quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A questão militar

Alberto José

Na coluna publicada hoje [para assinantes] em O Globo, a jornalista Míriam Leitão fez uma crítica contundente contra a entrevista do general Antonio Hamilton Mourão [Imagem], chegando até a questionar a falta de uma punição para o militar.


A jornalista, deveria se declarar impedida de opinar sobre o assunto tendo em vista que, supostamente, deve guardar profundo ressentimento contra os militares e, ainda  esquece que uma grande parte da sociedade, "que não aguenta mais a situação de anarquia e insegurança" apoia não necessariamente uma ditadura, mas uma intervenção militar.

Os militares devolveram o poder aos civis e, de lá para cá, as coisas pioraram. Os partidos se estruturaram em quadrilhas para solapar as leis e a economia; e, no aspecto social, antes os bandidos estavam atrás das grades hoje, quem fica atrás das grades é o cidadão honesto que tenta trabalhar para sustentar a nação.

Da saída dos militares até hoje, houve uma degradação dos valores morais e cívicos da sociedade; não se respeita o cidadão, a bandeira, a escola, os professores, a Lei e as autoridades!

No Congresso, parlamentares tentam criar obstáculos contra a Justiça e a revelação das suas atividades ilícitas, em particular, contra juízes da Lava-Jato para tentar se safar dos processos a que devem responder.

Nas ruas, uma legislação permissiva, esculpida por políticos "populistas" levanta a bandeira de direitos humanos mal aplicado e do estatuto (ECA) do menor  (inimputável!)  para deixar de punir assassinos e assaltantes, maior ou menor que, mesmo quando são condenados, são logo postos em liberdade por força da legislação que privilegia o criminoso e despreza as suas vítimas.

Enfim, na atual situação que chegamos, quase como uma Venezuela, a maioria dos brasileiros não confia mais nos políticos e não acredita nas autoridades civis! 
Título e Texto: Alberto José, Rio de Janeiro – (a Chicago do Brasil!), 21-9-2017

The New York Times OMITS key details about identities of London bombers

Photo: Richard Levine/Corbis via Getty Images

Ryan Saavedra

The New York Times hid several key details about the identities of the alleged London bombers in a new report, including their nationalities, refugee status, and their connection to Islamic terrorism.

Instead of mentioning the ties that the suspects have to Islamic terrorism, The New York Times
reported that authorities were trying to determine “the events leading up to the bombing” to determine if it was “influenced by extremists” – even though ISIS already claimed responsibility for the attack.

Nowhere in the 11-paragraph report does The Times mention that the first two men arrested on Saturday, ages 18 and 21, were refugees.

In fact, The Times buried the nationalities of both men in the eighth paragraph of the report:

An 18-year-old Iraqi orphan who had a reputation for getting into fights and had been in the foster care of a retired couple, and a 21-year-old from Syria who had escaped the civil war there and was working at a fried-chicken shop.

A troubling note from the report is how The Times portrayed the two suspects. Portraying one suspect as a troubled “orphan” who was in “foster care” while portraying the other suspect as a lowly Syrian who “escaped war” makes it seem like the suspects are the victims.

The Times provided no additional details in the report on the 25-year-old suspect “detained” by police on Tuesday, despite the fact that other news organizations reported his strong ties to Islam. Additional details were also not provided for the two suspects, ages 30 and 48, arrested on Wednesday.
Ryan Saavedra, The Daily Wire, 21-9-2017

A plateia dos patetas

Maria João Avillez

Um misto de leveza, manha, irresponsabilidade. Uma manipulação a partir do palco do poder para a plateia de patetas onde quem não é da geringonça é suposto estar sentado.

1. Os governos são como as marés: vão e vêm. Nascem, estão, partem e vêm novas marés. Mas o embaraço, não. O embaraço constrangido que determinadas governações podem causar, fica. Um dia, daqui a muito ou pouco tempo – é irrelevante para o que me traz – a geringonça desconjuntar-se-á, mas aquilo que nos constrangeu, envergonhou ou embaraçou, permanecerá, temo bem, impresso nas mentalidades e no ar do país. Não me refiro a medidas, prioridades ou escolhas que competem a quem governa, mesmo não tendo sido eleito para tal. Refiro-me a uma certa, como dizer?, cultura do modo como se está na política e do modo como ela se pratica. Um misto de leveza e manha, de “tudo nos é permitido” e vale tudo. Da manipulação encenada a partir do palco do poder para a plateia de patetas onde quem não é da geringonça, é suposto estar sentado.

E onde, outros dos (grandes) embaraços é certamente a fartura dos exemplos dessa forma de estar, espécie de nova cultura.

2. Embaraço não chega para definir (?) a misteriosa “forma mentis” do ministro da Defesa e a embaraçosíssima (e pelos vistos, também eterna) questão do roubo de Tancos. Recorre-se a “inquéritos”, a salvífica solução de sempre para salvar a honra de vários conventos, embora se saiba à partida (e à chegada) que pouco ou nada se averiguará cabalmente. Donde, não há remédio senão manter as mesmas perguntas de há meses: que se passou que não merecemos ou podemos saber? Afinal não houve roubo? Ou houve e quem roubou, “no limite”, caro ministro, fez-lhe o favor de arredar aquela tralha de um perímetro mal guardado e fez muito bem porque o material estava nas lonas? Ou, pelo contrário, ocorreu algo de muito mais chato, tão chato que o melhor é tratar-nos como tontos que não justificam explicações difíceis? Seja o que for, passou uma estação do ano (são só quatro) e pouco sabemos. A não ser que há um ministro que é um erro de casting, entre outros erros; que havia um chefe de Estado Maior que não fora esta tragicomédia e não se adivinhava que era outro erro de casting; que com esta “atuação” o poder deixou claro como trata os portugueses. E ainda: um país, uma elite, uma classe política que convive tão bem com tudo isto não se respeitam a si próprios. Não podem ser levados a sério ou tidos em conta fora de portas. E pensar que pode não ficar por aqui… É que conforme me lembrou um dia alguém avisado, “em política há sempre pior”.

