quarta-feira, 26 de julho de 2017

Palavras afiadas: os fóbios e os céticos

Ingrid Riocreux

O que temos descoberto, através destes exemplos, é que designar e descrever, na boca do Jornalista – e apesar dele –, é julgar.


Apesar dele? Tomemos um exemplo sem grande incidência. O jornalista que comenta o jogo para computador na France Info ignora manifestamente que o adjetivo medioso (moyenâgeux) não é um elogio. Parece que ele o confunde com medieval (que significa “da Idade Média”), palavra que talvez ele ignore a existência. Senão, como explicar que ele possa elogiar, no tal novo jogo, “um magnífico cenário medioso”, e em outro “um cenário medioso e cavalheiresco”. Que belo oximoro; ele quase vale a obscura realidade que, sob a pluma de Corneille, caía das estrelas.

O impacto da conotação afeta igualmente o uso dos afixos (prefixos e sufixos). Assim, o antiamericanismo não é americanofobia. O primeiro é uma postura positiva, que podemos declarar e da qual pode se ter orgulho. A segunda é um defeito, um insulto mesmo. O sufixo – fobia era, originariamente, reservado às patologias psiquiatras: aracnofobia, nictofobia, claustrofobia, etc. Tornou-se um meio cômodo de desacreditar um adversário. Os termos em – fóbios são particularmente afetados nos média de massa. Contudo, estas palavras não constituem caracterizações objetivas. Tal como “fascista” e “racista” que perderam quase completamente as suas definições originais, os -fobias atuais são insultos, ferramentas de slogans, ataques gratuitos que permitem transformar o adversário ideológico em inimigo, poupando o trabalho da argumentação.

Os valores ocidentais são superiores

Walter Williams


Aqui está uma parte do discurso do presidente Donald Trump na Polônia: “A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver. Temos a confiança em nossos valores para defendê-los a qualquer custo? Temos respeito o suficiente pelos nossos cidadãos para proteger nossas fronteiras? Temos o desejo e a coragem de preservar nossa civilização diante de quem a subverteria e a destruiria?”

Após este discurso, recebido calorosamente pelos poloneses, o presidente encontrou críticas previsíveis. A maioria das críticas refletiu ignorância grosseira e desonestidade.

Um exemplo dessa ignorância foi publicado na revista Atlantic por Peter Beinart, editor contribuinte e professor associado de jornalismo e ciência política na City University de Nova York. Beinart disse: “Donald Trump se referiu 10 vezes ao ‘Ocidente’ e cinco vezes à ‘nossa civilização’. Seus partidários nacionalistas brancos entenderão exatamente o que ele queria dizer”. Ele acrescentou: “O Ocidente é um termo racial e religioso. Para ser considerado ocidental, um país deve ser em grande parte cristão (de preferência protestante ou católico) e em grande parte branco”.

As elites intelectuais argumentam que diferentes culturas e seus valores são moralmente equivalentes. Isso é ridículo. A cultura e os valores ocidentais são superiores aos demais. Tenho algumas perguntas para aqueles que afirmam que tal afirmação é falsa ou repleta de racismo e eurocentrismo. A mutilação genital feminina forçada, praticada em quase 30 países da África subsaariana e do Oriente Médio, seria um valor cultural moralmente equivalente? A escravidão é praticada na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Chade e no Sudão; seria moralmente equivalente? Na maior parte do Oriente Médio, existem muitas restrições impostas às mulheres, como proibições de dirigir, emprego e educação. Sob a lei islâmica, em alguns países, as adúlteras enfrentam a morte por apedrejamento. Os ladrões enfrentam a punição de ter as mãos cortadas. A homossexualidade é um crime punível com a morte em alguns países. Esses valores culturais são moralmente equivalentes, superiores ou inferiores aos valores ocidentais?

Crimes e escapadelas

Facto: somos diferentes, somos falíveis; transportamos uma boa dose de preconceitos e imbecilidades precisamente porque somos falíveis. Donde, uma comunidade civilizada será aquela que permite a coexistência de diferentes concepções do bem sem que nenhuma delas tiranize as restantes

João Pereira Coutinho

UM Médico PORTUGUÊS partilhou com o mundo as suas opiniões sobre a homossexualidade e os hábitos reprodutivos de Cristiano Ronaldo. Portugal desabou com estrondo. Portugal, vírgula: os profissionais da indignação, que estão sempre à espera de qualquer deslize.

Imagino até que existe um código entre eles – uma espécie de SIRESP que, ao contrário do original, funciona na perfeição. Alguém, algures, pisa o risco do aceitável – e as matilhas sentem as hormonas em fogo e desatam a mostrar ao mundo as respectivas virtudes.

O caso sempre me fascinou – filosoficamente falando, entenda-se. Em primeiro lugar, porque sempre considerei ofensiva a forma como pessoas aparentemente adultas desatam a defender "minorias" como se as ditas cujas fossem espécies desprotegidas – pandas cor-de-rosa, digamos – privadas de racionalidade ou voz. 

Ninguém lhes passou procuração para tamanho paternalismo. E sei que muitos homossexuais sentem repulsa com o oportunismo desta gente. Mas nada disso as impede de infantilizar os outros para crescerem em popularidade e influência. Fazem lembrar aquelas estrelas de Hollywood, versão pelintra, que adoram ir a África para adoptar um nativo ou dois. Fica sempre bem nas fotos – e a audiência aprecia o gesto.

Mas existe um segundo problema que lida com a cabeça destes puritanos. Aqui há uns meses, o filósofo Paulo Tunhas escreveu no Observador um texto antológico (Elogio da Indiferença) que era, sobretudo, uma defesa da maior das virtudes "liberais" (atenção: uso "liberal" no sentido histórico, político, cultural do termo). 

Versão eletrônica da CNH valerá a partir de fevereiro de 2018

A versão eletrônica da Carteira Nacional de Habilitação será realidade para todos os brasileiros condutores de veículos automotivos a partir de fevereiro de 2018. A inovação foi aprovada nesta terça-feira (25/7) pelo Conselho Nacional de Trânsito e funcionará por meio de aplicativo para smartphones que já está sendo testado.

