segunda-feira, 23 de maio de 2016

Afinal, quem é este homem?

"Conheço-o há muito e da primeira fila. Foi um aluno brilhante, um jornalista criativo, um comentarista político que transformava o ecrã num acontecimento.

Homem de família e de fé, está a sério em ambas.

Serviu a universidade com o melhor de si mesmo, mas sempre com a política ao fundo da (sua) paisagem. Como se viu e vê.

Eis alguns passos da minha longa história com Marcelo Rebelo de Sousa. [foto]"
Título e Texto: Maria João Avillez, na revista “Observador – Já nas bancas”, maio de 2016

Pois bem, assim abre a sua extensa matéria, Maria João Avillez. Li-a com atenção. E, mais uma vez, encontro plasmado o meu julgamento sobre determinado tema/assunto, neste caso, a minha opinião sobre Marcelo Rebelo de Sousa, atual presidente da República. O grifo é meu. Confira:

“Sim, em 1985 Marcelo não segue Cavaco Silva como antes não estivera com Sá Carneiro, ou estivera muito pouco, limitando-se a um empenho claudicante à AD (Aliança Democrática), fundada pelo mesmo Sá Carneiro. E eis o que nos reconduz a um dos traços mais inexplicáveis da sua personalidade política: uma (automática?) aversão às lideranças carismáticas do seu partido e aos seus ‘chefes’, bem ou mal-amados, mas largamente plebiscitados.

Detestou-os a todos, mesmo quando fingia que não.

Desentendeu-se com Sá Carneiro, a quem nunca foi fiel;
recusou seguir Cavaco, apoiando-o, contrariado e nada convencido, na corrida para Belém, para logo o ‘desapoiar’ publicamente;

com Passos Coelho não foi diferente, foi apenas mais visível: dominicalmente, durante quatro anos, arrasou a sua governação, triturando-a, passo a passo, medida a medida.

Uns dizem ser uma questão de ‘ego’, outros apontam-lhe a necessidade de uma ocupação exclusiva dos palcos, fruto da sua insegurança. Pode ser, mas não explica tudo.

E se o ‘caso’ reclama análise mais profunda – não será este o local para ela –, impõe-se pelo menos o registo de uma singularidade: uma longa caminhada, feita sempre à margem dos grandes líderes do seu partido de estimação, quando não em confronto, direto ou enviesado, com todos eles.”

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