Brasil e Portugal: as reformas e o pós-Temer em 2019

Cesar Maia

Broadcast: A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) elevou nesta sexta-feira, 15 de setembro, o rating soberano de Portugal de BB+ para BBB-, com perspectiva estável. Isso significa que o país voltou para o “grau de investimento”, classificação que serve como um selo de bom pagador. A S&P ainda elevou a estimativa para o crescimento médio do PIB português entre 2017 e 2020 de 1,5% para 2,0%. A agência afirma esperar que a meta para o déficit orçamentário de 1,5% do PIB neste ano seja cumprida.

1. Ao final do governo do socialista primeiro-ministro José Sócrates, em 2011, Portugal estava literalmente quebrado. Um tempo depois, José Sócrates foi denunciado e preso por corrupção. Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência.

2. O PSD (centro-direita) venceu as eleições seguintes. O primeiro ministro Pedro Passos Coelho governou até 2015. Realizou profundas reformas - fiscal, financeira, previdenciária e patrimonial (privatizações). A recessão foi profunda e a taxa de desemprego se aproximou de 20%. A oposição política e corporativa dizia que Portugal tinha sido entregue ao FMI, que era quem governava.

3. Depois de dois anos de enormes sacrifícios, a economia iniciou um processo sustentável de recuperação. Já no ciclo final do governo de Passos Coelho, Portugal tinha se recuperado inteiramente, e vivia uma dinâmica de crescimento, com equilíbrio fiscal, desemprego fortemente decrescente, inflação no entorno de 1%, etc.

4. Depois de enfrentar anos de impopularidade pelas medidas adotadas, nas eleições gerais de 2015, o PSD liderado por Passos Coelho venceu. Mas não conseguiu maioria absoluta no parlamento. Após alguns meses, o PS de António Costa conseguiu que a esquerda eurocética e fortemente crítica a Passos Coelho formasse uma coligação parlamentar com o PS, que assim conseguiu uma maioria.

As mentiras do populismo

Mentir para ludibriar a boa-fé é o que Lula e o PT fazem tentando antecipar a campanha

O Estado de S. Paulo

Ex-presidente do Brasil, RÉU em SETE processos
Palanque é uma tribuna da qual o político fala diretamente ao povo em torno dele reunido. Nessas circunstâncias, é natural que seja usada uma linguagem coloquial, popular, acessível a todos. É uma questão de adaptar a mensagem, em sua forma, ao público-alvo. O conteúdo dessa mensagem, no entanto, independentemente da forma por meio da qual é transmitido, precisa ser verdadeiro. Mentir no palanque, na tentativa de conquistar apoio, é ludibriar a boa-fé do ouvinte. Pois é mentir para o povo o que Lula e o PT vêm fazendo desavergonhadamente na tentativa de antecipar a campanha presidencial.

“Desemprego bate recorde no Brasil. Falta de repasses fecha universidades. Temer corta milhares do Bolsa Família. Reformas dificultam aposentadorias e retiram direitos. Agora querem até retirar o seu direito de escolher um presidente.” Essas deslavadas mentiras, proclamadas em tom dramático por um locutor, estão no filmete de 30 segundos inserido pelo PT no horário político na TV. Ao final, surge a presidente nacional do partido nomeada por Lula, senadora Gleisi Hoffmann (PR): “O PT já demonstrou que é possível crescer com democracia, combatendo as desigualdades e gerando empregos. Vamos juntos defender o Brasil”.

O exemplo mais contundente da capacidade de proclamar mentiras, numa hábil e emotiva linguagem popular talhada para levar convertidos e desinformados ao delírio, foi dado no recente périplo eleitoral de Lula pelo Nordeste.

Culpa do Trump

O presidente dos EUA veio ao mundo para assumir os pecados da humanidade. Ele é culpado, agora, de ameaçar a Coreia com a bomba atômica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião sobre a reforma das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York - 18/9/2017. Foto: Brendan Mcdermid/Reuters
J.R. Guzzo

É curioso. Até alguns dias atrás, qualquer pessoa com a sua atividade cerebral razoavelmente em ordem seria capaz de jurar que quem ameaçava os inimigos, os vizinhos ou o resto do mundo com um ataque nuclear era a Coreia do Norte. Disparou um míssil que sobrevoou o Japão – e se passou de um lado para outro, poderia muito bem cair dentro. O foguete não era um buscapé; era uma bomba atômica. Antes disso, o ditador coreano, indivíduo até agora considerado realmente capaz de detonar armas nucleares de ataque, ameaçou sabe-se lá quantas vezes bombardear os Estados Unidos e quem mais lhe desse na telha. Faz isso há meses, aliás. De repente, vai se ver o noticiário e ficamos informados que quem ameaça a Coreia, e possivelmente o resto da humanidade, é Donald Trump – sim, ele mesmo, o presidente dos Estados Unidos. O que houve com “a narrativa”, como qualquer mané adora dizer hoje, a respeito de qualquer coisa? Houve que Trump anunciou o seguinte: a Coreia do Norte será “destruída totalmente” se jogar uma bomba atômica no país que ele preside.

Ninguém é a favor de um horror desses, é claro – a não ser o próprio ditador da Coreia, caso se acredite no que ele diz. Mas a ameaça passou a ser Trump. O perigo agora é ele. Quem põe em risco a paz mundial é ele. O governante irresponsável é ele. O maluco beleza é ele. Tudo é ele. E o outro? Parece que já não vale mais. Não é “à ganha”; é “à brinca”. Deve ser só o gordinho sinistro dos gibis. No fundo, ele não quer fazer mal a ninguém, coitado. Problema, mesmo, é esse Trump. Daqui a pouco, a continuar assim, teremos a CNBB, as classes artísticas brasileiras e os militantes dos direitos humanos lançando manifestos em solidariedade ao povo da Coreia e exigindo um boicote mundial contra os Estados Unidos.

