sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quiz: Fases de Pablo Picasso

Pablo Picasso (1881-1973) trabalhou em plena liberdade e sem se adscrever a nenhuma escola. Porém, a crítica, para se orientar no meio da sua vastíssima produção artística, estabeleceu algumas etapas ou períodos. Quais são?

Retrato de Picasso, de Juan Gris, 1912
A  – Academicismo, Pós-Modernismo, Desconstrucionismo
B  – Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo
C  – Períodos azul, rosa e africano, cubismo, fase expressiva e o pós-1945 
D  – Azul, Lilás, Negro

Charada (448)

Qual é o próximo
número
da seguinte
sequência?

2, 24, 46, 68, ...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pobres meninos ricos

Ana Paula Henkel

Esta semana, aqui nos EUA, o Partido Republicano anunciou o plano para uma reforma tributária profunda com significativas reduções de impostos para alguns setores. A ideia é estimular o crescimento econômico deixando mais dinheiro na mão da sociedade. Um grupo de quatrocentos milionários ligados ao Partido Democrata (não confundir com a própria imprensa) reagiu dizendo que eles não querem deduções tributárias. Sim, você leu direito: ricos que querem pagar mais impostos. Humm. Como não querer apertar as bochechas de quem está comprando a ideia de que algumas das maiores fortunas americanas querem mais impostos para elas próprias? Vendo as matérias na TV, confesso que fico com uma ponta de inveja de tanta inocência engajada.

Algumas raposas felpudas do jornalismo caíram, meio “sem querer, querendo”, na fábula do rico com consciência social, do banqueiro com coração, do bilionário altruísta que está cansado de tanto dinheiro e agora quer que os companheiros do governo intervenham ainda mais na economia e confisquem o que eles ganharam em tempos de liberdade. Sei.

Essa gente que ficou estupidamente rica na iniciativa privada agora quer a estatização da solidariedade? O PSOL nasce para todos, até em terras ianques. Para alguns correspondentes que vivem na bolha democrata por aqui, a Síndrome de Estocolmo venceu a ganância e um outro mundo é possível. O velho discurso marxista de botequim ganhou os palácios da elite branca, culpada e cansada de guerra. Que homens!

A verdade inconveniente é que, não contem para os valorosos militantes do jornalismo engajado, o milagre do capitalismo está na geração de riqueza. A visão jacobina de que a emancipação da classe trabalhadora e do povo virá da pilhagem do dinheiro dos ricos é um dos mitos mais antigos que existe, mas que, até hoje, só enriqueceu burocratas do governo, intelectuais e, curiosamente, bilionários com coração. Quando a geração de riqueza desacelera, a mobilidade social também pisa no freio e os ricos continuam ricos, assim como pobres continuam pobres. Não precisa ser economista para saber isso.

O ridículo em política

Paulo Tunhas

Deveríamos dar mais atenção ao papel do ridículo em política. O que, num primeiro momento, pode ser insignificante, arrisca-se a, pouco a pouco, contribuir para a destruição da nossa vida comum.

Cada um, de vez em quando, vê-se apanhado por uma questão à qual volta repetidamente. Comigo, de há uns tempos para cá, é a do ridículo em política. Sublinho: em política. Na longa lista dos ridículos possíveis, a maioria pertence à categoria geral do indiferente. E há até alguns que podem ascender ao estatuto do admirável, como no caso do amor, em que o medo do ridículo se arrisca muitas vezes a condenar os indivíduos à infelicidade eterna. Mas em política o ridículo possui uma natureza própria, que em certos momentos se confunde com a do ameaçador.

Nada como um exemplo. A Assembleia Constituinte venezuelana aprovou no outro dia uma Lei Constitucional Contra o Ódio. Já o nome é todo um programa. Não que a legislação sobre as paixões seja propriamente uma invenção do regime do camarada Maduro. Num certo sentido, toda a legislação visa sempre condicionar o exercício das paixões ou encaminhá-lo numa certa direção. Platão explicou-o na República e a lição não foi esquecida pela filosofia. O problema não está, é claro, aí. O problema começa com a ideia de que as paixões podem ser abolidas por decreto. E continua com a escolha da paixão a abolir. O ódio, como se sabe, opõe-se ao amor. A Assembleia Constituinte venezuelana vê-se como a fiel depositária desta última e nobre paixão e como um corpo particularmente habilitado para detectar e punir tudo o que se lhe oponha. Em vez de “ódio” podia, é claro, lá estar “mal”. Não há grande diferença entre uma coisa e outra. Em qualquer dos casos, estamos num plano mítico. O Bem contra o Mal, o Amor contra o Ódio. E as regras mandam que o primeiro elemento de cada par destrua, no fim dos tempos, o segundo. A Venezuela vai por óptimos caminhos.

Foto: Ariana Cubillos/AP

Tanto mais que a Lei Constitucional contra o Ódio se apresenta também como uma lei contra o particular flagelo da intolerância. “A Venezuela põe hoje esta lei à disposição do mundo. Não exportamos somente petróleo, queremos exportar paz, amor e tolerância num mundo gravemente ameaçado pelos poderes imperiais”, proclamou Delcy Rodríguez, a presidente da Assembleia Constituinte. A exportação do Bem sob as suas várias formas promete. O problema fica no interior da Venezuela. Porque os fautores do ódio e apóstolos da intolerância se encontram perfeitamente designados pela Assembleia Constituinte. Com efeito, a lei esclarece que serão doravante ilegais os partidos e os meios de comunicação social que não jurem muito depressinha pelo amor e pela tolerância e que promovam os seus contrários. E, atenção, a intolerância paga-se caro: vinte anos de prisão. Sem tanta magnífica tolerância, presume-se que seriam mais.

