para o Estado", afirmou Joaquim Oliveira durante a cerimónia.
O ministro da Saúde afirmou que a oferta "vai tornar melhor a estadia dos doentes" nos hospitais, proporcionando-lhes momentos lúdicos "e até de distração”
A cerimónia também contou com a presença do presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (hospitais de Santa Maria e Pulido Valente), João Álvaro Correia da Cunha.
Na ocasião, Correia da Cunha afirmou que "a vontade de continuar a prestar os cuidados de saúde aos portugueses é uma vontade que anima" os profissionais destes dois hospitais, "mesmo neste tempo tão difícil".
Título e Texto: Sapo Notícias, 24-12-2011

Paulo Macedo esteve hoje com o presidente do grupo Controlinveste Media, Joaquim Oliveira, que ofereceu aos hospitais públicos portugueses a possibilidade de passarem a ver gratuitamente a SportTV.

Um detalhe, sem dúvida. Mas é com detalhes como este que se fará a diferença! Vamos em frente, gente! Vamos tratorar as cassandras e as carpideiras!

Portugal e Socialismo: como a coisa funciona ao rés-do-chão


Ramiro Marques

Viciados em Socialismo

Os professores são, a par dos enfermeiros, um grupo profissional que se habituou à ideia de que o Estado tem a obrigação de dar emprego certo, permanente e seguro a todos os diplomados que deixam as universidades e politécnicos com um diploma que diz "licenciado ou mestre em ensino ou em enfermagem".

Durante décadas, assim foi. Os governos ficaram reféns dos sindicatos e dos interesses corporativos e foram insuflando a bolha dos serviços públicos, inchando-a para acomodar todos os diplomados em ensino e enfermagem que, anos após ano, iam saindo das universidades e politécnicos com um diploma na mão.

Escudados em estatutos da carreira que eram autênticas vias rápidas para o topo, o vício do socialismo entranhou-se nestes dois grupos profissionais. A pouco e pouco, a fraqueza dos governos foi acomodando e formatando os serviços públicos de educação e saúde aos interesses corporativos e à cultura dos direitos adquiridos e do emprego certo para toda a vida. A pressão dos sindicatos e a fraqueza dos governantes foram criando mil e um regulamentos, normas e regimes de exceção que tornaram os sistemas autênticos monstros ao serviço das clientelas corporativas, aumentando-lhes o tamanho ao ritmo das pressões dos que também queriam entrar neles. Até que o socialismo estoirou como estoira sempre que o dinheiro dos outros acaba.

E estoirou em junho de 2011 quando o Governo Socialista, incapaz de cumprir os compromissos com os salários e pensões, se viu obrigado a pedir assistência financeira à troika.
Foi então que a bolha começou a minguar. Não por vontade dos governantes; apenas porque o dinheiro acabou e a troika obriga a um programa de emagrecimento.

De repente, o mundo dos professores e enfermeiros começou a ruir. Um mundo laboriosamente construído com o dinheiro dos outros e que era um paraíso, sempre em construção, na direção da perfeição, pendurado num Céu de direitos adquiridos e conquistas civilizacionais.

Milícias partidárias na favela nacional - Uma "UPP" no Planalto?

Sandra Cavalcanti
Após meio século de descaso e equivocada visão social, as autoridades da cidade do Rio de Janeiro estão tentando uma solução mais legal e menos populista. Sem ideologias nem objetivos eleitoreiros, elas entenderam, afinal, que é impossível manter comunidades "diferenciadas" dentro de uma área urbana sem ferir a igualdade dos cidadãos. A inclusão social dos moradores das metrópoles depende inteiramente da inclusão legal.
A inclusão legal significa o seguinte: para ser um cidadão urbano legal o cidadão deve morar em imóvel legalmente construído, seja próprio ou alugado; e deve também pagar todos os impostos, taxas e tarifas fixados por lei. Ou seja, todos os serviços dos quais é usuário: de água, de esgotos, de energia, de iluminação pública, de limpeza urbana, de coleta de lixo e de telefone. Exatamente como os demais cidadãos de sua cidade.
Essa sua contribuição lhe permite exigir retribuições: escolas de primeiro e segundo grau, postos de saúde, postos policiais, transporte coletivo oficialmente registrado, atendimentos de emergência, redes de esgotos, Correios, vigilância sanitária, vias de acesso com segurança, enfim, todo um conjunto de benefícios. Nada de favores do poder público! Hoje, na quase totalidade das favelas, quando alguns desses serviços existem, são considerados "bondades" oferecidas pelos que ali exercem o poder paralelo! Cobram o que querem, dão ordens às famílias, apavoram as mães, aliciam os jovens e os corrompem, fabricando bandidos...
A ilegalidade consentida foi piorando muito ao longo dos anos. Chegou ao seu auge na década de 1980, quando o então governador Leonel Brizola entregou as favelas do Rio, como capitanias hereditárias, aos seus associados políticos. Fez mais: proibiu que qualquer autoridade subisse os morros ou entrasse em suas vielas para estabelecer a ordem pública ou dar segurança aos seus moradores.

