quarta-feira, 25 de abril de 2018

Liberdade? Democracia? Onde?

Cristina Miranda

Mais um ano, mais um festejo de uma suposta liberdade e democracia com a revolução de abril de 74. Mas a verdade não é essa. Nunca foi. O 25 de Abril não foi uma revolução do povo, mas sim, dos militares insatisfeitos com Salazar que lhes congelara os direitos e que os partidos reacionários de ideologia marxista (alguns por entre os militares), souberam bem aproveitar. Perguntem a Otelo Saraiva de Carvalho (veja aqui). Ele explica melhor que eu.

Otelo Saraiva de Carvalho, (à direita), com Fidel (à esquerda) e o seu irmão Raúl (no centro da foto), em Havana, em 1975. Foto: D.R./Leya







Se temos hoje LIBERDADE e DEMOCRACIA devemo-la somente aos corajosos comandos liderados por Jaime Neves que em 25 novembro de 1975 correram com os comunistas já alapados no Governo, em marcha com o PREC para tornar o país numa ditadura à semelhança de Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte. Esta é a verdade inegável que nenhum branqueamento da História de Portugal conseguirá jamais apagar. Está escrito.

Tivesse o tão festejado 25 abril vingado e teríamos hoje um país completamente diferente. As expropriações, a coletivização das propriedades agrícolas privadas, a estatização dos meios de comunicação e consequente controlo da liberdade de expressão, bens e serviços, e mercado controlado pelo Estado, estaríamos hoje ao nível de Cuba, isolados a um canto da Europa com uma moeda fraca, todos iguais na profunda pobreza.

Quis o destino e ainda bem, que desse tempo ficasse apenas uma Constituição comunista obsoleta, que para mal dos nossos pecados ainda não foi toda revertida e adaptada ao nível de um país evoluído e verdadeiramente democrático europeu. Mas pergunto: volvidos mais de 40 anos, somos mesmo livres?

Como podemos ser verdadeiramente livres se votamos numa coligação partidária que ganhou quase a maioria absoluta nas eleições de 2015, mas são três derrotados que governam? Como podemos ser livres se as ideologias divergentes do poder atual são bloqueadas, manipuladas, apagadas, perseguidas e rotuladas de fascistas, xenófobos, racistas, neoliberalistas e mais outro tanto vocabulário inventado para calar e rebaixar violentamente opositores? Quantos de nós não conhece bem essa realidade da censura moderna nas redes que com mudanças imperceptíveis de algoritmos, bloqueiam a informação indesejada do “establishment”?

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Combinado Carioca

Chris Silveira

O Combinado Carioca está mudado, acredito que para melhor. A necessidade desta mudança foi devido a vários motivos: maior rapidez no atendimento e variedade no cardápio.

Fizemos uma pesquisa com os clientes do horário do almoço e a maioria avaliou a comida muito gostosa e de qualidade, porém, demora na saída dos pratos, e falta de variedade. Entendemos perfeitamente que esperar um prato dez, quinze ou vinte minutos é muito tempo para um executivo. Da mesma forma, são clientes que buscam alimentação saudável, colorida, variada, buscam novidades, e ao mesmo tempo uma comida caseira, simples, saborosa.

Então, em trinta dias planejamos e organizamos tudo, arquiteta, serralheiro, marceneiro, marmorista, metalúrgico, eletricista, bombeiro, enfim, equipe formada, liderada pela arquiteta Patricia Paixão. PATY foi maravilhosa, trabalhou nos projetos durante todo o carnaval, na quarta-feira de cinzas tudo entrou em execução.

Durante a semana santa fizemos a obra e começamos o nosso buffet a quilo no dia 2 de abril (de 2018). Os clientes adoraram, estão felizes e satisfeitos.

No sábado, 21 de abril, iniciamos um buffet liberado de feijoada, será assim também aos domingos e feriados.

[Discos pedidos] 25 de abril de 1974


QUIZ: Reino Unido

Qual foi o principal problema socioeconômico que o Reino Unido enfrentou durante os anos vinte e trinta?

