quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A fraude universitária contra o impeachment



Ailton Benedito

Depois de mensalão e petrolão, o maior esquema de corrupção do mundo, vem a corrupção da inteligência, como o curso da UnB chamando o impeachment de "golpe".

Entrado o ano eleitoral de 2018, pululam nas universidades estatais, por exemplo, UnBUnicamp, mantidas com dinheiro dos brasileiros pagadores de impostos, fraudes acadêmicas denominadas hipocritamente: “cursos sobre ogolpe 2016”.

A toda evidência, locupletando-se das estruturas universitárias corrompidas intelectualmente e aparelhadas partidariamente, dimensão do nefasto patrimonialismo que esfola o país, militantes político-partidários camuflados de professores organizam fraudes acadêmicas denominadas “cursos sobre o golpe de 2016”, com nefastos objetivos.

Entre tais objetivos, compreende-se a pretensão de desqualificar o processo de impeachment, o qual observou e cumpriu, com o mais absoluto rigor, o ordenamento jurídico, assegurando à “criatura” presidencial lulopetista, Dilma Rousseff, o mais amplo, profundo e demoradíssimo direito à defesa, com todos os recursos imagináveis, “nunca na história deste país”. Quiçá, do universo.

Além disso, tais fraudes acadêmicas visam dar suporte a ataques contra as instituições que conduziram o referido processo de impeachment, sobretudo a Câmara dos Deputados e o Senado da República; e, assim, continuar dando sustentação ao discurso falacioso do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula, do PT e dos seus fiéis seguidores.

Tal discurso, paulatinamente, encontra menos ressonância social, à medida que o governo Temer, malgrado todos obstáculos, consegue vencer razoavelmente parcela da ruína causada pela “nova matriz econômica” dos governos lulopetistas, que legaram ao país: recessão por 2 anos, inflação descontrolada, juros escorchantes, desemprego de 12 milhões de pessoas etc.

Diante disso, a mentira plantada pelos lulopetistas, acusando de ser “golpe” o legítimo processo de impeachment da “criatura” presidencial, dependura-se gradativamente em subterfúgios, com o intuito de se manter em evidência na opinião pública. A isso, lamentavelmente, prestam-se as universidades, especialmente estatais, que dão guarida a tais “cursos sobre o golpe de 2016”. Esses, sim, verdadeiros golpes acadêmicos corruptores da inteligência.

Golpes acadêmicos que se agravam, doravante neste ano eleitoral de 2018, à medida que estarão em disputa os cargos de Presidente e Governadores, e os mandatos de Senadores, Deputados federais e estaduais. Nesse quadro, “cursos” alegadamente acadêmicos, deslegitimadores do processo de impeachment, atendem aos desígnios lulopetistas, que se servem da militância universitária para investir contra os seus adversários junto aos eleitores.

Ressaltando-se que, nestas eleições, estão proibidas doações empresariais para campanhas, a falta de acesso a fontes legais de financiamento privado dificultará seriamente as campanhas dos candidatos e partidos adversários do lulopetismo.

Por outro lado, o acesso privilegiado a sindicatos, centrais sindicais, ONGs, movimentos sociais, entidades de ensino, especificamente as universidades, dispostos a promover suas campanhas político-eleitorais, favorecerá sobremaneira os candidatos lulopetistas e seus companheiros.

Nesse contexto, eles terem à disposição aparelhos universitários, com seus milhões de professores, técnicos e alunos, ou seja, milhões de militantes-eleitores, sem custo financeiro, sob pretexto de realizar “cursos sobre o golpe de 2016”, é-lhes extremamente favorável; a despeito das violações à Constituição e à legislação eleitoral.

Ora, depois do mensalão, do petrolão, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, fraudes acadêmicas que corrompem a inteligência possivelmente sejam consideradas “ninharias”, pelas quais vale a pena correr o risco legal.

Afinal, não costuma perder quem aposta na corriqueira letargia das instituições encarregadas de fiscalizar o uso indevido do patrimônio público e o descumprimento da legislação eleitoral.
Título, Imagem e Texto: Ailton Benedito, Senso Incomum, 28-2-2018

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