Com a mudança, quem esquecer o documento físico não estará mais sujeito a multa e pontos na carteira. Basta apresentar a CNH-e, que terá mesmo valor jurídico da impressa. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, quem dirigir sem portar o licenciamento e a carteira de motorista poderá ser multado e ter seu veículo retido até a apresentação dos documentos. O Ministério das Cidades, responsável pelo projeto, informou, porém, que a habilitação impressa continuará sendo emitida normalmente.

De acordo com o governo, a comprovação de que o condutor é mesmo habilitado será feita por assinatura com certificado digital do emissor ou com a leitura de um QRCode, código de barras que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. 
Título, Imagem e Texto: Consultor Jurídico, 25-7-2017

Diante da hipótese de nova guerra mundial, pessimismo ou otimismo?

Leo Daniele

Na primeira semana do corrente mês de julho, o jornal oficial do partido governista da Coreia do Norte estampou a seguinte declaração:

“Um simples erro ou má interpretação poderia conduzir à eclosão de uma guerra nuclear e, por sua vez, isto traria sem dúvida uma nova Guerra Mundial.”

Uma nova guerra mundial? O artigo do jornal comunista também justifica como “medidas legítimas de defesa” (sic) os testes de armas norte-coreanas, diante das “crescentes ameaças de guerra nuclear” contra Pyongyang por parte de Washington.

Na véspera, dois bombardeiros estratégicos B-1B americanos fizeram simulacros de ataques de precisão na Coreia do Sul junto a caças sul-coreanos, como sinal de advertência ao regime norte-coreano pelo seu teste com um míssil balístico intercontinental (Cfr. “O Estado de S. Paulo” 30-6-17).

Do outro lado do tabuleiro, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse no dia 21 último que os programas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte exigem uma “resposta determinada”. A era de paciência estratégica com o regime da Coreia do Norte tem fracassado. Francamente, a paciência acabou, disse Trump na Casa Branca, em uma declaração conjunta com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.

“Mas isto é lá longe!” — exclamará algum leitor desavisado.

Lisboa: Workshops Práticos de Marketing Digital


O Marketing Digital, também conhecido como Web Marketing, engloba: a aplicação de técnicas de SEO, o uso de links patrocinados em canais como o Google Adwords de forma planeada e optimizada, o e-mail marketing, as campanhas de social media e marketing viral, com foco na divulgação do seu site, marca, produtos e/ou serviços.

Nos dias de hoje os sistemas de busca desempenham um papel fundamental na  relação empresa-cliente, em oposição à forma de marketing tradicional, fazendo com que o cliente procure a empresa, e não o contrário. Esta é a essência do Marketing Digital.

“The Internet has been the most fundamental change during my lifetime and for hundreds of years." 
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Jandira demonstra que a extrema esquerda é sempre “fake” ao usar estudo falso para atacar a direita por “fake news”

mrk

Tinha que ser a Dona Jandira de novo, não é mesmo?

O fato é que a deputada comunista resolveu sair com a seguinte tese: a direita é a maior responsável por divulgação de “fake news”.

Veja abaixo:

Mas, de novo, essa tal “lista da USP” que já foi desmascarada como falsa tantas vezes?

Como diz o JornaLivre: “O ‘estudo’ em questão cita como seus responsáveis a AEPPSP e também o Monitor do Debate Político Online, além de atribuir de propósito a sua origem como sendo um ‘estudo da USP’, com a finalidade de dar credibilidade ao material. O único problema é que todos estes órgãos citados como responsáveis pelo estudo negaram, ainda em janeiro – quando a lista saiu – que tenham feito qualquer estudo do tipo.”

O site Guerra Política já desmascarou tal lista, onde até o Ceticismo Político é citado indevidamente (uma vez que não podemos ser um site de “fake news”, pois somos focados em opiniões). Aliás, veja a primeira vez em que a tal lista foi refutada por aqui.

Enfim, não existe nenhuma lista da USP. Ela mentiu.

Em resumo, Jandira Feghali tentou provar que a direita é a maior promotora de “fake news” e para isso… usou uma “fake news”. Que vergonha, Jandira…
Título, Imagem e Texto: mrk, Ceticismo Político, 25-7-2017

Charada (389)

O que foi dado ao leitor,
pertence somente ao leitor e,
todavia, as outras pessoas 
usam mais do que o leitor?

A ignorância de Estado

Rui Ramos

Pedrógão Grande já é a maior vergonha desta democracia. Um mês depois, ninguém explicou, ninguém pediu desculpa, ninguém se demitiu, e o Estado nem sequer resolveu as dúvidas sobre o número de mortos.

Havia o segredo de Estado; António Costa inventou uma nova figura política: a ignorância de Estado. Não sabe, por exemplo, quantos pessoas morreram em consequência do incêndio de Pedrógão-Grande, de modo a pôr termo às dúvidas. Não sabe, de facto, uma infinidade de coisas sobre a maior tragédia em Portugal nas últimas décadas: como foi possível, o que falhou, etc. Outros governos preocupar-se-iam, talvez, com esta manifestação de ignorância. Mas António Costa parece muito confortável em não saber nada.

Na imaginação popular, o poder político é frequentemente identificado com informação privilegiada. Mas não é o segredo de Estado que António Costa invoca para se abster no caso de Pedrógão Grande. É o contrário: é o direito de não saber, de não estar informado, de nada ter para dizer, de se limitar a fazer perguntas ou de esperar que outros respondam. É um direito estranhíssimo.