Foto: Gabriel Paiva/O Globo

A esposa surda…


Um homem telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.
A atendente pergunta:
- Qual o problema da sua esposa?
- Surdez! Não ouve quase nada.
- Então, o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la fará um teste, para facilitar o diagnóstico do médico. Sem que ela esteja olhando, o senhor, a uma certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouví-lo. Então, quando vier, dirá ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Certo?
- Está certo.
À noite, enquanto a mulher preparava o jantar, o senhor decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou:
Estou a 10 metros de distância. Vai ser agora!
- Júlia, o que temos para o jantar?
Nada. Silêncio. Aproxima-se a 5 metros
- Júlia, o que temos para jantar? Nada. Silêncio.
Fica a 3 metros de distância:
- Júlia, o que temos para o jantar?
Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Júlia! O que temos para o jantar?
- Frango! É a quarta vez que eu respondo!

Normalmente, na vida, pensamos que as deficiências são dos outros e nunca nossas…

Agressividade de crônicas


Geraldo Almendra
Agradeço a todos que mesmo achando meus textos agressivos têm a coragem de retransmiti-los.
Como réplica, que procura ser construtiva, enfatizo o que entendo por agressividade:
1) A morte de mais de 150 pessoas por dia por força das consequências diretas do roubo de mais de 700 bilhões de reais dos contribuintes durante os últimos doze anos;
2) A transformação do Poder Público em um covil de bandidos;
3) Um patife roubar um crucifixo de um gabinete presidencial e não ser preso por isso e nem questionado pela sociedade sobre a imoralidade e a ilegalidade do seu ato que serviu e continua servindo de exemplo para os atos ilícitos de milhares de corruptos que degeneram as relações públicas e privadas;
4) O maior golpe da Fraude da Abertura Democrática – patrocinado pelo STF - resultante de sua descarada proteção aos bandidos do Mensalão, deixando impunes 41 meliantes que deveriam cumprir pena máxima em uma cadeia mas que, de fato, fizeram e continuam fazendo toda uma nação terra de idiotas e imbecis que aceitaram sem contestação o Poder Legislativo ter se vendido para assumir o papel de lacaio do Poder Executivo mais safado e mais corrupto de nossa história.
5) A transformação de toda uma geração de adolescentes em seguidores de posturas prostitutas com o aconselhamento do Próprio Estado;
6) A transformação das universidades Federais em campos de treinamento para seguidores dos mais sórdidos representantes da política;
7) Milhares de esclarecidos canalhas que avalizam com suas atitudes omissas ou cúmplices a transformação do Brasil em uma Republiqueta de Canalhas;
8) A hipocrisia, a leviandade, a falsidade e a covardia de oligarquias e burguesias de ladrões e pulhas que se uniram para transformar a Abertura Democrática em uma vergonhosa fraude;

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mensagem natalina de Olavo de Carvalho


Olavo de Carvalho
Todo mundo sabe que os dias que antecedem o Natal são os mais angustiantes do ano. Todas as cobiças, todas as frustrações, todas as neuroses familiares, todos os rancores que o ritual do trabalho diário encobria, vêm à tona nessa ocasião, excitados pela corrida às compras, pelo saldo em vermelho, pela disputa de prioridade nas visitas dadas e recebidas, por mil e uma solicitações inatendíveis que nos mostram, mais que qualquer dificuldade rotineira, o que há de intrinsecamente constrangedor e decepcionante na vida humana.