A bolivariana Dilma que fala que Trump fez discurso de ódio se cala diante do horror promovido por Kim Jong-un

mrk

A tradicional “ética” da escória bolivariana mais uma vez se fez evidente em uma nota bizarra emitida pela ex-presidente Dilma, que sempre se aliou ao que há de pior no mundo em termos de tirania.

Depois do discurso de Trump na ONU – onde ele falou que destruiria a Coreia do Norte se ela atacasse os EUA –, ela reapareceu para dar um piti.


Em nota, Dilma disse que “com discurso de ódio na ONU, Trump ameaça a humanidade”. Ou seja, Kim Jong-un pode praticar genocídios e disparar mísseis, mas uma “ameaça à humanidade” acontece quando alguém diz que vai reagir. Bem típico do duplo padrão da extrema-esquerda.

“Ao afirmar que pode destruir um país, Trump evidencia sua posição belicista, baseada na ameaça de um holocausto nuclear”, disse Dilma, ignorando que as ameaças de destruição de outros países surgiram inicialmente do ditador norte-coreano.

Provavelmente, esse monstro que atende por Dilma deve achar que os massacres contra sua própria população e os ataques com mísseis, perpetrados por Kim Jong-un, são manifestações de “amor”.

Ela é uma vergonha para a nação.
Título e Texto: mrk, Ceticismo Político, 21-9-2017

Relacionados:

Dia do Gaúcho! 20 de setembro

Muito orgulho de ser!  Gaúcho e Gremista!
Grêmio classificado para semifinal da Libertadores 2017!   
 

Rei de Copas Brasileiro!  Saudações Tricolores!       
Abraços, 
Heitor Volkart, 20-9-2017

Ao chamar de “agressora” mulher que se defendeu de estuprador, mídia mostra de que lado está

mrk

Uma matéria do G1 mostra a que nível de torpeza chegou a grande mídia.

O título está deste jeito:

“Mulher agride homem que invadiu casa e tentou estuprar ela e a filha de 3 anos”.

O caso ocorreu na madrugada desta quarta-feira, 20, em Rondonópolis, Mato Grosso.

O estuprador Damião de Jesus Marques, 28 anos, invadiu a casa de uma mulher, de 19 anos.

Ela conseguiu se defender e desceu o relho no bandido. Com isso, se livrou de um estupro. O bandido queria estuprar também sua filha, de apenas 3 anos.

Leia mais:
A tentativa de estupro ocorreu por volta de 3h30 [horário de Mato Grosso] na casa da vítima, no Bairro Jardim Liberdade. A vítima disse aos policiais que estava dormindo na sala da residência, junto com a filha, quando percebeu que agressor havia invadido a casa e se aproximado delas armado com uma faca.

Damião teria dito à vítima que a mataria se ela reagisse e ainda perguntou: ‘você não tem medo de morar sozinha?’. Ainda conforme a jovem, o suspeito tocou nas partes íntimas dela e ameaçou estuprar a filha. Ele também avisou que mataria as duas depois de violentá-las.

Depois das ameaças, o suspeito tentou arrastar a jovem à força para um quarto. A moradora se aproveitou do momento em que Damião ficou de costas, pegou um pedaço de madeira e conseguiu golpeá-lo na cabeça.

O suspeito tentou pegar a faca e foi agredido novamente pela jovem. A moradora conseguiu tomar a faca de Damião e imobilizá-lo até a chegada dos policiais militares. Conforme a PM, o portão da casa da vítima estava trancado. Os policiais acreditam que o criminoso entrou no local pela porta dos fundos, que estava aberta.

Damião foi encontrado caído na cozinha, recebeu atendimento dos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em seguida, ele foi levado para a delegacia da Polícia Civil.

Veja a chamada:

Em vez de dizer simplesmente que a mulher se defendeu do bandido, para que usar um frame mostrando-a como a “agressora” no caso?

Na verdade, o agressor é apenas o bandido. A mulher apenas se defendeu.

Vergonhoso, vergonhoso… 
Título, Imagem e Texto: mrk, Ceticismo Político, 21-9-2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Salvemos as crianças


Maria Lucia Victor Barbosa

Discutir o que é contemporâneo avançou sob novas formas através das transformações revolucionárias da comunicação trazidas pela tecnologia. É bom frisar que tal progresso não significa em si perfeição, pois a ação humana serve tanto para o bem quanto para o mal, para a mentira ou para a verdade, para o amor ou o ódio. De todo modo, as redes sociais avultam hoje como o quinto poder, algo que não foi ainda analisado em toda sua potencialidade e complexidade, sendo que não há indícios de recuo na participação e na interação de pessoas através das redes sociais onde opiniões trafegam livremente, debates se cruzam, ideologias provocam embates acalorados.

Na análise de tal fenômeno social quero retomar a tese de Robert A. Dahl sobre o que ele denominou de “poliarquia”, termo que significa “o governo de muitos, que permite ao povo participar das principais escolhas, sobretudo nas dos dirigentes”.

Atualizando o conceito se pode dizer que, além das escolhas políticas, hoje a participação nas redes sociais ampliou a poliarquia, que nada mais é do que uma forma de democracia na qual excessos deveriam encontrar seus limites não na censura, mas nos direitos fundamentados nas leis.

Dito isso, tomemos como exemplo de discussão recente que percorreu as redes sociais e a mídia, aquela relativa ao encerramento da exposição Queermuseu havida em Porto Alegre (RS), patrocinada pelo Banco Santander e financiada pela Lei Rouanet com a nada modesta quantia de oitocentos mil reais.