A  – Motins
B  –Greves
C  – Desemprego 
D  – Imigração

Charada (534)

Qual a
cidade
que se esconde
nesta estranha palavra?
SOMZETER

Singapura

« Nouvel antisémitisme »: pour l’AFP, il est « virulent » de dénoncer ce qui est

Et la plupart des médias suivent...

Luc Rosenzweig

Le Parisien a publié, le 22 avril, un manifeste « contre le nouvel antisémitisme ». Habituellement neutre, l’Agence France Presse (AFP) l’a qualifié de « virulent » et la plupart des médias ont suivi…

Marche blanche en hommage à Mireille Knoll, mars 2018. SIPA
Dimanche matin, 22 avril, j’effectuais ma promenade coutumière sur le web pour humer l’air du temps à propos des sujets d’actualité suscitant un intérêt dans la sphère médiatique. On trouvait de nombreux échos, dans la presse française et internationale, du manifeste sur le « nouvel antisémitisme », lancé à l’initiative de Philippe Val, ancien directeur de Charlie Hebdo et de France Inter, et publié dans Le Parisien. Le nombre, 300, et la notoriété des premiers signataires, personnalités politiques de tous bords, artistes et écrivains connus, journalistes réputés, responsables religieux de toutes confessions, y compris musulmans, ne permettait pas de passer sous silence un texte alertant le public sur un phénomène minant notre société depuis plusieurs décennies : l’émergence, dans notre pays d’une judéophobie meurtrière se réclamant de l’Islam.

L’AFP sort de sa réserve

Mon attention fut attirée par le fait que de nombreux journaux paraissant dans l’espace francophone (France, Suisse, Belgique) annonçaient la publication d’un manifeste « virulent ». Comme cet adjectif ne pouvait pas être venu au même moment à l’esprit des rédacteurs chargés, un dimanche, de nourrir le site web des médias en question (Libération, La Romandie, RTBF…), il fallait bien qu’il vienne de quelque part. Et ce quelque part ne pouvait être que l’Agence France Presse (AFP), qui les alimente vingt-quatre heures sur vingt-quatre en nouvelles fraiches de la planète. Vérification faite, l’AFP est bien la source de ce jugement de valeur subrepticement glissé dans le titre d’une dépêche censée informer les clients de l’agence de l’existence et du contenu de ce manifeste.


Depuis sa création, en 1944, l’AFP revendique fièrement son statut d’agence mondiale d’une grande démocratie, indépendante des pouvoirs politiques et économiques (à la différence des organes d’informations officiels étroitement contrôlés par des Etats autoritaires ou totalitaires). Cela implique, entre autres, qu’elle s’efforce de ne publier que des faits constatés, vérifiés et « sourcés », dans le cadre d’une déontologie austère et exigeante, laissant aux médias abonnés le soin de commenter ces faits en fonction de la ligne éditoriale qu’ils ont adoptée, connue de ceux qui leur font confiance.

A mentira da modernidade

Moiani Matondo


O que torna Angola um país moderno não é satélites construídos pelos outros (e que não funcionam), radares avariados ou comboios rápidos de cidade que só existem em bonitas maquetas televisionadas.

Não existe razão lógica alguma que justifique o denominado Programa Espacial Nacional, cujo principal símbolo é o satélite angolano que não opera. Contudo, não vale a pena especular sobre se o satélite Angosat-1 trabalha ou não, se desapareceu ou não. Mas vale a pena perguntar por que razão Angola se meteu nesta aventura, gastando, pelo menos, 320 milhões de dólares.

Estará Angola a criar um cluster (nicho de mercado) aeroespacial com a participação de técnicos nacionais, universidades locais e tecnologia doméstica? Haverá uma aposta estratégica, quantificável em recursos humanos, educativos e técnicos, no sector do espaço? Isto faz sentido na presente conjuntura?

