quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Um português foi vítima de terrorismo: O PR já contatou a família? O MNE já saiu do coma em que entrou por causa do corredor aéreo britânico? O PM já se pronunciou?…

Helena Matos 

Um emigrante português foi assassinado por um terrorista na Suíça. Mais precisamente foi esfaqueado enquanto jantava por um homem que gritava “Al Akbar – Alá é Grande”. O assassino de nacionalidade turco-suíça já foi detido. Como acontece com os inúmeros autores destes atos já estava referenciado pelos serviços secretos pela sua participação em atos violentos e, como não, sofria de perturbações psicológicas. 

Em Portugal aguarda-se a opinião dos ativistas do costume para saber se é aceitável indignarmo-nos ou não.  Por exemplo, o PR já contactou a família? O MNE já saiu do coma em que entrou por causa do corredor aéreo britânico? O PM já se pronunciou?… 

Escusam de vir dizer que o caso ainda está em investigação e é precoce escrever que se tratou de terrorismo. Não, não é precoce. Vivemos há meses em ondas de indignações seletivas com mortes nos EUA, ondas essas ondas que começam ainda o corpo do morto está no chão e já os jornais do mundo publicam os rostos, a biografia e a motivação dos autores dessas mortes. Por outro lado, o destino invariável destes casos de esfaqueamentos na Europa é este: alguém mata ou fere; em seguida surge a tese do perturbado a mais das vezes com Alá mas não exclusivamente, por fim quando se sabe da motivação terrorista e/ou racista o caso já não está nas notícias. 

PS. A propósito alguém ainda se lembra do ataque com faca no centro de Birmingham a 7 de setembro? Foi só há uma semana. O autor já foi detido. Como de costume já era conhecido das autoridades e tem problemas mentais.

Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 17-9-2020

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