domingo, 20 de março de 2016

Rebatemos as cinco principais falácias dos “falsos isentões”

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Implicante
Uma figura interessante brotou nas redes sociais nestes dias de passeatas e manifestações: o “falso isentão”. Tal pessoa costuma fingir ponderação, mas sem muito êxito em esconder a mágoa com o fato de que o povo esteja ocupando as ruas para protestar contra o governo petista.

Historicamente, o esquerdismo sempre se disse a favor da ocupação das ruas, das manifestações populares e coisas do tipo. Mas eles estão numa grande sinuca, pois isso hoje acontece justamente contra o partido que eles adoram. E agora?

Bom, agora eles se saem com falácias. Vamos desmentir as cinco principais.



É golpe, sou a favor da democracia
Primeira mentira: não é golpe. Segunda mentira: não são tão a favor assim da democracia. Não é golpe justamente porque o impeachment é uma medida legal, prevista na constituição democrática, que GARANTE ao povo o poder sobre seus governantes caso cometam crime de responsabilidade. Ponto. E, se são mesmo a favor da democracia, deveriam ser também favoráveis à aplicação da Constituição Federal. Aliás, já notaram o silêncio dessa gente “a favor da democracia” sobre a nomeação de ministro para escapar da justiça comum? É o mesmo silêncio que eles fazem quando se fala em “democracias” como Cuba, Venezuela etc. Recapitulando: sim, o impeachment é democrático e o “falso isentão” quase nunca é totalmente a favor da democracia.

Não apoio o governo, mas também não apoio a oposição
Essa é das boas. Querem passar a ideia de que as manifestações seriam propostas por oposicionistas, ou feitas para consagrá-los, mas obviamente não é nada disso. Alguns líderes da oposição oficial, aliás, são expulsos aos xingos. Isso porque o movimento é CONTRA o PT, sim, mas não por isso favorável a partido X, Y ou Z. Os poucos políticos aplaudidos são aqueles que defendem as IDEIAS dos manifestantes, não os que vão pra lá fazer campanha pessoal ou de seus partidos. É o básico do básico: ser contra este governo não significa ser a favor deste ou daquele partido.

Não concordo com fulano, que está junto
É o velho truque de pegar uma pessoa X ou fato isolado Y, num movimento de milhões e milhões, para tentar passar a ideia de que todos sejam assim. É uma prática antes de tudo suja, e não espanta que a adotem indiscriminadamente. Mas vamos lá desmentir também esta, falando apenas o óbvio: não, não se julga o todo pela parte. Em qualquer evento com mais de 100 pessoas, é fato, haverá certamente um ou outro de quem discordamos. Se o contingente total salta para os milhões, é claro que terá esta ou aquela pessoa de quem não gostamos. Mas isso não reflete o TODO. Isso não quer dizer que TODO MUNDO contra o PT pense como determinada e isolada figura, seja ela quem for. Um partido com extrema impopularidade não pode jogar nos outros a culpa por ser odiado por tanta gente diferente. É isso.

Quem assume é o Temer e ele não será melhor que a Dilma
Sim, será. E nem é preciso entrar nos méritos ou deméritos próprios: ele será melhor simplesmente porque não dá para ser pior ou igual. Dilma é insuperável na incompetência e ninguém conseguiria ser pior nem mesmo fazendo de propósito. De mais a mais, será mesmo Temer a assumir por um único motivo: quem votou na Dilma, votou nele. Não podem, agora, fazer de conta que ele foi eleito de forma separada. Nada disso. Lá na urna, quando lacraram o 13 e confirmaram, lá estava também o nome e a foto de Michel Temer. Então quem votou também nele, convenhamos, não pode agora nos culpar porque é ele quem está na linha sucessória.

A corrupção não acabará
A Operação Lava Jato tem por objetivo investigar o Governo Federal. Quem ocupa este governo é o PT, aliado a outras siglas, de modo que OBVIAMENTE são eles os investigados NESTA operação. E uma única investigação não teria como resolver TODO O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO NO PLANETA. Se eles acham que algum outro partido não é suficientemente investigado, ou que determinado processo não andou como deveria, o correto é protestar para que isso aconteça, sem desmerecer a Lava Jato. Outra atitude correta seria parar de apoiar políticos corruptos sob a “justificativa” de que outros também o são. Além disso, muitas vezes emendam com o famoso “vai continuar tudo igual”. É lorota, claro, pois as coisas vão melhorar (de novo: não dá para ser pior que este governo). E, de mais a mais, aceitando o “argumento” de que tudo continuaria na mesma, pelo menos seria feita justiça. “Dar na mesma”, por “dar na mesma”, então ficaria a mesma coisa mas com alguns corruptos punidos. Já estaremos no lucro.

Enfim, é isso. Já dá para rebater o “falso isentão” que se esconde em falácias porque tem vergonha de dizer que apoia quem de fato apoia.
Título, Imagem e Texto: Implicante, 19-3-2016

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