De entre as várias explicações dadas, designadamente a entrevista ao Jornal de Angola, no passado dia de 23 de abril, do ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho Rocha, não se vislumbra nada disso. O que aparenta é que Angola fez um contrato com os russos para estes produzirem um satélite com nome angolano, em que o único contributo de Angola é pagar o serviço. Não existe qualquer transferência de tecnologia ou partilha de know-how. Não se constata, portanto, a criação do cluster angolano da engenharia aeroespacial.

Na realidade, os benefícios para Angola da existência de um satélite são residuais. O próprio ministro tem dificuldades em avançar com justificações para o projeto, além de umas referências vagas à diversificação da economia e da monitorização do clima para a agricultura. Mas certamente que o satélite não é como o antigo rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, que patenteou uma invenção que fazia chover e prevenia a seca. O contributo angolano é menor do que o tailandês.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Para aonde vocês voaram?

Programa de Willian Waack: O que dizem as pesquisas?

Em parceria com a AllTV, a Visão TV retransmite o Painel WW. O tema deste 2º programa é “O que dizem as pesquisas”.

Willian Waack está agora mais independente no seu programa de entrevistas, com universitários na plateia selecionados pelo CIEE, o Centro de Integração Empresa Escola.

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[Aparecido rasga o verbo] À revelia absoluta do travesseiro improvisado

Aparecido Raimundo de Souza

“Um dia gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração. Quero ver você, fazer manha então, presa no meu coração... quero ver você ê...”.
“Gatinha Manhosa” – Erasmo Carlos.

MARIANA, TODO O SANTO dia se deslocava junto com os alísios de cada alvorada, até a cidade, para pegar no batente pesado de uma casa de família. Sozinha, sem marido e filhos, morava com seus vinte e cinco anos e a mãe doente, enfurnada numa paralisia eterna que redundou numa incômoda e desconfortável cadeira de rodas. Precisava, por conta, desses entraves e atravancos, se “virar nos trinta”, como apregoa o apresentador Faustão, em seus “Domingão do...”, na telinha da Globo.

Assalariada, sem carro próprio, não havia outro jeito senão o de encarar o buzão. Buzão cheio, vindo dos musseques espalhados ao longo do caminho. Lotado, esse transporte pintava no pedaço com gente saindo pelo ladrão. Não só por ele, pelas janelas e portas também. O percurso do seu bairro se assemelhava tão distante, como se viajasse, do Oiapoque ao Chuí, numa sucessão longa e cansativa que tornava enfadonha e maçante toda a trajetória da viagem.

Como nos demais instantes de sua vida solitária, Mariana pegou, de novo, a mesma condução rotineira. Antes das sete. Já nesse horário, o fluxo de pessoas se apresentava bastante intenso. Somente por milagre seria possível cavar um lugar para se sentar. Mas, os milagres, de vez em quando, acontecem. E, de fato, aconteceu, assim que embarcou. Pintou um banco caído do céu. Não na janela, no corredor.

Um assento, o que na verdade importava. Mariana tratou de ocupar correndo a vagues, que surgira ao acaso. Ufa! Conseguiu. Por pouco. Pelo menos, quase duas horas seguidas, descansaria o corpo ainda moído da refrega anterior. Pontos adiante embarcou o Zé Fofão. Zé Fofão nunca embarcava naquele ponto. Todavia, por algum motivo, o belo rapazola deu sinal e se misturou aos sovacos malcheirosos, as camisas, as calças e as saias impregnadas por perfumes baratos, sem contar no bochorno que prometia ser escaldante.

Paga a passagem, transpôs a roleta se espremendo, como sardinha em lata, entre a ajuntação humana. Ao seu derredor, braços e pernas, bundas e mochilas, bolsas e sacolas. Nesse passo, acotovelados a pedidos insistentes de “com licença”, se acomodou. Estancou justamente ao lado de quem? Ela mesma. Mariana.

Considerações da APRUS

Thomaz Raposo

Analisando as documentações existentes pude observar que logo após o transitado em julgado da DT, ocorreu uma fagulha no ambiente da primeira vara empresarial no que se refere à pretensa falência da VARIG.

