sábado, 26 de setembro de 2020

Delator diz que governador em exercício do Rio participava de desvios

Em delação, o ex-secretário de Saúde conta que esteve no gabinete do presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), para tratar do assunto 

Redação Oeste 

O ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos afirmou, em sua delação premiada, que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT-RJ), deixou claro que parte dos R$ 100 milhões doados pelo Legislativo para o combate ao coronavírus seria desviada em um esquema de transferência de valores a prefeituras do interior, sob a influência dos deputados da Casa. A informação é do jornal O Globo.

De acordo com Edmar, o dinheiro da propina seria dividido com o então vice-governador, Cláudio Castro [foto], que substituiu Wilson Witzel no cargo, e com o ex-secretário estadual da Casa Civil André Moura (PSC). Moura hoje atua no escritório de representação do estado em Brasília. 

Foto: Alexandre Pontes/Estadão Conteúdo

Na delação, Edmar conta que esteve no gabinete de Ceciliano para tratar do assunto. Toda a movimentação de recursos seria estruturada em cima de excedentes dos duodécimos da Alerj — valor transferido pelo Tesouro Estadual para o custeio do órgão. 

Diante das dificuldades de caixa do Executivo, a Assembleia propôs doar as sobras. Mas, agora, o ex-secretário de Saúde alega ter sido uma manobra para beneficiar o esquema de desvio de verbas da Saúde durante a pandemia. 

Título e Texto: Redação, revista Oeste, 26-9-2020, 11h33

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