Nesse sentido, significativa foi a matéria da Veja (20/9/2017), que teceu duras críticas ao Movimento Brasil Livre (MBL), chamando-o de obscurantista por ter pedido nas redes sociais o boicote a tal exposição por conta do incentivo à pedofilia, à zoofilia e pelo desrespeito a símbolos sagrados. Além do MBL, outros grupos também se indignaram com a mostra. O título da matéria da Veja foi: “A Vitória das Trevas”.

FAKE NEWS: Se você é minimamente inteligente, não caia nessa de “cura gay”

Flavio Morgenstern

Você acreditou que alguém propôs a "cura gay"? Não seja tapeado pela mídia: basta saber do que se trata para apoiar vigorosamente o projeto.


Há alguns assuntos que se repetem com extensa maestria: ninguém se importa com o genocídio que o Boko Haram está promovendo em escala industrial na Nigéria, por exemplo, mas basta algo que não promova (repetindo: não promova, não se trata de aceitar, admitir, conviver, mas não promover) a chamada “causa gay” que ataques de pelanca, faniquitos e chiliques mimimi em massa ocuparão o Twitter em no máximo meia hora. Vide a gloriosa fake news dizendo que um juiz permitiu a “cura gay” no país.

As pessoas têm confiança quase nula na mídia, a um só tempo em que acreditam em tudo o que ela faça em troca de cliques. Basta ver o furdunço gerado hoje, tal e qual aquele contra Marco Feliciano em junho de 2013, por algo que só pode ser chamado de fake news.

Vivemos uma época espalhafatosa: do espalhafato em sentido vernacular. É como jornalistas controlam a opinião pública. Ninguém fazendo as piadinhas manjadas (“quero licença para não trabalhar, acordei meio gay hoje” ou “meu amigo é gay e ele não precisa de cura, precisa de piroca”) se preocupou com fatos, ou, digamos, em duvidar da mídia, se dizem que não são “manipulados”. Ninguém hoje é mais massa de manobra acéfala e voluntariamente ordenado em obediência absoluta pela mídia do que os promotores das causas progressistas.

São justamente estes que querem controlar o que se diz na internet, jurando que foram “fake news” que elegeram Donald Trump, por exemplo, sem nenhuma prova ou notícia falsa de respaldo a dar de exemplo. O que fazem dia e noite, entretanto, é justamente promover fake news, como a suposta “cura gay”, que ninguém defendeu – e muito menos passou a tratar homossexualismo como “doença”. Não seja um manipulado pela modinha e não saia repetindo bordões lobotomizados, nem quando parecem “científicos” como o da suposta e fake cura gay.

Uma Ação Popular foi impetrada contra o Conselho Federal de Psicologia, como descrito na Ata de Audiência. Tudo isto se deve à Resolução nº 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia. Seu texto caiu em um limbo jurídico que precisa de correção. Não tem nada a ver com “cura gay”.

Atendendo a demandas de órgãos globalistas como a OMS e entidades progressistas, o CFP incluiu no texto de sua resolução normas de conduta para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. Trata-se da redação do parágrafo único do art. 3º e do art. 4º da dita Resolução nº 01/1999.

mesmo trecho foi algo de celeuma em junho de 2013, quando o Projeto de Decreto Legislativo 234 (PDC 234/11) do deputado João Campos (PSDB-GO) – rapidamente, lobotomizados de plantão jurariam de pés juntos tratar-se de um projeto de lei do deputado Marco Feliciano. Um jornalista tratou o caso como o “projeto da ‘cura gay'”, o nome ficou e não peça para ninguém no Twitter questionar.

Foi o que analisei no capítulo A tal da “cura gay” em meu livro sobre os protestos de 2013/14, Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil.
(...)
Título, Imagem e Texto: Flavio Morgenstern, Senso Incomum, 20-9-2017 
Leia mais aqui »

Uma observação lúcida

Henrique Pereira dos Santos

Luís Aguiar-Conraria escreve (e bem) hoje:

Esta observação é de uma lucidez gelada, e é muito interessante a forma como todos olhamos para ela com relativa indiferença, como se fosse um facto normal da vida, como a chuva ou o sol.

E, no entanto, o que esta observação diz é que os resultados eleitorais legítimos estão reféns do poder minoritário que pode tornar isto ingovernável: o comando sobre sindicatos cuja representatividade e democraticidade é mais que discutível.

Eu sei que parte desta ingovernabilidade viria diretamente dos resultados eleitorais, através da irresponsabilidade dos partidos que entendem que a governabilidade não deve ser assegurada a quem ganha eleições, mas essa irresponsabilidade avalia-se nas eleições seguintes, a questão de fundo é mesmo a ingovernabilidade criada a partir da rua, que é eleitoralmente inimputável.

Na prática isto significa que os 10% de votos do PC são mais que suficientes para bloquear as soluções legitimamente saídas de eleições gerais, enquanto for possível manter ativo um poder sindical que não decorre da representatividade desses sindicatos, mas de regras sociais que livremente estabelecemos e que conferem aos sindicatos um poder claramente desproporcionado em relação à sua representatividade (por exemplo, na Auto Europa, apenas 17% dos trabalhadores são sindicalizados).

Bolo que dura seis meses


[Aparecido rasga o verbo] Dimensões de rupturas na comédia de falsos costumes

Aparecido Raimundo de Souza

HAVIA ALGO DE ESTRANHO NO AR. Alguma coisa nova que eu não estava sabendo distinguir, ou melhor, enobrecer, apesar de toda a minha vivencia, atrelada as experiências de tantos janeiros computados. Afinal de contas, seis décadas, são seis décadas. Seis décadas... não são seis dias, nem seis semanas. 