Vejam abaixo a ganância saltando aos olhos, e até se compreende, pois o pedido que foi feito e, pasmem!, quanto ao atendimento pelo judiciário de um valor que sendo efetivado vai a um resultado financeiro para o ADMINISTRADOR judicial da massa falida em aproximadamente cerca de 300 (TREZENTOS MILHÕES) de reais.

Realmente o nosso BRASIL está uma loucura, para que transações assim ocorram com aceite na maior tranquilidade, pois o fato ocorreu em dezembro de 2017 com a concordância do Ministério Público que informando sobre o pedido considera tudo normal.

Meu Deus! eis o motivo da impaciência de alguns, embora o pedido seja feito pelo Administrador Judicial, entendendo-se muito bem o motivo, de sua ansiedade e lamento.

Leiam o conteúdo e tirem suas conclusões, a matéria foi retirada do pedido de honorários solicitado em dezembro de 2017...


Cigar Bar: Trump e suas conquistas, a perseguição a Bolsonaro, o uso de jovens pela esquerda desarmamentista e muito mais

Rodrigo Constantino

No Cigar Bar com Paulo Figueiredo, dessa vez sem charutos para buscar refúgio do calor no ar condicionado do escritório, falamos sobre a gestão Trump e suas principais conquistas, sobre a perseguição da mídia e da PGR a Jair Bolsonaro, do uso indecente que a esquerda democrata tem feito de jovens para promover a sua pauta desarmamentista e muito mais. Vejam:

Querem falar de populismo?

Helena Matos

Entre as medidas propostas pelo PS/arquiteta Roseta para a Habitação conta-se a trégua invernal, ou seja, a proibição dos despejos nos meses de inverno uma prática instituída em França nos anos 50.

Helena Roseta e António Costa, 2015, foto: João Relva/Lusa
Em Portugal, no século XXI esta medida é um exemplo acabado de populismo e compra de votos à custa dos senhorios.  Façamos as contas:  em Portugal, para se poder acionar um despejo o inquilino tem de estar sem pagar há três meses findos os quais o senhorio deverá enviar uma carta ao arrendatário explicando que nos termos da lei, o atraso de pagamento na renda lhe dá o direito de terminar o contrato de arrendamento. A comunicação deve ser feita por escrito através de uma carta registada com aviso de recepção.

(COM OS PRAZOS PARA AS CARTAS E A CONFIRMAÇÃO DOS PAGAMENTOS DAS RENDAS JÁ VAMOS EM TRÊS MESES E MEIO).

B) Passo seguinte acionar o despejo:  o Balcão do Arrendamento está a funcionar (contra a vontade do BE e do PCP, mas ainda funciona) mas o despejo não é imediato:  demora três a quatro meses a fazer um despejo.

C) Portanto é só fazer as contas:

Maio: deixa-se de se pagar renda.
Agosto: recebe-se a carta do senhorio.
Setembro:  o senhorio reúne as condições para acionar o despejo.
Dezembro:  o Balcão do Arrendamento termina o processo para acionar o despejo, mas o Inverno está aí: até 20 de março do ano seguinte não podem ser feitos despejos.

Abril/maio do ano seguinte: quando o despejo tiver lugar, lá estará a arquiteta Roseta diante das câmaras a chorar ao lado dos inquilinos e reivindicando o alargamento da trégua até ao fim da Primavera.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-4-2018

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Nova Banda estourando na Banânia, Qatar, Cuba, Coreia do Norte: The Fabulous Asshole Dung Beetles

[Língua Portuguesa] A pronúncia de avessas (em “às avessas”)

dicionarioegramatica.com

Um leitor perguntou qual a pronúncia correta da palavra “avessas“, na expressão “às avessas”.

Como adjetivo, não há controvérsia – todos pronunciamos com “ê” fechado “avesso”, seu feminino e seus plurais (“Elas são ‘avêssas‘ ao trabalho”, por exemplo). A polêmica é quanto ao substantivo feminino plural “avessas” (coisas contrárias), que praticamente só se usa na expressão “às avessas”.

