quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A maldição do caça, o Aerus e o Guanabara

José Manuel
Este título parece um balaio de gatos em que cada um nada tem a ver com o outro e está mais para um disparate qualquer. Ou não?

Faz duas semanas que não escrevo uma linha sequer, pois como disse recentemente o Jabor, roubaram tudo, até o assunto.

E é verdade, pois não dá para escrever mais do mesmo, ou seja, o país está compilado dentro de uma versão moderna da Agatha Chistie, mas como sempre existe nestas obras um Hercule Poirot, deixemos de lado pois, porque algo certamente irá acontecer, não sei bem onde, mas está mais para os lados de Curitiba neste momento.

Para não deixarmos de lado jamais o que nos aborrece, os velhinhos do Habitzreuter ainda têm muito assunto a escrever e, como disse bem o Bolognese, tentemos sair urgente do modo escapista e voltar à realidade do nosso cotidiano, ou seja, procurar algo para lutar. O Business... as usual?, do Bolognese está aí, pois nada acontece de agradável neste momento, mas nem por isso vamos nos render.

E aí vem a Rosa Maria para colocar combustível numa fogueira quase apagada, muito bem colocado, diga-se de passagem, ficando latente neste folhetim que uma simples discussão a três pode gerar um combustível que alimenta uma belíssima fogueira, e acima de tudo provando que uma discussão a muitos provocaria uma explosão.

Mas o que que tem a ver o Aerus e o Guanabara?

Tudo, pois chegamos a um capítulo da ficção Brasil, em que os alhos estão misturados com os bugalhos.

O Aerus, como fundo de pensão, que em países adiantados intelectualmente é uma locomotiva financeira foi rebaixado a ‘prato feito’ de terceira, jogando na sarjeta os velhinhos do Habitz, mesmo com uma ordem judicial de uma justiça que no balaio misturado, não sabe o que faz, nem para que serve o Congresso neste caso em particular.


O Guanabara já vem provocando a miséria comprada e patrocinada por bolsas de todo o tipo, há alguns anos, mas pelos vídeos feitos recentemente e disponibilizados em redes sociais, com pessoas de idade sendo inclusive pisoteadas, nós podemos fazer um exercício de futurologia sobre o que irá acontecer, caso o exemplo da Venezuela em que pessoas morrem por causa de papel higiênico, se reproduza por aqui, o que talvez não esteja muito longe de acontecer, pelo andar da ventania estocada.

O dia em que o Guanabara tiver as suas prateleiras desabastecidas a história se incumbirá de contar uma outra versão.

Mas e a maldição do caça? Tudo a ver, querem ver? No Aerus, os nossos direitos, a nossa saúde, a nossa vida. Fomos abatidos pelo caça em pleno voo.

No Guanabara, um erro mercantilista tira a dignidade e a cidadania de um povo, transformando uma sociedade em farrapos sociais. O caça lançou uma bomba de efeito retardado.

E tem mais maldição do que essas?
Na década de 90 um ente espalhafatoso e colorido entrou no cockpit de um caça Mirage e deu no que deu.

Esta semana uma anta atrapalhada entrou no cockpit de um caça Saab Gripen.


Título e Texto: José Manuel, sem assunto e ao sabor do vento, 21-10-2015

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