Não nasci ontem, e, via igual, não era mais moleque de escola, nem estava tão velho e gagá, que não conseguisse perceber ou diferenciar quando uma novidade pairava ao lado, ou grosso modo, de todas as formas possíveis e imagináveis, um obstáculo não cadastrado me tentasse atropelar para onde quer que eu pensasse seguir. Pelas tonturas da imaginação, a lassidão insistia pertinaz.  Contudo, eu jamais me deixaria fenecer, apesar de sóis de abismos desenharem descontroles no ventre aberto do meu destino doente.

Eu percebia a novidade. Um serviço de febre que dançava melífluas, como se um quadro de abelhas recém-pintado, de cores berrantes, fosse deixado do meu lado, inacabado. Sua presença espectral fingia ser alguém que me cercava de todas as formas, de todas as maneiras, como se quisesse pular do cavalete, e me obstaculizar os passos. Mostrar de qualquer maneira, que estava ali, vivo e pulsante. Eu o via, pois, real e palpável. Sentia o cheiro das tintas me arrebentando as entradas do nariz.

Havia mais. Posso jurar que além dele, existia outra coisa mais circunspecta e sisuda, que emanava dos contornos do pincel, e bailava com todas as forças e energia bem diante dos meus olhos. Todavia, por algum motivo inexplicável, apesar de avidamente desperto, olhos arregalados, os sentidos apurados, em alerta máximo, concentrados no presente, apesar dos pés no chão, alguma bobeira malparida não me permitia enxergar com a nitidez devida.

Como se alguém não materializado, encoberto em sua ausência por toda parte (o pintor invisível, talvez) me tivesse colocado uma venda pior que a da fuça da justiça. Podia quase pegar, apertar, tocar, sentir a textura do pano negro, mas o trambolho, de repente, se diluía se desmanchava. Caia por terra, rolava como água ligeira escorrendo pelos vãos dos dedos. Dedos são filmes. A tela se apaga na confusão ríspida das mãos.

António Costa já deu os parabéns a Passos Coelho?

Rui Ramos

Pensar que o país saiu do lixo porque aumentou os funcionários em 2016, e que o ajustamento de 2011-2014 não teve qualquer papel, é uma prova de obtusidade, antes de ser uma exibição de facciosismo.

A Standard & Poor’s subiu a notação da dívida portuguesa. António Costa já deu os parabéns a Passos Coelho? Não é uma questão de justiça. É uma questão de inteligência. Porque pensar que o país saiu do lixo da Standard & Poor’s porque aumentou os funcionários públicos em 2016, e que o sucesso do ajustamento entre 2011 e 2014 não teve qualquer papel, é uma prova de obtusidade, antes de ser uma exibição de facciosismo.

A ultrapassagem da crise de 2011 não se deveu só a Passos, mas deveu-se muito a Passos. O processo teve várias momentos: o resgate da troika em 2011, que poupou o país à bancarrota imediata; a declaração de Mario Draghi em 2012, que sossegou os investidores internacionais; a firmeza de Passos Coelho em 2013, que garantiu que Portugal não cairia numa cascata de governos, eleições e resgates, como a Grécia; a “saída limpa” de 2014, com a economia a crescer e o desemprego a diminuir; e finalmente, o ano passado, as brutais cativações e cortes de investimento de Mário Centeno, que sacrificou os serviços públicos e o papel do Estado de modo a satisfazer as clientelas do poder sem ferir a credibilidade externa.

Os cortes de salários e os agravamentos de impostos foram inaugurados por Sócrates em 2010, com o PEC 3, após as larguezas eleitorais do ano anterior. Passos não foi o primeiro-ministro que começou a austeridade. Foi, antes, o primeiro-ministro que, em 2015, a começou a aligeirar, como aliás lembrou Subir Lal, do FMI, numa entrevista recente. Em 2015, porém, Passos ainda foi prudente. Hoje, entre os seus correligionários, há quem ache que deveria ter sido mais aventuroso.

Se Passos não começou a austeridade, António Costa também não acabou com ela. Costa fez duas coisas. Primeiro, arranjou-lhe outro nome: agora, chama-se “rigor” — segundo a receita de Alexis Tsipras, que também acabou com a “troika” na Grécia passando a chamar-lhe “as instituições”. Segundo, mudou a sua composição: menos dinheiro para os serviços e mais para os funcionários (ou seja, menos dinheiro para tratar dos doentes e mais dinheiro para pagar aos enfermeiros).

A estratégia para acabar com os rapazes e as raparigas

Pedro Afonso

A agenda política do Bloco é promover a ambiguidade da identidade sexual e considerar normal aquilo que, na maioria dos casos, é patológico, pelo que são muitos os perigos desta aberração legislativa.

Já há muitos anos que tem vindo a ser implementada em Portugal (e também noutros países) uma ideologia que se designa por “ideologia do gênero”. Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de gênero (já existem identificadas mais de 30!). Trata-se de um movimento cultural com impacto na família, na política, na educação, na comunicação social e que reclama a utilização de uma nova linguagem.

A Assembleia da República discute um projeto-lei do Bloco de Esquerda que permite a mudança de sexo aos 16 anos e, no caso de os pais se oporem a esta ideia, possibilita que os menores possam intentar judicialmente contra estes. A agenda política do BE é a seguinte: promover a ambiguidade da identidade sexual e considerar normal aquilo que, na maioria dos casos, é patológico. Convém alertar as pessoas para os perigos desta aberração legislativa, pois os deputados não sabem de medicina, nem tampouco de psiquiatria. Os casos de perturbação de identidade sexual (disforia de género) são complexos e levam por vezes os jovens ao suicídio, pelo que este assunto deve ser tratado com uma enorme prudência. Considerar que estes casos se resolvem com um pacote legislativo, é uma visão simplista, redutora e perigosa deste problema.