Esse “avessas” é uma das palavras que se ouvem com dupla pronúncia entre falantes cultos brasileiros – do mesmo modo que poça (de água, por exemplo, que se pode pronunciar tanto “pôça” quanto “póça”) ou o particípio pego, de pegar (por exemplo em “ele foi pego”, caso em que se pode pronunciar tanto “pêgo” quanto “pégo”).

Na prática observa-se que falantes do Rio de Janeiro, de São Paulo e dos estados da região Sul pronunciam “às avêssas“, enquanto falantes de Minas Gerais, Espírito Santo e de todo o Nordeste dizem “às avéssas” (Caetano Veloso, por exemplo, canta “avéssas” – ouça aqui).

Ao verificar o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras, uma surpresa – para a Academia Brasileira de Letras, a pronúncia é apenas “avêssas”:


Isso significa que a única pronúncia correta é “avêssas“? Certamente não – até porque, como sabemos, o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras não tem valor oficial. E basta abrir um bom dicionário, como o tradicional dicionário Aulete, para ver que este traz, explicitamente, a indicação da pronúncia “avéssas“, com “é” (ver aqui).

Macron aux Etats-Unis :”I will make France great again”

by Ignace

1) International / Macron aux Etats-Unis :”I will make France great again”
Le président mondialiste débarque à Washington. Pour la rencontre entre Trump et Macron, les sujets chauds ne manqueront pas. Et malgré un style très différent, les deux hommes ont de nombreux points communs.

2) Immigration / Defend Europe : un coup de com’ qui fait bouger les lignes
Samedi, les militants de Génération Identitaire ont bloqué le col de l’Echelle dans les Alpes pour empêcher le passage de clandestins… une action symbolique mais qui fait bouger les lignes. Le ministre de l’Intérieur Gérard Collomb a envoyé des renforts pour assurer le contrôle de la frontière.

3) Social / SNCF : plus de grèves, moins de dialogue

4) Finances / Impôt à la source : des augmentations en toute tranquillité

François Hollande l’avait promis, Emmanuel Macron le maintiendra. Le système d’impôt prélevé à la source arrive dès janvier 2019… une nouvelle méthode d’imposition qui permettra à l’Etat de ponctionner encore plus les contribuables.

5) L’actualité en bref


TV Libertés, 23 e 24-4-2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

[Língua Portuguesa] “Ambos”, com ou sem artigo: ambos lados ou ambos os lados? Ambas formas ou ambas as formas?

dicionarioegramatica.com


“Ambos lados” ou “ambos os lados”? “Ambas mãos” ou “ambas as mãos”? Quando a palavra “ambos” (ou “ambas”) vem acompanhada de um substantivo, o artigo definido obrigatório: em português, o correto é escrever “ambos os lados”, “ambas as mãos”, “ambos os países”, “ambas as formas” – sempre com o artigo definido.

As formas sem artigo podem ser facilmente encontradas… em espanhol. É na língua de Cervantes que se diz “ambos países“, “ambas formas“, “ambos lados“, “ambas perspectivas“, etc., sem artigo entre a palavra “ambos” e o substantivo. Quem fala (ou lê muito) espanhol precisa, portanto, tomar cuidado para evitar replicar em português a construção castelhana.

As palavras “ambos” e “ambas” em português podem vir sem artigo apenas quando estão “sozinhas”, isto é, quando não vêm diretamente acompanhadas de substantivo: “Visitei as cidades de Mérida e Tulum; ambas são muito bonitas”.

A aula de Dilma em San Diego: como assassinar o português



vejapontocom, 20-4-2018

Comunismo x Cristianismo – Qual exige maior fé?


Jocinei Godoy

Muito provavelmente você já deve ter pensado em alguma utopia – algum lugar ou estado de coisas onde tudo é perfeito, pacífico e equânime – tipo uma ilha perfeita, como retratou Thomas More em seu livro: A Utopia. Com a passagem do Medievo para a Moderna, é sabido que a fé se deslocou do campo religioso e passou a focar o campo científico e político. Em outras palavras, a fé de que a humanidade alcançaria seu ápice de igualdade, liberdade e fraternidade saiu da esfera transcendental para a esfera da imanência, ou seja, do divino para o aqui-e-agora [humanismo].

