segunda-feira, 21 de março de 2016

Isentão Claudio Abramo diz que torcer por juiz Moro é “fascismo”

Luciano Henrique
Todas as vezes em que você ver alguém defendendo o petismo com o uso do relativismo moral junto à famosa técnica do “não sou petista, mas” tenha ciência de que nada passa de uma técnica de publicidade chamada “distanciando a propaganda da fonte”.

Acontece principalmente quando as pessoas desenvolvem muito ceticismo em relação a um anunciante (o qual é ligado ao vendedor do produto). Daí buscam supostos “isentos” que fariam a mesma propaganda, mas vendendo a imagem de estarem “desconectados da fonte”. Como sempre, é engodo.


Um exemplo do truque está em Claudio Weber Abramo [foto], vice-presidente da ONG Transparência Brasil, que apareceu com esta cretinice abaixo, em entrevista ao DW:

Em vários dos protestos do último dia 13, o juiz Sérgio Moro e a PF foram alçados a heróis pelos manifestantes. O que o senhor acha disso?

Eu acho que isso é protofascismo. Acho esse negócio de ficar colocando xerife como herói perigoso. O pessoal não sabe com que está brincando. Não que eu seja favorável ao governo Dilma, acho um desastre. Mas esse negócio de “pega ladrão”, “xerifão” e etc. é perigoso. O aventureirismo na política nunca deu certo.

Claro, claro…

Todos os isentões dizem que “discordam do governo Dilma”, mas apelam aos truques mais sujos possíveis para tentar salvar seu mandato.

A torcida por juízes que punam criminosos não tem nada de fascismo. É um desejo humano por proteção quanto aos criminosos. Pedir para “pegar ladrão” jamais é perigoso, mas sim deixá-los soltos. Ter um juiz com histórico impecável como Moro alçado a papel de herói é um indício de sanidade na política. Apoiar bandidos que usam o poder de forma tirânica, por sua vez, é sinal de psicopatia. Ou histeria.

O fenômeno dos isentões – na verdade, uma tática de marketing do PT e nada mais – é algo com o qual devemos lidar nas próximas semanas. Veremos o maior show de cinismo que a mendacidade humana pode proporcionar. Abramo é só mais um exemplo disso.
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 20-3-2016

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4 comentários:

  1. O cão que fuma ao invés de responder com serenidade e com argumentos, morde! Típico desses novos tempos...
    Solange Calcagno

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    1. As pessoas que não leem, as autorias, promiscuam palavras de ordem, então morda-se!
      Típico de petralhas...

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  2. Primeiramente, discordo da comentarista que escreveu que o Cão que Fuma morde ao invés de usar serenidade e argumentos. Quando isso aconteceu? Eu nuca vi!
    Sobre o "filósofo político" Claudio Weber Abramo, que fica sobre o muro tecendo suas teorias políticas eu tenho certeza que o povo que vai para a rua apoiar o juiz Sérgio Moro nem sabe o que é protofacismo. E, se souber, muda alguma coisa? O povo não aguenta mais; quer que os ladrões vão para a cadeia! O papel que o juiz Sérgio Moro e a sua equipe, MP, PF estão desempenhando não é "aventureirismo político" é simplesmente a aplicação da Lei, da Justiça e da Constituição contra os agentes públicos desonestos, de foro privilegiado e os seus colaboradores. Isso é inédito, nunca foi feito no Brasil, por isso o protofacismo que o sr. Abramo detectou nas ruas! Certos isentões ficam sobre o muro na esperança de que o Brasil vire uma Venezuela, com bandeira vermelha! Alberto José

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    1. Não devia, sei que é errado, mas vou colar, copiar, e vou dar os créditos.
      http://www.espacoacademico.com.br/079/79lima.htm
      Vale a pena ler.
      Primeiro minha crítica ao autor, ele realmente não sabe o que é fascismo, nazismo e proto-fascismo.
      Nazismo não é a mesma coisa que fascismo, porque “há uma única maneira de ser nazista, mas há várias maneiras de ser fascista” (HUMBERTO ECO, 1995).
      O psicanalista Narciso Mello Teixeira observava que o fascismo não é perigoso apenas quando se torna fascismo de Estado, mas também quando é praticado nas violências invisíveis e sem sangue que acontecem no dia-a-dia.
      O “protofascismo”[1](sic), versão pós-moderna do fascismo, ganha adeptos porque sabe como despertar potencialidades do indivíduo ou do grupo até então negligenciadas. Para tal, usa recursos diversos: discurso agressivo e falacioso, gestos teatrais, abraços e beijos inautênticos, o gesto de tomar uma criança ao colo para ser fotografado, etc.

      O discurso protofascista geralmente seduz os incautos e os náufragos de alguma ideologia messiânica. Para essa audiência não importa confrontar a retórica com a prática, nem sua coerência e razoabilidade, nem importa reconhecer suas atitudes “imorais” postas a serviço de uma moral cínica. Na análise de Sloterdijk (apud Zizek, 1992) “eles sabem perfeitamente o que fazem [mal], e, no entanto o fazem”, e ainda procuram justificar que fazem assim para o bem coletivo.
      O protofascismo trocou a violência, a truculência e o desprezo em ato organizado pelos mais fracos, e agora vive – ou sobrevive – com: uma retórica agressiva, o carisma do líder, bem jogar o jogo da política e operar as relações sociais visando reforçar a simpatia dos seus militantes e atrair simpatizantes para sua causa. Podem até parecer espontâneas e ingênuas, mas suas ações políticas têm o propósito tático de ocupar todos os espaços institucionais, começando por substituir técnicos por militantes da “onda” (lembrando o filme de mesmo nome, calculando o efeito dos slogans e palavras de ordens, vigiando e delatando opositores, catequizando corações e mentes, etc. O proto-fascista goza com as frases de efeito e vibra com o teatrinho de uma revolução ficionada.
      O protofascismo pode voltar sob o mais inocente dos disfarces. Nosso dever é pô-lo a nu e apontar quaisquer novas ocorrências --todos os dias, em todas as partes do mundo... Liberdade e liberação são uma tarefa infinita”.
      COPIEI O QUE ACHEI DE INTERESSANTE.
      Acho que o tal de Abramo, nunca leu Humberto Eco.
      E o sombreiro em epigrafe cabe exatamente na política dos petralhas.
      fui

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