A estratégia por detrás desta mutação social, que agora se pretende implementar pela via legislativa, é fazer crer que a ideologia de gênero é cientificamente correta. As teses desta ideologia são apresentadas como um dado científico consensual e indiscutível, mas isto é absolutamente falso. A natureza tem regras, cabe à ciência compreendê-las e descodificá-las. Portanto, compete à ciência elaborar as teorias que ajudem a desvendar a realidade e não o contrário, como acontece na ideologia do género: elaborou-se uma teoria e para a validar procura-se alterar a realidade.

QUIZ: Beleza artesanal

Que movimento de renovação das artes aplicadas na Inglaterra da segunda metade do século XIX introduziu a beleza artesanal nos objetos do quotidiano?

A  – United Artists
New Art
C  – Arts and Crafts 
D  – Home Rule

Charada (412)

Se a filha da
Deolinda
é mãe do filho do
Rafael,
qual é o
grau
de parentesco
entre Deolinda e 
Rafael?

A evolução do Ocidente é indissociável do cristianismo

Rodrigo Constantino

Pela primeira vez, os humanos – todos os humanos – tinham uma identidade pré-social, sendo alguém antes de ter algum papel relacional definido


Vivemos dentro de 1984, a distopia de George Orwell, em que o Ministério da Verdade controlava as informações sobre o passado para influenciar o futuro com suas mentiras. Nesse revisionismo histórico, o legado ocidental precisa ser pintado como uma sucessão de horrores perpetrados pelo grande vilão da humanidade: o homem branco cristão. Eis o denominador comum de toda a marcha das minorias oprimidas.

Um livro que pode ajudar a lançar luz sobre essa questão é The Evolution of the West, de Nick Spencer, do Instituto Theos. Com abordagem histórica, ele tenta mostrar como o cristianismo influenciou nossas instituições modernas, reconhecendo o lado bom e o lado ruim dessa influência.

Mas um fato é inquestionável: tal evolução é indissociável da principal religião de nossa civilização. Suas impressões digitais se encontram em todos os grandes marcos civilizatórios. Alguns tentam reescrever essa trajetória como um mar de obscurantismo, preconceito e superstição, mas tal visão é que parece extremamente preconceituosa e obscura.

A começar pela ideia de que antes do cristianismo o mundo antigo vivia num ambiente secular, de tolerância, com liberdade e igualdade. Na verdade, a religião era onipresente, e a família era tudo: a fonte básica de identidade, com os paterfamilias agindo como magistrados com poderes quase ilimitados. À medida que o mundo mudou de cidades-estados para impérios, os laços sociais localizados se afrouxaram, num progresso lento, reduzindo o papel do primogênito e dando status de cidadão a todos os filhos, enfraquecendo o poder dos paterfamilias.

A Igreja era inclusiva e universal como nada existente na Antiguidade
Essa individuação gradual, que não se deu numa linha reta, teve apoio na mensagem de Cristo, ao revelar que Deus está potencialmente presente em cada crente. Por um ato de fé em Jesus, cada um poderia ter acesso ao amor divino, uma mensagem igualitária que tornava menos relevante a figura aristocrática do intermediário. Pensar não era mais um privilégio da elite social, e passava a se associar não ao status, mas à humildade.

Gênero ditadura

Helena Matos



Acreditar que depois disto aprovado as frenéticas criaturas ficarão quietas e sossegadas é uma ilusão. Para mais perigosa. Em Espanha, onde aquilo que se discute agora em Portugal foi aprovado há anos, o Podemos leva hoje à discussão nas Cortes espanholas a seguinte proposta:

*Mudar de sexo a partir dos 12 anos sem autorização paterna;
*Obrigatoriedade dos meios de comunicação de incluir programação que verse a diversidade familiar LGTBI;
*Obrigatoriedade dos programas escolares terem conteúdos sobre a diversidade sexual, de género e familiar e analisarem o  movimento LGTBI na disciplina de História;
*Nas escolas e lares as casas de banho podem ser utilizadas de acordo com género que o utilizador entenda ser o seu.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 19-9-2017

Relacionados:

Discurso do presidente Trump na AG da ONU, 19 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Doria está certo ao humilhar petistas que fizeram teatro de requisição por explicação sobre viagens

mrk

Nesta segunda (18), João Doria aproveitou para dar um chute nos fundilhos petistas ao gravar um vídeo ao lado de seu avião antes de sair em viagem a Porto Alegre, onde iria se encontrar com o prefeito Nelson Marchezan (também do PSDB).

O objetivo da reunião em POA é definir um acordo de cooperação mútua entre as duas capitais, nas áreas de saúde, educação, zeladoria urbana e inovação.

Ao fim do vídeo de quase 1 minuto de duração, Doria falou: “Minha resposta é para o PT, que não gosta de trabalhar e reclama de quem trabalha. Não uso dinheiro público, viajo no meu próprio avião. Hoje felizmente tenho condição de bancar minhas viagens. Vim para a vida pública para fazer diferente, para fazer melhor, com inovação, dedicação e transparência. Amo minha cidade, amo meu País”.

Esse tipo de resposta embutindo uma traulitada é algo mais que bem-vindo, uma vez que a política de intimidação da extrema esquerda demanda uma resposta com base em esculacho.

Na verdade, quem viaja utilizando seus próprios recursos lícitos não deve nenhuma satisfação indevidamente requisitada, principalmente quando a requisição vem de uma escória que vive dependendo de verbas estatais. Petistas não tem moral para exigir nenhuma satisfação de Doria.

Mesmo assim, o PT pediu para o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitar esclarecimentos ao prefeito sobre as viagens que ele tem feito.

Doria tem viajado para cidades como Curitiba, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, onde ministrou palestras ou recebeu prêmios. Também fez diversas viagens internacionais.

Detalhe: em todas essas viagens, Doria tem atuado de acordo com as instituições. Enquanto isso, Lula viaja pelo Brasil fazendo campanha antecipada.