Movidos pelo automatismo dos lugares-comuns, muitos são os que, nesses dias, enfatizam o contraste entre a agitação mundana e um idealizado “espírito de Natal” que, imaginam, deve ter prevalecido em épocas mais doces ou há de prevalecer na sociedade perfeita que sonham criar à sua própria imagem e semelhança.

No entanto, nada expressa melhor o sentido do Natal do que essa angústia, essa inquietação, esse pressentimento sombrio que antecedem o nascimento de Cristo.

É um simbolismo eterno que se repete nos fatos materiais da vida.

Os dias que precedem o Natal são os da matança dos inocentes, da fuga para o deserto, da Sagrada Família a bater em vão de porta em porta, em demanda de um abrigo inexistente.

Um Deus vai nascer. O mundo treme e se apressa, como Herodes, para tentar matá-Lo.

Não poderiam ser dias felizes. São os mais inquietantes do ano. Nem mesmo a Sexta-Feira Santa é tão triste, porque o fato da morte vem com a certeza da Ressurreição. Mas, quando um Deus vai nascer, tudo é incerto. O nascimento de um Deus é a morte de um mundo – de um mundo que não voltará à existência depois de haver-se dissipado no nada. E ainda não se sabe o que virá depois. Tudo aí é possível: as esperanças mais insensatas acotovelam-se aos temores mais alarmantes, na expectativa de algo que não se sabe o que é, mas que será decisivo. É a hora antes da aurora, a hora do lobo: o predador, no lusco-fusco, ainda não sabe se vai caçar ou ser caçado.

As greves da CGTP/PCP


Maquinistas da CP, empresa pública, estão em greve. Começaram hoje, dia 23 de dezembro, e vão até domingo, dia 25.
Eu ainda não percebi as razões dessa greve.  Parece que é uma greve contra processos disciplinares resultantes da última greve. Se alguém puder me explicar terá o meu eterno reconhecimento.
Sou absolutamente favorável ao direito de greve, mas como todo o direito, não é absoluto. Muito menos quando os motivos são absolutamente ideológicos. Nada a ver com direitos de trabalhadores, nada a ver.
Os instigadores dessa greve devem pertencer, com certeza, à mesma família  dos trabalhadores da EDP:
Os trabalhadores da EDP criticaram hoje a venda de 21,35 por cento da empresa aos chineses da Three Gorges por sacrificar "simultaneamente os direitos dos seus trabalhadores e os direitos dos consumidores portugueses".
Mas, não sei não, posso estar enganado, posso estar viajando na maionese, algo me diz que, desta vez, a malta disparou um tiro no próprio pé!


2011: um ano inusitado


Dora Kramer
Pode-se dizer qualquer coisa a respeito do ano de 2011, menos que tenha sido igual a tantos outros: começou com a posse da primeira mulher presidente do Brasil, transcorreu sob a égide de escândalos de corrupção no Executivo e termina com o Judiciário em chamas.
O destaque do Legislativo deu-se pela negativa de suas funções: fez andar projetos importantes, como o Código Florestal e a Lei de Acesso à Informação, mas atuou sempre a reboque do Palácio do Planalto, protegeu quem não deveria ser protegido e não fez o que se esperava: reforma política e mudanças internas para corrigir deformações que o tornaram protagonista de denúncias nos dois anos anteriores.
A marca na política evidentemente foram os escândalos em série que provocaram a queda de seis ministros suspeitos de, no mínimo, serem omissos com casos de corrupção ocorridos debaixo dos respectivos narizes.
O sétimo (Nelson Jobim) caiu por efeito de incontinência verbal e o oitavo (Fernando Pimentel) se segura na batuta da presidente Dilma Rousseff, esgueirando-se pelos cantos a fim de evitar dar explicações a respeito de mal explicados serviços de consultoria.
Fato é que entre maio e dezembro desabaram sete na catarata ministerial: um por mês. Só isso já faria de 2011 um ano inusitado, diferente de tudo o que já se viu, muito embora os escândalos sejam motivados pelo já devidamente conhecido.
São produto de um passivo acumulado nos oito anos dos governos Luiz Inácio da Silva, durante os quais não houve a menor preocupação com a probidade, a impessoalidade, a legalidade e a transparência como critérios para o preenchimento de cargos e a condução das políticas nos ministérios.