De facto, António Costa não diz apenas que não sabe. Diz mais: diz que, num caso que deixou quase toda a gente insegura e desconfiada, não tem de saber: “o governo não contabiliza os mortos”. Em suma, não compete ao governo estar informado e informar. Tal como não competia ao Ministro da Defesa conhecer a segurança dos depósitos de material de guerra do Estado, nem à Ministra da Administração Interna estar a par da eficiência do SIRESP. Para defender o desconhecimento, surgiu até a ideia de submeter o número de vítimas ao abrigo do segredo de justiça, o que é notável: desde quando um dado destes esteve sob sigilo, judicial ou outro, numa democracia? É fatal, num ambiente assim, que se multipliquem dúvidas e teorias da conspiração. O governo não se pode queixar.

Pela nossa parte, passamos a ter o direito de suspeitar dos motivos desta ignorância de Estado. Parece-se demasiado com uma vontade de fugir a quaisquer responsabilidades, recorrendo ao princípio mais elementar: se ninguém conseguir provar que o governo sabia, antes ou depois, então ninguém pode reclamar que o governo e os organismos que tutela deveriam ter prevenido, atuado eficazmente, ou remediado. O segredo de Estado pressupunha responsabilidades especiais da parte dos governantes; a ignorância de Estado implica que a governação é isenta de responsabilidade, mesmo da chamada “responsabilidade política”.

L’islam radical n’est pas un phénomène marginal

Militaires sur le parvis de Notre-Dame à Paris, juin 2017. Photo: SIPA

Aurélien Marq

Après Alep, Mossoul a été libérée du joug de l’Etat islamique, du moins l’essentiel de la ville. Le bilan des morts civils et des destructions matérielles s’annonce tragique, qu’il soit dû à la barbarie islamiste ou à l’âpreté des combats. Mais la libération de Mossoul reste une victoire, et une étape majeure de la guerre contre l’EI, pas seulement sur le front irakien.

Par ailleurs, ces derniers jours, certains ont annoncé la mort d’Abu Bakr Al Baghdadi, calife de l’Etat Islamique. Difficile aujourd’hui de savoir ce qu’il en est vraiment, tant les sources fiables restent prudentes et tant les déclarations contradictoires se sont succédé.

Ces récents événements confirment que la chute du califat sous sa forme actuelle est inévitable.
Dans ce contexte, on peut spéculer longuement sur ce que cache le flou autour du sort d’Al Baghdadi. Est-il mort ? Caché pour se protéger d’autres tentatives d’exécution ? Passé en clandestinité ? A-t-il fui une « révolution de palais » qui voudrait le remplacer par un nouveau calife pour redynamiser l’EI ? Ou a-t-il été tué par un rival ? Veut-il laisser planer le doute ?

La défaite de l’Etat islamique n’est pas celle de son idéologie

Mais l’essentiel n’est pas là. Les fidèles de l’EI ne sont pas rassemblés autour d’une personne concrète, mais d’une croyance, d’une doctrine et de la volonté de concrétiser à tout prix un fantasme dont ils partagent les grands traits.

L’essentiel des entretiens conduits par des journalistes, des universitaires ou des services de renseignements avec des « repentis » de l’Etat islamique montre que, sauf rares exceptions, ceux-ci n’ont pas renoncé à leur idéologie. Ils en sont venus à considérer que l’EI n’était pas la meilleure solution pour faire advenir leur désir, ou que le prix exigé d’eux était trop élevé, mais ils n’ont pas changé de désir. Certains vont chercher un nouveau groupe djihadiste qu’ils estimeront plus efficace, ou qui leur semblera mieux reconnaître leurs mérites, d’autres vont se détourner au moins temporairement des actions violentes pour propager leur doctrine ou la faire gagner en influence. On les retrouvera dans les rangs d’Al Qaïda, parmi les salafistes dits quiétistes, chez les affidés de l’Arabie saoudite ou dans des groupes comme les Frères Musulmans, dont il ne faut jamais oublier qu’ils sont tous, à moyen et long terme, au moins aussi dangereux que les djihadistes.

Donald Trump n’est pas un allié fiable

Dès lors, que faire ? En Irak et en Syrie, un rapprochement avec la Russie, l’Iran et Bachar el-Assad est indispensable. De tous les acteurs de la région, Vladimir Poutine est probablement le plus fiable. Ses intérêts ne sont pas tous les nôtres, mais sa position est toujours restée cohérente et il n’a jamais eu la naïveté de croire à la « modération » de groupes comme Ahrar al-Cham, ou Tahrir al-Cham et les autres prête-noms d’Al Qaïda… contrairement à certains ministres français. On peut dire sensiblement la même chose de l’Iran, et quels qu’aient été les crimes commis par Bachar el-Assad il est à la tête de la seule chose en Syrie qui ressemble à un Etat structuré, capable d’éviter un chaos à la libyenne.

O cálculo de Lula

Carlos Andreazza

Intenção é martelar-se como vítima para seu público. Vitimizar-se somente, no entanto, não basta para sustentar discurso competitivo até a eleição. Aí que entra o zumbi PT

Há quem aponte o fiasco petista na eleição municipal de 2016 como sinal de que Lula não teria força para uma campanha em 2018. Trata-se de grave erro de leitura, decorrente da compreensão de que PT e seu fundador seriam o mesmo. Não são. Sim: o PT é Lula. Ele, contudo, é também o partido — mas isso apenas para o exercício de propriedade em que o criador se serve da criatura. O PT morreu como organização política. Serve ainda, porém, como caixão — mais um — sobre o qual seu senhor arma palanque.

Na semana passada, classificou-se como fracassado um ato em São Paulo — com a presença do ex-presidente e em desagravo a ele — que não reuniu mais que duas mil pessoas. Entendo que a percepção imediata seja essa. Se a expectativa era por um comício do catalisador que Lula foi em 1989 (e, ainda enganando, até 2002), o fracasso fica tão evidente quanto a inocência da expectativa. Já não há ilusões acerca do ex-popular. Isso não significa que não tenha votos nem que sua pregação, convertidos. Se é provável que os 20% de lulistas convictos tenham se tornado minoria silenciosa, certo é que votarão — incondicionalmente — nele. Certo é também que um candidato não precisará de muito mais para estar no segundo turno em 2018.