Por que é que os professores não têm razão (ou não têm toda a razão)

José Manuel Fernandes

Os professores pedem progressões automáticas como as de outros funcionários públicos, mas nem sabem como tal é injusto quando pensamos no mundo real e não protegido dos trabalhadores do sector privado

O argumento dos professores parece imbatível: se aos outros trabalhadores da administração pública vai ser contado todo o tempo de serviço para efeitos de evolução na carreira, porque haverão os professores de ficar de fora? Mais exatamente, porque ficam de fora “nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço”, como dizem os sindicatos, contabilizando os períodos entre agosto de 2005 e dezembro de 2007 e entre 2011 e 2017?

Visto desta perspectiva a lógica sindical parece imbatível e a irritação dos professores uma maré imparável. Mas temos de ter também a perspectiva do contribuinte (serão mais 650 milhões de euros em salários de funcionários públicos), tal como não podemos perder a perspectiva de todos os que, não sendo trabalhadores do Estado, não beneficiam deste inominável princípio em que “a antiguidade é um posto”. No mundo real, aquele que fica fora do ambiente protegido em que vivem os professores e os outros funcionários públicos, não é assim. Nunca poderia ser assim. Sobretudo é cada vez menos assim.

É esta perspectiva que me interessa, pois é ela que interessa à maioria dos portugueses que pagam impostos e não sabem o que é isso de “promoções automáticas”. Pelo contrário: conhecem bem o mundo em que os empregos não são para a vida, em que as passagens pelo desemprego quase sempre se traduzem na aceitação de empregos com uma menor remuneração, o mundo em que muitas vezes se negoceiam reduções salariais e não promoções “porque sim”.

Esta greve dos professores teve o mérito de nos recordar como é diferente a “bolha” em que vivem aqueles para quem este Executivo tem governado – as corporações que vivem do Estado ou à sombra do Estado – e a dura realidade dos que têm que fazer pela vida e pela criação de riqueza.

Ficámos a saber, ou foi-nos recordado, que a carreira dos professores é “horizontal” – o que significa que não têm de ascender a postos com mais responsabilidade para progredirem na dita “carreira” – e que a sua evolução depende apenas de três fatores: anos de serviço (têm a possibilidade de passar de escalão de quatro em quatro anos, ficando de fora apenas os dois escalões mais elevados); uma avaliação de “Bom”; e terem participado em ações de formação. Como não custa nada participar em ações de formação (mesmo quando estas são algo bizarras, como a formação em percursos pedestres ou em técnicas criativas de reciclagem, para só dar dois exemplos colhidos ao acaso) e o sistema de avaliação de professores foi reduzido à expressão mínima, não havendo limites para aqueles que recebem a classificação “Bom” (só há quotas e reais exigências de qualidade para o “Muito Bom” e o “Excelente”), a verdade é que tudo isto se traduz num sistema de progressão quase automática. Não há provas que tenham de ser prestadas, não há intervenção das famílias, não há sequer medição do progresso dos alunos que possa ser relacionada com a qualidade (ou falta dela) dos docentes.

[Para que servem as borboletas?] Não à desunião!

Valdemar Habitzreuter

Não é momento de ficarmos especulando de como o acórdão será concretizado, velhinhos e velhinhas do Aerus, de como será distribuído o dinheiro da indenização, já que muitos são os credores e todos têm seus direitos.

O que não podemos permitir é que interesses alheios, gente de fora, que não tem nada a ver com a história, se intrometa e dê outro rumo à grana da indenização.

Sabemos que já fora acordado em juízo, pela premência e direito imediato de justiça, de que os idosos do Aerus sejam contemplados a fortiori de sua idade e de ter sido ajustado anteriormente entre a Varig e Aerus; menos verdade, que se faça justiça aos que contribuíram com o Aerus e não conseguiram se aposentar; e que não se esqueça de aplicar as leis trabalhistas para que os ativos na época também sejam contemplados.

Portanto, é preciso ficar atento às manobras maldosas que se cogita efetuar por advogados espertos que veem brechas para distorcer os fatos, e nós a vermos navios sem que a Justiça nos contemple como é devido.

Bloqueada no Facebook por criticar a nova Barbie

A escritora alemã Birgit Kelle:


"Depois de ter criticado o véu islâmico na boneca Barbie, fui bloqueada no Facebook durante sete dias, porque a minha opinião acerca da nova boneca do fabricante de brinquedos Mattel não corresponde aos padrões da plataforma.

Agora também sou uma inimiga do Islão, muito obrigado!

Perguntei no Facebook se num breve futuro também vão fabricar uma casa-Barbie onde o adorável Ken vai dar porrada na Barbie e lapidá-la, caso ela recusar o uso do véu?"
Via José Carmo da Rosa, Facebook, 16-11-2017

Extrema-esquerda pede “morte aos cristãos” na UFBA e mídia silencia sobre o caso

mrk

Quando o documentário “O Jardim das Aflições” foi exibido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, milícias de extrema-esquerda tentaram agredir direitistas, que reagiram.

Agora um novo protesto organizado pela extrema esquerda contra a exibição do filme na Universidade Federal da Bahia (UFBA) ocorreu na segunda-feira, 13 de novembro.

A exibição iria acontecer no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF III), mas a exibição foi cancelada pela universidade de forma totalmente arbitrária. A direção fez a narrativa de que não havia segurança.

O grupo responsável pelo evento acabou exibindo a obra na parede da biblioteca do local.

Agora veja o protesto feito pela extrema-esquerda contra o filme. No protesto, havia até um cartaz com a frase “morte aos cristãos”.


Título e Texto: mrk, Ceticismo Político, 15-11-2017

Charada (447)

O casal Lacerda decidiu comemorar
as suas bodas de ouro com os seus
descendentes diretos: filhos e netos.
Durante a festa, os oito netos presentes
colocaram-se em linha e anunciaram:

“Esta é a nossa mensagem
para os nossos queridos avós”.