A Esquerda fazendo arte

Rodrigo Constantino

Na semana que passou, estive preocupado em me proteger do devastador furacão Irma, enquanto o Brasil falava da mostra “cultural” do Banco Santander. São imagens devastadoras também, ao menos para o cérebro das crianças (e elas estiveram na exposição, sem limite de idade). Tinha até pedofilia racista e zoofilia, um espetáculo de baixaria promovido com recursos públicos da Lei Rouanet.

A arte sempre teve um tom subversivo, e muitas vezes chegou a chocar. Mas eis a mudança na era pós-moderna: hoje tudo que choca é considerado arte. O intuito é só chocar, quebrar tabus, os poucos que restam. E se tudo é arte, nada é arte. Os “artistas” passaram a chamar lixo de arte, e isso é a morte da verdadeira arte.

Inúmeros brasileiros se revoltaram nas redes sociais, e milhares de correntistas do banco ameaçaram cancelar suas contas. O MBL assumiu a liderança de uma campanha contra a mostra, e o próprio Santander achou melhor encerrar a coisa, para desespero do curador, um sujeito ligado ao PSOL, que defende a ditadura venezuelana.

Após a decisão do banco, teve começo uma campanha de difamação da esquerda organizada. O MBL passou a ser acusado de “nazista”, uma ofensa aos judeus vítimas de Hitler. Boicote voluntário não é censura, e quem acabou com a mostra foi o próprio banco, percebendo que o tiro saíra pela culatra em termos de marketing de imagem.

A seletividade hipócrita da esquerda ficou exposta uma vez mais. O argumento de liberdade de expressão artística é claramente falso. Basta algumas comparações para deixar isso claro.

Ultraconservadores do mundo, uni-vos!


Ana Paula Henkel

Acabo de descobrir pela imprensa que sou ultraconservadora. Extrema-direita conservadora fundamentalista com visões radicais contra minorias e direitos conquistados com muita luta contra o patriarcado. Meu crime: questionar a exibição de imagens pornográficas para crianças. Minha culpa, minha máxima culpa.

Quem é você, sua jogadora de vôlei, para dar palpite sobre arte? Bola fora! Gente ultraconservadora como você deve ser apedrejada na rua em nome da tolerância! Ultraconservador nem gente é. Um outro mundo, sem esse pessoal preconceituoso, é possível. Depois do apedrejamento, é só abraçar uma árvore e seguir espalhando o amor.

Entendo os companheiros engajados e lacradores da imprensa e do ativismo bem patrocinado, especialmente quando o assunto envolve bancos tão generosos ao investir em, digamos, arte. Sim, já entendi que arte é o que disserem que é arte, mesmo que, aos meus olhos ultraconservadores, reacionários e caretas, pareça apenas pornografia barata.

Li por aí que há gays indignados com a associação tácita feita pelos defensores do banco, remunerados ou não, entre homossexualismo e a polêmica sobre as imagens explícitas mostradas numa exposição direcionada para crianças. Seriam homossexuais ultraconservadores e homofóbicos? Gay que não pensa como autorizado pela cartilha progressista é muita autonomia e liberdade, onde vamos parar?

Os especialistas consultados nas reportagens dizem que liberal é aquele que libera geral e pronto. É proibido proibir e infância é uma mera construção social, é você quem decide qual é a sua idade. A ideologia de data de nascimento chegou para ficar e precisamos lutar contra o preconceito. Se uma criança de quatro anos se identifica como um adulto de trinta e quiser ver pornografia, quem é você, seu ultraconservador, para se meter?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aí, aquela nulidade da Luciana Genro, do PSOL, postou cheia de razão no Twitter:



 E levou uma respostinha curta e grossa:
- Pra 89%, ué! 

CULTURE WAR: The Emmys Prove Once Again That The Culture War Is Trump's Best Friend

Ben Shapiro

Last night’s Emmy Awards crashed and burned in the ratings. And it’s no wonder. Thanks to a combination of Steven Colbert’s “courageous” attacks on President Trump and celebrations of a bunch of shows nobody watches (The Handmaid’s Tale and Big, Little Lies, anyone?), more Americans than ever tuned out. And that follows last year’s debacle, when Jimmy Kimmel’s hosting carried the show to its lowest rating to that point. Hollywood is sliding, and it can’t figure out why.

Politics does have a lot to do with it. That’s because Americans have substituted the culture wars for political dialogue. We no longer care much about policy, apparently — President Trump has spent the last two weeks cutting deals with Democrats, and most Republicans and Democrats don’t seem to be backing off their positions with regard to Trump. Trump may be governing as a centrist Democrat, but Hollywood is still painting him as a pure evil, the future leader of a fascist dystopia; Republicans, meanwhile, continue to paint him as a vigorous, burly warrior on behalf of American values. Rarely has a Republican president made so nice with Democrats; rarely has that same Republican president been treated as Nero by Democratic cultural figures.

Culture wars now matter. The Emmys — and the counterreaction to the Emmys — shift more votes than trade policy. Trump knows this, which is why he retweets gifs of himself hitting a golf ball into Hillary Clinton’s back, even as he chats it up with Hillary’s good friends Chuck Schumer and Nancy Pelosi. And Hollywood knows this too, which is why they foolishly double down on their overtly political content.

Por que milhões gritaram “Fora, Dilma”, mas não gritam “Fora, Temer”?

João Cesar de Melo

Eis uma dúvida frequente: por que milhões de pessoas gritaram “fora Dilma” em protestos, mas não gritam “fora Temer”?

1 – Não precisa. Ninguém defende Temer. A justiça está agindo contra ele.
2 – Para não se juntar a sindicatos, partidos e movimentos que pedem a saída de Temer e… a volta de Lula e o fim da Lava Jato.

A principal função do movimento pelo impeachment de Dilma foi se contrapor aos movimentos que iam às ruas ou se utilizavam da imprensa para defender o governo mais corrupto e incompetente da história brasileira. O país estava sendo levado para o mesmo brejo onde se encontra hoje a Venezuela por causa do apoio dessas pessoas. Era urgente se levantar contra isso.