Hoje, o que interessa a Lula é menos a concentração de audiência num evento — menos cultivar a própria mitologia — do que a frequência de oportunidades para repetir sua narrativa entre os seus. Não interessa se para jornalistas puxa-sacos, se para rádios dos grotões ou se para um milhar de mortadelas, a intenção de Lula ao falar é apenas uma: martelar-se como vítima para seu público.

Vitimizar-se somente, no entanto, não basta para sustentar um discurso competitivo até a eleição. Aí que entra o zumbi PT.

Vida feliz

Nelson Teixeira

Quando tocamos em algo deixamos as nossas impressões digitais.

Quando tocamos as vidas das pessoas deixamos a nossa identidade.

A vida é boa quando você está feliz.

Mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por causa de você. Seja fiel ao tocar os corações dos outros, seja uma inspiração.

Nada é mais importante e digno de praticar do que ser um canal das bênçãos de Deus. Nada na natureza vive para si mesmo.

Os rios não bebem sua própria água.

As árvores não comem seus próprios frutos.

O sol não brilha para si mesmo.

E as flores não espalham sua fragrância para si.

Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa quão difícil seja a situação em que você se encontra; continue fazendo o bem! 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-7-2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

Mãe faz cartaz contra os vizinhos fofoqueiros

Mãe coloca cartaz contra 'amados vizinhos' que se metem na criação de seu filho e viraliza nas redes

BBC na sua campanha pró Lula


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[Aparecido rasga o verbo] Tiques nervosos

Aparecido Raimundo de Souza

MANUELINO TEM UNS TIQUES estranhos. Mastigar gelo e torcer o fio do telefone toda vez que vai usar o aparelho. O mais esquisito, entretanto, é o de se contorcer todo para comer as unhas do pé esquerdo. Carlito, o irmão mais novo, adora tirar meleca do nariz e limpar na roupa dos amigos. Diferente do Joselito, o do meio. Esse adora cuspir à distância.  Aliás, é campeão nessa modalidade. Na escola ninguém consegue ganhar dele. É o oitavo ano que leva o troféu “Cuspidor Inveterado”, uma vez que nenhum outro conseguiu alcançar a sua marca de três metros e dez.

Manuelino começou a namorar recentemente. A garota dele, a Catulipa Xorobó não fica atrás. Os dois quando se encontram, passam horas triturando e contorcendo o fio do telefone. Até chegam a disputar, para ver quem consegue cochar ou dobrar mais a porcaria do cordel. Quando o vencedor é ela, ganha um beijo na ponta do nariz. Todavia, quando o campeão é ele, Joselito, o do meio, pula nos pés da garota e come todas as unhas dos seus pés, sem claro, ter que precisar se distender para levá-los até a boca.

Carlito, o irmão mais novo, dia desses, se deu mal. Após tirar uma suculenta resolveu se livrar da gosma limpando o dedo na camisa de um sujeito que brincava de ficar vesgo dos olhos. Pego de surpresa, Carlito levou uma porrada no meio da fuça. Por minutos rodopiou sobre o próprio corpo num turbilhão de pequenas estrelinhas multicoloridas. Manuelino jura por tudo quanto é mais sagrado, que pretende se livrar dessa coisa chata de ficar o tempo todo ruminando gelo. Os reflexos dessa brincadeira lhe causaram um pigarro irritante na garganta, que dura o dia inteiro e, à noite, quando está dormindo, dana a ranger os dentes.  A Catulipa Xorobó, por sua vez, não conseguiu parar de esguichar.

Cada jorrada sai uma enxurrada de bactérias numa velocidade que atinge 160 km por hora. Aliás, essa é a real aceleração de um nariz constipado quando resolve expelir tudo que o está aprisionando. Voltando ao casal, ambos pensam em pôr um fim nessa história do gelo e da linha do telefone. Segundo ela, é mais cômodo roer o lápis ou mamar a tampa da caneta. Na ausência desses dois, quebra um galhão chupar canudinhos de plásticos.

Charada (388)

Quem é
filho
do meu
pai
e da minha
mãe,
mas não é meu 
irmão?

QUIZ: Pieter Bruegel

O singular pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho, deixou-nos uma obra idiossincrática e inconfundível. Nela são abundantes:

Suposto autorretrato

A  – Cenas campestres
– Temas religiosos
C  – Paisagens noturnas
D  – Retratos psicológicos

[Para que servem as borboletas?] Os governos Dilma e Temer, em que se diferenciam?

Valdemar Habitzreuter

Dilma foi impichada. Temer ainda resiste de ser destronado, talvez consiga cumprir seu mandato até ao final. Os “coxinha”, na época, foram para as ruas exigindo o impeachment de Dilma, enquanto os “mortadela” vociferavam que isto é golpe.

Em todos os casos,  Dilma caiu e Temer assumiu. No governo de Dilma – aliás, isso não foi governo –, a economia desandava a passos largos e jogou o país numa das maiores recessões da História. Temer, aos poucos, em seu breve governo até agora, está conseguindo recuperar a economia e o país começa um movimento de saída da crise.

Aí, talvez esteja a diferença entre os dois: Dilma era uma múmia e não conseguia dialogar com o Congresso para governar. Temer é um astucioso interlocutor e sabe conquistar aliados. Ambos usaram de emendas constitucionais para a compra de votos de parlamentares para se sustentar no poder. Mesmo assim, Dilma não conseguiu evitar sua saída, e Temer é capaz de se safar. No fim das contas, o que derruba um governante é a economia. Se esta desanda e o governo não tem meios e direcionamento político para alavancá-la, aí o bicho pega e o povo começa a se incomodar.

Dilma, no seu último mandato, em que as mentiras de seu primeiro mandato vieram à tona, teve índices de popularidade pífios, assim como Temer agora também. Tanto a Dilma como a Temer imputa-se ilícitos de corrupção e crimes de lesa-pátria, o que é abominável a um governante e não deveria ocupar o cargo de presidente.