Sabendo que os nomes dos netos eram:

Pedro, Amélia,
Rodrigo, António,
Benedita, Élia, Nuno e Sofia, 

qual a mensagem que eles 
transmitiram aos avós?

QUIZ: Arte abstrata

Que artista russo, e um dos principais impulsionadores da arte abstrata, expôs os postulados teóricos da sua atividade pictórica no ensaio Do Espiritual na Arte?


A  – Aleksandr Rodchenko
B  – Serguei Diaguilev
C  – Vassili Kandinsky 
D  – Marc Chagall

Caminhada da vida

Nelson Teixeira

Na caminhada da vida, aprendi que nem sempre temos o que queremos.
Porque nem sempre o que queremos nos faz bem.

Foi preciso sentir dor para que eu aprendesse com as lágrimas.
Foi necessário o riso para que eu não me enclausurasse com o tempo.

Foram precisas as pedras para que eu construísse meu caminho.
Foram fundamentais as flores para que eu me alegrasse na caminhada.

Foi imprescindível a fé para que eu não perdesse a esperança.
Foi preciso perder para que ganhasse de verdade.

Foi no silêncio que me escutaram com clareza.
Pois sem provas não tem aprovação.

E a vitória sem conquista é ilusão.
E a maior virtude dos fortes é o perdão. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 16-11-2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Coronel da Força Aérea é morto durante tentativa de assalto no Túnel Marcelo Alencar

Igor Ricardo

RIO - Um coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) foi morto durante uma tentativa de assalto no início da manhã desta quarta-feira, dentro do Túnel Marcelo Alencar. De acordo com as primeiras informações, a vítima, que foi identificada como Ialdo Pimentel, foi baleado quando seguia pela pista sentido Rodoviária Novo Rio.

Foto: Custódio Coimbra/O Globo
Ainda segundo a polícia, o coronel, que estava acompanhado da mulher, teria se assustado no momento em que foi abordado pelos bandidos e acelerou o veículo. Segundo uma testemunha, os criminosos teriam atirado três vezes contra o veículo. A mulher do coronel não ficou ferida.

- Ele era uma pessoa muito querida. Neste momento, preciso ser forte, porque temos uma filha que era muito ligada a ele. Semana que vem é aniversário dela e íamos viajar juntos, mas infelizmente aconteceu isso. Estávamos casados há mais de 40 anos. Não quero entrar em detalhes. Eu só quero ser forte neste momento e peço que vocês me respeitem - disse a viúva, que não quis ser identificada.

Policiais da Delegacia de Homicídios estão no local. Eles isolaram a área para o trabalho de perícia. O corpo foi encontrado dentro de um carro e foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Civil já está com imagens do momento do crime. A principal hipótese para o crime é de latrocínio (roubo seguido de morte).

Ainda não há informações sobre o enterro da vítima. 
Título e Texto: Igor Ricardo, EXTRA, 15-11-2017

Mending a fractured America

Ben Garrison


Earlier this week I was on the Jesse Lee Peterson show out of LA.

It was a short segment early in the morning and we briefly discussed the NFL kneelers. I spoke about how they offended the fans, the veterans, and US history in general. I pointed out that black Americans have just as much stake and heritage in this country as anyone else. The first person to die in the Revolutionary War was Crispus Attucks, a black man. There were black Minute Men. I mentioned Andrew Jackson and the black battalion that was vital in defeating the the British in the Battle of New Orleans.

Peterson had one call for me—a woman who angrily denounced Andrew Jackson and how those slaves were forced to fight. I was taken aback by this, because those men were heroes and veterans to be honored regardless of slavery. Shamefully, some of those men did not get their freedom, but it does not take away from the fact that they put their lives on the line for their country. I might have added that nearly 600,000 ‘privileged’ white men died in the Civil War to end slavery.

The kneelers seem to have forgotten that.

Charada (446)

Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.


Em que localidade, cenário de um livro de um ganhador do Prêmio Nobel de Literatura (1982), isto aconteceu?

Que vento é este que sopra?

Maria João Avillez

“A culpa é do governo anterior” dizia o maestro Costa, fidelíssimo ao seu tique número UM de obsessivamente derramar culpas inventadas sobre a governação a quem ele roubou a governação.

1. Há uma estranheza. Um vento desconhecido. Um inconforto que se confunde com vergonha. Uma coleção de irresponsabilidades políticas, desmazelos estatais, atos de irracionalidade. É uma sensação pouco definível mesmo para quem lida com as palavras. Que vento é este que sopra?

2. O país parece capturado pela sua própria incapacidade de travar a roda da irracionalidade. Como se as coisas subitamente se desgovernassem a elas mesmas e nada o comprova melhor do que a história do jantar dos “modernos” no Panteão: haverá mais irracional do que os grotescos episódios que de imediato se seguiram? “Ali não há mortos”, dizia uma, como quem diz podem comer e divertir-se à vontade; “é preciso respeitar os mortos” clamava outro, numa admoestação supostamente respeitosa que La Palisse copiaria; “a culpa é do governo anterior” dizia o maestro Costa, fidelíssimo ao seu tique número 1 de obsessivamente derramar culpas inventadas sobre a governação a quem ele roubou a governação. Isto enquanto a media punha o carrossel do comentário ao comentário a girar com vertigem e a metade sã do país hesitava entre rir ou chorar.

3. É como se estivéssemos diante de um escaparate onde se misturam comportamentos insólitos, propósitos irresponsáveis, gestos disfuncionais como este agora de uma qualquer brigada que entrou de rompante num velório, se apropriou do caixão e abalou com ele. Sem mais.