Les Petits Chanteurs à La Croix de Bois chantent "Douce Nuit"


Les Petits Chanteurs à La Croix de Bois dirigés par Rodolphe Pierrepont chantent Douce Nuit, Sainte Nuit de Franz Gruber. (Enregistré en 1991, Concert de Noël d'Antenne 2).

Les Petits Chanteurs à La Croix de Bois conducted by Rodolphe Pierrepont sing Franz Gruber's Douce Nuit, Sainte Nuit (Silent night). (Filmed in 1991, French TV Christmas Concert).

Les Petits Chanteurs à la Croix de Bois von Rodolphe Pierrepont geleiteten singen Stille nacht Nacht, Heilige Nacht von Franz Gruber. (1991 aufgenommen, Weinachtskonzert des französischen Fernsehens).

http://www.lespetitschanteursalacroixdebois.com/accueil

Spanair - Un encuentro inesperado


A las 20.30 horas del miércoles día 21 de diciembre, nada menos que a 10.700 metros de altitud, los 173 pasajeros del JK6474 entre Barcelona y A Coruña no dieron crédito a lo que estaban viviendo. Su avión se cruzó en pleno vuelo con el mismísimo Papá Noel...

Aposentados: convocação para 2012!


Como não sei quem são os aposentados da minha lista, vou repassar a todos esta convocação: O ano 2012 é um ano de eleição, ficam todos os brasileiros da minha lista de amigos e os das suas listas convocados a não reeleger os políticos corruptos e aqueles cheios de má vontade em reajustar os proventos dos aposentados e pensionistas do regime geral da Previdência Social (RGPS). E mais, os aposentados e pensionistas estarão convocados ainda para no ínicio do próximo ano a fazer um mutirão de trocas de e-mail para sabermos quem fará parte deste movimento, precisamos mostrar a nossa força, não podemos ficar esperando pela Cobap e suas federações que nada fazem em favor do aposentados, tem até algumas cujos presidentes são atuantes, mas a maioria é só “come e dorme”. Dos dirigentes sindicais não podemos esperar nada, eles só querem os nossos votos, para se elegerem, como foi o caso do sr. Luiz Inácio da Silva (vulgo Lula) e seus apaniguados, Paulo Paim e outros, que fingem que estão do nosso lado mas que na hora "H" estão mesmo é do lado do governo! Se nós não lutarmos por nós, os políticos e sindicalistas é que não vão lutar mesmo. Nunca, jamais!
Feliz Natal a todos extensivo aos familiares.
Abraços Natalinos,
Aderval Pires Gomes, 23-12-2011
PS: Este e-mail vai para a Cobap e todas as federações.

"Mais um ano e os aposentados do Aerus continuam esperando que o Governo acorde."

“Eu aproveito – ainda tenho dois minutos – para destacar, Senador Paulo Paim, que estamos vencendo mais um ano e os aposentados do Aerus continuam esperando que o Governo acorde e abra a alma para entender que há trabalhadores aposentados sendo castigados pela insensibilidade oficial."
Senador Alvaro Dias, ao final do seu discurso no Plenário do Senado Federal, 22 de dezembro de 2011

Foto: Pedro França/Agência Senado

Em comunicação de liderança, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) informou, nesta quinta-feira (22) em Plenário, que muitos estudantes manifestaram junto a seu gabinete indignação com relação ao resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja divulgação foi feita antecipadamente este mês.
De acordo com o parlamentar, os alunos questionam os critérios de correção das provas de redação. Ele citou o exemplo do estudante mineiro Fernando Machado Furtado, ex-aluno da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, aluno de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aprovado na segunda fase do atual vestubular da Universidade de Campinas (Unicamp), cuja nota na avaliação de redação foi inferior a um quarto do valor total.
Em comunicação enviada ao senador, o estudante pergunta como explicar que um ex-aluno da USP, atual aluno da UFMG, aprovado na segunda fase do vestibular da Unicamp - no qual há três provas de redação e não usa a nota obtida no Enem - pode receber nota inferior a 25%. Ele indaga, também, por que não tem direito à revisão da nota.
No mesmo pronunciamento, o parlamentar lamentou que o ano termine sem uma solução para os aposentados do fundo de pensão Aerus.
Texto: Redação/Agência Senado, 22-12-2011