Crivella: a disputa pela hegemonia filosófico-política no Rio

Cesar Maia
     
1. Pode-se criticar o prefeito Crivella [foto] por várias coisas, menos ter iludido os cariocas. Seus adversários - durante a campanha eleitoral, os programas e os debates na TV - sempre prefixavam Crivella não como senador, mas, sim, como Bispo.
     
2. Assim foi eleito. E, imediatamente, iniciou a afirmação simbólica de sua filosofia política. Não entregou as chaves ao Rei Momo e não compareceu ao desfile das escolas de samba, visto como uma festa pagã e associado na origem à macumba, mães e pais de santo.
      
3. O conflitivo relacionamento entre os evangélicos neopentecostais e o espiritismo popular explica por que a hegemonia religiosa nas favelas passou a ser amplamente a dos neopentecostais, quase eliminando os "terreiros" das favelas.
     
4. A montagem de sua equipe, com poderosas estruturas para a secretaria da Casa Civil e da Conservação, em parte das ex-subprefeituras e das administrações regionais, com nem tão discretas ocupações nas chefias em escalões inferiores, alteraram de forma significativa a estrutura filosófico-ideológica da prefeitura.
     
5. O comércio e o transporte – alternativos - que Crivella sempre afirmou em campanhas como sua base eleitoral, tiveram quase imediatamente garantidos os seus espaços.
     
6. O decreto sobre o controle dos eventos e o cancelamento dos patrocínios daqueles que não convergiam filosófico-religiosamente com o que sempre criticou, reafirmaram essa postura e emblematizaram suas prioridades.

O sádico Mujica que finge “chorar pelo Brasil” não derrama uma lágrima sequer pela centena de mortos de Maduro

mrk

O ex-presidente uruguaio José Mujica resolveu praticar uma instância de virtue signalling (encenação de virtude) para atacar o governo que sucedeu o da bolivariana Dilma (e foi eleito junto, é bom lembrar).

“Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, e tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo. Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma república muito desprestigiada. O Brasil não merece isso”, disse Mujica, em ritmo teatral.

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Quem é José Mujica para julgar os eventos da comissão? No fim, ele não apresentou argumentos dizendo que membros da comissão não poderiam ser trocados.

Folha faz matéria mais canalha dos últimos tempos e abre urgência pela luta contra o nazismo da mídia pró-PT

mrk

Saiu uma matéria da Folha adotando o padrão nazista ao atacar o MBL por ter números em 170 cidades pelo Brasil, ocupando cargos em quatro prefeituras.

O truque é nazista por tentar estigmatizar um grupo social, transformando sua participação na política em algo “que depende de explicações”. Na verdade, isso é absurdo em qualquer sociedade civilizada.

Se a Folha não está satisfeita com a participação de pessoas ligadas ao MBL na vida pública, que eles ganhassem as eleições, oras, e a partir daí poderiam escolher as pessoas que mais considerassem adequadas. Mas daí a querer proibir a participação do MBL já é demais. Só se viu isso na Alemanha Nazista, contra os judeus. Deu no que deu. É preciso evitar que a cadela do fascismo entre no cio de novo.

Seja lá como for, a resposta de Kim Kataguiri é aniquiladora:

“Mais uma vez, um militante político travestido de jornalista ataca o MBL. Felipe Bachtold, em matéria para a Folha, insinua que o MBL é hipócrita e participa do loteamento de cargos. MENTIRA DESCARADA. Diferentemente do que fazem organizações como UNE e MST, não fazemos indicações políticas. Todos os membros do MBL que ocupam cargos públicos têm experiência e formação para exercerem suas funções, o mesmo não se pode dizer sobre as indicações do PT país afora, mas matéria sobre isso o Felipe Bachtold não vai fazer, né?”


Quer dizer: a Folha só faltou pedir para “fichar” os membros do MBL e proibi-los de participar. A matéria não apresentou um critério técnico para impedir a participação dessas pessoas na política.

“Não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio”

Menina Kaiowá-Guarani banhando

Maria Lucia Victor Barbosa

O ensinamento que dá título a esse artigo pertence ao filósofo Heráclito, considerado o pai da dialética. Para ele tudo está em movimento. Isso significa que nós e nossas circunstâncias estão sempre mudando, portanto, nada se repete.

Transpondo o antigo e sempre atual pensamento do filósofo grego para a política do momento, tomemos como exemplo o caso de Lula e de seu partido, o PT. Discute-se se ele ganha ou não a eleição presidencial de 2018. Surgem pesquisas onde ele figura com 30% de votação, porcentagem que o PT manteve por muito tempo sem lograr vencer. Mas na mesma pesquisa ele é rejeitado por 54% dos entrevistados. Para confundir mais a opinião pública Lula é no momento o único candidato em campanha frenética mesmo antes de ser indicado pelo PT, o que é ilegal, mas permitido ao petista. Pesquisas podem ser eficiente marketing de campanha e muita gente pode até crer que o candidato único já ganhou.

Entretanto, é interessante analisar se Lula e suas circunstâncias são as mesmas de antes, quando ele pairava acima da lei e hipnotizava as massas com bravatas, mentiras e palavreado vulgar.

Relembre-se que Lula foi transformado pelo marketing em um mito inatacável, sendo que no Dicionário Aurélio uma das definições de mito é: “ideia falsa, sem correspondente na realidade”.  Será que agora o mito está sofrendo uma erosão?  Recordemos resumidamente alguns fatos que mostram como mudaram as circunstâncias do poderoso chefão e do seu partido.

- O impeachment de Rousseff foi antecedido por impressionantes, inéditos e espontâneos protestos populares em todo o país, quando milhões foram às ruas gritar: “Fora Dilma”. “Fora Lula”. “Fora PT”.

- A pressão das ruas desencadeou o impeachment que venceu por larga margem de votos na Câmara e no Senado. Muito pedidos foram protocolados, mas foi aceito aquele em que um dos signatários, significativamente, foi Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, eminente companheiro por muito tempo.