A que ponto de disfuncionalidade “administrativa”, digamos assim, se tem que chegar para que um gesto violento de desrespeito máximo como este seja possível em 2017, na capital de um país europeu (e não num subúrbio do Bangladesh ou numa arrecadação do Burundi) é pergunta sem resposta. O melhor é culpar os outros, mas a litania “do anterior governo” submerso de culpas que não teve, para tapar tudo o que hoje corre mal, qualquer dia faz vomitar um ser normalmente constituído (peço desculpa da horrenda expressão: está à altura do horrendo tique em voga).

O certo é que com ou sem vómito, há um permanente afastar de qualquer responsabilidade como quem enxota uma varejeira incómoda. Ou há uma fuga. Ou um mergulho num estado de negação.

Uma pena só haver um Web Summit por ano.

Guerra racial à solta

Maria João Marques

O racismo e as suas consequências são demasiado graves, e mais grave será se as próprias minorias defenderem a segregação social e cultural: os do outro lado esfregarão as mãos de contentamento.

Vamos fazer um exercício. O que diria o caríssimo leitor se lesse num grande jornal americano uma crónica de um académico branco, votante de Trump, perguntando no título ‘Podem os meus filhos ser amigos de pessoas de cor’? E que lá no corpo do texto apanhasse frases do calibre das seguintes.

‘Vou ensinar [aos meus filhos] a serem cautelosos, vou ensinar-lhes suspeição, vou ensinar-lhes desconfiança. Mais cedo do que pensava, terei de discutir com os meus filhos se podem verdadeiramente ser amigos de afro-americanos.’

‘Poupem-me as platitudes de que por dentro somos todos iguais. Primeiro tenho de manter os meus filhos em segurança.’

‘Não escrevo isto com condescendência conservadora nem prazer. O meu coração está intoleravelmente pesado quando vos asseguro que não podemos ser amigos.’

Apesar de no fim do texto o autor escrever qualquer coisa na linha ‘eu até tenho amigos afro-americanos (mas dos bons, que não se drogam, não roubam, nem vivem dos cupões alimentares)’, para assegurar que, na verdade, é um tipo bestial sem réstia de preconceito, qual seria a reação? Não me parece excessivo supor que seria um escândalo e o autor insultado por todo o lado como o maior racista vivo.

Pois bem, as fases e o título são traduções desta coluna de opinião do New York Times, com a cor de pele e o posicionamento político do autor alterados. Assim já não há problema, pois não? Como é um professor universitário afro-americano a proclamar que os brancos não são dignos de amizade (a não ser que se esforcem muito, e sempre de pé atrás a ver se não lhes escapa nenhum ato compulsivo de solidariedade com a sua raça), que o melhor é os seus filhos perceberem cedo que não se devem dar com gente dessa laia – está tudo bem, certo?

France: Muslims In, Jews Out

Giulio Meotti 

Suburbs have become transformed into one of the most visible signs of the Islamization of France. Anti-Semitism is devouring the French Republic.

While Jewish symbols disappear from France, Islamic symbols proliferate, from burkinis on the beaches to veils in the workplace. Jews who have not fled France are trying to become "invisible".

France's suburbs are rapidly becoming apartheid societies. Hatred of Jews has become the gateway to "la France soumise" -- the submission of France.

French soldiers guard a Jewish school in Paris. (Photo by Jeff J Mitchell/Getty Images)
Suburbs ("banlieues") -- distant from the affluent boulevards and bistros of Paris -- form the "other France". They are the "peripheral France", ("La France Périphérique") as the geographer Christophe Guilluy calls them in an important book. They are where "living together" between communities has really been tested.

In the last 20 years, these French suburbs have not only become "concentrations of poverty and social isolation", but have gone from being some of France's most densely-populated Jewish areas to "lost territories of the Republic", according to the great historian Georges Bensoussan, in his book, Les territoires perdus de la République.

These suburbs have become transformed into one of the most visible signs of the Islamization of France.

This Is What Liberals Actually Believe…

Chris Menahan


According to leftist comic illustrator Shenanigansen, getting robbed can be a positive experience. 

He shared this comic on Monday which got quite the reaction:


In case you’re wondering, the comic is not satire.

A TIME bajula (constrói) Macron e desanca... adivinha?

Edição europeia, de 20 de novembro de 2017. Na capa, Emmanuel Macron, “The Next Leader of Europe*” (O próximo líder da Europa) e no canto inferior direito, para aliviar o desejo da revista,  “*If Only He can Lead France”.

Abrimos a revista. Nas páginas 5 e 6, uma matéria “Voters deliver a big win for Democrats, and a blow to Trump”. (Votantes oferecem uma grande vitória para os Democratas e golpeiam Trump). Voltarei a esta ‘arrasadora derrota’ de Trump no final deste escrito.

Continuamos. Na página 8 “Trump looks to end temporary status for some immigrants.” É necessário vos dizer quem é o mau da fita?

(Abrindo um parêntese para reflexão: você acha normal todo o encarniçamento dos “povos” norte-americano, francês, alemão... em favor dos imigrantes? De TODOS os imigrantes?... Não consigo perceber a causa de todo este ‘amor ao próximo’... Eu me pergunto: eu participaria no Rio de Janeiro, de manifestações, algumas violentas, em favor de TODOS os imigrantes, muito particularmente daqueles cuja religião trata as mulheres abaixo de cão – pior do que isso, até porque eles matam os cães -, joga os homossexuais para o precipício, e, se e quando instalados no Rio de Janeiro, iriam encher o meu saco e o dos demais cariocas exigindo que as cariocas se ‘vestissem’, que as cantinas não servissem linguiça calabresa, e etc, participaria?
NOTA: eu fui imigrante em três países até fevereiro de 2010)

Continuamos a leitura, ou melhor, continuamos a folhear a revista. Na página 64, “Tales of a Photographer in Chief”, uma matéria tipo “que coisa mais amor!” sobre Obama e as fotos de Pete Souza, o autor do livro resenhado. Evidentemente, Obama é o “marlindo”, não só da paróquia. E o mais feio, pois não resistiu à comparação, é... adivinha?