Olhando para cima


João Bosco Leal
De uma amiga recebi um e-mail retratando um falcão, um morcego e um zangão em situações parecidas.
O falcão havia sido colocado em um cercado de tela com o diâmetro de um metro quadrado onde, apesar da parte superior ser totalmente aberta, ele se tornara prisioneiro, simplesmente por estar acostumado a dar uma pequena corrida em terra antes de alçar vôo. Sem o espaço para sua corrida, permanecia prisioneiro de uma cela sem teto, sem ao menos tentar bater suas asas e voar.
O morcego, famoso por suas habilidades e agilidades no ar, acostumado a se lançar em vôo para baixo, quando colocado em um piso totalmente nivelado não consegue sair, andando de forma confusa, procurando alguma pequena elevação de onde possa se lançar ao vôo, sem sequer experimentar jogar-se para cima e bater suas asas.
O zangão colocado em um pote com a tampa aberta lá permanecerá até sua morte, totalmente destruído, por persistir na tentativa de sair pelas laterais próximas ao fundo, onde não há saída, jogando-se contra as paredes do vidro sem buscar a saída pelo alto.
Existem pessoas que se comportam como o falcão, o morcego e o zangão, atirando-se contra obstáculos sem buscar outras possíveis saídas para seus problemas.
E mesmo quando nenhuma saída é encontrada, são incapazes de olhar para uma que sempre existiu, existe e existirá, aquela que está acima de tudo e de todos. Olhe para cima certamente a encontrará.
Imagino um pai, de qualquer raça, origem, posição social, financeira, cultura e educação. Ele é incapaz de impor a seu filho uma carga maior do que a que ele poderá suportar. Assim penso do meu, o mesmo de todos.

As reacções à venda da EDP mostram que a paróquia manhosa se sente ameaçada


António Ribeiro Ferreira
Meu Deus. O que aí vem. A EDP foi vendida a uma empresa estatal chinesa, Portugal recebe uma verba extraordinária pela participação de 21,35% na eléctrica nacional e estarão garantidos investimentos fabulosos na economia nacional. É todo um mundo de negócios que se abre para um país que caiu na bancarrota e teve de recorrer à ajuda externa para cumprir com as suas obrigações essenciais. É claro que a paróquia nacional, manhosa e já agora muito mal frequentada, levou um colossal murro no estômago e vai andar por aí a debitar horrores, perigos e tragédias sobre esta entrada de leão da China na economia portuguesa. É claro que em primeiro lugar virão a terreiro os intrépidos defensores dos centros de decisão nacionais, seja lá o que for esta treta, a falar nos malefícios de o Estado ficar sem este activo estratégico. Neste domínio é sempre engraçado ver a esquerda troglodita associada ao PS e a alguns homens e mulheres que fingem adorar a economia de mercado e que até manifestam de quando em vez as suas dúvidas sobre a presença do Estado na economia e nos negócios. Ainda ontem, poucas horas antes de o Conselho de Ministros ter tomado a decisão de vender a participação estatal na EDP à China Three Gorges Corporation, os socialistas tentaram meter mais um grão na privatização com um apelo patético ao governo de que não contratualize a operação antes de aprovar uma lei, mais uma, que defenderia os chamados interesses estratégicos nacionais. É claro que o executivo mandou António José Seguro e companhia limitada ir passar o Natal com os tais interesses e decidiu mesmo vender a participação do Estado na EDP, num processo que vai calar muita gente que passou estes últimos tempos a debitar asneiras e a lançar suspeitas da mais diversa ordem sobre os membros do governo e, claro, sobre o primeiro-ministro.

[Varig/Aerus] Para os que duvidaram de mim...