A miséria da esquerda

Sem Lula, os partidos do dito 'campo popular' dificilmente serão capazes de comover os eleitores com seu discurso estatizante

O Estado de S. Paulo

Os intelectuais petistas começam a admitir em voz alta aquilo que seus colegas militantes apenas murmuravam aqui e ali: a esquerda - como eles a entendem - é totalmente dependente de Lula da Silva para existir como força eleitoral. Sem o demiurgo petista e suas bravatas demagógicas, reconhecem esses amuados ativistas, os partidos do dito “campo popular” dificilmente serão capazes de comover os eleitores com seu discurso estatizante, baseado na puída tese marxista da luta de classes. Ou alguém acredita que Dilma Rousseff, que se julga herdeira de Leonel Brizola e seu esquerdismo terceiro-mundista, teria sido eleita e reeleita presidente da República não fosse seu padrinho?

“Impedir o PT de ter um candidato competitivo a um ano do pleito equivale a banir a esquerda da vida política”, sentenciou o professor de História da USP e autor do livro História do PT, Lincoln Secco, em recente entrevista ao Estado. Segundo Secco, “a esquerda não tem plano B sem o Lula”. Mais do que isso: o professor petista considera que, “sem apoio do Lula, nenhum candidato da esquerda se viabiliza”.

O professor Secco não está sozinho nessa avaliação. A sentença do juiz federal Sérgio Moro que condenou Lula a mais de nove anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro teve o condão de fazer com que outros militantes manifestassem sua preocupação com o futuro eleitoral da esquerda, depois de mais de uma década de bonança petista. Para essa turma, é preciso começar a encarar a vida sem Lula na cédula de votação em 2018.

O mais curioso desse diagnóstico é que Lula da Silva jamais foi de esquerda. Sua carreira como líder sindical e depois como político se notabilizou pelo oportunismo desbragado. “Eu nunca fui um esquerdista”, disse o chefão petista em 2006, quando era presidente, buscava a reeleição e tinha de convencer o mercado de que nada mudaria na condução prudente da política econômica. Já quando precisa insuflar a militância esquerdista, Lula não tem dúvida em bradar, como fez no mais recente congresso do PT, que é necessário fazer “a esquerda voltar a governar o País”. Cabe aos ingênuos escolher em qual Lula se deve acreditar.

Os Falsos Defensores de Minorias

Cristina Miranda

Eles transpiram falsidade por tudo quanto é poro. Gritam seu apoio às “minorias” evocando racismo a quem se lhes opõe tentando criar sentimento de culpa. Mas só quem anda muito distraído é que não percebe a instrumentalização que é feita à volta dessas comunidades para impor uma ideologia opressiva de pensamento único já deveras conhecida nos países que infelizmente se viram a braços com o comunismo. Esta gente gosta do cinzento. Da cor única.

Tudo nivelado no pensamento, nas oportunidades, nas igualdades. Tudo sob o atento olhar de uma única autoridade com poder: o Estado totalitário. Defender as minorias passou a ser o caminho para chegar ao domínio da sociedade depois do fracasso do socialismo de Marx. Agora há que fazer a “revolução cultural” impondo um marxismo social defendendo temas fraturantes (e só esses) que provoquem guerras e ódios contra grupos. Em defesa das minorias? Não. Em defesa deles próprios. Da sobrevivência da ideologia marxista.


Se fossem verdadeiros defensores dos direitos das minorias, não abandonariam os idosos a quem negaram a criminalização por abandono (mas dos cães não se esqueceram). Não ignorariam os pobres e sem abrigo que abundam nas ruas e de quem nem sequer falam.  Não virariam costas às pessoas de Pedrógão que num dia viram arder por completo suas vidas (alguém os viu por lá a ajudar estas pobres comunidades ou falar delas ou a irem aos funerais?).


Não silenciariam sobre os estupros coletivos às mulheres na Europa por imigrantes ilegais.

Não fechariam os olhos aos cristãos perseguidos na Europa;


Sempre que há uma polémica à volta de um determinado grupo específico, saem da toca arrancando cabelos só para fazer ruído político.

A Europa Oriental Opta pela Civilização Ocidental

Giulio Meotti 

"A maior diferença é que na Europa, política e religião estão separadas uma da outra, mas no caso do Islã é a religião que rege a política" — Zoltan Balog, Ministro de Recursos Humanos da Hungria.

Não é por acaso que o presidente Trump escolheu a Polônia, um país que lutou contra o nazismo e o comunismo, para conclamar o Ocidente a mostrar um tantinho de disposição em sua luta existencial contra o novo totalitarismo: o Islã radical.

"Possuir armas é uma coisa, estar disposto a usá-las é outra coisa totalmente diferente". — Professor William Kilpatrick, Boston College.

Presidente Donald Trump discursando em Varsóvia, Polônia, diante do monumento em homenagem ao Levante de Varsóvia de 1944 contra os alemães, em 6 de julho de 2017. Imagem: Casa Branca

Em um discurso histórico diante de uma exultante multidão polonesa, precedendo o início da reunião dos líderes da Cúpula do G20, o presidente dos EUA, Donald Trump descreveu a luta do Ocidente contra o "terrorismo islâmico radical" como forma de proteger "nossa civilização e nosso modo de vida". Trump perguntou se o Ocidente tinha a determinação de sobreviver:

"Temos a necessária convicção de nossos valores a ponto de defendê-los a qualquer custo? Temos o devido respeito pelos nossos cidadãos a ponto de proteger nossas fronteiras? Temos o desejo e a coragem suficientes de defender a nossa civilização diante dos que querem subvertê-la e destruí-la?"

A pergunta de Trump poderá ressoar na Europa Oriental, lugar escolhido por ele para proferir seu eloquente discurso.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Presidente Donald Trump – O primeiro semestre

Filipe G. Martins


O dia de ontem marcou o final dos primeiros seis meses da presidência de Donald Trump, que teve início em 20 de janeiro de 2017, após uma das vitórias eleitorais mais impressionantes da história. Por ser a primeira pessoa a chegar à presidência dos Estados Unidos da América sem nunca ter exercido um cargo eletivo previamente e por ser um bilionário de muito sucesso no mundo dos negócios, além de uma figura polêmica e politicamente incorreta, Donald Trump tem sido observado com especial atenção.