E como disse no primeiro parágrafo, fui pesquisar esses dois Estados que ‘golpearam’ Trump: Virgínia e Nova Jérsey.

Vejamos Virgínia:

(Wikipédia) In federal elections since 2006, both parties have seen successes. Republican Senator George Allen lost close races in 2006, to Democratic newcomer Jim Webb, and again in 2012, to Webb's replacement, former Governor Tim Kaine.

In 2008, Democrats won both United States Senate seats; former Governor Mark Warner was elected to replace retiring Republican John Warner.

Varig: auditoria da companhia não foi concluída por falta de documentos

Buanna Rosa

O auditor da KPMG, Mateus de Lima Soares [foto], afirmou que o relatório final da auditoria da Varig, realizado em 2009, não foi concluído por falta de documentos. Ele alegou que a companhia aérea sonegou informações fundamentais para a apresentação de um parecer conclusivo. A declaração foi realizada nesta terça-feira (14/11), durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) responsável por investigar a falência da Varig.


"Faltavam a assinatura de um contador da companhia no balanço da empresa; a apólice de seguros vigentes, a planilha de financiamentos tributáveis e a autorização do administrador para formalizar o parecer da auditoria. Todos esses documentos foram solicitados diversas vezes", justificou Soares. Por não ter os documentos necessários, o auditor se absteve de opinar no parecer apresentado, sendo assim, ele não pode ser considerado um documento conclusivo. “Também não posso ser responsabilizado pelo relatório”, afirmou.


Sem resultado

O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PSol), lembrou que o serviço de auditoria custou à Varig R$ 583 mil reais. “A empresa pagou um preço caro e o serviço não foi prestado. Isso é um absurdo. Ficamos sem entender qual foi o papel cumprido pela auditoria. Mateus disse que não recebeu da empresa todos os documentos, mas acredito que também não houve esforço da equipe de auditores para conseguir a documentação necessária”, declarou o parlamentar. 

QUIZ: Marc Chagall

Marc Chagall [foto] plasmou nas suas telas um mundo pessoal e inconfundível, caracterizado por:


A  – Paisagens naturais
B  – Presença de elementos da cultura judaica
C  – Cenas oníricas 
D  – Compromisso social

Charada (445)

Durante um desfile militar,
dois soldados
e três marinheiros
marcham em fila indiana.
Analisando as seguintes
premissas, descubra a
ordem em que eles
marcham e quem são
os soldados e os
marinheiros.

a) Sousa marcha à frente de um soldado.
b) Salema não marcha à frente de Sousa.
c) Alves marcha entre Gomes e Salema.
d) Costa é o marinheiro que marcha atrás de Salema. 
e) Os soldados marcham entre os marinheiros.

Acredite na vida

Nelson Teixeira

A vida é muito curta para acordar com arrependimentos.

Ame as pessoas que te tratam bem.
Ame, também, aqueles que não, só porque você pode fazer isso.

Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiver uma segunda chance, agarre com as duas mãos.
Se isso mudar sua vida, deixe acontecer.

Abrace devagar. Perdoe rápido.

Deus nunca disse que a vida seria fácil.
Ele simplesmente prometeu que valeria a pena. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 15-11-2017

[Aparecido rasga o verbo] Proclamação da (Re)pública

Aparecido Raimundo de Souza

A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República Checa tem o governo em Praga e o Brasil tem essa praga no governo”.
Luiz Fernando Veríssimo.

INFELIZMENTE, COMEMORAREMOS, MAIS UMA VEZ, neste Quinze de Novembro, em todo o País, mais um aniversário da Esculhambação da República, mudada “a depois”, para Proclamação, aliás, um dos fatos de maior significação para a nossa história. Há exatamente 128 anos (pela mentirosa “façanha” que nos empurraram goela abaixo, supostamente acontecida em 1889), uma plêiade de patridiotas (patriotas com idiotas), não tendo o que fazer atrelada a civis e militares que (por sua vez, igualmente coçavam os sacos e jogavam palitinhos e dominós),  pior, que diziam acompanhar com esmerado mimo e carinho os acontecimentos  envolventes da Nação, no fim do II Reinado, decidiram pela Esculhambação da República ou Proclamação da República, concretizando, dessa forma, o ideal de um bando de cheira colhões daqueles idos (tempo em que Dom Pedro e a sua anarquia constitucional parlamentarista de um império fracassado),  aspirantes imbatíveis de um regime mais capenga, mais ‘maneiro’ contudo, se levado a sério, com liberdade e responsabilidade, autorizasse aos brasileiros a participarem integralmente do engrandecimento de sua terra pátria.

Hoje não se pode olvidar, embora já passado mais de um século, a bravura, o arrojo, a valentia, e a devoção pelos interesses públicos, e, ainda, a brasilidade, de homens rotulados “machos pra burro”, como marechal Deoduro da Fonteseca, Benjamim Inconstant, Bostelho de Magalhães, Derrétrio Ribeiro e tantos outros, mentoreadores, intelectuais e executores do pomposo movimento.

Nesse trilho, propagandistas de ideais arrojados, como Quintino Bacadaviúva, Silva Jardim Florido, Aristides Bobo, Luiz Grama, Joaquim Trabuco, Lopes Trovão Relâmpago, e o grande e inesquecível Fui Barbosa, permanecem, até agora, na memória de todos, como um exemplo vivo de dedicação pertinaz e de amor incondicional com excessiva paixão à sua terra natal. Como é do saber geral, a proclamação, ou dito melhor, da esculhambação, ocorreu na famosa Praça da Agarração, atual e conhecidíssima Praça da República, no Rio de Janeiro, em frente ao prédio do Mistério da Garra.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

[Aparecido rasga o verbo] A outra metade sem mim...

