domingo, 1 de fevereiro de 2026

Onde é? Qual o nome? 😉


[As danações de Carina] Onde foram parar os bons tempos de ontem que não voltam mais?

Carina Bratt

POR ACHAR DEVERAS interessante e de certa forma bem atual, adaptei o texto abaixo de um e-mail que me foi enviado por um leitor e amigo, o senhor Joel, a quem prezo muito como amigo e pessoa. Fiz algumas modificações colocando os diálogos mais ao gosto dos meus leitores, amigos e amigas que me acompanham todos os domingos em minhas ‘Danações’, publicadas aqui na revista ‘Cão que Fuma’. 

Tenho certeza absoluta que todos entenderão e concordarão comigo que no tempo de nossos pais e avós, no tempo em que éramos crianças a vida, as coisas, o dia a dia se faziam mais bonitos e tranquilos e obviamente não tínhamos os atropelos que hoje invadem o nosso cotidiano de forma brutal e às vezes até com ares severos da mais pura destruição. Aliás, a devassidão em nosso hoje é a chave que abre e escancara todas as portas de um amanhã sem talvez.


A enxurrada de desgraças e dissabores de podridão e mazelas que encontramos em dias de hoje nas redes sociais, muitas vezes levam os nossos jovens a descambarem para caminhos tortuosos. Na maioria, um fato se tornou comum, corriqueiro. Sem a benignidade da volta. Ficou meio apagado, meio desusado, aquela ideia de que ‘o bom filho à casa torna’, não sei de quem é o texto. Procurei na Internet, o autor, não obtive êxito*.

Todavia, o diálogo que segue abaixo, (como disse, acrescido sem sair do original) fala muito de nossa atualidade. Diz muito claramente do nosso ‘hoje’, onde o que manda, o que dá as regras, o que dita as normas e nos move, como marionetes, não outra doença sem cura, a Internet. Espero que os meus leitores gostem.

‘No domingo, em um almoço familiar, um jovem adolescente perguntou aos pais, tios e avós:
— Como vocês viviam no tempo em que tinham a minha idade?
— Como assim, meu querido filho, quis saber o avô?
— Seja mais claro e objetivo, observou o pai, com um leve sorriso nos lábios;
— Simples, pai: no tempo em que o senhor era criança e tinha a minha idade, como vivia o dia a dia sem televisão colorida, sem Wi-Fi, sem essa tecnologia de ponta, sem internet banda larga, não sei de quantos gês, sem computadores modernos, sem drones cortando os céus, sem bitcoins, sem celulares que só faltam nos colocar uma tornozeleira na cabeça e controlar nossos pensamentos? Da mesma forma, como era a vida sem Gmail, Facebook, Linkedin, Twitter, YouTube, WhatsApp, Messenger, Instagram e outras drogas que ainda nem sabemos como lidar com elas?