Paulo Hasse Paixão
![]() |
| Boris Johson assusta-se com a sua própria falsa bandeira. Setembro de 2026, fronteira da Ucrânia com a Polónia |
É convicção do ContraCultura que o motivo fundamental da hostilidade das elites ocidentais para com a Rússia é que esta é a última nação verdadeiramente cristã no mundo. E que vive muito bem com o seu património histórico, cultural e religioso. Ironicamente, é o Kremlin que guarda, no século XXI, o legado da Civilização Ocidental. E é isso que incomoda o globalismo luciferino do eixo Bruxelas-Washington, fundamentalmente: a fé cristã, o tradicionalismo, a responsabilidade de um povo que vive historicamente, com consciência de si e dos seus valores, com devoção à pátria e ao seu significado, e com o consequente respeito pelos seus antepassados.
A teoria de VertigoPolitix,
explanada num post que foi entretanto censurado
pelo X, será assim incompleta. Mas nem por isso incorreta. Os recursos são
sempre alvo da cobiça alheia, na geopolítica da coisa, principalmente
considerando o liberal-globalismo, niilista e imperialista e ávido e ultra
materialista que domina nos tempos que correm os corredores do poder neste lado
do hemisfério.
“Em 2010, foi descoberto o
campo de gás de Yuzivska no Donbas, contendo combustível suficiente para
abastecer todo o continente europeu durante 60 anos. Barack Obama pressionou o
então presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, para permitir que as empresas
norte-americanas o explorassem, mas o pedido foi negado. A CIA orquestrou então
um golpe de Estado na Ucrânia e estabeleceu um Estado fantoche em 2014.
A NATO interveio e começou a construir cidades-fortaleza ao longo das fronteiras perto de enclaves étnicos russos na região de Donbas, na Ucrânia, gastando 30 mil milhões de dólares no processo. Após seis anos de intenso bombardeamento de artilharia contra alvos civis, Kiev enviou 90.000 soldados para a sua fronteira leste no final de 2021, o que levou Putin a solicitar (com base no artigo 51.º do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas) uma Operação Militar Especial para proteger os cidadãos russos — em perfeita conformidade com o direito internacional.
Os EUA queriam o controlo
do Donbas simplesmente para excluir a Rússia do lucrativo mercado europeu do
gás natural. No entanto, tudo o que isto conseguiu foi a extinção demográfica
do grupo étnico ucraniano e uma conta de 400 mil milhões de dólares para os
contribuintes americanos e da UE.
Mesmo na geopolítica, é preciso seguir sempre o dinheiro…”
Want to know the real reason for the
Russian-Ukrainian war?
In 2010, the Yuzivska gas
field was discovered in the Donbas, containing enough fuel to power the entire
European continent for 60 years. Barack Obama pressed then Ukrainian president,
Viktor Yanukovych, to let US… pic.twitter.com/ESoFwW4Fcx
— VertigoPolitix (@Vertigo_Politix) September 14, 2026
Um outro ponto de vista,
também válido e também fraccionário, é defendido por Alexander Mercouris, no
vídeo que deixamos na conclusão deste texto, que é de abril do ano passado mas
que podia ter sido gravado ontem.
Segundo o polemista
greco-britânico, a guerra na Ucrânia funciona em Londres como método de
anulação do Brexit e em Bruxelas como motor da agenda leninista-globalista da
União Europeia. Se não, vejamos:
– Investir nas forças armadas?
Tem que ser, dada ameaça russa.
– Aumentar a dívida pública para criar uma economia de guerra? Tem que ser, por
causa de Putin.
– Promover a censura? Tem que ser, para não dar razão ao Kremlin.
– Cancelar eleições? Tem que ser, por causa das interferências de Moscovo.
– Empobrecer as massas? Tem que ser, para destruir a economia da Rússia.
– Destruir a identidade e a cultura dos povos europeus? Tem que ser, para
não seguirmos o exemplo dos russos.
A russofobia serve uma
quantidade de objetivos das elites europeias. É por isso que fazem da guerra na
Ucrânia uma espécie de último reduto. É por essa fortaleza que estão a fazer
passar quase toda a sua agenda.
Um último, que não derradeiro,
prisma que podemos usar para perceber a hostilidade do Ocidente em relação à
Rússia é que uma guerra nuclear, cenário plausível neste contexto, pode ser
vista como uma solução para a definitiva instalação do totalitarismo
globalista.
A singularidade desta
circunstância é que, talvez pela primeira vez na história universal, um dos
lados de uma potencial contenda a provoque mesmo sabendo perfeitamente que não
tem qualquer hipótese de a vencer. Em primeiro lugar porque, no contexto de uma
guerra convencional, mesmo que assimétrica, a Europa tem tantas hipóteses de
derrotar a Rússia como a gazela de caçar a leoa, depois porque uma guerra
nuclear, por definição, não tem vencedores. Mas um cenário pós-apocalíptico
serve lindamente os objetivos dos líderes europeus, no contexto da agenda
globalista que já mencionei.
Seria facílimo criar uma
distopia oligárquica e totalitária numa Europa devastada pela guerra. Mesmo sem
essa devastação física, a destruição espiritual e cultural já está em marcha há
que tempos.
Título, Imagem e Texto: Paulo
Hasse Paixão, ContraCultura,
24-9-2026
Von Der Leyen’s Defense Plans Place Europe On The Path To War With Russia
Why Won’t China Cut Ukraine Off From Drone-Related Sales?
The Leipzig Incident Has All The Hallmarks Of A False Flag
Who’d Expect To Gain More From A Serious Escalation: NATO Or Russia?
Guerra Russo-Ucraniana: um conflito que dificilmente será decidido no campo de batalha
Would Russia Really Cease To Exist Without Maximum Victory In The Ukrainian Conflict?
Korybko To MAGA: Here’s A Quick Clarification Of Russia’s Policies On Issues Of Importance
Poles Shouldn’t Let Themselves Be Duped By Zelensky’s Dishonest Reconciliation Attempt
Budanov Crushed Ukrainian Nationalists’ Fantasy Of An Ethnically Pure State
Poland Finally Realizes The Geostrategic Challenge Posed By Ukraine
Poland Could Quickly Denazify Ukraine Without Firing A Single Shot But Tusk Refuses To Do So
Zelensky’s 40-Day Influence Operation Against Russia Is Unlikely To Succeed

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-