Vitória Celeste Rodrigues
Meus amigos e amigas da Varig (também alguns recentes inimigos):
Eu falei que voltaria a escrever e aqui estou eu. 
Vamos recapitular: O SNA e a Sra. Graziella Baggio afirmaram que antes do Natal seria celebrado um acordo, o que possibilitaria o retorno dos pagamentos dos benefícios dos aposentados do Aerus.

A Sra. Graziella chegou ao desplante de promover uma reunião, onde usando de toda sua retórica fez com que os presentes saíssem otimistas, achando que realmente haveria o acordo. Foi uma euforia, e-mails pipocando de um lado para o outro, os ""velhinhos" começando a fazer planos, poderiam voltar a pagar um plano de saúde, comprar alimentos, remédios, enfim voltar a VIVER.

Logo em seguida recebi informação de uma pessoa influente em Brasilia, um desembargador, afirmando que não haveria nenhum acordo. Ele acompanha todos os movimentos que ocorrem em Brasilia. Afirmou com todas as letras que existe em Brasilia uma MÁ VONTADE PERMANENTE com relação a uma solução para o caso Aerus. O Executivo não quer resolver o caso. Em consequência TUDO será feito pelo governo federal para evitar que o caso Aerus seja resolvido. Eles acham que não tiveram nenhuma culpa na falëncia da Varig e na consequente quebra do Aerus. Eles culpam a administração dessas empresas. Jamais admitiram que a SPC (atual Previc) teve qualquer culpa. Por tudo isso farão o possivel e o impossivel para que o caso Aerus não seja resolvido.

Pois bem, ao tomar conhecimento disso senti-me na OBRIGAÇÃO de avisar aos colegas, visto que a euforia era enorme. Imaginei que a decepção seria insuportável caso os colegas soubessem que não haveria acordo de uma cacetada só. Resolvi então preparar os espíritos para que os colegas não fossem surpreendidos e talvez muitos não resistissem à enorme decepção.

Portuguesinho que pode vir a emigrar (ou jogar no FC do Porto)

Gabriel tem 8 anos e ganhou o casting para actuar no "Forever King Of Pop"
O Gabriel Sousa Ramos tem oito anos, é de Esposende e ganhou o casting para ser o Mini Michael Jackson português no Forever King of Pop. O espectáculo de homenagem ao Rei da Pop chega a Portugal nos dias 6 e 7 de Janeiro.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ih, olhaí, Seguro, mais um emigrante português que dá um show melhor do que o teu

Pedro Gadanho nomeado curador do MoMA de Nova Iorque
O arquitecto português Pedro Gadanho será curador do Departamento de Arquitectura e Design do Museum of Modern Art de Nova Iorque, a partir de Janeiro, anunciou a instituição cultural norte-americana.
Como curador de arquitectura contemporânea, refere o Museum of Modern Art (MoMA) em comunicado, Pedro Gadanho terá responsabilidades sobre a colecção do Museu neste campo e a supervisão de programas como o de jovens arquitectos norte-americanos e internacionais e a organização de exposições da série "Assuntos da Arquitectura Contemporânea".
Outras responsabilidades incluem o desenvolvimento de "exposições de maior envergadura de arquitectura contemporânea, incluindo exposições que explorem as relações entre a arquitectura e outras práticas artísticas contemporâneas", referiu ainda a nota divulgada pelo MoMA.
Para Barry Bergdoll, curador-chefe de Arquitectura e Design do MoMA, Pedro Gadanho é "um curador talentoso e inovador e um incansável promotor das práticas contemporâneas".
"Como um elemento de ligação chave entre o museu e académicos, profissionais e organizações parceiras, ele vai solidificar o nosso papel como montra dos mais inovadores arquitectos contemporâneos e vai ajudar-nos a desenvolver posições de relevância na arquitectura contemporânea e programas e exposições", adianta Bergdoll.
O arquitecto português vai iniciar novas funções a 11 de Janeiro, de acordo com o MoMA.
Jornal de Notícias, 22-12-2011

Mais um emigrante português que dá show no Exterior. Não sei porque ele emigrou, se por necessidade ou convite. Seja como for, fez ele muito bem, e que assim façam TODOS os portugueses que percebam maiores e melhores chances de progresso pessoal no Exterior. Não é feio emigrar, de jeito nenhum. Muitos emigrantes amam mais Portugal do que MUITOS que aqui ficaram, ou ficam, não por falta de vontade, mas por incapacidade! Feio é ficar por aqui trocando insultos hipócritas e invejosos!