Quando o comunismo – utopia de viés humanista – é confrontado por algum cristão como sendo histórica e humanamente impossível, logo os adeptos e simpatizantes desta ideologia, devolvem para os cristãos a mesma acusação, dizendo que o cristianismo também é utópico. Esta última acusação não possui qualquer sustentação, lógica e histórica, uma vez que as diferenças entre cristianismo e comunismo são estabelecidas desde suas bases fundacionais, sendo a principal delas, o que se entende por natureza humana. O marxismo, ao rotular a religião como “a ideologia”, provou do seu próprio veneno tornando-se uma das mais pujantes ideologias de toda a história. Seu calcanhar de Aquiles se deve justamente na idealização de um ser humano humanamente impossível.

O comunismo e até mesmo o próprio marxismo ou socialismo científico nunca darão certo, uma vez que, como disse Roger Scruton “desconsideram o agir humano, ao olhar o mundo [humanidade] como uma junção de forças impessoais” [1]. Ao contrário do que pretendem com seu materialismo histórico, pervertem a noção de natureza humana para firmar seus mais loucos devaneios travestidos de justiça e igualdade.

Contudo, esta ideologia possui uma estratégica válvula de escape. Isto é, a práxis destas tentativas utópicas por meio do socialismo é dialética por natureza. Este é o cerne da ideologia que coopta milhares de estudantes que, achando o máximo, aderem aos seus pressupostos. Assim, por mais que as evidências concretas da instituição do socialismo apontem para desgraças e calamidades sem fim, seus ideólogos, numa espécie de onanismo mental, subvertem o imbecil coletivo [parodiando Antônio Gramsci] sob o pretexto de a ideologia se reinventar a cada momento, através da força dos contrários. Ou seja, é sempre a reação dos outros, não a deles, que gera desgraça e calamidade na tentativa de instauração de regimes socialistas. Espertinhos, não é?

Here are four ways Republicans can guarantee they lose Congress in November

Photo: Gary Blakeley
Noah Wall/Fox News

Although it’s not their intent, Republicans are on a fast track to handing the November midterm congressional election to the Democrats.

The real canary in the coal mine was the March special election surprise in Pennsylvania’s 18th District, where underdog Democrat Conor Lamb upset Republican Rick Saccone in a district Donald Trump won by 20 points in 2016.

This electoral outcome would have been unthinkable a few short years ago. This district was so historically red that the previous GOP incumbent, Tim Murphy, didn’t even face a Democratic opponent in 2014 or 2016.

So, what happened? Republicans stayed home and Democrats showed up. A lot of them.

According to a Cook Political Report, Democratic stronghold Allegheny County saw a voter turnout at 67 percent of 2016 levels. But Republican-leaning Westmoreland County saw turnout at only 60 percent of 2016 levels.

With control of the House, Senate and White House, Republicans have a once-in-a-generation opportunity to create an enduring legacy of free markets, lower taxes, shrinking debts and economic growth.

The Pennsylvania special election results should serve as a political warning shot for Republicans everywhere. It reminds me of an old axiom used by conservative activists: When we act like us, we win. When we act like them, we lose.

When Republicans act like Democrats, Republican voters stay home. If the GOP wants to lose its majorities in the House and Senate in November, the playbook is simple: Stay the course. Keep doing what you’re doing.

Here are four ways Republicans can guarantee a loss in the midterm elections:

1. Ignore regular order, continue governing by manufactured crisis.

Damas de Branco são presas em Cuba

Mesmo após eleição de novo presidente (ditador), repressão na ilha continua

Pelo menos nove integrantes do grupo opositor Damas de Branco foram presas em Cuba e impedidas de realizar sua tradicional marcha para a libertação de presos políticos. Entre as detidas está Berta Soler, líder do movimento que luta pela mudança do regime totalitário na ilha.