Aparecido Raimundo de Souza

Meus ideais (quase sempre) possuem a aparência de pássaros noturnos, habitando as ruínas das minhas frustrações”.
Humberto Del Maestro

ESCREVO MEU NOME (e isso já virou mania) em todos os vidros dos carros estacionados que encontro pelas ruas e vielas, igualmente nas casas com janelas e venezianas baixas. É como se fosse deixando uma pista visível, declarada, palpável e patente para que alguém, solitário igual a mim, viesse seguindo meus passos a distância prudente e, num ponto qualquer desta cidade grande, nossas almas se encontrassem, uma com a outra e, num enorme e apaixonado amplexo, trocassem juras de amor eterno.

Não sei por qual motivo vivo sonhando com esse alguém inexistente, e pior, com esse instante que tento fazer imorredouro. Achar, de qualquer jeito, a minha metade faltosa. A outra parte escondida, a alma gêmea, talvez, perdida, solitária, num canto desta metrópole sem medida, imensa como a infelicidade que me desgasta, que me corrói que me enfraquece e me debilita.

Bom seria topar com a fatia da maçã, não só dessa fruta, mas da pera, da melancia, da laranja. Lado outro, a tampa da panela, a meia faltosa, o recheio para o pastel feito na hora. Melhor ainda, o amâncio do chinelo para o pé descalço... a consorte da escova de dente, a companheira da parte desocupada na cama, a felicidade agregada a minha solidão solitária.
 
A procura tem sido longa e em vão. A espera, lenta e cansativa. Até hoje, por mais pistas que tenha deixado ao longo das calçadas e avenidas percorridas, dos carros com meu nome e telefone, e-mail e WhatsApp, toda a jornada se fez estafante, cansativa, esgotante, sumariamente fatigante como os esforços empregados nessa luta desigual, significaram fracasso, baque, despenhadeiro total.

Um governo de mortos-vivos políticos

Rui Ramos

Ninguém perceberá o atual governo se não perceber o enorme conjunto de fracassos que está por detrás dele. Este é mesmo um caso de “mortos agarrados aos vivos", para usar a expressão de Marx.

O padrão já é muito claro, depois do incêndio de Pedrógão, do roubo em Tancos, do surto de legionella, ou do jantar no Panteão Nacional: neste governo, a começar pelo primeiro-ministro, ninguém sabe de nada, ninguém tem responsabilidade, e a culpa é sempre do governo anterior.
Dir-se-ia que desembarcaram ontem de Marte. Mas a sua história governativa não começou ontem, nem sequer há dois anos. O governo de António Costa é apenas mais uma reencarnação ministerial da geração socialista que em 1995 chegou a São Bento com António Guterres, e que desde então tem sido assídua nos ministérios e nas direções gerais. António Costa foi membro do governo entre 1995 e 2002, outra vez entre 2005 e 2007, presidente da câmara municipal de Lisboa depois, e primeiro-ministro desde 2015. Alguns dos seus colegas têm dos mais longos CV governativos do regime. Augusto Santos Silva ocupou quatro ministérios, durante dez anos, desde 2000. Vieira da Silva, entre adjunto de ministro, diretor geral, secretário de Estado e ministro, tem 15 anos de governo desde 1995. Como é possível que, sempre que alguma coisa acontece, se façam de recém-chegados?

Que leva Trump a humilhar Putin?

José Milhazes

Apesar de todos os desmentidos do Kremlin e seus diplomatas a Rússia “passou a jogar numa divisão mais baixa” no campo internacional. Ainda é precisa, mas só para ajudar a resolver problemas regionais


O Kremlin depositava grandes esperanças num encontro bilateral do Presidente Putin com o seu homólogo norte-americano no Vietnam, mas Donald Trump reduziu todos os contatos a uns apertos de mão e uma breve troca de palavras. O ego do “czar” não costuma suportar semelhantes humilhações.

Foto: AFP 2017/ STR/Vietnam News Agency
Iúri Uchakov, assessor de Putin para assuntos internacionais, deu o encontro bilateral como certo, apontando até os possíveis temas da conversa: Coreia do Norte, Síria, Ucrânia e relações bilaterais, a fim de o apresentar como uma realidade, o que irritou fortemente os diplomatas norte-americanos.

Após a Cimeira dos Países da Ásia e do Pacífico, Vladimir Putin foi obrigado a justificar publicamente a razão da não realização do tão esperado encontro, mas deve ter convencido muito poucos. Segundo o dirigente russo, isso ter-se-ia devido ao desencontro dos gráficos de trabalho dos dois líderes e ao facto de os norte-americanos quererem organizá-lo duas vezes consecutivas, o que vai contra as regras protocolares. Num tom humorístico para salvar a face até prometeu “castigar” os funcionários russos culpados de não terem chegado a um acordo com os norte-americanos sobre o protocolo.

#aculpaédoPassos

Alexandre Homem Cristo

Sob pressão, o governo atira com acusações falsas. Foi assim sempre que algo correu mal. Este comportamento constitui uma irresponsabilidade muito mais indigna do que qualquer jantar no Panteão.

Com tanto tema sério por discutir, a utilização do Panteão Nacional para um jantar do Web Summit não passaria de um fait-divers se o governo tivesse arrumado o assunto – reconhecia a decisão da DGPC e ou a defendia ou garantia que não voltaria a acontecer. Mas o governo decidiu ir por outro caminho, cometeu dois erros e tornou o caso digno de discussão.

O primeiro erro foi político: António Costa tentou descartar a sua administração de responsabilidades – remetendo para um enquadramento legal datado de 2014, como quem aponta o dedo ao anterior governo. O problema da acusação, já se percebeu, é que esse mesmo enquadramento determina que “compete à Direção Geral do Património Cultural (DGPC) decidir”, para cada solicitação e de acordo com parecer dos serviços, sobre o arrendamento ou não do monumento nacional em causa. Mais: o enquadramento legal de 2014 define critérios para essa ponderação, nomeadamente que deve salvaguardar-se sempre o prestígio e a dignidade dos monumentos nacionais. E clarifica que a DGPC “reserva-se o direito de não autorizar o aluguer”.