Leia:

Que tristeza de ver que alguns norte-coreanos choram sinceramente a morte de Kim Jong-il



Mostram-nos cenas histéricas, falam-nos do fingimento das lágrimas incluindo gente dita da cultura, do teatro nacional da Coreia do Norte, que a morte de Kim Jong-il será uma perda para a humanidade…
Que algumas imagens são orquestradas, editadas, é verossímil. Mas o mais triste é o fato de que uma grande parte do povo coreano chora sinceramente a morte do ditador. Não podemos deixar de pensar neste texto de Jean-Jacques Rousseau: “Na escravidão perdemos tudo até a vontade de sair”.
A cegueira é tal que estas cenas histéricas são quase desprezativas para o filho do pai para o qual alguns dirigentes ocidentais direcionam as suas esperanças.
Filho do pai imposto como aquele que vai, doravante, dirigir este país onde a fome e a miséria convivem com as monstruosas despesas faraónicas e militares de um país fechado. Estou triste igualmente de ver curvar-se a esta paródia de infelicidade Hugo Chávez, e Cuba por quem o meu coração continua a bater.
Que tristeza! Ok, dizem que quando Estaline morreu foi também, na França, na Europa e no mundo, uma imensa dor e sobretudo para os comunistas e seus amigos que não sabiam de tudo. Essa dor se expressou até pela bandeira francesa a meio mastro, sob a presidência de Vincent Auriol! Era em 1953, a guerra entre as Coreias já havia começado.
(…)
Mas hoje sabemos. Sabemos que o sistema soviético, estalinista, perverteu o ideal comunista até mesmo negá-lo. Eu sou daqueles que continuam profundamente comunistas no sentido do combate pela emancipação humana, pela liberdade e a justiça, que é o coração daqueles que combatem e combaterão pela ultrapassagem do sistema capitalista onde os privilégios e os sofrimentos não cessam de se amplificar.
Jean-Claude Gayssot, antigo ministro (1997-2002), antigo dirigente do Partido Comunista Francês
Tradução: JP

O original:

Quelle tristesse de voir que certains Nord-Coréens pleurent sincèrement la mort de Kim Jong-il

Jean-Claude Gayssot, en novembre 2006. Photo: Pascal Guyot/AFP

Jean-Claude Gayssot
On nous montre des scènes hystériques, on nous parle de simulacre de larmes y compris de gens dits de culture, du théâtre national de Corée du Nord, tant la mort de Kim Jong-il serait une perte pour l'humanité… Qu'il y ait des images orchestrées, c'est vraisemblable ! Mais le plus triste est le fait qu'une grande partie du peuple coréen du Nord, pleure sincèrement la mort du dictateur. On ne peut s'empêcher de penser à ce texte de Jean-Jacques Rousseau : "Dans l'esclavage on perd tout jusqu'à l'envie d'en sortir."
L'aveuglement est tel que ces scènes hystériques sont presque méprisantes pour le fils du père sur qui certains dirigeants occidentaux portent leurs espoirs. Fils du père imposé comme celui qui va désormais diriger ce pays où la malnutrition et la misère côtoient les monstrueuses dépenses pharaoniques et militaires d'un pays fermé. Je suis triste également de voir se plier à cette parodie de malheur Hugo Chavez et Cuba pour qui mon cœur continue de battre.
Quelle tristesse ! Certes, on nous dit que lorsque Staline est mort ce fut également, en France, en Europe et dans le monde, une immense douleur et surtout pour les communistes et leurs amis qui ne savaient pas tout. Elle s'est même exprimée par la mise en berne du drapeau français sous la présidence de Vincent Auriol. C'était en 1953, alors même que la guerre de Corée était déjà commencée. L'IFOP avait fait quelques années plus tôt une enquête d'opinion, et à la question : "Grâce à qui la guerre a-t-elle été gagnée ?", la réponse majoritaire fut : "Grâce à l'Union soviétique de Staline !", Staline qui avait été l'homme de Stalingrad, le tournant de la guerre contre les nazis.
Mais aujourd'hui on sait. On sait que le système soviétique, stalinien, a perverti l'idéal communiste jusqu'à le nier. Je suis de ceux qui restent profondément communistes au sens du combat pour l'émancipation humaine, pour la liberté et la justice qui en sont le cœur, de ceux qui combattent et combattront pour le dépassement du système capitaliste où les privilèges et les souffrances ne cessent de s'amplifier.
Jean-Claude Gayssot, ancien ministre (1997-2002), ancien dirigeant du Parti communiste français (PCF), Le Monde, 22-12-2011

