terça-feira, 28 de março de 2017

De alegado em alegado até ao branqueamento final

Helena Matos


Ora, se o terrorista é alegado, a mulher dele pede desculpas de quê? Nesse caso devia escrever-se Mulher do alegado terrorista condena alegado ataque.

Ou tendo em conta as questões de gênero e o direito à privacidade do alegado terrorista, era bem melhor apresentar assim o assunto: Alegada mulher do alegado terrorista condena alegado ataque.

Mas ainda não está bem porque, note-se, as vítimas também podem ser alegadas. Quem nos garante que culpam o homem que alegadamente as matou? Quem nos afiança que não se suicidaram ou resolveram participar no alegado ataque do alegado terrorista que era alegadamente casado com a alegada mulher que alegadamente o condena porque alegadamente ele cometeu um ato alegadamente terrorista?
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 28-3-2017

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