Ou seja, só houve jantar do Web Summit no Panteão porque, em 2017, alguém na DGPC avaliou o pedido de utilização do monumento e considerou que a festa não feria com a dignidade do monumento. Consequentemente, a violência verbal de António Costa (que qualificou a situação de “indigna” e “ofensiva”) acaba por ser, involuntariamente, dirigida contra a atual DGPC e a sua tutela política da Cultura. O caso político (desnecessário) que se criou foi imposto por António Costa contra si mesmo: agora que avaliou a situação como “indigna” e disparou erradamente contra o anterior governo, que condições políticas restam a quem efetivamente deu a autorização para a realização do jantar? Nenhumas.

[Atualidade em xeque] A Kombi, a Varig e o Brasil

José Manuel

Adoro a Kombi. Para mim é um carro perfeito, nem direção hidráulica precisa, se prestando a tudo o que se puder imaginar, e troco qualquer um veículo novo por ela. A primeira que tive, por volta de 1985, foi uma 1972 americana que havia sido da embaixada e pertencia ao saudoso comandante Marcelo Branco. Linda por fora e por dentro, já na época tinha a porta de correr, quando aqui nem se sonhava com isso, ar-condicionado central, com controle acima da cabeça do motorista, motor 1700 Porsche, e hoje estou arrependido por ter me desfeito dela.

Em 1997 chegaram ao Brasil as primeiras e ainda mexicanas chamadas de Carat, por serem extremamente luxuosas, todas de veludo por dentro, e introduziram aqui nessa época a famosa porta de correr. Logo corri ao revendedor e comprei uma, que logo batizamos de macakombi, e que está conosco até hoje. Agora ando atrás de uma "corujinha" como eram chamadas as antigas, como a da Varig por exemplo, por terem o vidro frontal bipartido.


Estão sendo exportadas para a Europa, EUA e Austrália e por isso estão custando um absurdo chegando a 180.000 uma em bom estado e dos anos 70. Ainda não desisti, e se a encontrar vou reproduzir a da Varig.

Escrevi este pequeno relato para que entendam o que a Kombi está fazendo aqui neste texto. Acompanho, por isso, no YouTube os mecânicos "Mustie" de New Hampshire, EUA, que trabalham em Kombis, e o brasileiro "Tonella" de São Paulo, especialista em fuscas e Kombis.

Certa vez, ao entrar no YouTube, me deparei com várias pessoas que estão viajando o Brasil em Kombis motorhome, em especial um casal de Santa Catarina, o Otaviano e a Vanessa, muito alegres e simpáticos, que já percorreram o país pela costa e neste momento pensam em voltar de Manaus, pela Transamazônica. Vale a pena conhecê-los e para vê-los é só acessar YouTube Vivendo Mundo Afora. É gostoso e divertido acompanhá-los em suas aventuras, porque isso sempre me fascinou muito. Já tive Trailer, rebocado por um Jipe Toyota, fiz o Sul até à fronteira com o Uruguai e também morei nele com a minha esposa por um ano e dois meses entre 84 e 86, em um Camping no Rio. Foi uma excelente experiência. Mas, de certo modo, fiz algo parecido com o que estão fazendo, e conheci todo o Brasil também, mas por cima, voando nas asas da Varig.

[Para que servem as borboletas?] O cheiro de podre no ar continua...

Valdemar Habitzreuter

Num fato ou acontecimento impactante que mexe com a sociedade nota-se uma reação popular imediata em seu primeiro momento; mas depois, mesmo exposto e explorado por um tempo prolongado na mídia, vê-se a tendência de perder sua importância e interesse para o público. É o que está acontecendo com a Lava Jato; daí o fato de não haver mais pressão e reação do povo para combater, ostensivamente, os malfeitos de autoridades públicas. Parece que só a novidade momentânea desperta estupefação e exigências para que se faça algo pela moralidade, mas de curto prazo; a longo prazo essas exigências vão se diluindo, transformam-se em desinteresse.

Estamos às voltas com a luta da corrupção no país. Mas ela ainda se ostenta com garras poderosas, haja vista toda cúpula do Executivo que age nos bastidores para que não seja apeada de seu trono e, assim, também conspirar e poder se safar de futuras punições. Em outros países democráticos, em sentido forte, isto não seria tolerado: a população não se deixaria governar por corruptos, infratores da moral e ética da vida republicana.

A corrupção é uma praga perigosa e persistente na esfera de nossa política, tudo gira em torno do “toma lá dá cá”, das mais vis negociações infringindo as leis da Constituição. Tudo na surdina, através de manobras sofisticadas para que não chegue ao conhecimento público. 

E essa malandragem de nossos políticos podemos observar ainda agora em plena vigência da Lava Jato. Nada os faz abdicar de sua natureza podre, estão entranhados dessa podridão e nem sequer sentem mais o cheiro fétido que exala dos poros de suas almas. É com esse estrume acumulado em seu caráter que se sentem fortes para enfrentar os que os atacam.

Guga Chacra é triturado pelos leitores após tomar paulada da cônsul da Polônia e se fazer de vítima


mrk

Guga Chacra está mais perdido que cego em tiroteio. Este é um dia que ele não esquecerá tão cedo.

Para início de conversa, Guga disse que a manifestação pelo Dia da Independência da Polônia era uma manifestação nazista. Eis o print:

Depois de ser refutado, retornou com outro post vitimista por ter sido refutado até pela Cônsul da Polônia, Katarzyna Braiter, que mandou diversas mensagens a Guga Chacra desmentindo a mentira. Em um momento, Katarzyna disse que “como o Senhor persiste nas suas informações falsas a carta do Embaixador da Polônia protestando contra suas acusações em que o Senhor culpa todos os participantes por excessos somente de alguns vai ser enviada à redação do Globo”.