Temer conta com um índice de rejeição semelhante ao de Dilma. Porém, não vemos artistas, sindicatos, professores universitários, movimentos disso e daquilo nem rapazinhos e mocinhas de classe média gritando o tempo todo que ele é lindo e maravilhoso. Temer é o que é, CORRUPTO, e só está no poder porque o PT o colocou lá. Se ele fosse honesto, não teria sido acolhido pelo PT para ser vice de Dilma, duas vezes.

Temer na presidência não foi uma escolha. Foi apenas resultado de uma circunstância por demais dramática – a necessidade de tirar do poder uma presidente comprometida com o que há de pior no mundo, o socialismo.

Mais: Michel Temer foi denunciado, pela segunda vez, porque foi flagrado dando continuidade aos esquemas de corrupção criados e alimentados por Lula e Dilma. Tentar dissociar Temer do PT é, no mínimo, uma cretinice.

EL PAÍS Brasil: catequista esquerdista


The 2017 Emmys – Hollywood Gave Us a Democratic National Committee Meeting, Not an Awards Show

Todd Starnes

The people who play make-believe for a living unleashed on President Trump at the 2017 Primetime Emmy Awards.

It was an embarrassing display of vulgarity and petulance – even by Hollywood’s low standards.
Many of our readers have asked me, "Todd, how could you watch such a disgusting television program?"

I watched so our readers would not have to be subjected to such garish behavior. Consider it an act of public service, America.

It was not so much an awards ceremony as it was a more narcissistic version of a Democratic National Committee meeting. The self-absorbed crowd lavished love on Hillary Clinton and hurled insults at President Trump.

Within just a few minutes, host Stephen Colbert had navigated through an opening segment that included references to the Confederacy, global warming and Nazis.


"Imagine if your president wasn’t loved by Nazis," Julia Louis-Dreyfus said.

Um Memorial, Uma Empresária e os Donos Disto Tudo

Cristina Miranda

Há algo neste país que urge mudar. Sempre que alguém diz ser empresário não falta quem o associe de imediato à ladroagem, à exploração salarial dos “pobres trabalhadores indefesos” para viverem “à grande e à francesa com contas offshores”. Ser empreendedor em Portugal acaba por ser um ato muito mais corajoso do que assumir ser homossexual. As empresas são vistas como algo nocivo para a sociedade que é preciso castigar e por isso são fortemente penalizadas quer ao nível laboral quer fiscal. Tudo isto graças aos idiotas úteis de sempre que se deixam manipular e comprar a troco de poder político. Mas cabe na cabeça de alguém que matando galinhas se continua a ter ovos?

Se houver uma insolvência, ainda é pior. Não se questiona as razões que levaram a deixar de poder honrar compromissos. Parte-se de imediato para o enxovalhamento na praça pública sem dó nem piedade.  A este assunto sobre “ser empresário em Portugal”, voltarei noutro artigo porque hoje venho falar de uma empresária em particular, que um dia por ter tido a nobre ideia de erguer um Memorial em honra das vítimas de Pedrógão Grande (faz hoje 3 meses), viu sua vida devastada… outra vez. Por quê? Ora claro está, por ter sido empresária e ter ficado insolvente! Alguém da CS (Comunicação Social) lhe perguntou alguma coisa ou investigou os factos que lhe imputavam? Claro que não. Ir em busca da verdade dá muito trabalho. É preferível pegar em boatos já existentes e transformá-los em verdades mesmo que falaciosas. Sobretudo quando é essa a versão que mais interessa. É o país miserável que temos.

Por conhecer muito bem o sector empresarial, eu não me deixei contaminar pelo “diz que disse” muito menos fiquei sensibilizada com os vídeos na internet dos “pobres trabalhadores”. Tenho muito calo nisso. Por isso, tal como em tudo na vida, coloquei de imediato em dúvida e fui em busca da verdade. Estabeleci contato com a vítima para ouvir de viva voz a sua versão que, sem surpresa, não só apresentou um discurso coerente e detalhado, como exibiu prova documental dos factos. E é essa história que hoje vos quero contar.

Isabel Monteiro é uma Mulher empreendedora que, recusando-se a trabalhar no modelo de escravatura implementado até aí no mercado português, dominado por alguns profissionais da área de tradução e legendagem, cria em 1992, a Ideias & Letras, a única empresa de tradução, legendagem, dobragem e locução, com estúdios próprios, que mais tarde daria lugar à Dialectus, após um divórcio pouco “amistoso”. É a primeira e ÚNICA empresa que ensina as técnicas de legendagem, abrindo o mercado.

[Língua Portuguesa] Embaixadora ou embaixatriz?

Embaixatriz ou embaixadora? As duas palavras existem e são corretas, mas não são sinônimas...

Colunas anteriores:

Charada (411)

Qual destas letras
não nos obriga
a juntar os lábios
quando a pronunciamos? 
M, P, T, B.

QUIZ: Grupo de artistas ingleses

Uma comunidade de artistas ingleses revoltou-se contra as convenções pictóricas academicistas do século XIX e adotou um estilo que se inspirava no espírito medieval. Como era chamado esse grupo?

A  – Naïf
– Primitivistas
C  – Neo-realistas 
D  – Irmandade Pré-Rafaelita

Razões para sorrir

Nelson Teixeira

Quantos mais forem os motivos para você chorar, maior deve ser a sua determinação em buscar razões para sorrir.

A vida é feita de momentos bons e ruins, o segredo está em dar apenas atenção àqueles que valem a pena.

Acredite que é tudo uma questão de tempo e perspectiva até a tristeza desaparecer.

Não desista, e em breve essa fase se resumirá a um breve instante do seu passado. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 18-9-2017