Sua experiência empresarial; seu status de outsider; sua abordagem reformista; seu resgate de princípios como a soberania das nações e a autodeterminação dos povos; e uma série de outras características atípicas para um político contemporâneo; somadas ao fato de ele estar à frente da nação mais poderosa e influente do mundo, o colocam sob o olhar atento de políticos e eleitores do mundo todo, que veem em seu governo uma demonstração do que se pode esperar de outsiders, de nacionalistas e de outras categorias de políticos que, direta ou indiretamente, se espelham nele.

Por isso mesmo, este assunto demanda um amplo debate e um balanço mais detalhado destes seis primeiros meses, abrangendo os sucessos e as falhas do Governo Donald Trump. No entanto, nem um debate de qualidade nem um balanço preciso poderão ser obtidos sem uma cobertura equilibrada do que está ocorrendo por lá, o que depende da publicação de matérias que apresentem uma perspectiva distinta daquela que tem bombardeado a grande mídia brasileira.

Para contribuir com esse equilíbrio, deixo aqui uma lista das realizações do Governo, oferecendo um contraponto às matérias que estão sendo publicadas, desde o início da semana, por inúmeros veículos de mídia e que, em sua maioria, apresentam uma perspectiva excessivamente negativa da presidência e até tentam avançar a ideia falsa de que nada foi realizado nestes seis meses.

A lista foi organizada de modo temático, tomando como critério as promessas e os objetivos de Donald Trump e de seus eleitores e não os desejos de seus opositores. Ressalto ainda que essa lista foi elaborada sem qualquer pretensão de ser exaustiva e que muitas outras vitórias poderiam ser mencionadas. Ao final dele, sugiro que a confrontem com o que tem sido mostrado na TV, e perguntem a si próprios se gostariam de ter no Brasil um presidente que fizesse pelo nosso país o que Donald Trump está fazendo pelos Estados Unidos da América.

Vitórias políticas e estratégicas
Nomeou um excelente juiz para a Suprema Corte;
Retirou os EUA do opaco e impermeável TPP;
Aprovou 40 projetos de lei, 13 atos de revisão legislativa e 30 ordens executivas para desfazer decisões nocivas e prejudiciais do Governo Obama;

QUIZ: Hans Holbein

Hans Holbein, o Jovem, foi o grande retratista do século XVI. Qual das seguintes obras pintou?


A  – Os Embaixadores
Os Agiotas
C  – Os Políticos 
D  – Os Bêbados

Procure pensar

Nelson Teixeira

Procure pensar. Não seja autômato!

Você faz parte da humanidade, é uma peça importante da humanidade, e por menor que seja sua cultura, você tem o dom de raciocinar.

Pense com a sua própria cabeça, procure saber donde vem e para onde vai.

Não viva às cegas!

Seja você mesmo!

Só você pode descobrir o caminho que lhe convém. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 24-7-2017

No Rio, na Linha Vermelha, circulando com medo


domingo, 23 de julho de 2017

[Para que servem as borboletas?] Malfadada política!

Valdemar Habitzreuter

Que a maioria dos políticos é descaradamente mentirosa e cara-de-pau todo mundo sabe. Mas, não nos damos conta de que os políticos se utilizam do subterfúgio das promessas para mentir; o que vale em política é prometer, passar alguma esperança ao povo, mesmo que falsa; portanto, fazer promessas é a arte de validar a mentira como se verdade fosse. Afinal de contas, para se elegerem, não podem deixar transparecer que são oportunistas e muito menos dizer aos eleitores que eles (os eleitores) são otários por acreditarem em seus discursos.

Temos visto isso em todas as campanhas eleitorais e as que virão pela frente terão o mesmo padrão. Depois do fulano eleito, finge estar tentando realizar o que prometeu em campanha. A maioria finge que está trabalhando em prol do povo; na realidade estão protegendo e cuidando de seus negócios particulares, já que uns são grandes empresários, outros, grandes latifundiários, outros mais, proprietários de imóveis sem conta, outros ainda se valem da intelectualidade e são donos de escritórios de advocacia, e por aí vai...

Há aqueles também que não tiveram sucesso em amealhar bens no setor privado, tentam então na vida pública fazer seu pé de meia; afinal de contas, o cofre público é o container da riqueza do país e pode ser assaltado sem escrúpulos – há sempre os otários para encher o cofre, pensam eles.

Este é o quadro político nacional: parlamentares no Congresso trabalhando, e trabalhando muito... muito mesmo, por seus interesses, e a grande sacada e arte é convencer a massa que é em prol dela; no executivo passa-se a imagem do esforço da execução perfeita das políticas socioeconômicas, mas só fica na imagem e no blá-blá-blá de conquistas fictícias tais e tais; e o Judiciário vagaroso se rende impotente na correção dos ilícitos praticados por integrantes do legislativo e executivo e, inclusive, em seu próprio território, que emperra a máquina estatal de funcionar.

Não deixes para amanhã o que podes discutir hoje

Helena Matos

Há 45 anos, ciganos e cabo-verdianos colocaram a Amadora em pé de guerra. Na época culpou-se a censura pela ausência de notícias. E agora culpa-se quem?

15 de agosto de 1972. Quim Furtado, de seu nome oficial Joaquim Lopes Furtado, e de alcunha Anania, natural de Santa Catarina, Cabo Verde, deu entrada no Hospital de São José em risco de vida.

Agressão à paulada é o motivo que explica a gravidade do seu estado.

Joaquim Lopes Furtado, de 30 anos (os jornais às vezes não estão de acordo nesta matéria), é um dos 15 mil nascidos em Cabo Verde que tinham vindo em busca de trabalho naquilo que então chamavam Portugal Europeu ou Metrópole.