Veja a traulitada de Katarzyna:


Veterano do Vietnã emocionado após discurso de Trump: americanos enaltecem seus homens de farda

Esta notícia você não lerá, nem verá, na CNN, no New York Times, no Los Angeles Times, no USA Today, no Washington Post, na The Economist, no Le Monde, na TIME, e, evidentemente, em nenhum dos 'bonecos de ventríloquo' em Portugal, no Brasil, na França...
JP

Rodrigo Constantino

Um veterano de guerra do Vietnã chorou nos ombros do presidente Donald Trump após seu discurso em Da Nang, durante sua viagem de doze dias pelos países asiáticos. Trump disse que os veteranos são um tesouro nacional, e agradeceu por seu serviço, sacrifício e patriotismo.

Trump continuou, chamando cada um deles de heróis que cumpriram seus deveres com a nação, e que, mesmo nas condições mais difíceis, fizeram o que tinha que ser feito. Em seguida, Trump perguntou se alguém queria falar algo, e alguns militares veteranos assumiram o microfone e fizeram breves discursos.

Um deles disse que era fã de Trump, assim como sua esposa, e que ficava muito honrado com todo o trabalho da gestão atual em prol dos militares. O outro, que falou em seguida, disse, com voz emocionada, que estava muito agradecido, do fundo de seu coração, por todo o apoio aos militares, e que era uma honra estar ali, como um dos sete veteranos do Vietnã, representando os 58 mil heróis que nunca voltaram para casa.

Trump, então, apertou com força sua mão, e o veterano apoiou a cabeça no ombro do presidente, que depois deu fortes tapas de camaradagem nas costas do militar.


Para os americanos em geral, seus militares são exemplo de patriotismo e motivo de muito orgulho. Os democratas, por anos, entenderam isso, e não ousaram atacar muito as Forças Militares, nem mesmo após os anos de protestos contra a Guerra do Vietnã.

Que Tal Fazerem à Geringonça uma Reportagem Igual à do Trump?

Cristina Miranda

A SIC quando resolve trabalhar para o sistema é um espetáculo! Consegue transformar a mais reles das governações no melhor sistema político jamais alcançado em Portugal. Como? Ora, fazendo uma reportagem falando SÓ nas supostas coisas boas IGNORANDO por completo as más. Mas não usa esta fórmula para todos. Se fosse o anterior executivo a fazer estes assassinatos políticos e econômicos, a reportagem aos dois anos de governação geringonça feita por esta TV, teria a abordagem que teve a do Trump: só com os aspectos negativos. Alguém duvida?

Quem viu a reportagem de um ano de governação do Trump feita pela SIC não ficou indiferente ao facto de apenas se fazer uma abordagem ao que correu menos bem. É verdade! Não se falou na economia dos EUA que disparou para valores astronómicos nunca vistos; no menor desemprego de há 16 anos, nas empresas a regressarem em força; na redução de  20% dos combustíveis; no combate eficaz ao DAESH com mais avanços que em oito anos; nas relações cordiais com a Rússia, essenciais à paz mundial (quem não se lembra da temível Guerra Fria que só terminou com Reagan e Gorbachev); na 3ª guerra Mundial que não ocorreu; na diplomacia internacional que ele soube gerir apesar de se temer o contrário; o rasgar de acordos onde  denunciou a falácia da proteção do ambiente dos países aderentes que continuam a ser os mais poluidores;  o brilhante discurso na ONU (vejam-no por completo aqui), politicamente incorreto, com grandes verdades incômodas, onde denunciou a hipocrisia deste organismo. Não. Fez-se uma reportagem onde só se enaltece os aspectos negativos (que os há, claro), se exige muita obra já feita, comparando um ano de governação a quase uma década do anterior. Isto é jornalismo?

A Geringonça, pelo contrário, em reportagem, teve direito a tratamento VIP. Não se falou num governo que começou com a entrega à borla do BANIF ao Santander só para assegurar um empréstimo ao Estado; não se falou do decreto feito na calada da noite para favorecer os banqueiros da CGD dispensando-os de entregar declaração de rendimentos; não se falou do boicote ao inquérito da CGD para que fosse arquivado; não se falou dos inúmeros assessores e adjuntos sem habilitações; não se falou do aumento em mais de MIL boys e aumento de despesa dos gabinetes em 11%, em relação ao anterior executivo; não se falou da substituição das chefias da ANPC por boys,  professores, advogados e outros profissionais sem qualquer experiência em fogos; não se falou na falência do Estado com as mais de cem mortes encurraladas à sua sorte em fogos florestais; não se falou na vergonha do armamento furtado em Tancos cujos contornos são patéticos; não se falou nas mortes por  legionella em hospital público; nas refeições podres das cantinas escolares; das listas de espera em hospitais falsificadas; dos OE de 2016, 2017 e 2018 carregados de impostos indiretos que provocaram a maior coleta de sempre esvaziando os bolsos dos portugueses; da memorável Mariana que disse que era preciso buscar dinheiro a quem acumula dinheiro; das contas marteladas para o défice à custa de cativações e medidas pontuais; da falta de vergonha deste governo em não assumir responsabilidades sobre nada; das mentiras compulsivas e sucessivas de Costa; na dívida que desde a entrada deste governo SÓ subiu, continua a subir e está a atingir limites incomportáveis. Não. É só coisas boas…

Charada (444)

Quando perguntamos
a idade à Helena,
ela respondeu-nos:
“Se adicionarem
8 anos à minha idade,
e dividirem o resultado
por 4, encontrarão
7 anos”.

Quantos anos tem Helena?