Damas de Branco durante manifestação em Havana em 2016. Foto: Adalberto Roque/AFP
A prisão acontece menos de uma semana após a eleição do novo presidente (ditador) da ilha, Miguel Díaz-Canel. Membro do Partido Comunista, o engenheiro substitui Raúl Castro, de 86 anos, que deixou o cargo após dois mandatos.

Segundo afirmou o marido de Berta, o ex-prisioneiro político Ángel Moya, ao jornal local Diário de Cuba, as integrantes do grupo foram presas ao sair da sede da organização para seus tradicionais protestos de domingo. Apenas cinco das Damas de Branco conseguiram sair à rua e ir à missa para se manifestar.
Título e Texto: VEJA, 22-4-2018

Compartilhamento

Nelson Teixeira

”Enquanto você espera pelo céu, não se esqueça de que a terra está esperando por você.

Mantenha seus pés fixos no chão, mas eleve sua cabeça para o céu. Ajude a estrada que você palmilha, tornando-a mais confortável para todos aqueles que lhe seguem os passos. Dê trabalho a seus braços, leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram… Você não poderá caminhar sozinho.

Ajude a todos os que caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.”

Não esqueça de compartilhar aquilo que já passou, com aqueles que ainda não possuem a sabedoria que já alcançou. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-4-2018

domingo, 22 de abril de 2018

Eu, da corte, me confesso

Sebastião Bugalho

Caro dr. Rui Rio,

Nasci em 1995, em Lisboa. Licenciei-me em Ciência Política com uma média até decente. Entrei na faculdade com uma bolsa de mérito. No segundo ano, perdi essa bolsa devido a uma intensa dedicação ao associativismo e às imperiais (o dr. chama-lhes ‘finos’) e no terceiro ano tornei-me trabalhador/estudante. Hoje, sou jornalista, como aliás o dr. sabe, e não tenho ainda dinheiro para arrendar uma casa com a minha namorada, como porventura o dr. não saberia. Tudo isto para dizer-lhe, meu caro dr., que apesar de nascido, criado e residente na capital (o dr. chama-lhe ‘corte’) não devo nada a ninguém. Ao contrário do que o dr. insinuou recentemente, os devedores à banca não são todos aqui de baixo, de Lisboa («Não é nenhum lá de cima, da Guarda, nem de Mirandela»). Sabendo eu que o dr. não tem dúvidas, que «não é preciso puxarmos muito pela cabeça» para presumirmos de onde são os tais devedores, saiba o dr. que eles são os mesmos devedores que o partido liderado pelo seu primeiro-ministro não deixou investigar em Comissão de Inquérito; mas, enfim, o dr. ainda não estava cá para resolver esse consenso em nome do interesse nacional.

Rui Rio
Agora que lhe garanti que (apesar de ser lisboeta) não devo nada a ninguém, vamos àquilo que o dr. deve realmente a alguém. Comecemos pela dignidade do partido que o elegeu - um partido de centro-direita (o dr. chama-lhe 'do centro') - que não costuma precisar de aumentos na função pública em vésperas de ano eleitoral. Passemos pelo afamado «banho de ética», que acabou com o dr. a culpar a imprensa pelo facto de o seu ex-secretário-geral ter falsificado um currículo e «induzido em erro» uma universidade. Continuemos para a coerência por si prometida, com «jovens» como porta-vozes e «experientes» como coordenadores do partido, mesmo que um dos supostamente «jovens» já passe os 70 anos de idade. Contornemos a jura à descentralização interna, esquecendo que esses coordenadores andaram a escolher esses porta-vozes consoante a proximidade entre as suas moradas. Recordemos a garantia de «respeito ao trabalho» do seu antecessor, tão evidente assim que o dr. convidou a bastonária que processou um governo dele (e do PSD) para sua vice-presidente. E terminemos, em estilo, na promessa de contrariar «o populismo» de André Ventura e das suas generalizações étnicas quando aquilo que o dr. tem feito não é mais do que uma generalização também populista (mas regional) contra a minha cidade e contra os lisboetas – sendo que os pais e avós de muitos lisboetas são minhotos, beirões, transmontanos, etc...