Gente querida, que nos privilegia com a visita e leitura, vou traduzir esta opinião de um antigo dirigente do Partido Comunista Francês, muito bom! Dez minutos, por favor.

Relacionados:

XXI, Ter Opinião 2012


Recomendo aos meus compatriotas portugueses a leitura da revista “XXI, Ter Opinião 2012”, publicação anual da Fundação Francisco Manuel dos Santos. A revista tem 208 páginas e custa 5 euros.
Pretensiosamente, faço minhas as palavras do presidente da Fundação, António Barreto:
“Em Portugal, há pouco debate público. Talvez se fale muito, mas discute-se pouco. À discussão, falta frequentemente a informação e o conhecimento necessários à formação de uma opinião livre. É esta convicção que está na origem desta iniciativa. Com este anuário, pretendemos atrair escritores e leitores, amantes da liberdade e crentes na necessidade de fundamentar as suas opiniões. E interessados em conhecer as opiniões dos outros.”
Noutras palavras, num universo vazio de opiniões, mas cheio de “opiniões” que disfarçam a oposição, escondem a “torcida contra” e ejetam o veneno do rancor, está sendo muito  bom ler esta publicação. Ainda vou nos primeiros artigos mas já aprendi e apreendi bastante.
Alguns títulos:
> Como nos adaptar aos tempos difíceis;
> Como explicar o crescimento da dívida externa nacional desde 1966?
> Como os bancos ganharam e perderam o poder;
> A invenção da Europa;

A coerência arrepiante do Bloco de Esquerda




Prezadíssimo leitor, assista ao vídeo, por favor. Depois eu comento.


Passos Coelho nega visita à empresa E.ON interessada na privatização da EDP
O primeiro-ministro rejeita qualquer favorecimento na privatização da EDP e nega qualquer visita à empresa alemã que está na corrida à eléctrica portuguesa. No debate quinzenal, Francisco Louçã acusou Pedro Passos Coelho de ter visitado a E.ON pouco tempo antes do concurso para a privatização, promovendo, assim, a empresa alemã. Em cima da mesa, estão também propostas de brasileiros e chineses.

Assistiu, amigo? Escutou as palavras e prestou atenção à expressão facial? Esse senhor, de um partido sem votos, insinua, não sutilmente, que o Primeiro-Ministro é corrupto, pois foi se encontrar com representantes da empresa alemã. Tem gente que ainda chama isso de "oposição" eu chamo de veneno, simplesmente.
Agora, veja quem ganhou a concorrência.

PCP vota contra voto de pesar pelo falecimento de Václav Havel


Foto: AP

A Assembleia da República aprovou hoje por maioria, com os votos contra do PCP, um voto de pesar pelo falecimento do antigo presidente da Checoslováquia Václav Havel, com PS, PSD, CDS-PP e deputados do BE a aplaudir de pé.
Durante a votação, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, abandonou o hemiciclo, tendo regressado logo após os deputados votarem.
As bancadas do PS, PSD e CDS-PP aplaudiram prolongadamente e de pé a votação do voto de pesar, enquanto no BE também houve aplausos, nomeadamente do líder, Francisco Louçã, e pelo menos as deputadas Ana Drago e Catarina Martins também aplaudiram de pé.

Esse é o PCP, lídimo defensor dos oprimidos, reprimidos e "trabalhadores"!

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