segunda-feira, 21 de março de 2016

A ética do novo ministro da Justiça...

Valdemar Habitzreuter
O governo vai jogar pesado. Sua estratégia agora é matar para não morrer. E o posto-chave para tal intento é o ministério da Justiça. É através do ministro da Justiça que o governo intenta fragilizar Moro, impedir o progresso da operação Lava-Jato e cercear a livre movimentação de Moro, restringindo seu campo de ação.

É interessante notar que o ministro Aragão, recém-empossado, como também o indicado anteriormente, Wellington Lima, são ambos oriundos do Ministério Público.

Wellington Lima foi impedido de exercer a função de ministro da Justiça pelo Supremo, uma vez que a Constituição de 1988 proíbe, após essa data, que membros do ministério público exerçam cargos no executivo e continuem como procuradores e se submetam às ordens do poder executivo, pois há incompatibilidade de função: um procurador deve ser imparcial e manter-se distante em relação aos intentos do governo.


Antes da promulgação da Constituição não havia a proibição e, assim, Aragão [foto] pôde assumir o cargo de ministro da Justiça, já que era procurador antes de 1988. O novo ministro já demonstrou a que veio: a tarefa que recebeu de Dilma de minar a lava-jato e já mostrou suas garras ao ameaçar a PF em caso de investigações e vazamentos que prejudiquem o governo: simplesmente substituirá toda equipe investigadora da PF, ameaça ele.

Em rigor, isto seria incompatível a um procurador. No entanto, agora como ministro da Justiça vai deixar de lado o viés de procurador público, embora não tenha abdicado de suas prerrogativas, e será o fiel cordeirinho de Dilma executando o que lhe é mandado. Que ética palpita na alma desse sujeito? Nenhuma. Jogou no lixo sua ética de procurador público, se um dia a tinha.

Formou-se em direito, mas age agora tortuosa, sorrateira e obtusamente para salvar o governo de Dilma, se há o que salvar ainda. Prefere emporcalhar-se no chiqueiro petista do que pautar-se pela genuína ética que se requer de um servidor público.

De olho neste homem, gente, ele tem a incumbência de nulificar a tarefa de limpeza do juiz Moro... Aragão está na contramão de uma ética de salvação dos ideais republicanos e promove a divisão da sociedade brasileira.

Ele rima com todos os ãos negativos que tentam aniquilar o furacão Moro. Este sim, rima com decoro ao entregar-se com esmero ético para que respiremos um ar puro na nossa nossa Casa - nossa República. 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 21-3-2016

Um comentário:

  1. Caro Habitz, é torpe, é podre, cheira mal a ética deste senhor!
    Como pode o poder a ganância emporcalhar uma pessoa desta maneira! Um Servidor Público, o nome já diz!
    Um Ministro da Justiça! Da Justiça! Que vergonha para o País!
    Cada atitude, cada manobra política este governo, mostra quão emporcalhado ele é! É totalmente Incompetente!
    H Volkart

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