Boa parte dos cabo-verdianos que então se encontram em Lisboa são homens e trabalham na construção civil seis dias por semana. Vivem nos bairros antigos da cidade, em pensões-camarata, onde uma cama por noite custava 5$ a 10$ ou, como era o caso de Quim Furtado, servente de pedreiro, nas barracas próximas dos locais onde constroem prédios de apartamentos, como a Reboleira, Paço de Arcos e Benfica. E foi precisamente aí, nas Fontainhas, Venda Nova, que em agosto de 1972 o corpo de Quim Furtado ficou caído, vítima de graves agressões.

Feitas por quem? A resposta vai demorar a chegar e vai confrontar Portugal com mudanças que tinha subestimado.

Joaquim Lopes Furtado foi agredido a 15 de agosto, a 20 morreu. A 21 começam as notícias sobre o cabo-verdiano morto à paulada, nas Fontainhas, Venda Nova, Amadora.

Curiosamente durante esses dias tinham sido publicadas notícias um pouco estranhas sobre factos registadas na zona onde vivia Quim Furtado: agressões praticadas por grupos armados com ferros e tábuas cheia de pregos.

O que estava a acontecer na Venda Nova, Amadora, onde as agressões violentas na rua pareciam estar a acontecer a um ritmo anormal?

Como em todos os crimes procurou-se reconstituir o dia do crime e aqueles que o antecederam. Aquilo que em primeiro lugar se destaca é o dia a dia dos cabo-verdianos então a trabalhar em Lisboa: de segunda a sábado, trabalhavam. Aos domingos e aos feriados dormiam até mais tarde, lavavam a roupa e iam ao baile ou tratar de algum assunto.

A instrumentalização da homossexualidade pela esquerda

João Marques de Almeida

Os liberais devem defender os direitos dos homossexuais e lutar, contra os ataques das esquerdas radicais, por uma sociedade assente na família tradicional. A maioria dos portugueses terá esta posição

A superioridade moral e a intolerância da esquerda mais radical nas questões de costumes são insuportáveis. Quem não concorda com as suas opiniões é desqualificado como reacionário, homofóbico, e até mesmo considerado, como aconteceu com Gentil Martins, como um “velho” (a indecência de alguns esquerdistas radicais ultrapassa sempre os limites razoáveis). Estes ataques surgem regularmente, especialmente quando se discute a homossexualidade.

Há aqui questões que devem ser tratadas de um modo diferente. Uma diz respeito aos direitos e à discriminação contra os homossexuais. É óbvio que ninguém pode ser discriminado, sobretudo na vida pública e profissional, por ser homossexual. Também é óbvio que esta discriminação existiu, e continua a existir. Uma sociedade justa e livre não deve discriminar orientações sexuais, nem raças, nem religiões, nem gêneros. Mas também não deve discriminar ideologias nem doutrinas. Todos nós sabemos os obstáculos que existem à promoção profissional de pessoas conservadoras e liberais em certas universidades ou em certos ministérios (em Portugal, na Europa e nos Estados Unidos). Em suma, todas as formas de discriminação são injustas e devem ser combatidas.

Passemos agora aos direitos dos homossexuais. Há dois direitos que têm sido muito discutidos nos últimos tempos: o casamento e a adoção de crianças. Em ambos os casos, sou favorável ao alargamento desses direitos aos homossexuais. Aliás, não entendo a oposição de muitos católicos ao casamento dos homossexuais na medida em que não se podem casar pela igreja, o único casamento reconhecido pelos católicos. Embora reconheça que é uma questão moral mais complicada, também aceito que homossexuais possam adotar crianças. Um casal de dois homens ou de duas mulheres pode educar devidamente os seus filhos. Acho que é mesmo bizarro discutir as capacidades de educação de um adulto de acordo com a sua orientação sexual.

O fiasco de Lula

Está cada vez mais claro que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político
      
O Estado de S. Paulo

Faltou povo no ato que pretendia defender Lula da Silva, na quinta-feira, em São Paulo e em outras capitais. Apenas os militantes pagos - e mesmo assim nem tantos, já que o dinheiro anda escasso no PT - cumpriram o dever de gritar palavras de ordem contra o juiz Sérgio Moro, contra o presidente Michel Temer, contra a imprensa, enfim, contra “eles”, o pronome que representa, para a tigrada, todos os “inimigos do povo”.

À primeira vista, parece estranho que o “maior líder popular da história do Brasil”, como Lula é classificado pelos petistas, não tenha conseguido mobilizar mais do que algumas centenas de simpatizantes na Avenida Paulista, além de outros gatos-pingados em meia dúzia de cidades. Afinal, justamente no momento em que esse grande brasileiro se diz perseguido e injustiçado pelas “elites”, as massas que alegadamente o apoiam deveriam tomar as ruas do País para demonstrar sua força e constranger seus algozes, especialmente no Judiciário.

A verdade é que o fiasco da manifestação na Avenida Paulista resume os limites da empulhação lulopetista. A tentativa de vincular o destino de Lula ao da democracia no País, como se o chefão petista fosse a encarnação da própria liberdade, não enganou senão os incautos de sempre - e mesmo esses, aparentemente, preferiram trabalhar ou ficar em casa a emprestar solidariedade a seu líder.

Está cada vez mais claro - e talvez até mesmo os eleitores de Lula já estejam desconfiados disso - que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político. A sentença do juiz Sérgio Moro contra o petista, condenando-o a nove anos de prisão, mais o pagamento de uma multa de R$ 16 milhões, finalmente materializou ao menos uma parte da responsabilidade do ex-presidente no escândalo de corrupção protagonizado por seu governo e por seu partido. Já não são mais suspeitas genéricas a pesar contra Lula, e sim crimes bem qualificados. Nas 238 páginas da sentença, abundam expressões como “corrupção”, “propina”, “fraude”, “lavagem de dinheiro” e “esquema criminoso”, tudo minuciosamente relatado pelo magistrado. Não surpreende, portanto, que o povo, a quem Lula julga encarnar, tenha se ausentado da presepada na Avenida Paulista.