sexta-feira, 27 de maio de 2016

E o Temer? Vamos temê-lo, aplaudi-lo ou rejeitá-lo?...

Valdemar Habitzreuter
Ainda é cedo para termos uma noção clara do que Temer será capaz. Por ora estamos na expectativa temerosa do que pode acontecer. Embora ele tenha a confiança da maioria parlamentar para a aprovação de seus projetos, resta saber se não suscitará conflitos com a sociedade que, insatisfeita com tantos arrochos de medidas econômicas, se voltará contra o seu governo. Ele não tem como sanear, a curto prazo, a esfacelada economia.

O estrago na gestão da Dilma foi tão grande que não será suficiente o tempo que ficará à frente do governo – até 2018. Necessitar-se-á talvez de anos para aprumar o país na direção certa e tirá-lo do atoleiro. O mais importante, ao meu ver, é Temer voltar-se para a sociedade e granjear-lhe a confiança, ser transparente nas ações governamentais e, sobretudo, vir a público e dizer o quão imperativo se faz agora tomar medidas amargas para que o Brasil renasça do caos em que se encontra. Temer não terá vida fácil.

Em primeiro lugar, é presidente interino, vice de Dilma, veio a reboque das eleições duvidosas de 2014; em rigor não tem um mandato popular genuíno. Em segundo lugar, sofrerá forte oposição dos que o julgam traidor ao se insurgir contra a presidente afastada e, em consequência, poderão acontecer manifestações ferrenhas contra ele, ainda mais quando as duras medidas econômicas far-se-ão sentir no cotidiano das pessoas.

Mas, de um lado, fiquemos de olho em seus movimentos. Se observarmos que passa confiança e garantia com suas propostas políticas e econômicas, vamos aplaudi-lo. Caso seja um forasteiro e inapto ao cargo que ganhou de presente, vamos rejeitá-lo.

Além do mais, grande parte dos caciques de seu partido, o PMDB, está enlameada até o pescoço no propinoduto e alvos de investigação da Lava-jato. Caso se levante também alguma suspeita pessoal contra ele, adeus então para seu governo.

Já é embaraçoso de ele ocupar a presidência pelo fato da reeleição de Dilma ter sido marcada por fraude ao receber dinheiro sujo para sua campanha em que ele foi o vice. Em todos os casos, já foi um grande passo a queda de Dilma que nada mais era do que um fantoche frente ao governo, não havia mais governo. Que dias melhores se deixem entrever! Esperemos!   
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 27-5-2016

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