quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Crônicas da Brinquedolândia

Jonathas Filho

Ora... Ora, são bonecos...

Para melhor entendimento, todos “eles” são figuras parecidas com humanos que se deixam levar pelo ideário ou aspirações de outros, que também são reconhecidamente bonecos de um controlador dito humano, chamado de eminência parda, que nos bastidores exerce secretamente o poder de manejar esses títeres.


Uns bonecos têm bastante personalidade e não mudam, pois já foram fabricados numa modalidade estigmatizada, como por exemplo o Chucky, que é reconhecido universalmente como um traiçoeiro boneco assassino. Outro que também tem uma finalidade específica é o Pinocchio, cuja especialidade é mentir de modo demasiado e contumaz.

Ah... tem também aquele que tem duas cabeças que “funcionam” separadamente, o tal de Dr. Jekyl e Mr. Hyde. As cabeças deste boneco bipolar costumam agir deliberadamente na noite escura das artimanhas, imoralidades e dos desvios de ética e vivem constantemente mudando – uma hora um, noutro instante... o outro. Existem uma infinidade de bonecos, cada um protagonizando uma situação com viés da que vai da comédia à trágica imoralidade, oscilando indefinidamente na malícia ou na incompetência.

Tem outros que fazem parte de um contexto alegre como é o caso do Xerife Woody, do intergalático Buzz Lightyear, do cãozinho Slinky ou mesmo o Sr. Cabeça de Batata que passam a ter vida nos emocionantes filmes de desenho animado Toy Story.

Bonecos são bonecos... nada mais que bonecos, mas aqueles do Museu de Madame Tussauds são especiais.

Parecem ter vida, pois mesmo sendo de cera, são verdadeiras cópias de celebridades que já foram para o andar de cima ou de outros notáveis vivinhos que “enfeitam” o mundo atual em treze filiais ao redor do mundo. Nenhum deles é humano, tampouco tem vida. 

Tem alguns que se “vestem” conforme a vontade dos donos tais como os dos tipos Barbie e o Ken. Entretanto, aqui em Pindorama existem outros “bonecos oportunistas” e altamente desumanos que se travestem de possuidores de integridade moral inatacável, porém, nos bastidores podem ser moldados e manejados como fantoches ao bel-prazer do titereiro.

São aqueles que vivem pendulando entre os desvios e ilicitudes, fazendo parcerias com aqueles que podem propiciar melhores condições para que estejam sempre na farra imposta pela falta de seriedade, moral e dignidade. São seres miméticos que reproduzem o comportamento, imitando a situação ou o ambiente.

Mimetismo é o caso em que uma “espécie” possui características que para se “assemelhar” com as de outra espécie (sic) e “se dar bem”, é claro.
                                                       
Vivem na mimetização, trocando de “cores” a todo instante, para levar vantagens, tirar proveito, se locupletarem ou até mesmo para se defenderem dos “caçadores de cabeças”.

Uns até trocam antigas convicções, dependendo tão somente do tamanho da bolsa de trinta moedas.

Os modelos mais modernos desses “ camaleões” vêm equipados com um tipo de underwear (cuecas) com alforjes laterais com capacidade ampliada. Dizem que são os mais vendidos atualmente.

E continua o espetáculo dos Bonecos de Ventríloquo, este diferenciado, pois não fala com o estômago... fala das profundezas do bolso alheio.

Depois da apresentação da pantomima “Zombarias de Terça”, vamos aguardar uma nova apresentação de “Brincadeiras de Delongas”, que como hors-d'oeuvre, sempre antecedem a cena teatral do toma-lá-dá-cá.

Xiiii, ouvi dizer que a “coisa” tá séria, portanto, para enfrentar esses perigosos “bonecos” engravatados, precisamos daqueles super-heróis que são da Liga da Justiça Divina.
Oremos, pois! 
Título e Texto: Jonathas Filho, tem repetidas sensações de déjà vu... 24-9-2015

4 comentários:

  1. O Jonathas aqui exprime com sabedoria e irreverência, o que nós assistimos no último dia 22/09
    Não pude acreditar no que via, e estava vendo um senado de uma republiqueta em que um programa infantil da péssima Xuxa, ainda consegue ser melhor.
    Fomos com espasmos, alguma coisa séria em anos passados, quando tivemos que ser tutelados para que a vida corresse em paz.
    Jamais voltaremos a ser algo sério e somos vistos como chacota no mundo inteiro.
    Aliás, agora deverá ficar melhor, ao cortarem as asas daquele que queria colocar ordem no chiqueiro.
    E o povo ? muita praia, bundas de fora, muita cerveja, muito selfie, feicibuki, fofocas etc
    É exatamente isso que este povo quer, e tem
    José Manuel

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  2. Sim, na quarta, dia 29, mais uma reunião no Jardim de Infância - Congresso - para assistirmos mais uma vez os bonecos a dar seu espetáculo sarcástico: tripudiar do sofrimento do povo.... muito bom, Jonathas!....
    Valdemar

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  3. Obrigado, meu caro José Manuel, abraços.
    Jonathas

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  4. Heitor Rudolfo Volkart25 de setembro de 2015 17:54

    Prezados, muito boa sua Crônica, Jonathas, mas a realidade existe, e eles não são só Bonecos, são reais, e como disse José Manuel, o Povo tem o que merece. Vamos ver a próxima sessão Teatral. Abraços.

    Heitor Rudolfo Volkart

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